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    Manifesto da Frente pela Liberdade no Irã

    Manifesto da Frente pela Liberdade no Irã 

     

    Construindo uma Cultura de Paz

     

     Quem Somos?

    Somos um grupo que acredita na diversidade. Pertencemos a diferentes religiões, temos orientações políticas, sexuais, origens étnicas e experiências muito distintas, mas um objetivo comum nos uniu: desejamos que as liberdades civis sejam reconhecidas por todos, inclusive pelo governo iraniano.

    Desejamos que o governo brasileiro, ao promover e estreitar laços diplomáticos com o atual governo iraniano, defenda todas as vidas humanas como sagradas, a democracia como princípio e a liberdade como direito.

    Somos negros, somos brancos,  somos índios, somos quilombolas,  somos católicos, evangélicos, judeus, budistas, bahá´ís,  e  de religiões de matrizes africanas; temos identidades de gênero distintas, somos professores, advogados, médicos, jornalistas, estudantes, trabalhadores, somos jovens, adultos e idosos, somos seres humanos que respeitam seres humanos e a natureza - nosso corpo comum. 

    Cultura de Paz

    A Política com Cultura de Paz alicerça-se em Direitos Humanos, Democracia, Desenvolvimento Sustentável, Desarmamento e Diversidade. Esse é o compromisso do Brasil, diante das Nações Unidas,  Por esse motivo, não apoia nenhum país que venha ferir os princípios que garantam a paz mundial.  

     A respeito do Irã

    As autoridades sustentaram severas restrições sobre a liberdade de expressão, de associação e de reunião. Infligiram medidas enérgicas sobre ativistas da sociedade civil, incluindo os defensores dos direitos humanos em geral e, principalmente, os das mulheres e das minorias. Ativistas vêm sendo presos, submetidos a julgamentos injustos e sem defesa,  em especial no caso das minorias religiosas, a exemplo de bahá´ís, judeus e cristãos, que são duramente perseguidas. Outros foram proibidos de sair do país e de se reunir. A tortura e os  maus tratos aos detentos  são cometidos de forma corriqueira e com  total  impunidade.   Sentenças de açoitamento, amputação e apedrejamento são comuns  no judiciário iraniano.  De acordo com a Anistia Internacional, pelo menos 346 pessoas foram executadas, nos último cinco anos, mas é provável que o número real seja bem maior.

    O Brasil tem o compromisso em explicitar ao Governo do Irã que não apoiamos sua ações internas e que para fazermos acordos internacionais é necessário estabelecermos como base uma cultura de paz, justiça e cura da Terra.  Assim nos tornamos aliados no sentido de que o governo e as autoridades iranianas:

    - Não persigam minorias, mulheres e reprimam manifestações de culto e crença religiosa , prendendo e executando suas lideranças e negando-lhes direitos CIVIS básicos.

    Não neguem sistematicamente os Direitos das Crianças, violando as normas do Direito Internacional, executando crianças e adolescentes. (Segundo dados da Anistia Internacional, desde 1990 o país condenou à morte 42 menores de idade, sendo oito no ano passado e um  em 2009).

    - Não proíbam a liberdade de expressão. (Segundo a Human Rights Watch, somente em 2008, mais de cem estudantes foram presos em protestos nas ruas, sem que suas famílias fossem comunicadas. A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, que lidera o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, recebeu ameaças de morte e seus  escritórios foram destruídos por forças paramilitares)

    Respeitem a diversidade humana (sem condenar à morte ou negar a existência de LGBT no país).

    -  Reconheçam o Holocausto  brutal de 6 milhões de judeus e o assassinato de 5 milhões de ciganos, LGBT, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais, entre outros, respeitando a memória de todas as vítimas e sobreviventes do  nazismo.

    - Não ameacem a segurança de outros países, nem desenvolvam energia nuclear ou realizem testes com mísseis balísticos.

    - Não indiquem para seu ministério pessoas procuradas pela Interpol e acusadas de participar no planejamento de atentados terroristas na América do Sul.

    - Permitam a imprensa livre no mundo, sem restringir o trabalho de jornalistas e escritores. ( o Irã ocupa uma das últimas posições no ranking da organização Repórteres Sem Fronteiras. Numa lista de 175 países , o Irã está em 172º. lugar) .

     Frente pela Liberdade no Irã  

    2009/11/10 Adriana Dias <dias.adriana@...>

    ABGLT  - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais

    ABLIRC - Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania

    ABRADEL - Associação Brasileira de Defesa da Laicidade do Estado.

    AMISRAEL - O Mensageiro da Paz

    Aqui não

    Articulação Política de Juventudes Negras de São Paulo

    Associação Beneficente e Cultural B'nai B'rith do Brasil - São Paulo

    Associação Cultural Israelita de Brasília

    Associação Espirita Luz e Verdade

    ATEA - Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos.

    CENARAB - Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira

    CNAB - Congresso Nacional Afro Brasileiro

    Comunidade Bahá´í do Brasil

    CONIB - Confederação Israelita do Brasil

    ConPAZ - Conselho Parlamentar pela Cultura de Paz da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

    CONSUB - Conselheiros Nacionais de Sacerdotes de Umbanda do Brasil

    De Olho na Midia

    FISESP - Federação Israelita do Estado de São Paulo

    FLO -  Friends Of Life Organization

    IEN - Instituto Edson Neris

    Ilê Asé Orisá Dewi - Brasilia

    Instituto Oromilade

    JJO - Juventude Judaica Organizada

    LIMURB - Liga das Mulheres Umbandistas do Brasil

    Missionários Combonianos

    Pastoral Operária

    Primado Organização Federativa de Umbanda e Candomblé do Brasil

    Rede Ação pela Paz

    REDEPAZ - Education for Peace Globalnet

    Roberto Romano - IFCH - UNICAMP

    Roça de Candomblé Caboclo Sete Flechas e Ylê de Iansã

    SOUESP - Superior Orgao de Umbanda do Estado de São Paulo

     

    Publicado no Jornal Diário da Manhã (30/10/2009)

    Caminhos para a Cultura de Paz (I)

    Iniciaremos uma série de artigos sobre “Caminhos Para a Cultura de Paz”, trazendo exemplos concretos de ações que promovem a paz ou reflexões das pessoas protagonistas da paz.

    Na semana de 16 a 18/10/2009, em São Paulo, aconteceram 21 horas de “II Vigília Interreligiosa” e de “VI Retiro Interreligioso da URI (Iniciativa das Religiões Unidas)” na sede da Ordem Ramakrishna, sendo que no dia 18/10 na Casa Urusvati, continuamos o retiro urbano, com os representantes dos CCs (Círculos de Cooperação) da URI Brasil que se reuniram para avaliar e traçar ações conjuntas em prol do fortalecimento e da expansão da URI.

    “As tradições religiosas, espirituais e indígenas foram convidadas a ‘Compartilhar o Sagrado, para servir ao mundo’ sob orientação do tema ‘União e Cultura de Paz - 10 Anos de URI’”. Com a presença de Yoland Trevino secretária-executiva (coordenadora) da URI América Latina e moderadora do Conselho Global”  (Rev. Elias, coordenador da URI Brasil).

    Fiquei surpresa em ver tantas instituições diferentes, reunidas em vigília e em retiro, em prol do Festival das Luzes, pela Cultura de Paz e União entre as Religiões. Você, participar de rituais, meditações, orações, reflexões, silêncios e escutas, reverenciando, honrando e manifestando o sagrado que há em cada tradição religiosa e nativa. Todas as pessoas se respeitando nas diferenças, convivendo com a divergência num clima de fraternidade, amor, solidariedade e cura. Exercitando a escuta e o diálogo, a comunicação não violenta e o pensamento não violento, o dialogo interreligioso e a mediação de conflito a partir do ponto de vista das suas tradições. Esses são exemplos a serem praticados e seguidos! São gestos de gratidão e de bênçãos!

    Acredito que essa seja uma possibilidade de caminhos para estabelecermos a cultura de paz, começando primeiramente por cada um de nós. Infelizmente muitas guerras e violências que ainda existem é fruto de divergências religiosas ou tem fundo religioso. Cada um professa o seu Deus, os seus dogmas, as suas crenças e interpreta os seus livros sagrados, não segundo os ensinamentos dos manifestantes e sim segundo o ponto de vista subjetivo de algumas lideranças. Com isso ocorrem confusões, divergências, diferenças e violências. Quando nos apropriamos dos livros sagrados originários, encontramos os manifestantes professando o amor, a união, a unidade na diversidade, a fé, a caridade, a solidariedade, a cooperação, a fraternidade, a justiça, dentre outros caminhos para estabelecermos a cultura de paz.

    Presenciei reflexões que são consideradas polêmicas, ainda na sociedade, que eu fiquei surpreendida como as diversas tradições religiosas e nativas tinham tantos pontos em comuns. Como ainda podemos rever conceitos e sentimentos distorcidos, mudar atitudes e comportamentos, ampliar a consciência despertando-a para outras possibilidades de aprendizados e de valores. Como ainda podemos promover o diálogo interreligioso, a justiça, a cultura de paz. Como ainda podemos promover e elevar o planeta Terra num patamar de solidário, sustentabilidade, de dignidade para todas as pessoas e seres vivos de forma ecologicamente saudável!

    Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    é doutoranda e mestre em Ciências da Religião pela PUC Goiás, signatária da URI Goiás (genivaldacravo@gmail.com)

    Fonte: Genivalda Araujo Cravo dos Santos - http://www.dm.com.br/materias/show/t/caminhos_para_a_cultura_de_paz_i

    Compaixão, Cultura de Paz e Diálogo Inter-Religioso, Tranreligioso e Transcultural

    Discurso proferido por  KAREN ARMSTRONG na cerimônia de entrega do prêmio “TED PRIZE”* – fevereiro 2008

      

    Estou muito honrada. É maravilhoso estar na presença de uma organização que realmente faz a diferença no mundo. Fico imensamente grata pela oportunidade de poder falar a vocês hoje.

     

    Estou também bastante surpresa, pois olhando para trás vejo que a última coisa que almejava era escrever sobre ou ter qualquer envolvimento com religião. Francamente, depois que deixei o convento achei que nada mais tinha a ver com religião. Assunto encerrado,pensei. Mantive distância por l3 anos. Queria ser professora de Literatura Inglesa. Não tinha nenhum desejo especial sequer de ser escritora. Foi então que uma série de catástrofes profissionais me aconteceram, uma atrás da outra, até que afinal fui parar na televisão.  Comentei o fato com Bill Moyers, e ele me disse: “Não se preocupe, nós aceitamos qualquer um”. 

     

    Fiz alguns programas religiosos bastante controvertidos, algo que caía muito bem no Reino Unido, onde a religião é extremamente impopular. Assim, pela primeira vez na vida, eu estava finalmente na crista da onda.  Mas me enviaram a Jerusalém para fazer um filme sobre o cristianismo primitivo, e pela primeira vez na vida entrei em contato com as outras tradições religiosas: o judaísmo e o islamismo, as religiões irmãs do cristianismo. Apesar de minha intensa formação religiosa anterior, descobri que nada sabia sobre essas tradições.  Via o judaísmo somente com um tipo de prelúdio ao cristianismo e nada sabia sobre o islã. 

     

    Naquela cidade torturada, onde as três religiões digladiam-se de maneira desconfortável, é possível também perceber a profunda conexão entre elas. E foi o estudo de outras tradições religiosas o que me devolveu um sentido do potencial da religião  e  me levou a olhar a minha própria fé sob uma luz diferente.

     

    Descobri coisas surpreendentes, coisas que jamais me haviam ocorrido.  Francamente, naqueles tempos em que me considerava separada da religião, ela me parecia algo absolutamente inacreditável. As doutrinas me pareciam impossíveis de comprovar, totalmente abstratas.  Para meu espanto, quando comecei a estudar as outras tradições seriamente, percebi que “crença” – um assunto tão debatido hoje em dia – não passa de um entusiasmo religioso que aflorou no Ocidente durante o século 17.   Originalmente o termo “crença”  significava amar, apreciar, querer bem. Mas no século 17 a palavra adquiriu um significado mais específico – por razões que exploro mais a fundo em um livro que estou escrevendo no momento - para significar uma ascensão intelectual a um conjunto de proposições: um credo. “Eu creio”   não significava “Eu aceito alguns artigos de credo da fé”; significava ,“ Eu me comprometo. Eu me engajo”. Na verdade, algumas das tradições religiosas  não dão grande importância à ortodoxia religiosa.  No Corão, a opinião religiosa, a ortodoxia religiosa, é tratada derrogatoriamente como “zanna”: adivinhação auto-indulgente a respeito de assuntos sobre os quais ninguém pode ter certeza, e que leva as pessoas a se tornarem sectárias e briguentas.

     

    Se a religião não acontece na seara do acreditar, do que se trata então?O que descobri, cruzando fronteiras, é que religião gira em torno do comportar-se de maneira diferente.  Em vez de decidir se você acredita ou não em Deus, antes de mais nada, faça algo. Comprometa-se. Só então começará a entender as verdades da religião.  As doutrinas religiosas foram concebidas como chamados à ação: só podemos compreendê-las quando as colocamos em prática.

     

    Nesse campo, o lugar de honra é dado à prática da compaixão.   É incontestável que em qualquer país, e em todas e cada uma das tradições mundiais, a compaixão – a habilidade de sentir com o outro – é o único teste de religiosidade verdadeira, e também aquilo que nos leva à presença do que judeus, cristãos e mulçumanos chamam de “Deus” ou o “Divino”. É a compaixão, diz Buda, que nos leva ao Nirvana.  Por quê?  Porque na compaixão, quando sentimos com o outro, nos destronamos do centro do mundo e colocamos ali um outro ser. Quando nos livramos do ego, aí sim, estamos prontos para ver o divino.

     

    Cada uma das grandes religiões do mundo tem enfatizado, tem colocado no cerne de seus ensinamentos, aquela que conhecemos como a “ Regra de Ouro”. Ela nos foi apresentada pela primeira vez por Confúcio, cinco séculos antes de Cristo: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a você”. Este, disse o sábio chinês, era o fio condutor de todos os seus ensinamentos, e seus discípulos deveriam colocar essa regra em prática todos os dias, o dia todo.  A ”Regra de Ouro” poderia levá-los ao valor transcendente que ele chamou de “coração da humanidade”, uma experiência transcendental em si mesma.

     

    E essa regra é crucial também para os monoteísmos. Há uma história famosa sobre o grande rabi Hillel, contemporâneo de Jesus. Um pagão aproximou-se dele e disse estar disposto a converter-se ao judaísmo desde que o rabi pudesse recitar todo o ensinamento judaico enquanto apoiado em uma só perna.  Hillel apoiou-se em uma das pernas e disse: “Aquilo que é odioso para você, não o faça a seu vizinho. Esta é a Torá, o resto é comentário. Vá e estude-a”.  Vá e estude-a. Isto era exatamente o que ele queria dizer. Disse ele ainda: “Em sua exegese, você deve deixar bem claro que cada um dos versos da Torá é um comentário, um verniz aplicado sobre a Regra de Ouro”. O grande rabi Meir disse que qualquer interpretação da escritura que leve ao ódio, ao desprezo ou à depreciação de outra pessoa – qualquer pessoa – é ilegítima.

     

    Santo Agostinho enfatizou exatamente o mesmo ponto.  ‘As escrituras’, disse ele, “ensinam nada mais do que caridade, e não podemos deixar a exegese das escrituras até que encontremos nelas uma interpretação compassiva”.  Este  esforço para encontrarmos compaixão em alguns  destes  textos cheios de arestas é um bom ensaio para fazermos o mesmo em nossa vida  diária.

     

    Agora, olhemos para nosso mundo. Vivemos em um mundo no qual a religião foi sequestrada, onde terroristas citam versos do Corão para justificar as atrocidades que cometem; onde, em vez de colocarmos em prática as palavras de Jesus “Ame seus inimigos. Não julgue.”, assistimos ao espetáculo de cristãos julgando sem cessar, usando seguidamente as escrituras para discutir com outras pessoas ou para humilhá-las.

     

    Ao longo dos séculos a religião tem sido usada para oprimir o outro e isto se deve ao ego humano, à ganância humana. Como espécie, temos um especial talento para estragar coisas maravilhosas.

     

    E as tradições insistiam também – e este é um ponto importante, penso eu – que não se pode e não se deve limitar a compaixão a seu próprio grupo, sua própria nação, seus correligionários e compatriotas. Você precisa ter aquilo que um sábio chinês chamou de “jian ai”, ou seja, preocupação com todos, amar seus inimigos, honrar o diferente. Diz o Corão que “os formamos em tribos e nações para que possam se conhecer uns aos outros”.

     

    Este alcance universal da religião também tem sido diminuído pelo seu uso – e abuso – para obter ganhos criminosos.  Já perdi a conta do número de motoristas de táxi que, quando comento o que faço para viver, me informam que a religião tem sido a causa de todas as grandes guerras ao longo da história.  Errado! A causa de nossos males atuais é a política.

     

    Não se enganem, porém, religião é um tipo de falha geológica, e quando um conflito se instala em dada região, a religião é assambarcada e torna-se parte do problema. Os tempos modernos se mostraram extremamente violentos. Entre l914 e l945, só na Europa, 70 milhões de pessoas morreram em consequência de conflitos armados.  Muitas de nossas instituições, e até mesmo o futebol (que era um passatempo agradável) hoje é causa de tumultos onde pessoas morrem. Não é de surpreender que a religião também tenha sido afetada por este ambiente violento.

     

    Penso também que, no geral há um grande analfabetismo religioso. As pessoas parecem equacionar fé religiosa com acreditar. Com frequência nos referimos às pessoas religiosas como crentes, como se esta fosse sua característica principal. Com muita frequência, objetivos secundários são priorizados em detrimento da compaixão e da “Regra de Ouro”.  A “Regra de Ouro” é muito difícil de ser seguida. Muitas vezes, quando estou falando sobre compaixão para alguma congregação, percebo a expressão de revolta no rosto de alguns: muitas pessoas religiosas preferem estar certas a serem compassivas.

     

    Mas a coisa não acaba aí. Desde 11 de setembro, quando meu trabalho sobre o islã projetou-me na vida pública de uma maneira que jamais imaginei, tive a oportunidade de viajar pelo mundo todo e, onde quer vá, encontro o anseio por mudanças. Voltei recentemente do Paquistão onde literalmente milhares de pessoas assistiram às minhas palestras, e elas vêm porque anseiam, antes de mais nada, por ouvir uma voz ocidental amiga. Principalmente os jovens vêm e me perguntam: O que podemos fazer? O que podemos fazer para mudar as coisas? Meu anfitrião no Paquistão me disse: “Não seja demasiado gentil conosco. Diga-nos onde estamos errando. Vamos conversar sobre onde a religião está falhando”.

     

    Segundo meu parecer, a situação atual é tão séria que qualquer ideologia que deixe de promover um sentido de compreensão global  e  apreciação mútua entre os povos, está fadada ao fracasso no devido tempo. A religião tem um grande número de seguidores aqui nos Estados Unidos – as pessoas talvez sejam religiosas de diferentes maneiras (como mostra uma reportagem recente) mas, mesmo assim, elas ainda querem ser religiosas. Somente a Europa ocidental mantém seu secularismo, que hoje vai adquirindo um aspecto adoravelmente antiquado.

     

    Mas as pessoas querem ser religiosas, e a religião deveria representar uma força em prol da harmonia no mundo, algo que pode e deveria ser, em vista da Regra de Ouro “Não faça aos outros o que não deseja que façam a você”, uma ética que deveria ser aplicada globalmente nos dias de hoje.  Não devemos tratar outras nações da maneira como não gostamos de ser tratados.

     

    Esta é uma questão religiosa – sejam quais forem as nossas crenças capengas – este é um assunto espiritual.  É uma questão ética profunda que envolve e deve envolver a todos nós. Como disse, há um profundo desejo de mudança por aí afora.  Aqui nos Estados Unidos pode-se constatar isto na campanha eleitoral: nela se evidencia esse anseio por mudança. As pessoas das igrejas e mesquitas deste continente, depois do 11 de setembro, estão se reunindo localmente para criar redes de compreensão mútua. Vozes provindas de sinagogas e mesquitas estão afirmando: “ Precisamos começar a dialogar”.  Penso que é chegada a hora de ultrapassarmos a idéia de tolerância e caminharmos no sentido de valorizarmos um ao outro.

     

    Há uma história que gostaria de contar-lhes. Ela se encontra no clássico A Ilíada e nos fala sobre como a espiritualidade deveria ser. Vocês conhecem a historia da Ilíada: a guerra de 10 anos entre a Grécia e Tróia. Em um incidente, Aquiles, o famoso guerreiro grego, retira suas tropas da batalha e todo esforço de guerra é comprometido. Na confusão que se sucede Patroclus, seu querido amigo, é morto num combate corpo a corpo, por Heitor, um dos príncipes troianos. Aquiles, enlouquecido pela dor, pela raiva e pelo desejo de vingança, mata Heitor, mutila seu corpo e recusa-se a devolvê-lo para que seja enterrado pela família o que,  para os gregos, significava que a alma de Heitor ficaria perdida, condenada a vagar eternamente. Certa noite, Príamo, rei de Tróia, um velho, entra incógnito no campo grego, caminha até  a  tenda de Aquiles para pedir-lhe que devolva o corpo de seu filho. Todos se espantam quando o velho tira o capuz revelando sua identidade. Aquiles olha para ele, pensa em seu próprio pai e começa a chorar. Príamo olha para o homem que matou tantos de seus filhos  e,  também ele,  chora. O som do choro de ambos enche o espaço.  Os gregos acreditavam que chorar junto criava um laço entre as pessoas.  Aquiles então toma ternamente o corpo de Heitor e o entrega ao pai.  Os dois homens se olham nos olhos e veem um ao outro como divinos.

     

    Esta é também a ética que encontramos em todas as religiões. Isto é o que significa superar o horror que sentimos quando estamos sendo ameaçados por nossos inimigos e começamos a apreciar o outro. È de grande importância saber que a palavra “santo” em hebraico, aplicada a Deus, é “Kadosh”: separado, outro.  De fato, talvez a alteridade mesma de nossos inimigos seja o elemento que nos pode inspirar a transcendência absolutamente misteriosa que é Deus.

     

    Agora, aqui vai meu pedido: gostaria que vocês me ajudassem na criação, lançamento e propagação de uma “Carta pela Compaixão” – idealizada por um grupo de inspirados pensadores pertencentes às três tradições abraãmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo, e baseada no princípio fundamental da “Regra de Ouro”.  Precisamos criar um movimento envolvendo todas essas pessoas que encontrei em minhas viagens (e que vocês encontram) e que, de alguma maneira,  querem juntar-se a nós e reencontrar sua  fé,  uma fé que elas sentem que foi seqüestrada, como costumo dizer. Precisamos empoderar as pessoas para que se lembrem da ética da compaixão, precisamos dar-lhes as diretrizes.  Esta Carta não deve ser um documento grande. Gostaria que ela oferecesse diretrizes sobre como interpretar as escrituras, estes textos que tem sido vítimas de abusos. Lembremos do que os rabis e Agostinho disseram sobre como as escrituras devem ser governadas pelo princípio da caridade.  É preciso voltar a isto. Retornemos a este ponto e também à idéia de termos todos, judeus, cristãos e mulçumanos (tradições tão frequentemente em desacordo)  trabalhando juntos para criar um documento que, esperamos, será assinado por milhares de líderes religiosos das principais tradições do mundo.

     

    Vocês são as pessoas que podem fazer isto, eu sou apenas uma acadêmica isolada. Apesar da idéia equivocada de que gosto de exposição, a verdade é que  passo a maior parte de meu tempo sozinha, estudando. Vocês, com conhecimento da mídia, são aqueles que podem me explicar como levar esta mensagem mundo afora, a todas as pessoas do planeta.

     

    Tive algumas conversas preliminares e o arcebispo Desmond Tutu, por exemplo, está muito feliz por co-assinar esse projeto, assim como o imã de Nova York, Faisal Rauf.  Estarei trabalhando também com a Aliança das Civilizações na ONU.  Fiz parte dessa iniciativa da ONU chamada Aliança das Civilizações, convocada por Kofi Annan para diagnosticar as causas do extremismo e para oferecer orientações claras para as nações afiliadas sobre como evitar sua escalada.

     

    A Aliança das Civilizações informou que está disposta a colaborar.   A importância deste fato – posso ver a expressão preocupada de muitos de vocês que estão pensando que a ONU é uma instituição lenta e pesada. Mas a ONU pode nos oferecer certa neutralidade para que esta iniciativa não seja considerada algo somente ocidental ou cristão, mas que parte da própria ONU, do mundo, e ela  nos ajudaria muito com a burocracia envolvida num tal projeto.

     

    Assim sendo, os convoco a juntarem-se a mim para construir esta Carta, lançá-la e propagá-la. Gostaria de vê-la em todas as universidade, todas as igrejas, todas as sinagogas e mesquitas mundo afora, de maneira que as pessoas possam olhar para suas tradições, resgatá-las e transformar a religião numa fonte de paz neste mundo, algo que a religião pode e deve fazer.

     

    NOTA:

               

                *TED (Technology, Entertainment, Design) - uma iniciativa sem fins lucrativos dedicada a “idéias que valem a pena serem divulgadas”.

     

    *“Ted Prize” destina-se a alavancar o excepcional quadro de talentos e recursos da “Ted Conference”.  O prêmio é atribuído anualmente a três destacados indivíduos que recebem, cada um, US$ 100.000,00 e, o que é mais importante, o privilégio de “Um Pedido para Mudar o Mundo”.

    Depois de alguns meses de preparo, eles revelam seu pedido no decorrer da cerimônia de premiação que tem lugar durante a “Ted Conference”. Estes pedidos tem resultado em  iniciativas de colaboração com  impacto de longo alcance.

     

    Tradução: Clara Terra

     

     Fonte: egrupo URI Brasil

    POLÍTICAS DE PREVENÇÃO E DE ATENDIMENTO À SAÚDE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO (I)

    CONAE 2010 - ETAPA ESTADUAL/MATO GROSSO

    Cuiabá, 03 a 07 de novembro de 2009

     

    EIXO IV - COLÓQUIO 2. POLÍTICAS DE PREVENÇÃO E DE ATENDIMENTO À SAÚDE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO.

     

    GENIVALDA ARAUJO CRAVO DOS SANTOS

    Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião – PUC/GO. Professora de História - Secretaria Estadual de Educação de Goiás (SEE/GO); e Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME); Contatos: 62-91130193 / e-mail: genivaldacravo@gmail.com

     

    “A OIT também defende o direito do trabalhador ao "trabalho decente". A entidade conceitua trabalho decente como ‘um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade, e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem de seu trabalho’” (Fonte: http://www.parana-online.com.br/canal/direito-e-justica/news/372993/).

     

    1. O IMPACTO DO TRABALHO NA SAÚDE DAS PESSOAS

    Pesquisas desenvolvidas no final da década de 1990 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Laboratório de Psicologia e Trabalho da Universidade Federal de Brasília (LPT/UnB), sobre o impacto da profissão na saúde mental das trabalhadoras em educação diagnosticaram o alto índice da síndrome de burnout. Para Codo (1999), esse quadro indica um grave problema, o qual poderá levar à falência da educação. Esta doença, que afeta a saúde mental da trabalhadora em educação, forma um quadro de desalento, desmotivação, apatia, perda de energia, desistência e isolamento da sociedade, podendo culminar na depressão, exigindo tratamentos psiquiátricos, psicológicos e, até mesmo, licenças para tratamento de saúde.

    Levantamento realizado no Programa de Saúde no Serviço Público do Estado de Goiás constatou um aumento de licenças para tratamento de saúde por transtornos mentais no ano de 1999, com um total de 2.163 pessoas; no ano de 2000, um total de 2.496 pessoas; em 2001, 3.686 pessoas; no primeiro semestre de 2002, 3.001 pessoas. A maioria dessas licenças é concedida às trabalhadoras em educação. Na rede municipal de educação de Goiânia, o número de licenças médicas das trabalhadoras em educação para tratamento de saúde por transtornos mentais de setembro a dezembro de 2002 foi de 170 e de janeiro a abril de 2003, foi de 120. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, em 1999, 330 milhões de pessoas no mundo sofreram de depressão, conforme PASQUALI e TRACCO (2003, p. 12-4): “de cada 20 pessoas, três vão ter pelo menos um surto depressivo na vida [...] só no Brasil serão mais de 10 milhões de vítimas do mal”.

    Na região centro-oeste 15,7% dos professores (as) sofrem com a síndrome de burnout, segundos dados da psicóloga Nádia Maria Beserra Leite (http://genivaldacravo.spaces.live.com/blog/cns!C9023A1317D4FA7!2486.entry).

     

    1.2. O IMPACTO DO TRABALHO NA SAÚDE DAS PESSOAS: A REALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

    Nos nossos estudos desenvolvidos no mestrado (SANTOS, 2007) percebemos que o trabalho gerou impacto na saúde do trabalhador em educação, ocasionando adoecimento como a síndrome de burnout. Essa constatação foi corroborada tanto na literatura e como na pesquisa de campo.  No primeiro capítulo da dissertação apresentamos um retrato pessoal, profissional e da saúde dos trabalhadores em educação[1].

    No perfil pessoal a maioria são mulheres na faixa etária entre trinta e cinqüenta anos, convivendo no mesmo ambiente de trabalho, algumas casadas, umas solteiras e outras separadas e, em sua maioria, com um a três filhos(as), tendo de administrar trabalho, família e educação dos(as) filhos(as); autodenominam-se de diferentes cores, algumas, possivelmente, poderão não ter consciência de que são afro-descendentes, já que 32% se consideraram pardas.

    Essas trabalhadoras em educação desempenham múltiplas responsabilidades e competências no cotidiano da escola, como: planejamento escolar, elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP), cuidam do espaço físico, dos multimeios didáticos, da segurança dos estudantes, da alimentação, da infra-estrutura escolar, participam do Programa de Desenvolvimento Escolar (PDE), do Conselho Escolar, dos Programas de Formação Continuada e das avaliações escolares.

    Na atuação profissional, dessas pessoas, evidenciou-se sobrecarga de trabalho e de atividades. Um convívio permanente com pessoas de idades, personalidades, formação, experiências e vivências diferentes. Profissão que exige qualificação, atualização e formação continuada. O tempo de serviço variou entre (27%) com um tempo de trabalho entre dez anos, uns (35%), entre dez e vinte anos, e outros (38%), entre vinte e trinta anos.

    O público-alvo dos (as) trabalhadores (as) em educação são os seres humanos, em suas diversas fases e idades, seja num contato com os estudantes, com os colegas de trabalho e/ou com a sociedade em geral. Essa é uma das profissões que exigem paciência, tolerância, civilidade e afetividade. Conseqüentemente o impacto do trabalho na qualidade de vida dessas pessoas apresenta quadros alarmantes, apontando a necessidade de intervenção dos órgãos públicos no sentido de minimizar os efeitos perniciosos da desistência na educação básica (SANTOS, 2007). Entendemos qualidade de vida conforme a definição proposta pela Organização Mundial da Saúde – OMS:

    A percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto de sua cultura e no sistema de valores em que vive e em relação a suas expectativas, seus padrões e suas preocupações [...] conceito bastante amplo, que incorpora, de forma complexa, a saúde física, o estado psicológico, o nível de independência, as relações sociais, as crenças pessoais e a relação com aspectos significativos do meio ambiente (THE WHOQOL GROUP, 1995 apud FLECK, 2008, p. 25)

    A doença laboral que está acometendo os (as) trabalhadores (as) da educação básica, no Brasil, em 48,04% é a síndrome de burnout. Esses dados foram divulgados em 1999 por Wanderley Codo no livro “Educação: carinho e trabalho” onde denúncia a gravidade do problema que poderá levar a educação pública à falência, pois naquela época já representava uma epidemia instalada na educação brasileira. Essa doença pode manifestar-se em qualquer profissional e/ou trabalhador (a) que mantenha uma relação constante com os afetos, com outros seres humanos ou que se sinta injustiçada nas relações trabalhistas ou sofra assédio moral ou que esteja sobrecarregada, desempenhando diversas competências e habilidades ao mesmo tempo e em diferentes áreas. Apresentaremos, logo abaixo, uma descrição resumida dos sintomas e conseqüências da síndrome de burnout.

    1.3. ANATOMIA DE UM TRABALHO PENOSO E AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS NA SAÚDE DAS TRABALHADORAS EM EDUCAÇÃO

    Com base nas reflexões expostas anteriormente, vamos apresentar nos parágrafos subseqüentes as conseqüências desta profissão na saúde. Observemos o Quadro 1:

    Quadro 1: Anatomia de um Trabalho Penoso

    Doenças psiquiátricas e neurológicas: trabalho que exige muita atenção com o público, conflitos nas relações pessoais motivados pela múltipla convivência, autoritarismo burocrático e excesso de responsabilidade.

    Calos nas cordas vocais: provocados pelo excessivo número de horas falando em alta voz.

    Problemas cardíacos: ocasionados pela falta de exercícios, de alimentação adequada e pelo estresse.

    Problemas de coluna: causados pelo grande número de horas em posição incômodas e uso de equipamentos não-ergonômicos.

    Irritação e alergias: especialmente na pele e nas vias respiratórias, provocadas pelo pó de giz.

    Varizes ocasionadas pelo longo tempo em pé, além de problemas circulatórios diversos.

    Fonte: VIEIRA (2003, p. 26).

     

    Verificamos que essa anatomia de um trabalho penoso apareceu nos resultados da pesquisa de campo da dissertação. As condições de trabalho docente, dado à sua precariedade, são vistas como verdadeiras fontes geradoras dos distúrbios vocais e do estresse, podendo-se estabelecer uma relação entre os mesmos e as condições efetivas de trabalho dessa categoria profissional.

    Das pessoas entrevistadas, 26% solicitou afastamento do trabalho e 66% faltou ao trabalho por diversos motivos. Verificamos que o número de trabalhadoras que solicitaram licenças médicas por causa de depressão não corresponde ao número das pessoas que responderam terem tido essa doença (59%). As faltas ao trabalho poderão estar camuflando estresse, burnout ou outras doenças conseqüência da profissão laboral. Segundo as pessoas entrevistadas, elas faltaram ao trabalho por diversos motivos, desde problemas familiares e pessoais, doenças na família e com a própria pessoa, a participação em eventos, entre outros motivos. Não temos como saber quantas faltas às pessoas tiveram num semestre ou num ano, pois não foi esse o objeto de nossa pesquisa, mas seria um dado interessante para cruzarmos com os dados sobre o nível de burnout e depressão.

    Foram evidenciados na pesquisa de campo, também, vários sintomas que representam sinais de estresse e intolerância que poderão levar uma pessoa a adoecer, trazendo como conseqüências problemas físicos, mentais ou emocionais (LIMONGI FRANÇA; RODRIGUES, 2002).

    Eu fiquei encabulada quando eu fui ao psicólogo e ao psiquiatra em janeiro [2004], eu falei para ele, que lá parecia uma subsecretária, parecia um órgão da secretaria municipal de educação, de tantos colegas que eu encontrei fazendo consulta e tratando de depressão. Na escola no dia a dia estou vendo isso por causa da sobrecarga de dois, três turnos de trabalho lidando diariamente com tanta gente sofrida (Antonia).

     

    Esse quadro dos sintomas apresentados é preocupante, pois, como verificamos anteriormente, as funções, os papéis e as responsabilidades na educação são complexas, exigem atributos, habilidades, competências e conhecimentos que, na maioria das vezes, devem ser dosados com muita paciência, tolerância e afetividade.

    Estava muito estressada, esgotada e coincidiu de anunciar o Programa de Demissão Voluntária e, muito cansada, com filho pequeno, problemas domésticos, resolvi entrar na demissão. Fiz um balanço do que poderia perder e poderia ganhar e optei pelo filho e pela casa. Ficar em casa um período [no outro, trabalha na rede municipal], cuidando dos meus afazeres de mãe e de dona de casa (BARROS, 2002, p. 88).

     

    Desse mesmo mal-estar, as funcionárias administrativas são também acometidas:

    Há os que têm um nível de escolaridade mais alto, reclamando, e com razão, de que seu trabalho é rotineiro, sem verem aproveitadas suas potencialidades; há os que se encontram com nível de escolaridade compatível com a função, mas sentem o tempo todo que precisam de mais, pois participam da educação e recebem condições de trabalho compatíveis apenas com lavar alfaces (CODO, 1999, p. 367).

     

    Tanto professoras como funcionárias administrativas sofrem do mal-estar profissional, que sempre refletirá no desempenho do seu trabalho e nas relações sociais. Se formos considerar as diferenças das complexidades exigidas de cada função, afirmaríamos, precipitadamente, que a professora está mais suscetível ao adoecimento. Essa afirmação carece de um estudo científico para corroborar tal hipótese. Por exemplo, se a professora ficar doente e precisar faltar ao serviço ou pegar licença para tratamento de saúde será contratada uma substituta, ao passo que a funcionária, que trabalha em Goiás, não tem tal benefício, outra colega da escola ficará sobrecarregada. Essa realidade traz, provavelmente, conseqüências para a saúde das pessoas, para o seu trabalho profissional, para sua relação com os estudantes e com a sociedade.

    Analisemos com atenção o seguinte depoimento:

    Vários colegas eu já encontrei [adoecidos] [...]. Também aqui na escola, eu cheguei na sala dos professores, tinha uma professora deitada no chão na hora do intervalo, aquilo pra mim... Aquela cena não saiu da minha cabeça, um absurdo, fui conversando com ela e percebi a depressão que ela tava vivendo. Ela chegou a me pedir [diretora] me devolve pra secretaria faz qualquer coisa pelo amor de Deus, mas eu não consigo entrar mais na sala de aula. Então ela e os outros colegas eu indiquei que procurasse um médico, um tratamento [...] isso é constante na nossa profissão (Antonia).

    Verificamos, na pesquisa, que a maioria das pessoas entrevistadas (80%) não sabe o que é síndrome de burnout, somente 18% diz conhecer essa doença. Com relação à questão ‘você já teve essa doença’, ficou evidenciado o total desconhecimento por parte das pessoas entrevistadas, a maioria respondeu “não” e “não sei”, outras, num total de 87%, não a responderam. Foram poucas as pessoas que, no momento de responder, confirmavam com convicção – por conhecer a doença – que não tiveram tal acometimento. Apenas 13% afirmaram ter a doença.

    Com relação à depressão, 59% das pessoas entrevistadas consideraram que tiveram ou têm depressão e 39%, que não têm a doença, sendo que, das que tem depressão, 84% buscou ajuda em tratamento espírita; 78%, na religião, das quais 43%, no espiritismo; 8%, no catolicismo e espiritismo; 8%, na religião evangélica e espiritismo, e 3%, na Seicho-Noie; 70%, em livros de auto-ajuda; 54%, nos psicólogos e em remédios; 49%, sozinha e 41%, nos psiquiatras. Segundo as pessoas entrevistadas, 38% tiveram ou têm depressão há mais de um ano; 19%, há alguns dias; 16%, há mais de três meses; 8%, há duas semanas; 8%, há três ou cinco semanas; 5%, há dois meses e 3%, há uma semana.

    Valendo-nos dessas respostas, podemos verificar a confusão presente com relação ao que sejam os sintomas que evidenciam depressão, estresse, síndrome de burnout ou, possivelmente, outro tipo de doença.

    Estudiosos de diferentes culturas dão diferentes definições à saúde mental. Os conceitos de saúde mental abrangem, entre outras coisas, o bem-estar subjetivo, a auto-eficácia percebida, a autonomia, a competência, a dependência intergeracional e a auto-realização do potencial intelectual e emocional da pessoa. Por uma perspectiva transcultural, é quase impossível definir saúde mental de uma forma completa. De modo geral, porém, concorda-se quanto ao fato de que saúde mental é algo mais do que a ausência de transtornos mentais (OMS, 2001, p. 29).

     

    Se saúde mental é “algo mais do que a ausência de transtornos mentais”, então, a anatomia de um trabalho penoso (Quadro 1) pode demonstrar que a educação está adoecida. Durante a coleta de dados nos órgãos responsáveis pelas licenças médicas, algumas pessoas demonstraram preconceito, deboche, casos como piadas e brincadeiras. Utilizaram expressões do tipo “é malandragem das pessoas; só querem ficar em casa; fulano já teve aqui não sei quantas vezes; os psiquiatras só dão licença, é um estressinho e querem licença”. Algumas depoentes relataram casos, tanto no plano de saúde do estado como no município de Goiânia, de serem desacatadas, desrespeitadas e tratadas como se fossem objetos e não seres humanos que estiveram ou estão doente.

    1.4. O QUE É SÍNDROME DE BURNOUT, SINTOMAS E CONSEQÜÊNCIAS

    Não existe uma definição única na literatura internacional para a síndrome de burnout, há um consenso de que essa doença “seria uma resposta ao stress laboral crônico, não devendo, contudo ser confundido com stress” (CODO; VASQUES-MENEZES, 2002, p. 240), seria uma doença profissional, pesquisada pioneiramente desde 1970 por Cristina Maslach, psicóloga social, e Herbert J. Freudenberger, psicanalista. Para esses autores, burnout seria

    a resposta emocional a situações de stress crônico em função de relações intensas – em situações de trabalho – com outras pessoas ou de profissionais que apresentam grandes expectativas em relação a seus desenvolvimentos profissionais e dedicação à profissão; no entanto, em função de diferentes obstáculos, não alcançam o retorno esperado (LIMONGI FRANÇA; RODRIGUES, 2002, p. 50).

     

    Há uma grande expectativa com relação à profissão que se está desempenhando, mas as frustrações, as decepções, os problemas, as desvalorizações, as condições de trabalho, a realidade, que não corresponde com o que é planejado, desejado, sonhado, e o contato constante com diferentes pessoas, possivelmente ocasionarão burnout. Essa doença é considerada uma síndrome porque tem três elementos básicos “que podem aparecer associados, mas que são independentes: despersonalização, exaustão emocional e baixo envolvimento pessoal no trabalho [ou redução da realização pessoal e profissional]” (CODO; VASQUES-MENEZES, 2002, p. 241).

    Para compreendermos esses três sintomas ou aspectos da síndrome, observemos o quadro abaixo:

    Quadro 3: Características, Sintomas e Conseqüências da Síndrome de Burnout

    Exaustão emocional

    O profissional sente-se esgotado, com pouca energia para fazer frente ao dia seguinte de trabalho, e a impressão que ele tem é de que não terá como recuperar (reabastecer) essas energias. Esse estado costuma deixar os profissionais pouco tolerantes, facilmente irritáveis, ‘nervosos’, ‘amargos’, no ambiente de trabalho e até mesmo fora dele, com familiares e amigos.

    Despersonalização

    É o desenvolvimento do distanciamento emocional que se exacerba, como frieza, indiferença diante das necessidades dos outros, insensibilidade e postura desumanizada. O contato com as pessoas é impregnado por uma visão e atitudes negativas, freqüentemente desumanizadas, com a consciência de que em seu trabalho o profissional lida com seres humanos e com perda de aspectos humanitários na interação interpessoal [...] Como resultado do processo de desumanização, o profissional perde a capacidade de identificação e empatia com as pessoas que o procuram em busca de ajuda e as trata não como seres humanos, mas como ‘coisas’, ‘objetos’. Tende a ver cada questão relacionada ao trabalho como um transtorno, como mais um problema a ser resolvido, pois que o incomoda e perturba. Assim, o contato com as pessoas será apenas tolerado, e a atitude em geral será de intolerância, irritabilidade, ansiedade.

    Baixo envolvimento pessoal no trabalho ou redução da realização pessoal e profissional

    A sensação que muitos têm é de que ‘estão batendo a cabeça’, ‘dando murro em ponta de faca’, dia após dia, semana após semana, ano após ano, o que desenvolve intensos sentimentos de decepção e frustração. Com o incremento da exaustão emocional e da despersonalização e todas suas conseqüências, não é raro um senso de inadequação e o sentimento de que se tem cometido falhas, com seus ideais, normas, conceitos. Pode surgir a sensação de que se tornou outro tipo de pessoa, diferente, bem mais fria e descuidada. Como conseqüência, surge queda da auto-estima, que pode chegar à depressão.

    Fonte: LIMONGI FRANÇA; RODRIGUES (2002, p. 51-52).

     

    Codo (1999) esclarece que a síndrome de burnout é um problema de saúde mental que pode levar a educação pública à falência, fazendo-se necessário o reconhecimento das autoridades sobre a epidemia que está se instalando e a necessidade de implantação de políticas públicas para sua prevenção, seu diagnóstico e tratamento. O público-alvo das trabalhadoras em educação são os seres humanos em suas diversas fases, seja num contato com estudantes, com colegas de trabalho e com a sociedade em geral. Assim, é relevante e urgente a apropriação do que seja essa doença, sua conseqüência para o trabalho, para a educação, para a vida pessoal e familiar, para a sociedade, bem como é necessário traçar políticas públicas para o seu tratamento e prevenção.

    Observemos o quadro das sintomatologias da síndrome de burnout:

    Físicas

    Psíquicas

    Comportamentais

    Defensivas

    Fadiga constante e progressiva

    Distúrbios do sono

    Dores musculares ou osteomusculares

    Cefaléias, enxaquecas

    Perturbações gastrointestinais

    Imunodeficiência

    Transtornos cardiovasculares

    Distúrbios do sistema respiratório

    Disfunções sexuais

    Alterações menstruais nas mulheres

    Falta de atenção, de concentração

    Alterações de memória

    Lentificação do pensamento

    Sentimento de alienação

    Sentimento de solidão

    Impaciência

    Sentimento de insuficiência

    Baixa auto-estima

    Negligência ou excesso de escrúpulos

    Irritabilidade

    Incremento da agressividade

    Incapacidade para relaxar

    Dificuldade na aceitação de mudanças

    Perda da iniciativa

    Aumento do consumo de substâncias

    Comportamento de alto risco

    Suicídio

    Tendência ao isolamento

    Sentimento de onipotência

    Perda do interesse pelo trabalho até pelo lazer

    Absentismo

    Ironia, cinismo

    Fonte: BENEVIDES-PEREIRA, 2002, p.44. In aput BARASUOL, 2005, p. 54.

    Essas sintomatologias camuflam a doença da desistência, as pessoas começam a acreditar que estão acometidas de males físicos, passam por diversas especialidades médicas até descobrirem que o que sentem é burnout, o mal que acomete os (as) cuidadores (as) (SANTOS, 2007; BARASUOL, 2005).

    É evidente e explicito o mal estar, a dor psíquica sentida e vivenciada pelas (os) trabalhadoras (es) em educação. Analisemos as citações mencionadas nesse artigo sobre burnout. A pessoa ao sentir algo que não sabe identificar ao certo o que tem, ao perceber e vivenciar sentimentos de dualidade, fragmentação, hostilidade, frieza, irritabilidade, intolerância, pessimismo, desmotivação, apatia, em síntese “tudo vai mal”. Como poderá ter qualidade de vida, na sua vida e conseqüentemente no trabalho? Fora que esse mal estar é contagioso. Segundo algumas pesquisas científicas, tradições espirituais, religiosas e nativas o pensamento é poder. O pensamento negativo forma energias densas que vai contaminando o meio ambiente, atrapalhando e neutralizando as boas ações ou o desejo e motivação de buscar ajuda (ARNTZ, 2007; SANTOS, 2007; SIQUEIRA, 2003).

    Já PASSOS (2004, p. 52-56) reflete essa doença como uma oportunidade simbólica de mudança do velho paradigma educacional para um novo, onde os seres humanos terão condições de ter prazer e sentido de vida no que fazem.

    1ª) As doenças físicas são nossas irmãs! 2ª) A cura de nossas enfermidades não pode ser feita pela supressão dos sintomas físicos e pelo silenciamento de nossas dores... 3ª) Se houver uma ação em favor da vida – e contra Burnout -, não é a supressão do signo e de sua simbolização, mas sim, compreender e modificar o significante, que são as razões sócio-econômico-político-culturais de nossos conflitos... A cura de Burnout, em nós, é a cura da escola; é a cura das relações materiais e sociais de produção; é a cura da cultura pervertida; e a cura da exploração de nosso desejo; é a destruição da mentira institucional; é a recuperação de voz de protesto, ou seja, a remissão da condição de mercadoria a que estamos submetidos como classes e que usurpa nossa humanidade.

    Numa abordagem a partir das ciências da religião, a síndrome de burnout, conforme analisada por PASSOS (2004) deixa de ser simbolicamente uma representação do mal, uma culpa, impureza, estigma, pecado para ser salvação, redenção, justiça, ressignificação dos valores, concepções, princípios e estruturas educacionais. É uma denúncia de que algo não vai bem, não é só com os profissionais em educação e sim em toda estrutura e sistema, perpassando todos os níveis institucionais, as pessoas que trabalham na educação, as sociedades, as culturas. Ao mesmo tempo burnout, também, pode representar uma resistência silenciosa e inconscientemente contra o mal que acomete a educação.

    1.5. O QUE É DEPRESSÃO, SINTOMAS E CONSEQÜÊNCIAS

    Doença que afeta a mente e o corpo, os sintomas são físicos e psicológicos, mas a natureza exata da doença varia de uma pessoa para outra, ou seja, uma determinada pessoa pode apresentar a predominância de alguns sintomas da doença que diferem dos sintomas predominantes em outra. Classificada como transtorno afetivo bipolar, episódio depressivo, transtorno depressivo recorrente, transtorno persistente do humor e outros transtornos do humor, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em função do perfil sintomatológico, da gravidade, do padrão de recorrência e do curso (CORDAS; TAVEIRA, 2003, p. 15).

    Quadro 4: Sintomas e Conseqüências da Depressão

    Uma ‘lentificação de processos psíquicos’ de gravidade variável que dificulta o raciocínio por lentificar os pensamentos, causa redução da capacidade de organização e planejamento, da concentração e, conseqüentemente, da memorização.

    Tais alterações afetivas e cognitivas ‘são acompanhadas de uma distorção para o negativo’ dos afetos (sentimento e emoções) e dos pensamentos (idéias) que integram a mente.

    Assim, surgem sentimentos/sensações de sofrimento (angústia, culpa, ressentimento, tristeza, mágoa, vazio, falta de sentido, insegurança, baixa auto-estima etc.) e pensamentos negativos recorrentes (fracasso, inutilidade, morte, doença, ruína financeira, auto-recriminação etc.).

    Eles aparecem na forma de ruminações depressivas e se associam a um aumento de preocupações e à sensação de que ‘tudo é difícil, complicado’. [...] ocorrem ainda falta de vontade, indecisão e falta de iniciativa.

    Os principais sintomas fisiológicos são a insônia – tipicamente o despertar precoce – ou a hipersonia, a falta ou o aumento de apetite e peso, a queda de libido e dores ou sintomas físicos difusos não-explicados por outro problema médico.

    Fonte: CORDAS; TAVEIRA (2003, p. 14-5).

     

    Na verdade, os médicos utilizam o termo depressão para descrever uma doença clínica considerada grave, cujos sintomas podem durar vários meses, ou até anos, ao contrário das reações que todas as pessoas têm, quotidianamente, caracterizadas por fases de baixo-astral e tristeza, mas que podem passar rapidamente, o que não é o caso do quadro depressivo. As pessoas neste estado, quando procuram ajuda, fazem-no em diversos segmentos, não só na medicina oficial, mas na terapia alternativa e em diversas religiões.



    [1] Consultar SANTOS, Genivalda Araujo Cravo dos. Burnout, depressão e tratamento espiritual no Espiritismo [versão eletrônica].  Palma de Mallorca: Fundació Càtedra Iberoamericana, 2007. Disponível em http://www.uib.es/catedra_iberoamericana/publicaciones/burnout/libro.doc. Acesso em 04 de jun. de 2008.

     

    POLÍTICAS DE PREVENÇÃO E DE ATENDIMENTO À SAÚDE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO (II)

    2.                 A BUSCA POR QUALIDADE DE VIDA NUMA VISÃO TRANSDISCIPLINAR

    Diversos estudos, no Brasil e internacional, já apontam para a melhora da saúde das pessoas acometidas com transtornos mentais ou outros tipos de adoecimentos através e pela fé e/ou crença, na participação em rituais ou práticas religiosas e espiritualistas (DALGALARRONDO, 2008; FLECK, 2008; VASCONCELOS, 2008). Dentre esses estudos estão as minhas pesquisas desenvolvidas no mestrado sobre terapêutica espírita e a relação entre religião e saúde. O resultado final dessa pesquisa apontou uma melhora acentuada na saúde mental das pessoas que procuraram essa terapêutica e algumas relataram até curas e como essas práticas terapêuticas ajudaram na profissão (SANTOS, 2007).

    A dissertação de mestrado de Cleide Martins Canhadas (1999), também, evidenciou nos seus estudos num centro espírita em São Paulo a cura através da terapêutica espiritual no tratamento das doenças físicas, emocionais, mental e espiritual. O antropólogo GREENFIELD (1999) desenvolveu os seus estudos sobre as curas espirituais de efeito físico e, também, demonstrou a eficácia da terapêutica religiosa espiritual em diversos tipos de adoecimentos.

    DALGALARRONDO (2008) no seu livro “Religião, psicopatologia & saúde mental”, apresenta uma revisão literária sobre os conceitos de religião, espiritualidade, fé e crença numa abordagem multidisciplinar. O autor buscou compreender como a crença, a religião interfere na saúde e no adoecimento das pessoas com problemas na saúde mental. Relata diversas pesquisas já realizadas em diferentes partes dos continentes sobre o restabelecimento da saúde através da crença, da fé, da religião e da espiritualidade.

    Já VASCONCELOS (2008) no livro “Espiritualidade no ambiente de trabalho: dimensões, reflexões e desafios”, analisa as mudanças advindas nas organizações a partir da espiritualidade nos ambientes de trabalho, distinguindo religião de espiritualidade. Apresenta uma revisão conceitual sobre espiritualidade, paradigma espiritual nas organizações e como essa prática pode evitar adoecimentos, melhorar os locais de trabalho e a saúde dos profissionais.

    FLECK & COLABORADORES (2008) no livro “A avaliação de qualidade de vida: guia para profissionais da saúde” conceitualiza qualidade de vida a partir das experiências no grupo de pesquisa Word Health Organization Quality of Life Instrument (WHOQOL) da Organização Mundial da Saúde (OMS). O módulo que foi criado, pela OMS, é um instrumento internacional de avaliação da intervenção ou não da espiritualidade, religiosidade e crenças pessoais na qualidade de vida, dentre outros itens que são avaliados.

    A partir da elaboração das versões do questionário de campo (WHOQOL – 100 e a versão abreviada WHOQOL – Bref) e analise dos seus resultados. Alguns pesquisadores e pesquisadoras perceberam que as questões referentes às dimensões espirituais, crença, fé e religiosidade eram incompletas. Uma das alternativas formuladas foi traduzir a versão RCOPE Scale, que no Brasil ficou conhecida como Escala de Coping Religioso Espiritual (Escala CRE):

    Os objetivos do coping religioso se coadunam com os cinco objetivos-chave da religião, que são: busca de significado, controle, conforto espiritual, intimidade com Deus e com outros membros da sociedade, transformação de vida [...] e bem-estar físico, psicológico e emocional [...] Estratégias religiosas de coping foram verificadas em estudos a partir de evidências quanto à importância da religião, em especial diante de situações de crise [...], principalmente frente a problemas relacionados à saúde e ao envelhecimento, como doenças, incapacidades e morte [...] à perda de entes queridos [...] e às guerras [...] Estudos demonstram que coping religioso espiritual pode estar associado tanto a estratégias orientadas para o problema, quanto a estratégias orientadas para a emoção [...] (PANZINI, 2004, p. 25-26).

     

    O nosso interesse na pesquisa que estamos investigando é realizar um estudo na abordagem transdisciplinar. Estamos entendo nesse artigo, num construto preliminar, o conceito terapia espiritual religiosa como um método onde as pessoas buscam a sua autotransformação, autoconhecimento, auto-cura e uma conexão/ponte com o seu ser espiritual, emocional, mental e físico. Um equilíbrio no todo onde a sua inteligência espiritual está ancorada na sua dimensão ética espiritual. Aqui estamos entendendo dimensão espiritual conforme BONILLA (2008, p. 6) “aquele componente do ser humano, que transcende a suas dimensões material, mental e emocional, e se centra no significado da vida, em harmonia com as Energias Superiores”.

    BONILLA (2008) menciona, também, o conceito inteligência espiritual que em resumo:

    ‘a inteligência espiritual unifica, integra e reveste-se do potencial de transformar o material surgido dos outros dois processos: razão e emoção. Ela ‘fornece um centro de crescimento e transformação, dá ao Eu, um centro ativo, unificado, gerador de sentido’’ [...] ‘A inteligência espiritual’ não tem nenhuma conexão necessária com religião. Para algumas pessoas, aquela inteligência pode encontrar um modo de expressar-se através da religião tradicional. Mas, ser ‘religioso’ não garante alto QS (quociente espiritual) [...] ‘A religião convencional é um conjunto de regras e crenças (dogmas) ‘impostas de fora’; a ‘inteligência espiritual’, entretanto, é uma ‘capacidade’ interna’, inata, do cérebro e da psique humana, extraindo seus recursos mais profundos do âmago do próprio universo’ [...] ‘A inteligência espiritual’ é a ‘inteligência da alma’, com a qual nos curamos, e com a qual nos tornamos um ‘todo íntegro’ [...] (ZOHAR; MARSHALL apud BONILLA, 2008, p. 4-5).

     

    Essa definição vem de encontro ao que acreditamos ser a conexão e a ponte motivadora para algumas pessoas buscarem a acupuntura, o shiatsu, o tai chi chuan, a meditação, o reike, a astrologia, a oração, o passe, a benzição, o culto no lar, a contemplação, a visualização dentre outras formas de terapias complementares, alternativas ou terapias espirituais religiosas, conforme preferimos chamá-las.

    A UNESCO recomenda que a ciência leve em consideração as tradições espirituais, outras culturas não ocidentais, a arte, a poesia, a literatura, a espiritualidade como alternativa de compreensão do mundo e de novas possibilidades de soluções dos problemas que assola a humanidade e que coloca em risco a vida no planeta terra.

    A crise que vivenciamos atualmente consiste num reflexo do extremo avanço científico e tecnológico logrado pela humanidade, sem que houvesse ‘o correlato desenvolvimento das dimensões psíquica, emocional, valorativa, ética, noética e o despertar da essência espiritual. Temos uma tecnociência incrível, sem alma, sem coração, sem espírito (CREMA apud CREMA 2008, p. 13).

     

    Diante dessa crise o ser humano está buscando nomia e ao mesmo tempo vive uma angustiante duvida Ser ou Ter. As terapias espirituais religiosas oferecidas, desde as tradições espirituais até os dias de hoje podem oferecer a possibilidade de solução dessa crise pessoal e coletiva e conseqüentemente uma saída da fragmentação do ser.

    Necessitamos inventar, com urgência, um código de comunicação transdisciplinar. Tenho constatado que uma das maiores dificuldades para a transmissão da abordagem holística diz respeito à insuficiência dos nossos habituais discursos. Não é possível falar do novo com a linguagem velha [...] Como transmitir uma mensagem inclusiva que contenha, ou possa dar abrigo, à visão do cientista, à do filósofo, à do poeta e à do místico? Este é um dos maiores e mais tocantes desafios a nossa frente: romper com a clausura dos fragmentados discursos das disciplinas (CREMA, 1993, p. 159).

     

    No livro de Erich Fromm “Ter ou Ser?” (1977) o autor descortina um dos véus da crise da humanidade, a semântica do sentido e do significado dos conceitos ou das palavras. Para ele isso pode denotar “o fim da ilusão” (FROMM, 1977, p. 23-32). Ao longo do livro o autor vai conceituando e exemplificando as diferenças entre Ser e Ter ou quem sabe o ter e o ser.

    Ao que tudo indica ‘ter’ é uma função normal de nossa vida: a fim de viver nós devemos ter coisas. Além do mais, devemos ter coisas a fim de desfrutá-las. Numa cultura em que a meta suprema é ter – e ter cada vez mais [...] Menciono apenas uma questão aguda: o conceito de ‘processo, atividade e movimento como um elemento no ser’. Como assinalou George Simmel, a idéia de que ser implica mudança, isto é, ser é ‘transformar-se’ [...] (FROMM, 1977, p. 35; 43).

     

    FROMM (1977, p. 57-60) analisa a diferença entre fé no modo ter e fé no modo ser. Observemos logo a baixo as diferenças:

    A fé, no modo ter, é a posse de uma resposta àquilo para o que não se tem qualquer prova racional. Ela consiste de formulações criadas por outros, que se aceita porque se aceita sujeição a outros – em geral uma burocracia. Ela traz consigo o sentimento de certeza devido ao poder concreto (ou apenas imaginário) da burocracia. È o bilhete de ingresso para juntar-se a um grupo grande de pessoas. Ela alivia da árdua tarefa de pensar e tomar decisões próprias. A pessoa torna-se um dos beati possidentes, os felizes proprietários da verdadeira fé [...] No modo ser, a fé é um fenômeno totalmente diferente [...] A fé, no modo ser, não é, em primeiro lugar, uma crença em certas idéias (embora possa também ser isto), mas uma orientação íntima, uma ‘atitude’. Seria preferível dizer-se que se ‘está na fé, em vez de que se tem fé’ [...] Pode-se estar em fé consigo mesmo ou para com outros, e a pessoa religiosa pode estar em fé para com Deus [...] Nossa fé em nós mesmos, em outro, na humanidade, em nossa capacidade de tornarmo-nos plenamente humanos, também implica certeza, mas certeza baseada em nossa própria experiência, e não em nossa submissão a uma autoridade que dita certa crença [...] (FROMM, 1977, p. 57-59).

     

    Sendo assim a terapia espiritual religiosa pode significar para a pessoa que freqüenta ou participa de terapêutica, como um modo ter ou como um modo ser ou quem sabe começar num tipo e ir emergindo para outro tipo. No trabalho de campo, que eu realizei com as trabalhadoras em educação que estavam adoecidas com a síndrome de burnout e/ou depressão, pudemos constatar nos relatos os dois movimentos: uma busca do ter e outra do ser. De acordo com as buscas ocorria uma mudança de atitude e de comportamento. As pessoas acabaram escolhendo o caminho do autoconhecimento, da autotransformação e da auto-cura, segundo o entendimento das entrevistadas (SANTOS, 2007).

    SIQUEIRA (2003, p. 25-64) analisa “A labiríntica busca religiosa na atualidade: crenças e práticas místico-esotérica na capital do Brasil”, a partir dos principais significados e visões de mundo dos grupos pesquisados, a saber: 1. Karma e reencarnação: a lei de causa e efeito ou lei de ação e reação; noção de evolução dos indivíduos e da própria humanidade; 2. Visibilidade do eu interior, eu superior, eu maior, eu crístico ou eu próprio: ‘conhece-te a ti mesmo’; a anulação do ego; 3. O mundo é uma ilusão: anular o ego e desapegar-se: o que nos afasta de Deus é o orgulho, o falso ego; Nós estamos no meio do oceano de ilusão; 4. A divinização do indivíduo: recuperação da magia e psicologização da religiosidade: nós somos Deuses, todo mundo é Deus; 5. Holismo e ecumenismo: ‘o ser como um todo numa perspectiva integral’ (SIQUEIRA, 2003, p. 32-40). Nessa dimensão, conforme a visão da autora, os desdobramentos seriam: a) As novas dimensões do mundo e a re-localização do eixo interior-exterior: a maldade não existe, nós criamos a maldade; b) Desinstitucionalização, destradicionalização e pluralismo religioso; c) Conteúdo identitários, emocionais e de mercantilização religiosa; d) Secularização, dessecularização (SIQUEIRA, 2003, p. 40-54).

    Essas visões, significados e desdobramentos das práticas terapêuticas espirituais religiosas dos adeptos e/ou participantes nas atividades evidenciam a inteligência espiritual de cada pessoa que se manifesta na sua procura, busca e/ou prática. Acreditamos que uma das possibilidades de compreensão dessa subjetividade humana é através da transdisciplinaridade. Ao negarmos a inteireza do Ser poderemos estar negando o seu direito de se cuidar.

    Ser terapeuta é cuidar do que não é doente em nós, do ser, facilitando a cura a partir do intrinsecamente saudável. Sempre cautelosos quanto à cilada da inflação do ego pessoal, tinham por sua tarefa cuidar ou facilitar, reconhecendo que é o vivente, na natureza, quem cura. É espantoso comprovar que os padres do deserto antecederam, em dois milênios, a psicologia humanística e transpessoal do Ocidente. Cuidar do corpo, cuidar do desejo, cuidar do imaginal e cuidar do outro, segundo Fílon, são quatro tarefas básicas dessa antiga tradição (CREMA, 1993, p. 162-163).

     

    A partir das experiências vivenciadas pelas pessoas em retiros, seminários, holopráxis, terapias, leituras, participação em instituições religiosas ou outras atividades orientadas ou não por um terceiro. A pessoa poderá ou não ressignificar o seu mundo interno e externo. Para exemplificar tal afirmação, indicamos a pesquisa desenvolvida pela autora desse artigo. Onde constatamos que as entrevistadas da educação de Goiânia, Goiás alegaram que encontraram nomia e melhoras na sua saúde a partir da participação na terapia espiritual espírita. As mesmas alegaram que a religião ajudou na profissão permitindo uma ressignificação dos problemas vivenciados nos locais de trabalho através da teodicéia fornecida pela crença que participaram. Outro dado evidenciado a participação em crenças diferentes, simultaneamente ou não, com o objetivo de busca por cura ou melhoras na saúde (SANTOS, 2007).

     

    CONCLUSÃO

    A profissão interfere na saúde das pessoas, trazendo como conseqüências doenças como distúrbios vocais, a síndrome de burnout e de depressão, advindas também do estresse laboral, e que refletem no local de trabalho. As trabalhadoras entrevistadas, em sua maioria, encontram-se estressadas, intolerantes e em burnout. Percebemos que as pessoas entrevistadas, para a sobrevivência, trabalham mais de oito horas por dia, o que ocasiona uma sobrecarga, isso sem considerar as exigências profissionais, como formação continuada, leituras, avaliações, atualizações, atividades extraclasse – correções de trabalhos, provas etc –, higiene, manutenção e segurança do espaço físico, bem como as atividades domésticas e o cuidar dos filhos.

    A maioria das trabalhadoras em educação não tem tempo para o lazer e o lúdico. Conseqüentemente, a profissão é um perigo, e, como uma panela de pressão, poderá estourar na saúde física e mental das profissionais e também no processo de ensino-aprendizagem. Infelizmente, a pesquisa demonstrou a falta de conhecimento, por parte das trabalhadoras em educação, do que seja a síndrome de burnout e, também, do que venha a ser, realmente, a depressão.

    Constatamos que as trabalhadoras em educação buscam a religião nos casos de problemas com a saúde porque ela proporciona conforto, respostas aos porquês das doenças e o restabelecimento da vida simbólica e da nomia. A busca pelo tratamento espiritual no espiritismo está vinculada à teodicéia explicativa da religião. Para 95% das entrevistadas, o tratamento realizado no espiritismo proporcionou melhoras na sua saúde e, para 84%, a religião ajudou profissionalmente. Isso denota, também, o vínculo entre educação, saúde e religião.

    As terapias espirituais religiosas são métodos, utilizados pelas pessoas, com o possível objetivo de desobstruir as energias paradas, onde o corpo fala e as dores aparecem; modificar a vida que se encontra em conflito, em angustia, fragmentada, adoecida; encontrar respostas para os seus problemas existenciais, materiais, seus problemas diversos; a fim de restabelecer a saúde, estar em paz ou gerenciar melhor os conflitos e as crises enfrentadas. Nessa dimensão a inteligência espiritual pode ser o grande impulsionador desse desejo e busca. Quando essa dimensão espiritual está obscurecida, em ilusão ou fragmentada pelo ter. As pessoas podem buscar na bebida, nas drogas, na criminalidade, no consumismo a forma de preencher essa dimensão espiritual, mesmo que seja de forma distorcida. 

    5. Referências

    ARNTZ, William. Quem somos nós? A descoberta das infinitas possibilidades de alterar a realidade diária. Tradução de Doralice Lima. Rio de Janeiro: Prestígio, 2007.

    BARASUOL, Evandir Bueno. Burnout e docência: sofrimento na inclusão. Três de Maio: Setrem, 2005.

    BARROS, Delci de Souza. A evasão de professores do magistério público estadual em Goiânia. Dissertação (Mestrado em Educação Brasileira) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, Goiás, 2002.

    BONILLA, José A. O novo paradigma: transdisciplinaridade. 18 set. 2008.

    Disponível em: http://br.monografias.com/cgi-bin/search.cgi?substring=0&bool=and&query=O+novo+paradigma%3A+transdisciplinaridade&I1=Buscar. Acesso em: 27 jan. 2009.

    CANHADAS, Cleide Martins. Cura espiritual, uma visão integradora corpo-mente-espírito. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1999.

    CORDÁS, Táki Athanássios; TAVEIRA, Ana. Recuperação funcional e remissão em psiquiatria. In: MORENO, Doris Hupfeld et alii. Recuperação em depressão. São Paulo: Livre, 2003. p. 9-28.

    CODO, Wanderley (Coord.). Educação: carinho e trabalho. 3. ed. Petrópolis: Vozes; Brasília: Ed. da UnB, 1999.

    CODO, Wanderley; VASQUES-MENEZES, Iône. Burnout: sofrimento psíquico dos trabalhadores em educação. São Paulo: Kingraf, out. 2000. (Cadernos de saúde do trabalhador, INST/ CUT-Brasil)

    CREMA, Isabela Pontual. Abordagem transdisciplinar holística e educação: um novo olhar para a construção de uma cultura de paz. Artigo científico (Trabalho de conclusão de curso de Psicologia) - Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2008.

    CREMA, Roberto. Além das disciplinas: reflexões sobre transdisciplinaridade geral. In: WEIL, Pierre; D’AMBROSIO, Ubiratan; CREMA, Roberto. Rumo à nova transdisciplinaridade: sistemas abertos de conhecimentos. São Paulo: Summus, 1993. p. 126-175.

    DALGALARRONDO, Paulo. Religião, psicopatologia &saúde mental. Porto Alegre: Artmed, 2008.

    FLECK, Marcelo Pio de Almeida & colaboradores. Avaliação de qualidade de vida: guia para profissionais da saúde. Porto Alegre: Artmed, 2008.

    FROMM, Erich. Ter ou ser? Rio de Janeiro: Zahar, 1977. p. 1-77.

    GREENFIELD, Sidney M. Cirurgias do além: pesquisa antropológica sobre curas espirituais. Tradução de Wagner de Oliveira Brandão. Petrópolis: Vozes, 1999.

    LIMONGI FRANÇA, Ana Cristina; RODRIGUES, Avelino Luiz. Stress e trabalho: uma abordagem psicossomática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

    PANZINI, Raquel Gehrke. Escala de coping religioso-espiritual (escala CRE): tradução, adaptação e validação da escala RCOPE, abordando relações com saúde e qualidade de vida. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 

    PASSOS, Luiz Augusto. Retrato bem temperado da cultura escolar brasileira. In: SILVA, Ainda Maria Monteiro; AGUIAR, Márcia Ângela da Silva. Retrato da escola no Brasil. Brasília: ArtGraf, 2004. p. 52-56.

    SANTOS, G. A. C. dos. Burnout, depressão e tratamento espiritual no Espiritismo [versão eletrônica].  Palma de Mallorca: Fundació Càtedra Iberoamericana, 2007. Disponível em http://www.uib.es/catedra_iberoamericana/publicaciones/burnout/libro.doc. Acesso em 04 de jun. de 2008.

    SIQUEIRA. Deis. A labiríntica busca religiosa na atualidade: crenças e práticas místico-esotérica na capital do Brasil. In: SIQUEIRA, Deis; LIMA, Ricardo Barbosa de (Orgs.). Sociologia das adesões: novas religiosidades e a busca místico-esotérica na capital do Brasil. Rio de Janeiro: Garamond: Vieira, 2003. p. 25-64.

    VASCONCELOS, Anselmo Ferreira. Espiritualidade no ambiente de trabalho: dimensões, reflexões e desafios. São Paulo: Atlas, 2008.

    VIEIRA, Juçara Dutra. Identidade expropriada: retrato do educador brasileiro. Brasília: CNTE, 2003.

    Na sala de aula, o abismo emocional. Disponível: http://genivaldacravo.spaces.live.com/blog/cns!C9023A1317D4FA7!2486.entry. Consultado: 04 nov. 2009.



    [1] Consultar SANTOS, Genivalda Araujo Cravo dos. Burnout, depressão e tratamento espiritual no Espiritismo [versão eletrônica].  Palma de Mallorca: Fundació Càtedra Iberoamericana, 2007. Disponível em http://www.uib.es/catedra_iberoamericana/publicaciones/burnout/libro.doc. Acesso em 04 de jun. de 2008.

     

    Síndrome de burnout, Assédio Moral: OIT e UE

    Assédio Moral Coletivo na OIT e na UE

    Sônia Mascaro Nascimento

    Inicialmente, cumpre mencionar que a Convenção n.º 155, de 1981, elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre segurança, saúde dos trabalhadores e meio ambiente, ratificada pelo Congresso Nacional em 1992 e promulgada pelo Decreto federal n.º 1.254/94, estabelece em seu artigo 3.º que o termo "saúde", com relação ao trabalho, "abrange não só a ausência de afecção ou de doenças, mas também os elementos físicos e mentais que afetam a saúde e estão diretamente relacionados com a segurança e a higiene no trabalho".

    Logo, como o assédio moral coletivo causa sérios danos à saúde mental e física dos trabalhadores, evidente que a mencionada convenção tem o objetivo de evitar que essa prática se desenvolva nos locais de trabalho.

    Ademais, a OIT também defende o direito do trabalhador ao "trabalho decente". A entidade conceitua trabalho decente como "um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade, e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem de seu trabalho".

    Verifica-se, assim, que a OIT, ao defender o trabalho produtivo e em condições de liberdade, eqüidade e segurança a todos os trabalhadores, repudia a ideia do assédio moral coletivo que constitui um dos fatores prejudiciais à ideia do trabalho decente.

    Além disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o crescimento das doenças psicológicas no ambiente de trabalho será uma das principais características do próximo século. Milhares de trabalhadores serão afastados de seus postos de trabalho em virtude do impacto do estresse no ambiente de trabalho e da "Síndrome do Burnout", oriundos de um mundo do trabalho em crise.

    Na tentativa de evitar-se a prática dessa espécie de assédio, a Diretiva 2000/78/CE, de 27 de Novembro de 2000, da União Européia estabeleceu um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na atividade profissional. A proposta de diretiva visa combater tanto a discriminação direta, que consiste na diferença de tratamento baseada em particularidades específicas, como a discriminação indireta, que compreende as disposições, critérios ou práticas aparentemente neutras, mas suscetíveis de produzir efeitos desfavoráveis para uma determinada pessoa ou grupo de pessoas ou ainda a incitação à discriminação.

    Nesse sentido, para a mencionada diretiva "a atitude persecutória, que cria um ambiente hostil no ambiente de trabalho, é considerada uma discriminação". Logo, o assédio moral coletivo, por criar esse ambiente hostil na empresa, é vedado pelo ordenamento jurídico da União Européia.

    Além dessa diretiva, existe ainda a Resolução A5-0283/2001, do Parlamento Europeu sobre o assédio no local de trabalho (2001/2339 (INI)), publicada no Jornal Oficial C 77 E, de 28 de março de 2002. Segundo as constatações da Agência Européia para a Segurança e a Saúde no Trabalho, "o assédio constitui um risco potencial para a saúde, que freqüentemente leva a doenças relacionadas com o stress".

    Essa resolução adverte para as consequências devastadoras do assédio moral na saúde física e psíquica daqueles que dele são alvo - e conseqüentemente das suas famílias - e que necessitam de assistência médica e psicoterapêutica, o que, de forma geral, os induz a ausentarem-se do trabalho por razões de doença ou os incita a demitirem-se.

    Conclui-se, assim que, em virtude da prática de assédio moral coletivo compreender fator extremamente prejudicial ao meio ambiente do trabalho, à saúde mental e também física dos trabalhadores, a OIT e a UE já tomaram medidas com o intuito de inibir e evitar essa prática.

    Sônia Mascaro Nascimento é doutora, mestre e especialista em Direito do Trabalho pela USP. É professora, diretora e coordenadora de cursos de graduação e pós-graduação na área de Direito Trabalhista.

    Fonte: http://www.parana-online.com.br/canal/direito-e-justica/news/372993/ Consulta 04/11/2009.

    Um Minuto Pela Cultura de Paz (VI)

    Um minuto pela cultura de paz (VI)

     

    Estava lendo um comentário on-line, no Diário da Manhã, referente a um primeiro artigo publicado, onde eu buscava sensibilizar e refletir sobre a possibilidade de exercermos um minuto pela cultura de paz e um minuto de paz em todas as dimensões da nossa vida. No comentaria, escrito, a leitora fazia menção aos índices de violência e como as pessoas que sofrem ou sofreram violência poderiam estar se sentindo diante dessa proposta.

     

    Hoje pretendo comentar, um pouco, essa reflexão, pois me veio à inspiração e ao mesmo tempo a possibilidade de relacionar essa temática com as ações afirmativas. De fato só quem passou por algum ato de violência sabe descrever as feridas simbólicas e as feridas físicas que aparecem no corpo, emoção, mente e espírito. Para mim é algo real. Nesse sentido eu lembrei-me dos africanos, de diferentes etnias, que foram seqüestrados para trabalhar forçado aqui no Brasil. Fico a me perguntar quais as feridas que ficaram nessas pessoas, nessas ancestralidades e nos descendentes? Como essas pessoas conseguiram sobreviver, até hoje, com tanta violência e ainda permanecer com o sorriso no rosto, a fé e a esperança no coração? Isso sem mencionar o genocídio aos povos indígenas e mesmo assim esses povos lutam para manter as suas culturas, a sua dignidade, a sua sabedoria, arte e alegria.

     

    A violência praticada a esses povos pode representar a banalização do mal. Basta ter um pouco de curiosidade e abrir mentes e corações, deixando de lado qualquer forma de preconceitos, que perceberemos que ao longo da história do Brasil os africanos, afrodescendentes, afro-ameríndios, indígenas tiveram que ter uma força de vontade sobre-humana para exercer o direito do perdão, da reconciliação, da solidariedade, da fraternidade, da cultura de paz. Isso para mim é exemplo de como praticar um minuto de cultura de paz. Cada minuto pode transformar e transmutar a cultura de violência incrustada de forma consciente e inconsciente em nós.

     

    Palestrando em Itapaci (23/09/2009), a convite da CACUNE no projeto que estão desenvolvendo no Estado de Goiás sobre Ações Afirmativas fui questionada sobre a política de cotas e algumas pessoas manifestaram a sua opinião e o absurdo que elas consideravam ter cotas para pessoas negras nas universidades. Afirmavam que deveria ter cotas era para pobres, pois diziam: “Como os pobres brancos não tem direito a cota eles, também, não vão ter acesso a universidade? O problema é social e não racial.”

     

    Durante as reflexões e o debate elogiei as perguntas, a coragem das pessoas em se posicionarem contra as cotas, as dúvidas e as defesas de alguns pelo direito das cotas e das ações afirmativas. Aproveitei as perguntas e as provocações para refletir com o público, professores e professoras da rede municipal de Itapaci sobre a história da vinda dos negros e negras para o Brasil. Contextualizei sobre o primeiro ato político de institucionalização das cotas no Brasil, que diga de passagem não foi para negros e negras, indígenas, deficientes, estudantes da educação básica pública ou mulheres. O primeiro ato do governo brasileiro na década de 30 foi para que as empresas estrangeiras contratassem o brasileiro, pois havia uma discriminação por parte dessas empresas em empregar 100% dos afrodescendentes, afro-ameríndios, os brasileiros na sua maioria.

     

    Outro fato marcante na história é que na década de 40 na Índia, outro país que implantou as cotas, para minimizar a injustiça social, econômica e política daquele país, concedendo o direito as castas discriminadas, menos favorecidas de exercerem o direito político em pé de igualdade com as castas privilegiadas no parlamento.

     

    Já na década de 60 nos Estados Unidos da América, as ações afirmativas implantadas nesse país revolucionaram o modelo político, social, econômico, cultural, educacional, religioso. Mexeram nas estruturas, nas representações e imaginário simbólico daquela nação. Atualmente nos podemos ver até um presidente e uma primeira dama negra governando esse país que é considerado referencia econômica e bélica para o mundo. A presença da população negra é visível e afirmativamente positiva em todos os setores. Claro que lá ainda tem manifestações gravíssimas de cultura de violência e nem tudo são flores. Mas é inegável o avanço nas políticas públicas, nos direitos civis e na visibilidade positiva da população negra.

     

    No Brasil as ações afirmativas voltadas para negros, negras, afrodescendentes, afro-ameríndios, povos indígenas é uma conquista coletiva das organizações que os representam, da sociedade civil organizada, da mudança e sensibilização de muitos nos seus padrões de pensamentos, de atitudes, comportamentos e simbólicos. Uma ressignificação do imaginário e das representações referentes a esses povos e descendentes. Fora as pressões sociais, econômicas e políticas por parte de outros países e através das convenções e resoluções internacionais.

     

     Durante a minha fala, nesse debate, teatralizei algumas cenas do cotidiano para que nós pudéssemos refletir sobre o que está por detrás do racismo, da discriminação, do silêncio dos sem direitos humanos, por detrás da cor, daquilo que não é falado e que é só gesticulado, olhado, intimidade, dissimulado e hipocritamente negado, aquilo que não é refletido e não é interpretado criticamente nas suas entrelinhas. O racismo, a xenofobia, a homofobia, o preconceito, a discriminação possui identidade e nome, atinge sentimentos, emoções, destrói a razão, acumula e reforça a cultura de violência.

     

    As ações afirmativas são formas de minimizar um problema histórico através da reescrita, da releitura, do comportamento, das ações, das cotas positivas, da legislação que podem possibilitar o direito da igualdade econômica, social, cultural, política em cursar uma universidade, uma pós-graduação em todas as universidades desse país e fora do Brasil em qualquer curso que ele ou ela queiram. A possibilidade de sonhar! Essa é uma forma distributiva de dividir o pão do conhecimento e possibilitar a revolução silenciosa da justiça, da dignidade, da solidariedade, da cultura de paz.

     

    Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    Signatária da URI Goiás; Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela PUC Goiás.

     

     

    Publicado no Jornal Diário da Manhã 08/09/2009, p. 08. ISSN 0103-7838

    http://www.dm.com.br/materias/show/t/um_minuto_pela_cultura_de_paz_vi

     

    Um Minuto pela Cultura de Paz (I)

    Um minuto pela cultura de paz! (I)

     

    Já tem algum tempo que essa ideia “um minuto de/pela paz” persiste como possibilidade de sensibilização, mobilização e engajamento na cultura de paz. Quando Batista Custódio convidou-me a escrever, com o coração, no Diário da Manhã, pensei: “Eis uma possibilidade de materializar esse projeto. Eis a chance de expor a minha opinião sobre esse assunto.”

    Então, hoje, vamos conversar sobre a cultura de paz; hoje, vamos conversar sobre a necessidade de termos paz interior, a fim de gerenciar o exterior. Hoje não queremos conversar sobre os índices de violência, sobre as injustiças que abatem tantas e tantas pessoas de diferentes localidades. Hoje não queremos conversar sobre as crises, os conflitos e os adoecimentos. Hoje queremos conversar sobre a necessidade de um minuto de/pela paz.

    O que isso vai mudar na sua realidade, na realidade do seu vizinho, na realidade mundial ou na minha realidade? Acredito que seja a possibilidade de acessarmos outro nível de percepção e outro nível de realidade e fazermos outras escolhas. Como assim?

    Bem, poderia conversar com você sobre a física quântica, a mecânica quântica e as últimas descobertas científicas e o impacto dessas evidências na lógica de perceber e estar no mundo. Mas indicarei alguns autores já traduzidos para o português, como, por exemplo, Fritjof Capra, Amit Goswami e Deepak Chopra só para nos divertirmos um pouco com uma leitura extremamente agradável e muito esclarecedora sobre esse outro nível de realidade e de percepção. Mas aqui não estarei refletindo sobre esses autores e as suas vastas literaturas e sobre as interfaces com a cultura de paz. Aqui estou propondo conversarmos sobre a necessidade de um minuto de/pela paz.

    Participei recentemente, 13/8/2009, representando a URI Goiás, de uma audiência pública sobre a criação do Conselho Parlamentar de Cultura de Paz, na Câmara Municipal de Goiânia, promovida pela vereadora Cidinha Siqueira, presidenta da Comissão de Direitos Humanos. A palestrante, Lucia Benfatti, representando o Conselho Parlamentar de Cultura de Paz de São Paulo – Conpaz/SP e a Palas Athena, ministrou uma conferência em que contextualizou-nos sobre a história, os pilares, os eixos, os fundamentos e a promoção da cultura de paz. Alertou-nos sobre a necessidade de manifestarmos a paz no nosso dia-a-dia: “É preciso ter uma pró-atividade, sermos pró-ativos, o bem precisa concretizar-se em ações e nos detalhes. Precisamos ser protagonistas, pois o silêncio e a omissão provocam violências. Cada um é um legítimo ator da vida. Construir valores centrais na cooperação, na solidariedade, na ajuda mútua. Paz na mente dos seres humanos. A metodologia da cultura de paz está baseada nas técnicas do diálogo, mediação de conflito e na comunicação não-violenta.”

    Mas como aplicar essas ideias no nosso dia-a-dia e nas instituições a que somos vinculadas e vinculados? Como mudar a realidade baseada num modelo de cultura de violência e seus desdobramentos e manifestarmos o modelo e desdobramento da cultura de paz? Como mudar padrões de crenças, atitudes e pensamentos negativos e violentos e acessarmos outros níveis de realidade e de percepções de cultura de paz?

    Poderíamos refletir sobre a possibilidade de em um minuto termos e manifestarmos a cultura de paz nas nossas relações internas ou externas, como, por exemplo, comigo mesma, no trabalho, na comunidade religiosa, na família, no lazer, no trânsito, em todas as dimensões da nossa vida.

    Quem sabe na hora que esteja acontecendo alguma manifestação da cultura de violência, como a intolerância, a raiva, o ressentimento, o centralismo, o autoritarismo, a injustiça, o desamor, a omissão, a negligência, a apatia, a desmotivação, a negatividade, a subserviência, a vontade acima de tudo e de todos, a agressividade verbal, de pensamento, de ação, de atitude, de gesto e a maldade possamos ter a possibilidade de praticar um minuto pela paz, um minuto de paz.

    O que será que aconteceria a partir dessa prática, um minuto de/pela cultura de paz? Será que a realidade continuaria sendo a mesma de cultura de violência ou ocorreria alguma mudança de nível de percepção? Será que haveria alguma mudança ou transformação nos relacionamentos seja pessoal, social ou ambiental? Quais seriam as manifestações de cultura de paz numa realidade distorcida pela violência?

    Nessa primeira parte da nossa conversa sobre um minuto pela paz, um minuto de paz, apresentei a você, leitora e leitor, uma proposta. Convido você a pensar sobre esse assunto ou quem sabe você já esteja praticando “um minuto pela paz, um minuto de paz” no seu cotidiano.

    Vamos continuar em outros momentos essa conversa/reflexão através de outro artigo. Você, caso queira, encaminhe correspondência com a sua opinião e vamos manter um diálogo “virtual”. Eu estarei respondendo às suas provocações, contribuições, dúvidas, sugestões ou críticas.

    Aproveito agora esse espaço para convidar, também, você a estar conosco na Caminhada Mundial da Paz no dia 04/09/2009, saída da Praça Cívica. Vamos, caminhantes da paz, manifestar essa grande sinergia contínua, permanente, engajada, mobilizadora e de ação para e pela cultura de paz? Essa será uma oportunidade de Manifestação da Paz no II Festival Mundial da Paz. Acesse o blog: http://caminhadamundialdapaz.ning.com e o site www.festivalmundialdapaz.org.br.

    Obrigado pelo seu tempo de leitura e de reflexão! Paz e bem a todas e a todos, até outro momento.



    Genivalda Araujo Cravo dos Santos é signatária da URI Goiás; doutoranda e mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO (genivaldacravo@gmail.com), (opinião@dm.com.br)

    Fonte: Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    Fonte: http://www.dm.com.br/materias/show/t/um_minuto_pela_cultura_de_paz_i_

    22/08/2009 Consultado 24/08/2009

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    “Inspirar-se

    Inspiração

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    Que bicho é esse que tantos querem e poucos alcançam

    Que bicho é esse que todos falam, mas poucos praticam

    Que bicho é esse que é tão necessário e faz falta pra gente

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    Um caminho trilhado sozinho

    Emanado com o relacional

    Mas caminhado sozinho sem estar só

    Cultura de Paz

    Que tanto pede a sua atenção no trânsito, no lazer, na família, nas relações entre países, entre inimigos

    Cultura de Paz que ressoa em seus ouvidos

    Paz, Paz, Paz

    Eu Sou a Paz

    (autoria: Genivalda & Convidad@s)


     

    Esse é um assunto delicado, a cultura de paz. Ao mesmo tempo tão desejada e tão cobiçada, mas pouco praticada. Será que essas frases contêm a verdade sobre a cultura de paz ou estamos diante de padrões de crenças introjetados de forma subliminar em nossas mentes e pensamentos? Será que as entrelinhas das frases sobre cultura de paz querem dizer algo utópico e sonhador, algo inalcançável?  A cultura de paz é algo impossível nos tempos de hoje?

    Nesse momento reverencio alguns ícones da cultura de paz, como por exemplo, Jesus Cristo, Nelson Mandela, Chico Xavier, Martin Luther King, Madre Tereza de Calcutá, São Francisco de Assis, Buda, Betinho, Anônimos, Pierre Weil, Chico Mendes, as pessoas premiadas no Prêmio Nobel da Paz e tantos outros e outras.

    Participei de entrevista representando a URI Goiás, junto com a Jacqueline representando a Associação Sol, no Programa Encontro Fraterna: o Espiritismo na sua TV sobre cultura de paz. Chamou-me atenção as perguntas do apresentador Gabriel Duarte e as provocações referentes ao tema.

    As provocações do apresentador giraram em torno de como a gente pode conseguir paz numa cultura de violência, quais as dicas ou pistas para driblar as conseqüências da cultura de violência em nossa vida. Para isso ele perguntou sobre a paciência, a passividade, a família, a educação. Bom, aqui não vou comentar todo o conteúdo da entrevista, pois vocês poderão assistir no domingo, 30/08, às 19h no canal 12 da NET Goiânia ou TV CEI – www.tvcei.com.

    Destacarei, entre os diversos pontos comentados na entrevista, a educação. Tema que considero delicado, polêmico, complexo e ao mesmo tempo pode ser mágico, simples e até poético, como o poema em epigrafe.

    Quero nesse instante refletir com vocês, leitoras e leitores, sobre a cultura de violência na educação, afinal é consenso que a educação é à base de uma nação. Sendo isso um consenso entre gregos e troianos, o que está acontecendo com a educação pública no Mundo, no Brasil e no seu município? Você já parou para observar o quanto os trabalhadores e trabalhadoras em educação estão adoecidos e adoecidas ou você nunca parou para pensar nisso? Algo paira no ar e não é de agora e a situação é grave.

    Estamos mexendo numa colméia, a educação, dependendo da habilidade poderemos apreciar o mel e a própolis e não matar as abelhas, mas isso é poético será que a realidade também é poética? Porque o nível de adoecimento entre os profissionais que trabalham na educação está elevado? O que está acontecendo na educação?

    Os índices sobre síndrome de burnout na educação é alarmante, um estresse laboral dos mais agressivos. O desconforto é físico, mental, emocional, espiritual, com desdobramentos gravíssimos em todas as dimensões do ser humano. Uma doença silenciosa que corroí o sentido e o significado de vida no trabalho e no ser. Segundo pesquisas desenvolvidas por Wanderley Codo, em 1999, evidenciadas no livro “Educação Carinho e Trabalho” o caso no Brasil já virou epidemia. Em 2004 eu defendi dissertação de mestrado sobre as pessoas que trabalham na educação, adoecidas com o estresse, burnout e depressão e a busca por tratamento espiritual no Espiritismo. Algum dos resultados da pesquisa evidenciado foi o quanto a educação é uma profissão perigosa e que a maioria das pessoas entrevistadas desconhecia essa doença.

    Mas o que isso tem haver com cultura de paz? Tem tudo haver, pois a síndrome de burnout evidencia que o desdobramento do modelo de cultura de violência ainda impera no sistema educacional. Acredito que uma das possibilidades de cura da síndrome de burnout no mundo do trabalho está na mudança de paradigma da cultura de violência para o paradigma de cultura de paz. Aqui nesse momento não poderei aprofundar tal afirmação. Quem sabe o Programa da UNESCO para a Década da Cultura de Paz possa apontar algumas saídas para educação e para a cura da síndrome de burnout. Destaco esse parágrafo do documento:

    “Tolerância, democracia e direitos humanos - em outras palavras, a observância desses direitos e o respeito pelo próximo - são os valores "sagrados" que a UNESCO tem promovido e sustentado, e dos quais pretende, agora, reafirmar as características
    valiosas, sem perder de vista a especificidade histórica de cada sociedade. Ao proclamar o ano 2000 o Ano Internacional da Cultura de Paz, e o período de 2001 a
    2010 a "Década Internacional por uma Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo", a Assembléia Geral das Nações Unidas demonstrou total conformidade com essa prioridade da UNESCO”
    (Programa da UNESCO para Década da Cultura de Paz 2001-2010).  

     

    Os Direitos Humanos Universais ainda não são praticados e implantados, em todos os seus artigos, para todas as pessoas no planeta terra. O respeito à vida, esteja ela em qualquer forma, ainda necessita de atenção especial. O respeito ao próximo é um aprendizado constante. A cultura de paz é uma possibilidade que dependerá de mim, de você e de nós. A cultura de paz é um convite individual e coletivo que dependerá das escolhas que fizermos.

     

    Cultura de paz que bicho é esse que tanto pede a nossa atenção, carinho, reflexão, mudança e transformação. Seja nas relações e relacionamentos conosco mesmo, com o outro, no trânsito, no futebol, na rua, no trabalho, na família, na igreja, no lazer, na política, na economia, na ecologia, nos meios de comunicação de massa, na vida, na realidade cotidiana. Um desafio constante, uma proposta de reflexão, um convite para cada um de nós estarmos exercitando essa possibilidade chamada um minuto de cultura de paz, um minuto pela cultura de paz!

     

    Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    Signatária da URI Goiás; Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO.

     

    Publicado no Jornal Diário da Manhã 29/08/2009, p. 8.

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    Um Minuto pela Cultura de Paz (III)

    Um minuto pela cultura de paz! (III)

    “A Cultura de Paz está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não violenta dos conflitos;  é uma cultura baseada num conjunto de valores e compromissos. Além disso, a Cultura de Paz procura resolver os problemas por meio do diálogo, da negociação e da mediação, de forma a tornar a guerra e a violência inviáveis e deve ser entendida como um processo, uma prática cotidiana que exige o envolvimento de todos: cidadãos, famílias, comunidades, sociedades e países” (Fonte: UNESCO). 

    A semana da pátria coincide com a semana de cultura de paz, aqui em Goiânia. Só para mencionar algumas das atividades: 01 a 02/09 a peça teatral “Gandhi, o líder servidor com João Signorelli, promoção da A.SOL; 03/09 Oração e Meditação a Meia Noite pela Paz no Bosque dos Buritis com a celebração do fogo sagrado por Kaká Werá promoção Comitê Espiritualidade e Paz/Rede Unipaz; 04/09 Caminhada Mundial da Paz promoção II Festival Mundial da Paz, URI Goiás, Comunidade Bahaí, Banda Sentido Contrário, Unipaz Goiás, Goiânia Fashion Wee pela Paz, A.SOL, GT da Paz da prefeitura de Goiânia, com patrocínio do SESC, FIEG e KELPS e apoio de Governo do Estado de Goiás, Prefeitura de Goiânia e ACIEG; 04 a 07/09 II Festival Mundial da Paz e XI Congresso Holístico Internacional da Rede Unipaz no Centro de Convenções, promoção da Rede Unipaz, Governo do Estado de Goiás e Prefeitura de Goiânia.

     

    São energias de paz, são sinergias de amor, pensamentos positivos, para que a paz prevaleça no mundo, começando primeiramente por mim, por você, por ele, ela, nós. São oportunidades de revermos conceitos, padrões de crença, atitudes, valores, pensamentos e uma possibilidade de convite para estarmos praticando nem que seja uma das formas de manifestação da cultura de paz em nosso cotidiano. A saber:


    • o respeito a todos os direitos individuais e humanos;
    • a promoção e vivência do respeito à vida e à dignidade de cada pessoa sem discriminação ou preconceito; 
    • a rejeição a qualquer forma de violência;
    • o respeito à liberdade de expressão e à diversidade cultural por meio do diálogo e da compreensão e do exercício do pluralismo;
    • a prática do consumo responsável respeitando-se todas as formas de vida do planeta; 
    • a tolerância e a solidariedade; e 
    • o empenho na prevenção de conflitos resolvendo-os em suas fontes (que englobam novas ameaças não-militares para a paz e para a segurança como exclusão, pobreza extrema e degradação ambiental) (Fonte: Unesco).

    Esse movimento já vem ocorrendo desde o ano 2000, Ano Internacional da Cultura de Paz promovido pela ONU e UNESCO, aqui nesse texto não faremos memória aos eventos e fatos históricos referentes aos séculos passados. Fiquemos somente com o apagar das luzes do século XX e a primeira década do século XXI.

     

    Assim vamos perceber que muito temos ainda a fazer. Muito temos ainda a rever, a propor, a realizar, seja comigo mesmo, nas instituições, organizações, nas famílias, nas religiões, na sociedade, na cultura, na educação, nos meios de comunicação, na política, na economia, nas políticas publicas e gestão publica. Temos muito ainda a realizar. A responsabilidade cabe a cada um de nós. Se cada um de nós fizer a sua parte, acredito que o todo tem possibilidade de mudar e transformar. As pessoas que estão na função de autoridades no poder público sejam no executivo, legislativo, judiciário e as pessoas que são lideranças nas diversas instâncias sociais, culturais, econômicas, religiosas e educacionais tem um papel fundamental para implantação, manifestação e materialização da cultura de paz no nosso município, estado, país e planeta. Mas você e eu, também, somos responsáveis por essas mudanças.

     

    O planeta terra, nossa casa, é abençoado, agraciado por uma diversidade de Seres Vivos. Cuidemos uns dos outros, respeitemos as diferenças e exercitemos o amor, a paz, a solidariedade, elementos fundamentais da cultura de paz.  O despertar da consciência para essa possibilidade de mudança faz parte desse convite de um minuto pela cultura de paz, um minuto de cultura de paz. Sei que existem muitas contradições, conflitos, crises de todas as ordens sejam elas pessoal, política, econômica, cultural, ética, valores humanos, religiosa, educacional.

     

    Mas quem disse que cultura de paz é ausência de conflito? Quem disse que nas contradições e crises não podemos cultivar a cultura de paz e praticá-la? Quem disse que a cultura de paz só depende dos outros e que eu não sou protagonista nesse processo? Quem disse que eu não tenho nenhuma responsabilidade, compromisso e engajamento nesse ativismo de cultura de paz? Quem disse que eu, você, nós não podemos promover mudanças no cotidiano? Quem disse que o controle social, que os movimentos organizados, que as famílias, os estudantes, a pessoa humana não pode transformar o meio e a realidade particular e geral?

     

    Repensemos nossos valores e crenças. Aprendamos a pensar, a refletir, a duvidar, a investigar e exercitar a metodologia científica em nossas vidas e instituições. Nós temos a possibilidade de sermos protagonistas e proativos em cultura de paz.

     

    O modelo de cultura de violência e os seus desdobramentos não suportam ver tantas e tantas pessoas reunidas e unidas para um mesmo propósito à cultura de paz, a não violência, o amor incondicional, a solidariedade e a cooperação. Mesmo com as nossas diferenças podemos nos unir e manifestar a cultura de paz. Mesmo que eu pense e aja diferente de você, acredito que a intenção, o desejo, o propósito da cultura de paz nos unem. Quem não quer paz em sua vida, nas suas relações e nos seus relacionamentos?

     

    O pensamento é poder! Acredite que está em nossas mãos a mudança. Acredite, confie e tenha fé que as coisas vão mudar. Sejamos protagonistas da nossa história e façamos tudo que esteja ao nosso alcance para que a paz prevaleça no mundo. Todos nós temos uma inteligência espiritual que independe da religião que você professe ou não professe ela se manifesta.

     

    A transformação começa no seu interior e isso não é piada. Faça uma experiência e pratique um minuto de cultura de paz e um minuto pela cultura de paz no seu cotidiano e depois me conte se você continuou do mesmo jeito, com os mesmos sentimentos e emoções.

    Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    Signatária da URI/GO; Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO; genivaldacravo@gmail.com.

    Publicado no Jornal Diário da Manhã, 08/09/2009.

    http://www.dm.com.br/materias/show/t/um_minuto_pela_cultura_de_paz_iii

     

     

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    Um Minuto pela Cultura de Paz (IV)

    Um minuto pela cultura de paz (IV)

     

    A temática, Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade, é transversal e transdisciplinar a todos os eixos do documento base da Conferência Nacional de Educação que foi refletido na Conferência Intermunicipal em Colinas/TO no dia 11/09/2009. Nesse artigo apresento as contribuições realizadas como debatedora nessa mesa temática.

     

    A reflexão que queremos propor como debate é sobre a aceitação da diferença, do diferente, da diversidade na educação, na sociedade, no cotidiano dos nossos municípios e de outras realidades, sejam elas conhecidas ou desconhecidas.

     

    Nós respeitamos a outra pessoa como ela é ou julgamos as pessoas pela sua aparência, condição social e econômica, orientação sexual, opção religiosa, partidária, idade, étnia-raça, deficiência? Será que nós já percebemos que há níveis de realidade e níveis de percepções diferentes do nosso? O que estamos fazendo para que a justiça, a inclusão e a cultura de paz estabeleçam-se no nosso trabalho, família, religião, sociedade, economia, política, cultura, meio ambiente? Como poderemos exercitar a atitude transdisciplinar? O que estamos fazendo para contribuir para a mudança da realidade que diagnosticamos em nossas escolas ou instituições de ensino superior?

     

    Essa temática nos convida a refletir a nossa pratica e atitude diante da vida e, também, estimula o movimento da ação, do fazer, do realizar programas, projetos que possibilitem a mudança de realidades que ainda é extremamente discriminatórias ou injustas.

     

    Para mudar precisamos tomar consciência e para tomar consciência precisamos ver e para ver precisamos estar abertos a outras possibilidades. Questionar modelos, projetos e paradigmas prontos e acabados. O ato da dúvida e a abertura do coração possibilitam a criatividade da inclusão, da justiça, da coragem em fazer diferente e ser diferente. Sair da normose, da normalidade que todo mundo faz assim e eu faço igual.

     

    Vamos agora verticalizar essa temática a partir do olhar da escola, das políticas educacionais. Ao longo da história da educação nós conquistamos o direito das pessoas silenciadas terem voz e vez, de serem reconhecidas e valorizadas. Será que já conquistamos esses direitos?

     

    A escola pública traz como um de seus princípios o direito de todos terem acesso a educação. Será que já conquistamos esse direito de fato? Há condições de infra-estrutura nas escolas, no trabalho, na valorização profissional, na formação continuada, no acesso, permanência e conclusão dos estudos? Qual a realidade da educação pública, privada, básica e superior? Nós já conquistamos justiça educacional? A cultura de paz já é uma realidade nas escolas, na educação básica e superior?

     

    A partir de agora vamos refletir sobre a paz pessoal, a paz social e a paz ambiental. Se uma pessoa tem paz consigo mesmo ela não vai ficar com preconceito ou com discriminação seja com quem for. Ao contrario ela estará aberta ao novo, ao diferente, será uma pessoa amorosa, plena e que criativamente buscará agir a fim de mudar a realidade de exclusão ou injustiça.

     

    Quando uma pessoa está em paz ela terá a possibilidade de mediar conflitos, de estabelecer uma comunicação não violenta e exercitar o diálogo com os semelhantes e os diferentes. Sendo assim o olhar dessa pessoa para o meio ambiente não será o do ter e sim o de ser. A percepção será voltada para a vida e para a preservação da dignidade de qualquer ser.

     

    Se nós praticamos a metodologia da cultura de paz nas escolas, na educação básica e na educação superior nós poderemos ter a possibilidade de mudar a realidade do Brasil, dos Estados e dos Municípios. Poderemos implantar a justiça na educação, no trabalho e na sociedade; estabelecer a inclusão e o respeito à diversidade e possibilitar a igualdade de gênero, de étnia-raça, de classe e social, da unidade na diversidade. Logo abaixo destaco um trecho da Declaração sobre uma cultura de paz que nos possibilita continuarmos a rever pensamentos, atitudes, comportamentos e escolhas.

     

    “Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados: a) No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; b) No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos; c) que são, essencialmente, jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional; d) No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; e) No compromisso com a solução pacífica dos conflitos; Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio ambiente para as gerações presentes e futuras; g) No respeito e promoção do direito ao desenvolvimentos; h) No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens; i) No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação; j) Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações” (Fonte: Weil, Pierre, A arte de viver em paz. 2002, p. 145-146).

     

    Espero que essas reflexões nos possibilitem praticar um minuto pela cultura de paz e um minuto de paz e provoque em cada um de nós a intenção de promovermos a cultura de paz em todas as dimensões e realidades.

     

    Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    Signatária da URI-Goiás; Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO.

    Publicado no dia 19/09/2009 no Diário da Manhã, página 24.

    Um Minuto pela Cultura de Paz (V)

    Um minuto pela cultura de paz (V)

     

    Batista Custódio peço licença para poetizar, pois acredito que o poeta e a poetiza expressam com a alma, com o coração, a partir do simbólico e de forma transdisciplinar. Como o seu convite, olho no olho, foi para escrever com o coração, acredito que um poema seja polissêmico e expresse o imanente, o transcendente, o imaginável e o real.

     

    O poeta e a poetiza que pulsa em nós pode proporcionar a possibilidade do retorno do belo e trazer de volta o mágico, o mito, o encanto, a vida, o sentido e o significado, a cura da alma entristecida pela cultura de violência e pelos seus desdobramentos. Vamos cultivar o jardim das virtudes e valores universais em cada um de nós? Esse é um grande desafio e a conquista é individual no relacional.

     

    No dia 21 de setembro comemoramos o Dia Internacional da Paz, declarado no dia 30 de novembro de 1981 pela ONU. Ainda temos muito que realizar, executar, agir, propor, sensibilizar, começando por cada um de nós.

     

    “Em 21 de Setembro de 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Paz).

     

    Já pensou nesse dia sendo memória das conquistas individuais e coletivas da cultura de paz estabelecida em todas as dimensões das nossas vidas.  A comemoração da nossa libertação da cultura de violência e dos seus desdobramentos. A comemoração da felicidade no meio da humanidade, no meio ambiente, no planeta terra. A paz entre as nações, as religiões, as ideologias, as etnias, as famílias... A paz em nossa mente, coração, espírito e corpo.

     

    Eu acredito que nós vamos conseguir. Nós já conseguimos promover a cultura de paz em diferentes momentos históricos. Nós já temos vários exemplos para lembrar a paz. Essas lembranças agradáveis podem nos curar da apatia, da melancolia, da tristeza, da violência simbólica, física, psicológica e espiritual e das injustiças.

     

    Alimentemos o nosso imaginário com lembranças das realizações de cultura de paz. Vamos exercitar um minuto para lembrarmos-nos de algum momento que a paz estabeleceu-se em nosso meio e manifestou-se. O pensamento é poder, o pensamento é energia e ele se materializa, a ciência já comprovou essa premissa.

     

    O poema que transcrevo é de minha autoria e foi criado em um momento de inspiração, após a Caminhada Mundial da Paz, atividade ocorrida em Goiânia no dia 04 de setembro de 2009, no período matutino. Estava no mesmo dia no período noturno participando da abertura oficial do XI Congresso Holístico Internacional e do II Festival Mundial da Paz, no Centro de Convenções no auditório Rio Vermelho. Enquanto aguardava veio-me o desejo de escrever e permiti que as palavras se revelassem e a poetiza renascesse através da sintonia do coração.

     

    Com esse poema homenageio o dia Internacional da paz, o titulo do poema é Caminhada Mundial da Paz:

     


    “Sinergia da paz

    Momento de sintonizar.

     

    Sinergia da paz

    Que não é ausência de conflito

    É saber media-lo

    É saber modificá-lo.

     

    Sinergia da paz

    Uma congratulação do diverso, da alegria, da felicidade.

    Uma congratulação da Paz

    Envolta pelos diversos, pelos diferentes que querem a Paz e

    Manifestam a Paz.

     

    Sinergia da paz

    Um momento de Ser

    Um caminhante da Paz.

     

    Caminhada mundial da paz

    Caminhada de diversos jeitos

    Em diversas redes

    Em diversas práticas

    O diferente,

    A unidade da Paz.

     

    Sinergia da paz

    Estejamos aonde estejamos

    Em pensamento

    Em ação

    Em espírito

    Em coração

    Em energia.

     

    Sinergia da paz

    A energia que traz a paz

    A energia que faz a paz

    A energia que manifesta a paz

    A sinergia da paz”  (Genivalda A. C. dos Santos & Convidad@s).


     

    Que possamos continuar o nosso desafio de um minuto pela cultura da paz, um minuto de cultura de paz. Obrigado por você existir e por ter tido a oportunidade de expressar e escutar com a voz do silêncio e a voz do coração.

     

    Genivalda Araujo Cravo dos Santos

    Signatária da URI Goiás; Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela PUC Goiás.

    Publicado no Jornal Diário da Manhã, 01/10/2009, p. 11.

    http://www.dm.com.br/materias/show/t/um_minuto_pela_cultura_de_paz_v

     

    Fonte: http://www.dm.com.br/materias/show/t/um_minuto_pela_cultura_de_paz_v

     

     

    Síndrome de Burnout a doença do esgotamento físico, emocional, mental e espiritual

    Vida e Saúde

    Quinta, 3 de setembro de 2009, 14h40   Atualizada às 16h04
    Conheça a doença do esgotamento profissional

     

    Luciana Fracchetta
     

    Getty Images

    Esgotamento emocional, estresse e irritabilidade são alguns sintomas da Síndrome de Burnout

    Todo mundo já teve um dia estressante no trabalho. Mas quando esse quadro vira rotina e os sintomas tornam-se crônicos, é preciso ficar em alerta. Se o trabalho se transforma em um tormento, você pode estar sofrendo a Síndrome de Burnout, um distúrbio psíquico causado por esgotamento físico e mental intenso associado ao trabalho.

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    O termo "Burnout" vem do inglês: burn, de queimar, e out, de exterior. Isso sugere que quem tem esse tipo de estresse sente-se consumido física e emocionalmente, e começa a apresentar comportamento agressivo e irritadiço. A síndrome foi batizada pelo psicanalista norte-americano Freudenberger, no início dos anos 70, porém nunca foram registrados tantos casos como nos últimos anos. Ela foi tema central do 8º Congresso da Isma-Br (International Stress Management Association), associação que desenvolve pesquisas voltadas para o estresse, realizado no ano passado em Porto Alegre (RS). Neste encontro, descobriu-se que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros são portadores da doença.

    Segundo a psicóloga Fernanda Elpes Nakao, os principais sintomas da Síndrome de Burnout são: esgotamento emocional, sintomas físicos de estresse (cansaço e mal estar em geral), irritabilidade frequente, inquietude, dificuldade de concentração, fadiga crônica e baixa auto-estima, dentre outros. "Em um primeiro momento é preciso observar fatores como falta de vontade de ir trabalhar e sintomas físicos como dores nas costas, pescoço e coluna, sem causas específicas. Em um segundo momento, começa-se a deteriorar o relacionamento com outras pessoas. Daí surgem doenças psicossomáticas, como alergias e picos de hipertensão", disse a psicóloga afirmando que detectados esses sintomas é bom procurar imediatamente um médico. "No estado mais grave da doença, pode levar ao suicídio."

    Para a especialista em Comportamento Humano e Organizacional Luciana Botelho, os profissionais mais vulneráveis à síndrome são aqueles extremamente exigentes e perfeccionistas, e que não medem esforços para atingir bons resultados. "Esse tipo de comportamento faz com que muitos acabem não respeitando seus próprios limites e deixando essa interferência ocorrer nas relações sociais e com seus familiares."

    Por se tratar de um esgotamento emocional intenso, essa síndrome em alguns casos pode se confundir com estresse ou depressão. Porém, sua característica mais marcante é a dedicação exagerada a atividade profissional. "A pessoa sente desejo de ser o melhor funcionário, demonstrar alto desempenho. Quando ele não é reconhecido, a satisfação acaba se transformando em compulsão. Isso leva ao esgotamento, depressão ou transtornos ansiosos.", afirma Fernanda.

    O tratamento mais indicado é o acompanhamento psicológico contínuo. "A pessoa aprende a interpretar suas emoções e seu comportamento de modo adequado, assim lida de uma maneira melhor com sua vida", disse Fernanda. Ela relata como exemplo de recuperação um paciente que tratou com a doença. "Estabelecemos algumas regras para seu trabalho, como fazer um check list das prioridades do dia e estabelecer horários para ler e responder e-mails. Durante sua semana, passou a dedicar dois dias para a prática de esportes, três para lazer com os filhos e a esposa, um para sair com os amigos e o final de semana livre para descansar. Após seis meses de terapia sua ansiedade e depressão foram controladas."

    Ambiente de trabalho
    A Síndrome de Burnout é considerada uma doença ocupacional prevista nas leis trabalhistas que assegura ao funcionário o direito de se afastar de sua atividade para se recuperar dos sintomas. "O ambiente de trabalho é um dos fatores causadores da doença. As empresas exigem dos funcionários grande dedicação e alto rendimento que aumentem a produtividade. Assim, muitos abdicam de suas vidas para se envolverem nas tarefas das empresas, e acabam deixando de lado o convívio social", disse a psicóloga.

    Como ela está diretamente ligada ao ambiente de trabalho, as empresas podem criar ações para favorecer um bom clima corporativo e aliviar o estresse. "As empresas podem desenvolver medidas simples, como propiciar condições adequadas ao desenvolvimento das atividades, estarem atentos ao clima organizacional, investir em treinamento, ter clareza nas avaliações de desempenho, e principalmente respeitar o cumprimento das férias", disse Luciana Botellho. "As empresas precisam tratar isso como um problema coletivo e organizacional e não individual", disse Fernanda.

    Prevenção
    Existem meios de prevenir a Síndrome de Burnout, aliviar o estresse no ambiente de trabalho e melhorar a qualidade de vida. "Nossa vida tem que estar equilibrada com prazer e obrigações. Essa é a chave para o sucesso profissional e pessoal, enfim de uma vida saudável", disse a psicóloga. Ela dá algumas dicas:

    - Peça ajuda para resolver seus problemas
    - Não tenha medo ou receio de expor suas fragilidades
    - Se você é perfeccionista, repense. Não é possível ser perfeito em tudo e ter controle de todas as situações
    - Delegue funções para não se sobrecarregar
    - Organize sua rotina de trabalho
    - Invista em lazer, vida social e atividade física

     

    Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3954942-EI1497,00-Conheca+a+doenca+do+esgotamento+profissional.html Consultado 08/09/2009.

     

    A LENDA DA MULHER BÚFULO - ENSINAMENTOS XAMÂNICOS PARA CULTURA DE PAZ

    LENDA DA MULHER BÚFALO BRANCO

     

    Um dia, dois jovens guerreiros Sioux estavam caçando nas pradarias do Minesota. Ao subirem uma colina em busca de caça, eles foram surpreendidos ao verem uma jovem mulher, muito bonita surgir diante deles numa nuvem. Retendo o fôlego, eles a observavam. Ela trajava vestes feitas de corça branca. Levava a tiracolo uma sacola de pele e uma pele de búfalo em uma das mãos. Uma pena de águia, trançada nos seus longos cabelos negros, reluzia à luz do sol. Não tema, " disse a mulher, " eu trago paz e felicidade para vocês. Agora me falem, por que vocês estão longe de sua aldeia?"

     

    A graça a beleza dela, incendiou o guerreiro mais velho com pensamentos lascivos, que calou-se. O mais jovem, então respondeu:

     

    -" Nossa aldeia está com falta de comida. " Nós estamos caçando ".

     

    -" Aqui, " ela disse, " leve de volta este pacote aos seus. Diga para os Chefes das sete fogueiras da sua tribo, para reunirem-se na fogueira do conselho e esperarem por mim."

     

    Ao escutar essas palavras, o mais velho deu voz ao seu desejo de acasalar-se com ela, ali mesmo na pradaria, debaixo do sol. No momento em que o guerreiro mais velho tentou agarrá-la, a mulher envolveu-o na pele de búfalo. Uma nuvem envolveu o corpo dele, e quando o pó assentou, no lugar do guerreiro havia um esqueleto recoberto de vermes.

     

    Foi então que Mulher Búfalo Branco, falou ao jovem guerreiro:

     

    -"O homem que olha primeiro a beleza exterior de uma mulher, nunca conhecerá sua beleza divina, pois ele é um cego. Mas o homem que primeiro vê a beleza de seu espírito e sua verdade, esse homem conhecerá o Grande Espírito nessa mulher; se ela quiser deitar-se com ele, ele compartilhará com ela um prazer mais pleno do que poderia imaginar."

     

    -"Você, quando me olhou, não ficou cego com a minha beleza, mas seu primeiro pensamento foi: 'Quem é essa mulher?' 'De onde ela vem?' 'Será ela uma mulher sagrada?'

     

    -"Meu jovem, você também terá o que deseja".

     

    -"Você e seu amigo simbolizam dois caminhos que os homens podem seguir. Se procurar primeiro a sagrada visão do Grande Espírito, estará vendo da mesma maneira que o Criador, e por isso você saberá que aquilo que necessitar da terra chegará às suas mãos. Mas se preferir seguir primeiro, esquecer o Grande Espírito, satisfazer os seus desejos terrenos, você morrerá por dentro".

     

    Foi então que o jovem guerreiro resolveu perguntar quem era ela.

     

    Ela olhou profundamente nos olhos dele e respondeu:

     

    -"Eu sou o Espírito da Verdade. Seu povo me conhece como a Mãe dos Mais Velhos; mas como você pode ver, não sou tão velha assim. Sou a Grande Mãe, que vive dentro de cada Mãe, a moça que brinca em cada criança. Sou a face do Grande Espírito, que seu povo esqueceu. Vim para falar para as nações da planície. Vá para sua aldeia e prepare a minha chegada. Tenho algumas coisas a ensinar, coisas sagradas que sua tribo esqueceu."

     

    O jovem então correu ao seu povo, para transmitir a mensagem de Mulher Búfalo Branco aos Chefes das Sete Fogueiras de sua tribo. Após ouvirem o jovem, toda tribo começou a trabalhar numa enorme cabana, coberta de muitas peles, na qual toda tribo pudesse se reunir.

     

    Quando viram Mulher Búfalo Branco se aproximando pela pradaria, ficaram atônitos. Esperavam por alguém de mais idade. E ela parecia uma donzela, graciosa como a relva que se movia em torno dela no crepúsculo. Seu rosto brilhava como uma luz que falava das flores e das mais finas ervas.

     

    Descalça, como sempre andava nas sua viagens pela terra, ela entrou na grande cabana. Seu vestido de pele de Búfalo Branco irradiava a presença de seu espírito. Sem dizer um palavra, andou em círculo em torno do fogo que ardia no centro da cabana. Cada vez que seus delicados pés tocavam a areia ao redor do fogo, os que a observavam sentiam que cada gesto seu era uma prece de profunda reverência à terra.

     

    Devagar, em silêncio, ela contornou o fogo sete vezes.

     

    Quando por fim ela falou, sua voz era como a canção dos pássaros das pradarias.

     

    -"Sete vezes, andei em sete círculos em torno deste fogo, em reverência e silêncio. O fogo simboliza o amor que arde para sempre no coração do Grande Espírito. É o fogo que aquece cada criatura no mundo. Vocês são como um ser único. Esta cabana, feita de muitas peles, é o corpo de vocês. O fogo que arde no centro dela é o amor de vocês." Parou um momento e, devagar, curvou-se para tirar um graveto incandescente das chamas. "Este fogo é mais forte que qualquer um de vocês. Seu povo esqueceu, o que é mais precioso que a água. Vocês esqueceram suas ligações com o Grande Espírito. Eu vim", disse ela erguendo o graveto, "como um fogo do céu para reavivar a memória daquilo que foi, e fortalecê-los para os tempos que virão."

     

    Pousou novamente o graveto no fogo e pegou uma sacola de pele que trazia.

     

    -"Nesta sacola, trago um cachimbo para ajudá-los a recordarem os ensinamentos que eu trago. Tratem-no sempre com respeito. Levem-no sempre em sacolas das mais finas peles, enfeitadas pela mãos mais reverentes. Ponham neste cachimbo um tabaco sagrado plantado especialmente para esse fim. Fumem-no com um sentimento de gratidão ao Grande Espírito, de cujo sopro vocês receberam a vida. Usem o fumo para representar seus pensamentos, suas orações e aspirações ao Grande Espírito."

     

    Até então ela ainda não tinha aberto a sacola na qual estava o cachimbo. Desatou as tiras de couro que a amarrava, e retirou o cachimbo com tal reverência que todos que estavam na cabana, sentiram o coração transbordando e os olhos cheios de lágrimas.

     

    -"Este cachimbo sagrado, e cada tragada de fumo sagrado que vocês inalam pelo seu tubo, ajudará vocês a recordarem que cada sopro de vocês é sagrado. O fornilho do cachimbo é feito de pedra vermelha. Tem o formato de círculo. Simboliza a Roda Sagrada, o sagrado círculo da vida, o dar e receber, da inalação e da exalação, pelo qual todas as coisas vivas ingressam na vida pelo poder do Grande Espírito."

     

    Pedindo um pouco de tabaco, Mulher Búfalo Branco colocou-o no fornilho do cachimbo dizendo: "Este tabaco, simboliza o mundo das plantas, o musgo das pedras, as flores, as ervas, as folhas das relvas que cobre a colina para que sua mãe não repouse nua ao sol. Vocês estão aqui para cuidar da terra. Suas vidas são acesas pelo mesmo fogo que arde no coração do Grande Espírito." Assim falando, ela colocou um pequeno graveto no fogo para que ardesse como chama viva. "Da mesma forma que acendo esse graveto no grande fogo, assim todo ser humano é uma chama que faz parte do fogo eterno do amor do Grande Espírito."

     

    Devagar, ela tirou o graveto em chamas do fogo, e ergueu-o para que todos o pudessem ver. "Quando vocês viverem em harmonia com o Grande Espírito, sua chama de amor será vivida sempre por aqueles ventos espirituais. Vocês serão tomados de amor pela própria razão da vida! Acenderão o fogo do amor em todos os que encontrarem. Conhecerão o propósito de sua travessia por esse mundo e saberão que o Grande Ser deu uma chama da vida a todos: não para guardarem sua pequenina chama somente para si, amando apenas aquilo que é necessário às suas vidas, mas sim para que pudessem dar o seu amor, e com o fogo desse amor trazer consciência para a terra."

     

    Dizendo isto, ela segurou o graveto bem em cima do fornilho vermelho do cachimbo. Encostou a chama bem no centro do cachimbo, aspirando suavemente pelo tubo até o tabaco incandescer. O cheiro do fumo invadiu o ambiente. "Assim como o tabaco queima neste cachimbo de terra que representa as plantas," continuou Mulher Búfalo Branco, "assim também esse búfalo que vocês vêem entalhados no fornilho de pedra do cachimbo representa as criaturas quadrúpedes que compartilham com vocês esse mundo sagrado. As doze penas que pendem o tubo do cachimbo representam os seres alados com os quais vocês compartilham o grande círculo do céu." Em seguida ela passou o cachimbo ao chefe do conselho dizendo:

     

    -"Tomem este cachimbo. Agradeçam ao Grande Espírito, e passem o cachimbo aos outros do nosso círculo. Que seus pensamentos sejam elevados ao Grande Espírito que vem agora mexer com suas memórias, abrindo os olhos de seus narradores. Cada amanhecer que nasce vermelho no céu do leste, como o fornilho vermelho deste cachimbo, é o nascimento de um novo dia, de um dia sagrado. Lembrem-se sempre de tratar cada criatura como um ser sagrado: as pessoas que vivem além das montanhas, os pássaros, os peixes e os outros animais, todos eles são irmãs e irmãos de vocês. Todos constituem parte sagradas do corpo do Grande Espírito. Tudo é Sagrado."

     

    Neste momento, o cachimbo começa a ser passado de mão em mão. Depois que todos que estavam na cabana deram uma baforada, Mulher Búfalo Branco levantou com reverência o cachimbo para que todos vissem. -"Levem sempre o cachimbo com vocês. Trate-o como um objeto sagrado. Honrem todas as criaturas e vivam suas vidas em harmonia com o Caminho Sagrado do Equilíbrio de que fala cada árvore, cada flor e cada novo dia. Haverá muitas estações nas quais o coração de vocês se sentirá claro e puro como uma nascente nas montanhas, e vocês conhecerão a paz e a alegria do Grande Espírito. Mas, se vocês sentirem que se afastaram da trilha do Caminho Sagrado, se seus corações passarem a pesar dentro de vocês, não percam tempo em arrependimento. Ensinar-lhe-eis uma cerimônia," disse ela acendendo o cachimbo mais uma vez no fogo sagrado, "uma cerimônia que cada um de vocês pode fazer em companhia de outros, a sós em suas tendas, ou lá fora, na pradaria."

     

    Ela deu uma pequena baforada no cachimbo e disse:

     

    -"Parem suas atividades. Procurem uma pedra sobre a qual sentar. Rogando orientação do Grande Espírito. Acendam o cachimbo e deixem que o fornilho vermelho lhes lembre a sagrada escritura, o caminho da vida, o trilho vermelho do sol. Depois de ter aspirado seu fumo em honra do Grande Espírito, em honra da Mãe Terra, em honra dos animais e das pessoas que são fiéis à realidade, depois de ter dado graças as quatro direções, então aspirem uma vez mais para pedirem orientação aos grandes seres alados do mundo dos espíritos. Peça-os para ajudá-los a ver o melhor procedimento a seguir. Peçam para que eles ajudem a vocês fazerem a escolha mais sábia e a reconhecer os passos que devem tomar na trilha que seu EU mais profundo escolher para vocês. Isso permitirá que o fogo que arde dentro de vocês fale em termos claros, sem interrupções. Peça que os seres espirituais que os cercam, entrem em sua vida. Diga-lhes que desejam ajudá-los e ao Grande Espírito no seu trabalho, e perguntem-lhes como fazer isto. Ao ajudarem o Grande Espírito, vocês se ajudarão. Os seres humanos não são inteiramente felizes nem saudáveis senão quando servem aos propósitos para os quais o Grande Espírito os criou."

     

    Novamente ela entregou o cachimbo, para que fosse passado de mão em mão. Durante muito tempo, Mulher Búfalo Branco permaneceu em silêncio, mesmo após ser completado o círculo de baforada no cachimbo. Quando falou novamente, comparou seus ensinamentos a uma árvore; uma árvore que iria florescer à medida que tomavam a si essas coisas, plantando-as no coração de cada um e aplicando-as no dia a dia.

     

    -"Durante longo tempo," ela continuo-o, "vocês viverão sob a sombra sagrada da Árvore da Compreensão que estou plantando nas suas consciências. E, nas gerações vindouras, seu povo estará unido novamente no Sagrado Círculo da Vida. Infelizmente, essa árvore será derrubada depois de algumas gerações. A árvore parecerá morrer. A Roda Sagrada murchará até ser esquecida. Alguns poucos manterão a luz da verdade ardendo nos seus corações, mas a luz será fraca e, mesmo neles, passará a ser uma brasa pequena e imperceptível."

     

    Guardando o cachimbo na sacola, ela continuou: -"Mas a brasinha permanecerá. Em silêncio, continuará. Mesmo quando vocês tiverem sua terras invadidas, vendidas e roubadas. Essa brasa ainda manterá sua luz acesa, e saibam, meu povo: um grande fogo pode sair de uma única brasa!"

     

    "Quando a tempestade passar, essa brasa acenderá um alvorecer mais forte do que qualquer outra alvorada. Uma nova árvore crescerá, mais gloriosa do que esta que agora deixo com vocês. Com o novo alvorecer, eu voltarei e viverei com vocês. Debaixo da sombra dessa árvore, estarão reunidos não somente as tribos vermelhas, mas as tribos brancas, as tribos negras e as tribos amarelas, vindo de todas as direções. Em harmonia, as quatro raças viverão sob os ramos da nova árvore. Tudo que foi quebrado será refeito por inteiro. A Roda Sagrada será consertada. A comida será farta e os espíritos de todas as criaturas alegrar-se-ão na harmonia de uma nova ordem, perfeita. O Grande Espírito, estará atuando dentro das raças, vivendo, respirando, criando através dos povos da terra. A paz virá as nações."

     

    Despediu-se dizendo que voltaria um dia, então transformou-se num Búfalo Branco, e sumiu envolta nas nuvens e nunca mais foi vista.

     

     

    "Grandes mudanças estão a caminho com o nascimento do Búfalo Branco."

    Com o nascimento de um Búfalo Branco, em 1994, em Janesville, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Torna-se mais próximo o cumprimento da profecia sagrada de que irá surgir uma nova idade de unificação e espiritualidade global, enchendo-nos de uma esperança maior para o novo milênio.

    Moção

    MOÇÃO DE REPÚDIO AO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL E AOS QUE COMUNGAM DAS AÇÕES E ATITUDES CONTRA EDUCAÇÃO E A LIVRE EXPRESSÃO E MANIFESTAÇÃO
     
    MOÇÃO DE APOIO AOS EDUCADORES E EDUCADORAS, AO SINDICATO, AOS ESTUDANTES E TODOS QUE DEFENDEM A VIDA COM DIGNIDADE
     
    Precisamos de Paz!
    Precisamos edificar a democracia, o direito humano de manifestar com liberdade, denunciar para conquistar de forma pacifica o que é de direito e repudiar os governantes que não priorizam a educação Básica.
    Eu Genivalda Araujo Cravo dos Santos, brasileira, cidadã, pesquisadora, educadora e um Ser Humano que defende a Vida, repudio a ação do governo do Distrito Federal, de coibir a liberdade de expressão, de organização e manifestação dos trabalhadores em educação. Assim como qualquer governo que não cumprem o dever de priorizar a educação conforme as declarações internacionais que o Brasil e signatário, a legislação nacional e a declaração universal dos direitos humanos.
     
    Acredito que o diálogo é um dos principios fundamentais para que a Paz Prevaleça no Mundo. Mas para isso ocorrer as diretrizes não podem estar traçadas no "eu mando e você obedece", na dualidade e na fragmentação. Acredito que a atitude manifestada pela categoria em Assembleia tenha sido tomada diante do fechamento do governo em negociar e abrir as contas públicas, a receita e os gastos de forma transparente e estabelecer a mesa permanente de negociação para juntos encontrarem alternativas que priorize a Educação.  
     
    É sagrado em qualquer país democratico que prima pela Justiça, Igualdade, Direitos Humanos e Amor Incondicional garantir a livre manifestação sem utilização de mecanismos violentos, de assédio moral e de intimidação. Como se declarar Cristão e realizar atitudes tão incoerentes e contraditorias com os exemplos deixados pelo Mestre Jesus Cristo.
     
    Os estudantes só poderão ser honrados nos seus direitos de terem aulas, de aprenderem e de dividirem os conhecimentos se tiverem juntos a eles/elas profissionais valorizados, qualificados, bem remunerados, respeitados nos seus direitos e deveres. Se os profissionais sentem-se desrespeitados, desmoralizados, esgotados, inseguros, em burnout, coagidos e sem a prerrogativa da livre manifestação, como poderão ensinar os estudantes a serem agentes de mudança, gente que edifica a paz, a justiça, o amor, a vida, os valores humanos?
     
    11 de abril de 2009 11:56 De: silvano pereira neto <silvano13613@gmail.com>
    assuntoTODO O MEU APOIO À GREVE DOS PROFESSORES.
    A greve da categoria ainda nem começou e o Governo do Distrito Federal
    já está fazendo terrorismo com os professores. Essa é uma velha tática
    usada com o intuito de desmobilizar os educadores e educadoras que se
    unem em torno do movimento grevista. Nesse sentido, tentarão ameaçar
    os professores por meio dos diretores, incentivando a delação, e com o
    uso da força policial. O Sinpro foi informado de que o Secretário de
    Educação, José Valente, desesperado com a decretação da greve, mandou
    uma carta aos diretores pedindo que fizessem uma lista com o nome dos
    grevistas. Essa lista deveria estar pronta antes da segunda-feira,
    primeiro dia de paralisação. A intenção com isso seria convocar
    professores temporários para cobrir as vagas e pressionar os
    educadores a furarem a greve. O Sinpro repudia essa prática absurda e
    covarde. E esclarece que os professores, caso sejam contactados, não
    são obrigados a informar se vão participar do movimento grevista. É
    importante que cada educador e educadora tenha consciência de seu
    papel na luta. Os diretores não devem ser submissos às circulares que
    vão surgir aos montes durante o movimento. Como professores que são,
    precisam respeitar o direito à greve. O descumprimento a circulares e
    ordens desse tipo está garantido ainda pela lei 8.102, que rege os
    vínculos trabalhistas com o GDF. Ou seja, sua função como gestor
    escolar não está ameaçada por essa espécie de coação. Polícia para
    quem precisa ? Outra informação que chegou até o sindicato é de que o
    governador Arruda pediu reforço policial durante os piquetes dos
    professores nas escolas. Esta é outra prática autoritária, mas que não
    irá coibir quem está participando do movimento. Os professores sempre
    apelaram pela paz e pelo diálogo e farão uma greve pacífica, sem
    aceitar provocações. Afinal, a Lei está do lado da categoria. Quem não
    a cumpriu foi o GDF. Tranquilize-se - O Sindicato já mobilizou o
    jurídico da entidade para que, num ou noutro caso, advogados sejam
    acionados para resolver qualquer pendência. Mas, nesse momento de
    tensão, a melhor saída ainda é a tranqüilidade. O Sinpro está atento
    para defender o professor, que deve denunciar diretores que queiram
    delatar seus companheiros ou qualquer qualquer ação policial violenta.

    Coragem, coragem , coragem

    A força invisível e insuperável de quem acredita e luta! A ÁGUIA É VOCÊ

    A Águia
     
    Alguma vez você já pensou aonde vão as águias quando a tormenta vem? Onde é que elas se escondem? Elas não se escondem. Abrem suas asas que podem voar a uma velocidade de até 90km/h, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de 30 a 50m, mas lá em cima brilha o sol.
    Nessa luta terrível podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima.
    Finalmente, as águias também morrem, mas alguma vez você achou por aí um cadáver de águia? De galinha talvez, de cachorro ou de pombo, quem sabe até de um bicho de mato nessas extensas estradas de reserva ecológica, mas cadáver de águia você não encontra. Sabe por quê ? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo.
    Procuram com seus olhos o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer elas são extraordinárias. Talvez por isso o profeta Isaías compara os que confiam no Senhor com águias.
    Quem sabe hoje você tem diante de si um dia cheio de desafios. Alguns deles podem parecer impossíveis de ser vencidos, mas lembre-se: descanse no Senhor, passe o tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que depois daquela tormenta brilha o sol.
    “Mas os que esperam no Senhor, renovam as suas forças."
    (Desconheço o Autor do Texto)

     

    Fiquemos Alertas! Nem tudo é publicado, revelado ou divulgado pela Ciência e Cientistas

    Mudança Magnética na Terra

     Saiu na imprensa:

     A inversão dos pólos começa a dar sinais que está próxima

     

    "LONDRES - O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética. Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e satélites seriam queimados pela radiação solar.

    Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por outros satélites.

    A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por mudanças dramáticas. "Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de se reverter", diz o pesquisador. O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido. Às vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.

    A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.

    Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: "Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última".

    Impacto - A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra. A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das partículas e radiação trazidas pelo "vento solar".

    O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições. A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro.

    A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela radiação solar".

     

    ...que está vinculado a esta outra notícia do Jornal de Notícias, de Portugal:

     

    Austrália: Cerca de 200 baleias-piloto encalhadas na ilha de King

    2009-03-02

    Sydney, Austrália, 02 Mar (Lusa) - Cerca de 200 baleias-piloto e vários golfinhos ficaram encalhados na ilha de King, no sul das Austrália, informou hoje a rádio ABC.

    Peritos da Tasmânia viajam rumo àquela ilha, situada entre a Tasmânia e o continente australiano, com esperança de salvar alguns dos cerca de 50 cetáceos que ainda sobrevivem.

    As baleias e golfinhos começaram a chegar de noite à praia da ilha, perante os olhares de alguns residentes, que avisaram as autoridades.

    Em finais de Janeiro, 53 cachalotes morreram encalhados e outras 80 baleias-piloto morreram na mesma ilha em Novembro passado.

    Também em Novembro, outras 65 baleias da mesma espécie encalharam noutra praia do sul da Austrália e só 11 conseguiram voltar para o mau, ajudadas pelas autoridades, ecologistas e voluntários.

    Os cientistas desconhecem a razão pela qual algumas espécies de baleias perdem a vida nas praias, admitindo que possam ser confundidas pelos sonares potentes de navios ou por seguirem um líder doente e desorientado.

    Comentário associado: Como podemos notar, os sinais de mudanças estão ficando mais evidentes. Na última notícia acima, os cientistas dão a desculpa que "sonares potentes" teriam matado mais de 150 baleias num intervalo de 4 meses, como se na Ilha de King (sul da Austrália, perto da Tasmânia) tivesse permanentemente navios com sonares tão potentes para causar tamanho estrago. Na hipótese do "lider desorientado ou doente", significaria que ele estaria com alguma dificuldade para se orientar através do campo magnético. O trecho em negrito do primeiro artigo acima mostra que esses animais se movem pela Terra com a ajuda do campo magnético e com ele enfraquecido ou com mudança de posição pode acabar acontecendo isso. Como não querem falar a verdade, fazem uma maquiagem dos fatos, dando desculpas como essas. Portanto, fiquemos atentos aos próximos sinais que a Natureza nos der.

    Pesquisa de campo - Doutorado em Ciências da Religião

    Nesse linke você pode baixar o QUESTIONÁRIO DE PESQUISA DE CAMPO, solicito a você que está lendo esse material que envie para o meu email a sua contribuição na coleta dos dados e incentive as pessoas da sua mala direta para estarem respondendo, também, e enviando para o meu email. Preciso de muitas mãos para tecer o Holograma da Terapias espiritual religiosa e Qualidade de Vida. Conto com você!

    http://sites.google.com/site/genivaldaaraujodossantos/pesquisa-de-campo---doutorado-em-ciencias-da-religiao

     

    O ENSINO RELIGIOSO NO SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO

    MANIFESTO DA INICIATIVA DAS RELIGIÕES UNIDAS – URI – CC BRASÍLIA SOBRE O ENSINO RELIGIOSO NO SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO
     
    Brasília, 09 de março de 2009.
     
    Circular   27/09
     
    Caros irmãos e Irmãs,
    A URI – Iniciativa das Religiões Unidas é uma organização fundada em valores humanos universais e dedicada a promover o diálogo e a ação inter-religiosa. A URI está presente em cerca de 70 países desenvolvendo ações comunitárias com a participação de mais de 100 tradições espirituais. A agenda da URI compreende direitos humanos, ecologia, economia justa, Cultura da Paz e a prática do diálogo inter-religioso.  O propósito da Iniciativa das Religiões Unidas é promover a cooperação inter-religiosa permanente e cotidiana, para erradicar a violência por motivação religiosa e criar culturas de paz, justiça e cura para a Terra e para todos os seres vivos.
    Com base em seus princípios e propósitos, a URI Brasília, vem a público se manifestar acerca do processo de implementação do Ensino Religioso no Sistema Público de Ensino do Distrito Federal, o qual vem acompanhando desde a criação da Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso – CCPER,  entre as Secretarias de Educação e de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal,  conforme DIÁRIO OFICIAL do Distrito Federal , n.131, quarta-feira, 9 de julho de 2008, p.11,12 e 19. 
    Recordamos que a URI esteve presente no dia 08 de julho de 2008, na prestigiada solenidade na “Casa da Árvore” na sede do GDF, o “Buritinga”, para a assinatura da portaria que constituiu a CCPER cuja atribuição é de elaborar estudos para subsidiar a implementação do Ensino Religioso - ER , no sistema de Ensino do Distrito Federal,  considerando para tanto, o art. 33,  da Lei 9.394/96, alterado pela Lei 9.475/97 ( LDBEN), e devendo também considerar o Sistema de Medidas Sócio-Educativas e Sistema Penitenciário do DF. Os estudos da Comissão abrangerão as seguintes áreas temáticas: 1- material didático-pedagógico; 2-orientação metodológica, 3- habilitação de professores e instrutores; 4- estratégia operacional de matrícula.  Lembramos ainda que se destaca que a referida Comissão buscará junto a entidades civis, constituídas pelas diferentes denominações religiosas, cooperação técnica e a sua ampla participação nos trabalhos da mesma.
    Reflitamos um pouco a razão de a URI conclamar a participação de todos o segmentos religiosos, quanto a causa do Ensino Religioso para a cultura de paz entre as diferentes formas de crer no espaço privilegiado da escola.
    1-  A Lei n. 9.475 foi sancionada em 22 de julho de 1997, ou seja, seis meses após a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de n. 9.394/96, que incluiu o Ensino Religioso no art.33, porém “ sem ônus para os cofres públicos” e com abertura para a sua operacionalização nas modalidades confessional e interconfessional.  A primeira Lei citada, teve por objetivo alterar tais dispositivos, uma vez que trouxe implícitas dificuldades de natureza administrativa, política, econômica e pedagógica.
    2-  A nova redação do art.33 da LDB, com a sanção da Lei 9.475/97, delega maior responsabilidade aos Sistemas de Ensino quanto à definição de conteúdos para o Ensino Religioso, abrindo espaço para a sociedade, representada pelas denominações religiosas, uma vez constituídas em entidade civil, ou seja, com personalidade jurídica.  Convém destacar que a constituição desta entidade civil “pelas denominações religiosas” não tem o mesmo significado de uma entidade civil constituída “ de denominações religiosas”, como passou a ser interpretado, em muitos casos, ao ser implantada a citada lei.
     
    3-  Na íntegra, os dois parágrafos contidos no art. 1º da Lei 9.475/97 que trazem a definição das responsabilidades, em se tratando dos conteúdos do ensino religioso:
    “ § 1º - Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos de ensino religioso e estabelecerão as normas para habilitação e admissão dos professores. 
    § 2º- Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso”. (grifo nosso)
     
    4-  A referida Lei não esclarece o que se pode entender por “ denominação religiosa”. Porém, não exclui nenhuma delas, sejam cultos, movimentos, grupos, filosofias de vida e outras que integrem uma sociedade pluralista, com as mais diversificadas tradições e manifestações culturais presentes no Brasil. Conseqüentemente, os órgãos legislativos não emitem nenhum parecer sobre a matéria.  Considera-se, pelo senso comum,  a atenção necessária às diversificadas tendências religiosas, filosóficas e culturais em um país que se considera democrático, republicano, aberto a todos. A atual LDB, por sua natureza, deixa para traz o princípio da soberania, para dar lugar ao da autonomia, incluindo o incentivo a participação da sociedade, especialmente da comunidade educativa, de forma mais abrangente, em todo projeto político-pedagógico que envolva a escola como lugar privilegiado de educação.
    5-  A Constituição Brasileira de 05 de outubro de 1998 garante o Ensino Religioso com disciplina do currículo escolar, através do art. 210, § 1º com o seguinte dispositivo:
    “O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. (grifo nosso)
    6-  As Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental no Brasil, após a sansão da LDB, ou seja, da Lei n.9.394/96, são instituídas através da Resolução n. 02,  de 7 de abril de 1998, pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE).  Essas Diretrizes incluem o Ensino Religioso no conjunto das dez áreas de conhecimento que integram o currículo escolar do ensino fundamental, cf. art. 3º, item IV, alínea “a”.  As áreas de conhecimento, segundo a Resolução 02/98, estão agrupadas em: Língua Portuguesa, Língua Materna para população indígenas e migrantes, Matemática, Ciências, Geografia, História, Língua Estrangeira, Educação Artística, Educação Física, Educação Religiosa, na forma do art. 33 da Lei 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, alterado pela Lei n. 9.475 de 22 de julho de 1997.  A disciplina Ensino religioso não perdeu a sua configuração primeira como tal, mas foi absorvida e ampliada, em sua natureza e em toda extensão, pela Educação Religiosa enquanto área de conhecimento, nos termos da citada resolução, após o pronunciamento do Parecer 04/98 sobre a matéria em pauta.
    A religião, como expressão da religiosidade humana, presente em todos os povos e culturas, sempre ocupou um lugar de destaque na vida dos indivíduos e das sociedades humanas, constituindo-se em um segmento da cultura produzida pela humanidade. Portanto, uma educação que vise o desenvolvimento pleno do educando, não pode omitir a educação da religiosidade e o estudo do fenômeno religioso, objeto da disciplina Ensino Religioso.
    Caríssimos, uma vez conhecedores da legislação do Ensino Religioso e sabedores da importância do mesmo no ambiente escolar, se faz mister uma cobrança ao Governo do Distrito Federal quanto sua efetivação no contexto das escolas públicas, pois, ainda voltando no tempo, foi noticiado em vários jornais de grande circulação à época, que em 2009 haveria o oferecimento do Ensino Religioso enquanto área de conhecimento nas escolas públicas do DF.  Até agora pelo que se sabe a promessa não se realizou.
    Já é público que o atual currículo da rede de ensino do DF não contemplou o Ensino Religioso. Ficaria valendo o antigo currículo de 2002 carregado de confessionalismo, privilegiando somente a fé cristã católica?  
    Em 28 de novembro de 2008, no auditório da escola de Aperfeiçoamento do Profissionais da Educação-EAPE foi realizada a 1ª reunião das Organizações Religiosas com a Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso.  Foi um primeiro contato para que as Organizações inscritas junto aos trabalhos da Comissão tivessem alguns esclarecimentos acerca da legislação referente ao ER e a maneira como a referida Comissão conduziria o processo de implementação do ER, e desde essa data não houve mais nenhum contato da CCPER com as Organizações inscritas, as quais destacam-se:  Associação Vida Inteira (Candomblé), representada pelo Revmº Sr. Francisco Aires Afonso Filho; Associação Brasileira de Arte e Filosofia da Religião Wicca-Abrawicca, representada pela Revmª Srª Márcia Maria Bianchi Prates; Igreja Católica Apostólica Romana – Arquidiocese de Brasília, representada pelo Exmº Revmº Sr. Dom João Braz de Aviz; Federação Espírita do Distrito Federal, representada pela Sra. Terezinha Santana; Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’is, representada pela Srª Neda Monadjem Fatheazan e pela Srª Mary Caetana; Sociedade Teosófica do Brasil, representada pelo Exmº Revmº Sr. Dom Ricardo Lindemann; Centro Budista Tibetano Kagyu  Pende Gyamtso, representado pelo Venerável Lama Trinle e pela Drª Miriam Fatiam R.S. da Rosa; Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé, representada pelo Sr. Michael Laiso Felix; Movimento dos Focolares, representado pela Srª Telma Aparecida; Associação Cultural Israelita de Brasília, representada pelo Sr.Abrahan Melul e pela Srª Vivienne F.Landwehr;  Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial, representada pelo  Revmº Sr. João Maria Abreu Breyer Jr; Instituição Religiosa Perfect Liberty, representada pela Srª Lucimar Tavares e pelo Sr. Wagner Amorim; Igreja Batista Central de Brasília, representada pela Srª Kátia Umebara Machado Lopes; Centro Espírita União do Vegetal, representado pelo Sr. Flávio Mesquita da Silva; Legião da Boa Vontade-LBV, representada pela Srª Marina Krieger, Conselho de Pastores do Distrito Federal –COPEV-DF, representado pelo Revmº Pr. Guilherme de Sá Pontes.
    Obviamente que a URI, enquanto movimento,  sempre esteve muito envolvida com a questão do Ensino Religioso aqui no Distrito Federal e em busca de alguma informação por parte da Comissão do Ensino Religioso, fomos até sua Secretaria Geral sediada na EAPE a procura de notícias,  e para nossa surpresa vimos que a sala 01 destinada as reuniões fora retomada pela EAPE ficando a Secretaria Geral funcionando agora numa sala menor, sem telefone, o que lamentamos profundamente o fato, pois vemos inviabilizado a continuidade dos contatos e atendimento a toda a sociedade e organizações envolvidas com o processo.
    Diante de todos os problemas que vimos acompanhando ao longo destes meses, desde sua criação enquanto COPER, problemas estes representados por questões como dificuldades internas relativas à comunicação e real participação e comprometimento dos órgãos envolvidos no GDF  na organização dos processos,  entre outros, nos faz indagar se não  estaria esta Comissão,  sendo vítima de uma desestruturação por parte do sistema?   
    Neste sentido,  vimos solicitar que cada instituição de fato interessada no Ensino Religioso possa cobrar ao Governo do Distrito Federal,  que faça valer o seu compromisso com as Organizações  Religiosas presentes na assinatura das Portarias Conjuntas n. 1 e 2 no dia 8 de julho de 2008, no “ Buritinga”.  É de suma importância que nosso apoio seja de fato constante para que a Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso - CCPER, possa continuar a sua existência e luta, juntamente com todos aqueles que acreditam que a educação sobre o fenômeno religioso, possa contribuir para a construção de culturas da paz.
    Sendo assim, seguem os endereços onde poderemos enviar nossos ofícios solicitando esclarecimentos sobre o processo de implementação do Ensino Religioso na rede pública de ensino do DF:
     
    José Roberto Arruda
    Governador do Distrito Federal
    Centro Administrativo do GDF – QNG 18 – área especial – Tag. Norte
    CEP: 72.130-180  Brasília – DF
    - Chefe de Gabinete/Dr. Marinaldo Guimarães
    (Representante do Governador na Comissão)
    Tel:  3961.4449
    E-Mail:  estelita.ribeiro@buriti.df.gov.br
    (Aos cuidados do Chefe de Gabinete Marinaldo Guimarães)
     
    Paulo Octávio Alves Pereira
    Vice-Governador do Distrito Federal
    - Chefe de Gabinete: Dr. Augusto José Honório de Almeida
    SHIS QI 05, conj.18, casa 05 – Lago Sul
    CEP: 70.615-180  Brasília-DF
    Tel: 3248.1344
    E-Mail:  vice.governadoria@buriti.df.gov.br
     
    Dr.Alírio Neto
    Secretário de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania
    Centro Administrativo – QNG 18 – área especial 01 – lote 22 bl 3 sala 2- Tag.norte
    CEP:72.118-900  Brasília-DF
    - Gabinete/Subsecretário Adjunto- Dr. Mario Gil
    Tel: 3355.8296
    E-Mail: sula.sejusgdf@gmail.com)
     
    José Luiz Valente
    Secretário de Estado de Educação
    Anexo do Palácio do Buriti, 9º andar, sala 913
    CEP: 70.075-900 Brasília-DF
    Gabinete: 3355.8630/8693 ( tratar com José Andrade)
    E-Mail:  jl.valente@uol.com.br
     
    Promotoria de Defesa da Educação:
    Tel: 3348-9000
     
    Atenciosamente,
     
    Elianildo Nascimento
    URI BRASÍLIA
    - Tel: 55 61 3340.4095  - 9633.8420 – E-Mail: elianildonascimento@yahoo.com.br
    www.uri.orgwww.uri.org/americalatina  

    Despertar da Consciência: mensagem Metratron

    Eu, Genivalda, endosso essas instruções, ensinamentos e canalização.
     
    Queridos irmãos na luz!!!

    "Isto é especialmente verdadeiro para aqueles que nasceram nos anos chamados anos de "Baby Boomer", os anos 50 e 60, pois estão entrando no seu 6º a 9º ciclo biológico de sete anos."

    Bjs de luz!!!
    Táta

    METATRON -

    Metatron é a manifestação visível da Divindade como o "manto" do Pai. É o Senhor Todo Poderoso e Eterno, e a Voz Divina do Pai. É o Criador dos mundos exteriores.

    É o instrutor e guia de Enoch e o Criador das Chaves de Enoch.

    É o Arcanjo mais elevado que governa todos os seres vivos, os seres vivos abaixo e os seres vivos acima, todos estão escondidos dentro dele e emanam dele.

    AS CHAVES METATRÔNICAS DE 2009
    Uma mensagem de Metatron canalizada por Tyberonn em 5 de janeiro de 2009

    Saudações! Eu Sou Metatron, Senhor da Luz, e saúdo cada um e todos vocês. E assim, enquanto um ano se vai e o outro se desvela, pedimos que cada um pondere brevemente sobre as mudanças que ocorreram no seu interior, no micro e no macro, por alguns instantes. Para muitos que estão na Senda, 2008 parece ter passado numa velocidade maior do que os anos anteriores. Isto é especialmente verdadeiro para aqueles que nasceram nos anos chamados anos de "Baby Boomer", os anos 50 e 60, pois estão entrando no seu 6º a 9º ciclo biológico de sete anos.

    OS PIONEIROS

    Vocês estão conscientes dos Índigos e Cristais, mas não foi dado um nome para o Grupo de milhões de Almas que nasceram no período de 25 anos imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. Então vamos dar um título a vocês que fazem parte desse grupo - vocês são os Filhos da Luz, os "Pioneiros". Vocês abriram caminho através dos anos 60 e 70 para a Convergência Harmônica de 1987, Queridos, e esse evento - a Convergência Harmônica - mudou o Curso do seu planeta. Ele permitiu a Ascensão.

    A Ascensão era uma possibilidade que se tornou uma certeza por causa dos caminhos que vocês descobriram e limparam.
    Vocês, Pioneiros, questionaram, enfrentaram e transformaram de tal forma os antigos padrões de pensamento que vinham se repetindo, que foi o suficiente para permitir que o novo paradigma emergisse. Mas percebam que vocês estão apenas no pico da nova energia, a da Vibração Cristalina do Campo Unificado. Ainda há muita coisa a ser feita. Este é um fato que está por conta de vocês, mas pelo qual não são responsáveis. Conseguem enxergar a diferença sutil?
    Quando a ressonância vibratória do pensamento humano não for influenciada pelos padrões freqüenciais mais densos, só então a sua mente frontal combinar-se-á com a mente superior no padrão cristalino ordenado da Mente Divina.

    AS CHAVES DE 2009

    2009 trará muitas mudanças. A própria energia da Terra continuará a aumentar, e isto vai ser facilmente percebido. As energias que estiveram se derramando sobre o planeta, através de diversos mecanismos, vão continuar fazendo isto, mas serão distribuídas de uma forma um pouco mais harmônica, dispersando- se mais uniformemente, começando no equinócio de Março de 2009.

    2009 será um ano de realizações, um ano de grande potencial de manifestação! Aqueles que andaram planejando escrever um livro vão encontrar as energias mais compatíveis para a realização disto e de outras questões espirituais este ano. Neste novo ano há uma conjunção harmônica e única de fatores compatíveis com a manifestação de projetos que muitos de vocês tiveram em mente, mas que até agora não conseguiram encontrar tempo ou energia para realizá-los. O novo ano de 2009 trará a oportunidade de liberar obstáculos, e uma abundância de energia nova realmente se fará disponível para vocês, Pioneiros, em muitas formas.
    Entre as mudanças mais interessantes haverá um despertar, mais ou menos repentino, de um grupo específico da humanidade, que até agora não estava envolvido com a Ascensão. Muitas "caras novas" serão atraídas para o que vocês chamam de metafísica e espiritualidade, e ficarão mais alinhadas com isto. Deste modo, o Cociente de Luz da Humanidade crescerá de 10% para aproximadamente 12%, principalmente na última quarta parte do ano, depois do evento do 9-9-9, e culminando no Solstício de dezembro.
    Muito mais pessoas estarão interessadas no espírito, em autocura, no trabalho energético, e na sabedoria metafísica. Muitos de vocês, que já estão na Senda há mais tempo, passarão de estudantes a professores como parte deste processo. Muitos de vocês, Pioneiros, finalmente perceberão e aceitarão que são seus próprios Professores, e serão os PROFESSORES de muitos.

    EQUALIZAÇÃO AXIOTONAL

    Uma mudança chave ocorrerá gradualmente em 2009 neste planeta, na qual a distribuição de energia luminosa começará a fluir de maneira mais justa através de todas áreas. Esta equalização axiotonal da energia luminosa será gerada pelos novos complexos de vórtices-portais que estão emergindo e que muitos de vocês ajudaram a preparar nos últimos anos. Ela fluirá em áreas que têm sido conflituosas e energeticamente densas em todo o planeta. Fluirá em áreas de freqüência "inferior" para elevar sua ressonância vibratória, sinalizando a "Volta da Pomba". Desta forma, o arco do balanço do pêndulo da dualidade entre luz e trevas será menos rígido, e as bolsas mais pesadas vão começar a ficar mais leves. Alguns de vocês, que haviam concordado em ancorar a luz nessas áreas, vão descobrir que sua tarefa está completa, e estarão livres para mudar para outras localidades, se assim escolherem.
    Para aqueles que têm servido diligentemente como sustentadores da luz, queremos dizer que os honramos. Estamos conscientes de que, para alguns de vocês, isto foi um papel muito desagradável, mas serviu muito bem ao planeta. Saibam que foi ancorada uma quantidade suficiente de luz; os vórtices-portais, que muitos de vocês ajudaram a ancorar, estão mais firmemente assentados e novos proprietários estão sendo atraídos para esses espaços. Agora é o momento de todas as áreas que precisavam de ajuda se manterem com suas próprias forças; agora todas as áreas e todas as pessoas vão aprender a ancorar o espaço de luz dentro de suas próprias vibrações.

    Deste modo, realmente haverá uma mudança de localização apropriada para muitos, na primeira metade de 2009.
    Entre as áreas chaves dos novos vórtices de função geradora estão: Tasmânia; Arkansas; Minas Gerais, Brasil, Galveston, Texas; Banff, Canada, Cidade do Cabo, África do Sul; Salar Uyuni, Bolivia; Lago Tahoe, Nevada; Trinity Point, Virginia (e o vórtice de Charlottesville) ; Bisbee, Arizona; as regiões sul e noroeste de Canadian Shield; Austrália Ocidental, Nova Zelândia; norte da Argentina; Patagônia no sul do Chile; Bogotá, Colômbia; Lago Baikal, Jackson Hole, Wyoming; Crestone, Colorado; Asheville, Carolina do Norte; os Alpes Ocidentais da Suíça; Montserrat, Espanha; Sri Lanka; Tanzânia; Amsterdã, Holanda; Moscou; Grand Canyon; Turquia; Java e Irlanda Ocidental; para citar algumas.

    2009 - NOVOS COMEÇOS E NOVAS PARCERIAS

    Muitos de vocês tiveram relacionamentos que terminaram ano passado ou na última década, e assim têm estado numa jornada solitária, sem um espírito afim que seja seu parceiro de vida; vivenciaram o final de um relacionamento cármico que realmente se completou em 2008. A transição para o começo de uma nova parceria vai se manifestar para muitos em 2009. Da mesma forma, para aqueles que já estão com seus companheiros de vida, essa energia vai encontrar uma mudança, um aprofundamento nessas relações.
    A harmônica de 2009 vai oferecer, a cada um de vocês, a capacidade de manifestar a vida que veio viver, com um parceiro que é um verdadeiro espírito buscador, cuja companhia e vibração vão combinar com a sua; alguém com quem compartilhar a sua vida numa união sagrada. E assim este novo ano de companheirismo vai oferecer a oportunidade de se unir a almas que têm idéias afins, que fizeram seu trabalho de transformação e que agora estão prontas para abandonar a solidão e formar um relacionamento novo e vibrante na dimensão sagrada da verdadeira parceria de família de alma. Muitos de vocês, Pioneiros, que passaram os últimos anos em soberana solidão, vão perceber que já viajaram sozinhos o suficiente, e terão a oportunidade de expandir sua visão de ser, de se reconectar com a Fonte, de incorporar a expressão mais elevada dos princípios da unidade em sua vida, na forma de relacionamentos equilibrados, amorosos e sustentadores.
    Então, este é o ano de revisão e ação. Não o vejam como uma época de términos, mas como um ano de começos. Só que, neste caso, não é um começo que se inicia num ponto de partida calmo, mas num ponto médio, um "ponto-zero" no meio do caos estrondoso. Realmente, muitos aspectos do seu planeta continuam no caos. Os sistemas vão continuar quebrando e se reformando. Os conflitos ao redor do mundo vão se aprofundar numa briga caótica.

    DO CAOS À PERFEIÇÃO: NASCIMENTO DO MULTIVERSO

    Queridos, o seu próprio Multiverso começou no caos. O Multiverso não nasceu no chamado "começo dos tempos", mas num ponto central. Ele começou no meio de uma desordem total, em que o caos reconheceu a si mesmo e compreendeu que podia se reordenar e se reorganizar em direção a uma qualidade melhor de equilíbrio. E assim o Multiverso deu à luz a si mesmo para dentro de uma ordem maior, não a partir de um ponto inicial, mas a partir de um ponto em que uma conscientizaçã o maior se fez disponível para evoluir do caos. Então, vocês vêem que o nascimento não é um começo, mas uma emersão de um nível para outro, a fim de atingir o equilíbrio. A transformação que vocês consideram nascimento não acontece a partir do vazio, do nada, mas ocorre a partir de algo que já existia e confecciona a si mesma numa nova forma, a partir de um enorme desejo de perfeição.

    A CAMINHADA PARA A ASCENSÃO

    Vamos falar claro, a caminhada para a Ascensão não significa que o esforço pessoal e o caos planetário terão terminado quando ela chegar. A graduação da Terra não será um refúgio para aqueles que tiveram uma jornada difícil, nem uma remuneração celestial para aqueles que lutaram pelo bem. A Ascensão é complexamente e simplesmente o passo evolutivo seguinte para aqueles que entendem que a vida deve ser criada de forma pró-ativa em vez de defendida de maneira reativa.
    Isto não significa que vocês devam ignorar os conflitos da vida, nem deixar de lidar com eles. Na verdade, eles não vão desaparecer, e continuam exigindo sua atenção. Significa simplesmente que vocês reagem a partir de uma perspectiva mais elevada de sabedoria.
    Seus confrontos e a "estruturas" da vida não devem ser abandonados. Não é o momento de se recolherem. Em vez disto, lhes será dada a oportunidade de se moverem estrategicamente para uma perspectiva dimensional superior, e assim fazendo, vocês serão capazes de cultivar uma atitude mental diferente, a partir de um referencial mais amplo. É o momento de resolver as pendências pessoais para criar um novo caminho.
    Portanto, entendam que as guerras e confrontos não resolvidos, que estão ocorrendo atualmente na Terra, são a criação refletiva de vocês mesmos e ainda estão para ser resolvidos. Vocês humanos criaram a confusão e têm que colocar tudo em ordem.
    A Ascensão não está aqui para apagar os seus problemas, mas para lhes oferecer uma perspectiva maior para resolvê-los. E assim peço a vocês, Pioneiros, que reflitam sobre esta questão, individualmente e em conjunto: "Quanta munição vocês ainda mantêm nos seus depósitos de armas, enquanto imploram aos outros que abandonem seus estilingues? "
    Digo-lhes esta VERDADE: o caos em que se envolvem na sua experiência, as batalhas que travam, as lutas que encontram como Guerreiros da Luz dentro da dualidade, são verdadeiramente com vocês mesmos.

    CHAVES METATRÔNICAS

    Em 2009 existem chaves freqüenciais disponíveis para ajudá-los a ascender a níveis de consciência de maior clareza, a mudar para uma consciência refinada, acima do caos da dualidade da terceira dimensão, embora o ritmo da vida continue se acelerando.
    A aceleração acontece porque o contexto espacial da quinta dimensão é naturalmente menos denso e, sendo assim, a luz viaja mais rapidamente dentro dele. Conseqüentemente, vocês terão a sensação de que o tempo está muito acelerado, tanto que será necessário que purifiquem sua saúde de modo que possam lidar com o estresse do ritmo mais rápido. Além disto, aqueles que não adaptaram seu campo áurico à Merkaba devem fazer isto, de modo que se integrem da melhor forma. Esta é uma Chave Metatrônica essencial da Ascensão. Se isto não for feito, vocês poderão se sentir fatigados com a intensificação da energia da Terra, à medida que ela for aumentando.
    Se e quando isto acontecer, nós imploramos a cada um de vocês que tome um tempo, arranje um tempo diariamente para formar a Pirâmide da vida, o octaedro ao seu redor, e preencha-o com a alegria dourada da vida. Enriqueça-se com a maravilha que é a vida e saiba que sua qualidade eterna se oferece a você.

    O CAMINHO DO MEIO

    Neste momento, lembrem-se de trilhar o caminho do meio da humildade alegre, mas confiante. Mantenham-se na impecabilidade, alimentem-na. Evitem as armadilhas do ego espiritual, enquanto se fortalecem. Analisem-se e façam seus reajustes regularmente. Abstenham-se de se colocar no perigoso trono do auto-engrandeciment o e afastem-se da cilada que é pensar, mesmo que remotamente, que a sua vida é mais importante que a dos outros. Honrem, respeitem e cuidem de TODOS que fazem parte da família humana.

    As chaves freqüenciais

    As chaves freqüenciais vão acontecer em várias datas chaves em 2009. Estas datas oferecerão harmônicos freqüenciais raros, que possibilitarã o o entendimento daquilo que chamamos de chaves Metatrônicas. Estas chaves só podem ser acessadas através do Campo Merkábico e oferecerão a capacidade de transformar nos estados MerKíVicos mais elevados, além da estrela tetraédrica. Nessas chaves encontra-se uma compreensão maior das bases geométricas daquilo que chamamos Amor Incondicional através das geometrias Metatrônicas sagradas da consciência. Os portais mais potentes de 2009 estarão acontecendo no Equinócio de março, no Solstício de junho, no Eclipse Solar de 22 de julho, no Eclipse Lunar de 6 de setembro, em 9-9-9, no Equinócio de setembro, em 11 de Novembro, e no Solstício de dezembro.
    Estes portais vibracionais chaves são de um tipo que um indivíduo pode se sintonizar com eles melhor do que outro, e assim ter um acesso mais vantajoso à sabedoria disponível freqüencialmente. O reconhecimento da própria energia do portal será mais aparente para uns do que para outros, dependendo da capacidade de luz ou cociente de luz de cada indivíduo. A capacidade de utilizar e de transformar da energia das Chaves Metatrônicas depende do nível vibracional individual e único de cada pessoa. A experiência de cada alma com a mesma energia será diferente, mas a atenção nos aspectos sutis exige foco e trabalho. Dar mais enfoque, maior atenção à vida, é de maior importância nos anos que faltam para chegarmos em 2012.

    CONCENTREM-SE NO AGORA

    Nos próximos quatro anos, é importante aprender a estar totalmente no momento. Dentro do campo MerKáBico, vocês podem aprender a trazer toda sua consciência para o AGORA e assim acessar o sustentáculo do poder. Só no AGORA vocês podem manobrar todos os aspectos do espaço-tempo linear para dentro da disponibilidade do Multiverso e criar de modo pró-ativo. Vejam que só nos estados MerKáBico e MerKíVico é que vocês têm os reinos completos exigidos para se entrar no Campo Cristalino Unificado. Dentro do AGORA MerKábico e MerKíVico, vocês acessam a Verdade Universal Eterna, no seu poder total expandido.
    Isto significa liberar toda a preocupação, dúvida e medo, bem como afastar a consciência de pensamentos sobre o passado ou o futuro, de modo a estar no controle criativo da VIDA, enquanto ela ocorre. O paradoxo é que, quando estão totalmente no AGORA, vocês têm a capacidade de controlar os três aspectos da consciência "linear" - o passado, o presente e o futuro, e convertê-los num formato multidimensional.
    Estejam sempre conscientes de que a vida é eterna, e que a vida prosseguirá em cada fase, quer vocês prestem atenção ao passar do tempo ou não. 2009 é um momento para se descer aos negócios da VIDA! A vida está esperando, a vida está na experiência e na descoberta do EU. A vida requer atenção e foco, a vida está na realização de cada momento!
    Atenção e foco são essenciais. A vida continuará a se desdobrar, quer continuem ou não prestando atenção a cada momento através da lente do AGORA. Se seu foco está difuso, disperso, vocês não podem manter o bom equilíbrio necessário. A vida só pode ser focalizada através da lente da co-criatividade, concentrando- se a Existência dela na luz do AGORA.

    EXISTÊNCIA SAGRADA

    É necessário que aprendam como estar completamente equilibrados dentro da EXISTÊNCIA sagrada, que é a VIDA
    O propósito da Vida é a própria Vida, cuja natureza é o crescimento através da expansão; ambos não podem ser separados. O propósito da Terra e dos corpos celestes que estão ao seu redor e os influenciam é DESVELAR A VIDA. Enquanto a vida se desvela, é essencial sustentar a sua sacralidade.
    A Vida deve ser mantida sagrada para que continue a se revelar no micro e no macro. Então vocês precisam saber que, quando a vida não parece forte e sagrada, isto se deve a um desequilíbrio na sua própria percepção, e é uma luz vermelha sinalizando- lhes que vocês devem restaurar o equilíbrio. 2009 é o momento para buscarem juntos esse equilíbrio, para ele ser restaurado; e isto requer esforço da parte de cada um de vocês. Exige a participação total de cada um. Não percam este "ônibus de oportunidade" chamado 2009! 2009 é um momento para compartilharem seu foco, a fim de se comprometerem novamente, dedicarem-se uns aos outros novamente, se reformarem e se re-equilibrarem.

    CHAVES METATRÔNICAS

    Então, existem passos práticos que devem ser levados em consideração para se alcançar os maiores benefícios das energias de transição do Novo Ano de 2009. O começo de 2009 é o momento de se dedicar novamente à Terra, de se dedicar novamente à sua consciência, de redirecionar sua atenção e foco, e fazer NASCER, desse ponto central, a sua Nova Vida! É o momento de reacender os fogos da Vida, da paixão, de despertar totalmente o coração e a mente e reconstruir sua VIDA. Para que a Terra possa continuar existindo, deve ser capaz de se sustentar. A mesma coisa acontece com vocês, Queridos. Para que continuem seguindo em frente, é preciso que assumam a responsabilidade de se sustentarem. Para serem saudáveis, vocês precisam sustentar sua saúde; para sentirem as bênçãos da Vida, precisam cultivar a alegria e o bem-estar. Isto é uma cortesia necessária à sua Senda e a chave para o portal do Campo Cristalino. É um aspecto daquilo que chamamos de Raio Platina.
    Reconheçam a Existência que é a Natureza da Vida
    Apreciem a sacralidade da Vida e de cada momento da Vida
    Entendam que este reconhecimento da Vida é uma Chave Metatrônica
    Entendam que, sem este Entendimento Chave, a vida se desenrola de modo mais denso.
    Entendam que a Chave do Bem-Estar Vem com a Compreensão da Sacralidade da Vida.
    Permaneçam num sentido de Gratidão dentro do Raio Platina
    Não permitam que a paixão se manifeste durante acontecimentos densos
    Diminuam o ritmo e ouçam a voz interior
    Despertem o sonhador.
    Queridos, o próprio ciclo de cada um de vocês dentro da humanidade é o caminho da Divindade. É através do caminho escolhido que sua Natureza Divina se expressa. Seres Humanos são uma espécie com amnésia, e freqüentemente esquecem quem são. 2009 é um momento de lembrança (de lembrança amorosa), e de se lembrar com foco. Na verdade, sua humanidade faz parte da sua divindade, e o conhecimento obtido na dualidade da Terra é o recipiente onde sua divindade se expressa.
    Vou lhes contar uma VERDADE profunda: vocês, Pioneiros, os poucos seres humanos que reconhecem que estão representando um sonho, só são capazes de estar verdadeiramente despertos nesse sonho por causa desse reconhecimento vital. Na verdade, vocês estão sonhando com a versão de vocês que acredita que vocês estão acordados. E embora isto seja uma questão confusa para a maioria de vocês, e esta terminologia seja um tanto sem sentido para as massas, o mundo ao qual acreditam estar ligados é uma projeção da sua mente Divina co-criativa. Nada do que parece acontecer está "escrito na pedra", para usar a sua linguagem. Vocês formam seu passado e seu futuro e movem-nos infinitamente. Vocês moldam cada amanhã a partir do seu fluxo criativo de desejo, enquanto formam seu presente e o seu passado no momento de poder, o infinito e eterno AGORA. É um sonho? Sim, Queridos, mas sonhos são reais, propositais, e são o Cubo de Rubiko do crescimento da alma. O sonho da sua vida é uma estrutura, um quebra-cabeça que vocês criaram para si mesmos. A vida é um enigma que tem regras, e essa regra é o AMOR. Não a emoção que vocês pensam que é amor, mas a ciência complexa da luz chamada AMOR. É a ordem mais elevada de TUDO O QUE É.

    BEM-ESTAR E MERECIMENTO NO RAIO PLATINA

    O Raio Platina se oferece a todos. É uma energia de cuidados e bem-estar. É uma energia que louva o seu caminho. É uma energia de cuidados femininos e autoconfiança masculina em humilde equilíbrio. Tragam-no para o campo energético de vocês em meditação e gratidão.
    Queridos, muitos de vocês ainda estão retidos por sentimentos de indignidade. Muitos de vocês, que estão na Senda, ainda medem e autojulgam seu progresso - sobretudo dignidade e mérito - pela soma dos "atos de virtude" que praticaram em suas jornadas coletivas.
    Mas vamos lhes contar uma outra VERDADE: o acesso à Vibração Cristalina não é conquistado nem recusado por qualquer paradigma de julgamento ou Lei de Autoridade imposta, que não seja a sua própria.
    E, mais uma vez, o que parece paradoxal (mas na verdade não é) é que sem uma vibração orientadora harmônica, o acesso ao portal pareceria freqüencialmente inacessível a vocês, e vocês não seriam capazes de se elevar ao Campo Cristalino.
    Esta é uma das razões pelas quais os seres humanos, no ciclo biológico, trabalham tão ardentemente para justificar seus aspectos individual e coletivo, a partir de um padrão de história comportamental, que na verdade é mal interpretado e não descreve precisamente o seu passado, presente nem futuro. Se vocês não conseguem nem entender a sua origem, como podem julgar a si mesmos com precisão no presente, que também é mal compreendido?
    Então, tudo no seu sonho-visão é perspectivamente e dimensionalmente regulado pela crença, e enquanto acreditarem que são defeituosos, vocês serão. É a Lei da Atração, a Lei da Manifestação Criativa. As correntes que os prendem são as correntes da dúvida.
    As ações que praticam e que consideram impuras são, em grande parte, o motivo pelo qual tantos se sentem indignos às vezes. Na verdade, é um padrão vibracional que os retém. Enquanto tentarem nadar na energia densa da vibração inferior, será praticamente impossível evitar que se afundem mais ainda dentro dela. Isto não é interessante? Tomem um tempo para refletir sobre o que acabamos de compartilhar com vocês.
    Então, o fato é que as crenças, nas quais a humanidade tem baseado sua vida, têm mantido-a em correntes virtuais que a prendem ao sistema de crença do seu passado verdadeiro, e mesmo agora - especialmente AGORA - de certa forma impede a humanidade de atravessar o limiar que leva à luminosidade maior da Consciência Cristalina. Entretanto, existe um elo: neste ano que entra, portais vibracionais vão facilitar, a cada um de vocês individualmente, a fusão na energia, a entrada no portal do campo superior.
    Vejam, o Campo Cristalino é a sua própria Impecabilidade, e embora pensem que Impecabilidade seja só ação, é só agir de acordo com seu discurso, a verdade é que ela pode ocorrer num súbito momento de realização, porque Impecabilidade é simplesmente e complexamente uma vibração.

    VOCÊS SÃO DEUS

    Tanto no pensamento coletivo quanto no individual, cada um de vocês e todos vocês podem quebrar as barreiras do julgamento auto-imposto no tempo e espaço, de modo a finalmente conseguirem enxergar a si mesmos e darem o Salto Quântico do reconhecimento de que VOCÊS são o seu Deus. Vocês são uma centelha da Divindade do Deus Criador! O Deus Impecável no interior de vocês é acessado e definido por uma freqüência vibratória quântica de consciência.
    E assim, na sua ilusão do tempo linear, podemos perguntar a cada um de vocês: a que grau mensurável você está mais perto de Deus do que estava há um ano atrás? Reflita cuidadosamente sobre isto, porque a resposta não é nem em milímetros nem e anos-luz.
    A verdade é que vocês nunca estiveram separados, você nunca esteve separado de DEUS. Só o medo e as sensações de indignidade nublam a visão a partir dos pequenos recantos escuros dos filtros da dualidade que você permite que estejam no seu coração para manifestar e duvidar da perfeição e majestade desse VOCÊ que é parte de Deus Criador e de Tudo O Que É.
    Asseguramos a cada um de vocês que no fundo do seu ser está a consciência do EU Divino, um DEUS que é você. E esse Eu Deus encontra-se em abençoada alegria. Existe um Deus no fundo do seu ser que está rindo de amor; então saiba que tudo está bem. Saiba que tudo vai acabar fundindo-se em êxtase, e rejubile-se nesta Verdade. Sinta a leveza que está vindo para você, que está disponível para você nos padrões freqüenciais de 2009. Encontre o Bem-Estar; ele louva no seu caminho.
    Viva cada momento em gratidão para estar pronto para as tão esperadas mudanças, enquanto chega cada vez mais perto de trazer o Céu para a Terra e criar de forma pró-ativa a nova realidade. Aproveite o Dia!
    Eu Sou Metatron e compartilho com todos vocês estas VERDADES.
    E assim é.
    Fonte: De:  genesis-br@googlegroups.com em nome de MARTINHA SEGOBIA (marseli08@hotmail.com)
    Enviada: domingo, 8 de março de 2009 10:55:44
    Para: genesis grupo (genesis-br@googlegroups.com)