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Síndrome de Burnout - Divulgação da pesquisa no mestradoGoiânia, 20.02.2009 Na sala de aula, o abismo emocional Cerca de 6 mil professores em Goiás sofrem com efeitos e desinformação sobre a ‘Síndrome de burnout’ Carla Borges (*) A ‘Síndrome de burnout’, doença ocupacional grave que se caracteriza pelo esgotamento do profissional, atinge 15,7% dos professores da Região Centro-Oeste. É o que mostra uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), feita com 8 mil professores de educação básica da rede pública. Em Goiás, aplicando o porcentual apurado no estudo, conclui-se que a doença atinge quase 6 mil docentes, considerando os 30.968 professores efetivos da rede estadual e cerca de 8 mil contratos temporários. Na rede municipal de Goiânia, o número chega a 1,1 mil profissionais. Também chamada por estudiosos de “Síndrome da desistência”, a ‘Síndrome de burnout’ manifesta-se como intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. Ela atinge diversas categorias profissionais, especialmente os que dependem de constante contato interpessoal. Embora seja pesquisada no mundo todo desde a década de 1970, a doença ainda é desconhecida e frequentemente confundida com outros problemas, como estresse e depressão. Os professores estão entre os que concentram a maior quantidade de estudos. “A sensação é de que as baterias arriaram, é de ficar completamente sem energia”, compara a professora Genivalda Araujo Cravo dos Santos, de 42 anos, 17 deles como professora de História das redes estadual e municipal. Ela conhece a doença de perto tanto como profissional quanto como pesquisadora. Depois de concluir, em 2004, o mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Católica de Goiás (UCG), defendeu dissertação intitulada “Educação, profissão perigo: Burnout, depressão e o tratamento espiritual no espiritismo”, ela voltou para a sala de aula. “Percebi que estava exausta, chegando ao meu limite. Atribuí o problema à escola onde eu estava. Pensava que quando mudasse de escola conseguiria ter de volta o antigo pique”, conta.
Peregrinação Começava a peregrinação da professora, mas, ao contrário do que ela imaginava, o problema estava em seu íntimo. “Percebi que a questão não era de mudar de ares. O problema estava presente em todas as escolas pelas quais passei”, diz. Foi então que Genivalda aceitou o desafio de conhecer mais de perto o mal que levou tanto sofrimento para sua vida e também para as das várias pessoas que ela entrevistou em sua pesquisa de mestrado. Além do desconhecimento e do preconceito em relação à síndrome, ela percebia, durante as entrevistas e em palestras que realizava, o lado visível para olhares sensíveis do burnout. “Olhava para meus colegas e enxergava a morte no olhar deles.” Hoje, Genivalda conta que gerencia a ‘Síndrome de burnout’. “Tenho consciência do que estou passando, por isso busco alternativas para minimizar os sintomas”, conta. Além de cuidar dos cinco cachorros de estimação, Genivalda há dois anos faz shiatsu – um tipo oriental de massagem terapêutica – e encontrou alívio também na meditação, na visualização e em caminhadas, de preferência em contato com a natureza.
Estrutura Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego), Iêda Leal afirmou ao jornal “O Popular” que a falta de estrutura das escolas da rede pública tem relação direta com os problemas ocupacionais de uma maneira geral. “Não há material adequado e é grande o número de alunos por docente. Essas são questões que vêm enfraquecendo a saúde do trabalhador”, pondera. Iêda destaca que os trabalhadores em educação estão adoecendo no exercício da função e não por outras causas. “É muito grande o número de licenças médicas e isso tem de ser melhor estudado”, alerta. Embora tenha sido oficialmente reconhecida como doença ocupacional pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) há cerca de um ano, a ‘Síndrome de burnout’ ainda é frequentemente confundida com outras doenças nas juntas médicas. “Muita gente acha que o professor não quer trabalhar, mas não é isso”, diz a sindicalista. A Presidente do Sintego enfatiza que é preciso que os gestores criem equipes para dar o atendimento necessário para os trabalhadores atingidos por essas doenças. “Não são propositais. O esgotamento físico e emocional é visível.” Uma prova do preconceito que cerca a “Síndrome de burnout” é o medo que os pacientes têm de serem reconhecidos e discriminados. O jornal “O Popular” abordou cinco profissionais com a síndrome, mas todos se esquivaram de contar seus dramas, mesmo na condição do anonimato.
Esforço excessivo pode levar à síndrome A ‘Síndrome de burnout’ é um estado de exaustão total decorrente de esforço excessivo e contínuo. Os três sintomas que a caracterizam são exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. A psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, autora da pesquisa que apontou a prevalência da ‘Síndrome de burnout’ em 15,7% dos professores da Região Centro-Oeste, explica que a exaustão emocional é o primeiro sintoma. “O docente percebe o esgotamento da energia e dos recursos emocionais; não consegue mais se doar”, explica Nádia. Diante do incômodo e da incapacidade em lidar com a sensação, a pessoa desenvolve mecanismos de defesa, dos quais o principal é o distanciamento de sua atividade. Mesmo que continue presente fisicamente em sala de aula, por exemplo, é como se não estivesse lá.
Companheirismo Para Nádia, a despersonalização é o lado mais problemático da síndrome, pois recai diretamente no aluno. Ela tem particular preocupação pela presença da doença em professores analisados de educação básica. “Esse período escolar acompanha uma fase essencial da formação do indivíduo. É quando a relação aluno-professor é mais necessária para a aprendizagem e o desenvolvimento integral do aluno”, observa. A pesquisa também apontou como medidas para reduzir os efeitos da síndrome o companheirismo e a cooperação no ambiente de trabalho. Nádia Leite analisa que o grande mérito do trabalho é mostrar, de forma científica, que é mais difícil enfrentar sozinho o problema.
Entenda a ‘Síndrome de burnout’ O que é Uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, a ‘Síndrome de burnout’ se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). O termo ‘burnout’ é uma composição de ‘burn’ (queima) e ‘out’ (exterior), indicando que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço. A representação gráfica internacional é de um palito de fósforo todo queimado. A síndrome é frequente em profissionais que mantém uma relação constante e direta com outras pessoas.
Sintomas Físicos · Fadiga constante e progressiva · Distúrbios do sono · Dores musculares ou osteomusculares · Dores de cabeça, enxaquecas · Perturbações gastrointestinais · Imunodeficiência · Transtornos cardiovasculares · Distúrbios do sistema respiratório · Disfunções sexuais · Alterações menstruais nas mulheres Psíquicos · Falta de atenção e concentração · Alterações de memória · Lentificação do pensamento · Sentimento de alienação · Sentimento de solidão · Impaciência · Sentimento de insuficiência · Baixa autoestima Comportamentais · Negligência ou excesso de escrúpulos · Irritabilidade · Incapacidade para relaxar · Dificuldade de aceitação de mudanças · Perda da iniciativa · Comportamento de alto risco · Aumento de consumo de substâncias · Suicídio Defensivos · Tendência ao isolamento · Sentimento de onipotência · Perda do interesse pelo trabalho e até pelo lazer · Absentismo · Ironia, cinismo
Fonte: Genivalda Araújo Cravo dos Santos
Gestores sugerem ações em grupo e terapia A secretária estadual de Educação, Milca Severino Pereira, reconhece a grande incidência da ‘Síndrome de burnout’ entre professores e aponta a relação estreita desse quadro com as condições adversas da educação, não só em Goiás, mas no Brasil e na América Latina. “São condições sociais adversas”, diz. A síndrome, pondera Milca, atinge profissionais que lidam diretamente com as mazelas sociais, por isso sua incidência tão grande em professores, médicos e policiais. Outros profissionais também estão sujeitos, como os promotores públicos. É o caso de uma profissional de 37 anos, que teve de ser readaptada de função por um ano porque simplesmente não conseguia mais desempenhar com tranquilidade e eficiência a sua função.
“A imagem de forte é inerente ao promotor público. Mas a doença me ajudou a perceber que não deixo de ser forte por ser sensível aos dramas com os quais lido no trabalho. Meu caso é o primeiro com diagnóstico no MP. Vários colegas se identificam e se manifestam. É preciso trabalhar a prevenção.” Promotora de justiça, 37 anos, readaptada de função por um ano em cargo administrativo por causa da doença
“Um operador da bolsa de valores tem um alto nível de estresse, mas não vai apresentar essa síndrome e sim outros transtornos, porque não lida com mazelas sociais”, compara a secretária. “O professor atua em uma área em que busca, com criatividade, alimentar sonhos. Todo professor sonha em melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da educação”, afirma. A Secretaria Estadual da Educação (SEE) não tem um programa específico para prevenção ou tratamento de doenças como a ‘Síndrome de burnout’, embora reconheça o aumento de sua incidência. Milca diz que tem buscado estabelecer possibilidades para criar um clima de socialização nas escolas, com ênfase para programas especiais de interação com a comunidade e trabalho em grupo. “As ações preventivas na escola, que estimulam o trabalho coletivo, são um antídoto eficiente”, acredita a secretária. A Secretaria Municipal de Educação de Goiânia indicou a Secretaria de Administração e Recursos Humanos, que é onde são concedidas as licenças médicas, para falar sobre o assunto. A diretora de Assistência ao Servidor da Secretaria de Administração, Rejane Mesquita Carvalho, conta que o departamento oferece tanto ações de prevenção como de tratamento não só para ‘burnout’ como para outras doenças ocupacionais. O centro oferece acompanhamento psicológico, de terapia, fisioterapia e fonoaudiologia. “Muitas vezes é essencial o apoio de um psicólogo e aqui o servidor encontra.”
NA HISTÓRIA Questionário polêmico
No final de 2004, a aplicação de questionários para o ‘Diagnóstico Integrado do Trabalho (DIT)’ de servidores da Secretaria Estadual da Educação (SEE) provocou tanta polêmica que a pesquisa acabou não tendo resultado. Entre as doenças ocupacionais que se procurava quantificar, segundo a SEE, estava a ‘Síndrome de burnout’. Questões como “vejo sérios problemas com minha sexualidade”, “gostaria de nunca sentir necessidade de sexo”, “sinto vergonha de meus desejos sexuais” e “frequentemente, quando estou fazendo amor, me pergunto o que estou fazendo ali” figuravam no rol das que deveriam ser respondidas. Professores chegaram a ingressar com ações judiciais contra o questionário, que consideraram uma invasão de privacidade. O Ministério Público (MP) estadual também questionou o levantamento da SEE. Além das questões, consideradas invasivas, também pesou o fato de os professores terem de se identificar, dando o número do CPF. O DIT também foi elaborado pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), sob coordenação do psicólogo e pesquisador Wanderley Codo.
Fonte: Jornal “O Popular”, de Goiânia, edição de 09.02.2009, Pág. 3 /Cidades Texto da jornalista Carla Borges De: JALES RODRIGUES NAVES Começa o FSM da Saúde em Belém
Fonte: http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=38578 Consulta: 26/01/2009 Ás 10h07’ Cata Magna, Objetivos, Príncipios Éticos da Unipaz e Transdisciplinaridade
2 - Esta corrente se concretizará por uma rede espontânea, organismo mais que organização, procurando favorecer abertura e desenvolvimento de outras realidades do ser, de vida e de consciência. 3 - Na origem deste movimento, reconhecemos como fundamental o paradigma holístico. Este paradigma considera cada elemento de um campo como um evento refletindo e contendo todas as dimensões do campo (cf. a metáfora do holograma). É uma visão na qual o todo e cada uma das suas sinergias estão estreitamente ligadas em interações constantes e paradoxais. 4 - A Universidade Holística Internacional pretende explorar a sincronicidade entre: 5 - A abordagem holística se manifesta pelas seguintes características: 6 - A UnHI reconhece e apoia toda tentativa planetária, toda associação ou organização internacional, transnacional ou local, que vise reestabelecer pontes sobre todas as formas de fronteiras artificialmente criadas e mantidas pelo espírito humano, pontes sobre tudo o que divide os homens atomiza o coração e a vida. 7 - Reconhecendo todos os aspectos da abordagem holística, a UnHI orienta a inspiração que lhe é dada através de certo número de pontos específicos: II) Unir esforços das redes sobre os planos regionais, nacionais e internacionais tendo em vista a concepção e realização de nível universitário de uma equipe itinerante constituída por pessoas suficientemente compenetradas na perspectiva holística, para poder catalisar ou dirigir esta abordagem em Medicina, Educação, Psicologia, Arte, Antropologia, Paz Internacional, Desenvolvimento Organizacional. III) Estimular e financiar projetos de pesquisas sob a perspectiva holística e sobre os novos métodos de abordagem holística (Arte, Filosofia, Ciências, etc...). 8 - A UNHI ocupará um espaço de relações não localizadas em ligação com os diferentes centros preservando a autonomia, identidade e própria organização destes. Em função de seus estatutos a UnHI poderá delegar o título “Universidade Holística” às organizações que o requererem. 9 - O universal e o particular não estando na perspectiva holística de maneira antinômica leva a UnHI a respeitar a identidade cultural de cada povo e nação como patrimônio da comunidade humana em seu conjunto. 10 - Consciente dos perigos do englobamento e da fragmentação (Totalitarismo e Reducionismo) a UnHI pretende combinar o rigor necessário à análise do particular e a abertura necessária à intuição da interligação inerente a todas as coisas (Holos). 11 - A UnHI consciente dos perigos do sectarismo e da ideologia deseja permanecer livre de todas as formas de dependência quer sejam elas, de ordem política, doutrinária ou religiosa. 12 - Os membros da UnHI se comprometem a respeitar os diferentes artigos desta carta magna. 2. OBJETIVOS DA UNIPAZ Atuar na área do desenvolvimento pleno do ser humano, no seu relacionamento consigo mesmo e com o meio ambiente natural e social é um dos objetivos básicos da UNIPAZ. Isso visando à busca de novas percepções para a prevenção, preservação e recuperação de sua saúde física, emocional, mental e espiritual. Esses objetivos se concretizam através do estabelecimento de canais de comunicação com a população, de atividades de conscientização e educasção e da promoção de pesquisas e trabalhos de campo, que façam com que a população evolua na sua consciência individual e coletiva. 3. PRINCÍPIOS ÉTICOS DA UNIPAZ: OS PRINCÍPIOS ÉTICOS DA UNIVERSIDADE HOLÍSTICA INTERNACIONAL - UNIPAZ I - INTEIREZA Princípio 1 Princípio 2 Princípio 3 II - INCLUSIVIDADE Princípio 4 Princípio 5 Princípio 6 III - PLENITUDE Princípio 7 Princípio 8 Princípio 9
4. I FÓRUM DA UNESCO SOBRE CIÊNCIA E CULTURA E AS FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO: PRÓLOGO DO NOSSO PASSADO CULTURAL Veneza, Itália, 3 a 7 de março de 1986 Em cooperação com a Fondazione Giorgi Cini, a UNESCO promoveu em Veneza Itália, de 3 a 7 de março de 1986, um Simpósio sobre "Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural". O Simpósio, que reuniu 19 participantes de todas as partes do mundo e de distintas especialidades, culminou com um documento que sintetiza as discussões havidas e que passou a ser conhecido como a DECLARAÇÃO DE VENEZA 1. Estamos testemunhando uma importante evolução no campo das ciências, resultante das reflexões sobre ciência básica ( em particular pelos desenvolvimentos recentes em física e em briologia), pelas mudanças rápidas que elas ocasionaram na lógica, na epistemologia e na vida diária mediante suas aplicações tecnológicas. Contudo, notamos ao mesmo tempo um grande abismo entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, valores amplamente baseados num determinismo mecanicista, positivismo ou hilismo. Acreditamos que essa discrepância é danosa e, na verdade, perigosa para a sobrevivência de nossa espécie. 2. O conhecimento científico, no seu próprio ímpeto, atingiu o ponto em que ele pode começar um diálogo com outras formas de conhecimento. Nesse sentido, e mesmo admitindo as diferenças fundamentais entre Ciência e Tradição, reconhecemos ambas em complementaridade e não, em contradição. Esse novo e enriquecedor intercâmbio entre ciência e as diferentes tradições do mundo abre as portas para uma nova visão da humanidade e, até, para um novo racionalismo, o que poderia induzir a uma nova perspectiva metafísica. 3. Mesmo não desejando tentar um enfoque global, nem estabelecer um sistema fechado de pensamento, nem inventar uma nova utopia, reconhecemos a necessidade premente de pesquisa autenticamente transdisciplinar mediante uma dinâmica de intercâmbio entre as ciências naturais, sociais, arte e tradição. Poderia ser dito que esse modo transdisciplinar é inerente ao nosso cérebro pela dinâmica de interação entre os seus dois hemisférios. Pesquisas conjuntas da natureza e da imaginação, do universo e do homem, poderiam conduzir-nos mais próximo à realidade e permitir-nos um melhor enfrentamento dos desafios do nosso tempo. 4. A maneira convencional de ensinar ciência mediante uma apresentação linear do conhecimento não permite que se perceba o divórcio entre a ciência moderna e visões do mundo que são hoje superadas. Enfatizamos a necessidade de novos métodos educacionais que tomem em consideração o progresso científico atual, que agora entra em harmonia com as grandes tradições culturais, cuja preservação e estudo profundo são essenciais. A UNESCO deve ser a organização apropriada para procurar essa idéias. 5. Os desafios de nosso tempo o risco de destruição de nossa espécie, o impacto do processamento de dados, as implicações da genética, etc. jogam uma nova luz nas responsabilidades sociais da comunidade científica, tanto na iniciação quanto na aplicação de pesquisa. Embora os cientistas possam não ter controle sobre as aplicações das suas próprias descobertas, eles não poderão permanecer passivos quando se confrontando com os usos impensados daquilo que eles descobriram. É nosso ponto de vista que a magnitude dos desafios de hoje exige, por um lado, um fluxo de informações para o público que seja confiável e contínuo e, por outro lado, o estabelecimento de mecanismos multitransdisciplinares para conduzirem e mesmo executarem os processos decisórios. 6. Esperamos que a UNESCO considere este encontro como um ponto de partida e encoraje mais reflexões do gênero num clima de transdisciplinaridade e universidade. Signatários: A.D. Akeampong (Ghana; físico-matemático); Ubiratan D’Ambrósio (Brasil; educador matemático); René Berger (Suíça, crítico de arte); Nicoló Dallaporta (Itália; físico); Jean Dausset (França; Prêmio Nobel de Medicina); Maitraye Devi (Índia;poetisa); Gilbert Durand (França; filósofo); Santiago Genovês (México; antropólogo); Akshai Margalit (Israel; filósofo); Yujiro Nakamura (Japão; filósofo); David Ottoson (Suécia;Presidente do Comitê Nobel de Filosofia); Abdus Salam (Paquistão; Prêmio Nobel de Física); L.K. Shayo (Nigéria; matemático); Ruppert Sheldrake (Inglaterra; bioquímica); Henry Stapp (USA; físico); David Suzuki (Canadá; geneticista); Susantha Goonatilake (Sri Lanka; antropologia cultural); Besarab Nicolescu (França; físico); Michel Random (França; escritor); Jacques Richardson (USA; escritor); Eiji Hattori (UNESCO; Chefe do Setor de Informações); V.T. Zharov (UNESCO; Diretor da Divisão de Ciências). Fonte: http://www.unipaz.org.br/noticias/carta.htm http://www.unipaz.org.br/noticias/pricipios.htm http://www.unipaz.org.br/noticias/forum.htm Consulta: 19/01/2009 às 17h
Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças
Consulta: 19/01/2009 às 18h05’ Mistérios Fundamentais do UniversoMistérios Fundamentais do Universo
Fonte:
Consulta: 19/01/2009 às 18h10’ O Fórum de Ciência e Cultura da Unesco e Seus Documentos Sobre a Crise Global: As Declarações de Veneza, de Vancouver, de Belém e de DagomysO Fórum de Ciência e Cultura da Unesco e Seus Documentos Sobre a Crise Global: As Declarações de Veneza, de Vancouver, de Belém e de Dagomys
Neste fascículo estão coligidos alguns documentos elaborados por grupos de cientistas, filósofos artistas e humanistas reunidos pela UNESCO sob o patrocínio do FÓRUM SOBRE CIÊNCIA E CULTURA em 1986, 1989 e 1992, respectivamente, em Veneza, em Vancouver e em Belém, dos quais tive o privilégio de participar. Em cada uma dessas reuniões, produziu-se uma DECLARAÇÃO, adotada pela UNESCO como documento de base. As declarações de Vancouver e de Belém são precedidas por um sumário mais extenso das discussões havidas durante as reuniões. Essas reuniões do fórum foram denominadas, respectivamente, simpósios sobre "Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural", "Sobrevivência no Século XXI" e "Em Direção à Ecoética: Visões alternativas de Cultura, Ciência, Tecnologia e Natureza". A escolha dos temas e dos locais de realização dos simpósios reflete a evolução do conhecimento, em particular da ciência e da tecnologia, no Velho Mundo, onde se consolidaram os paradigmas agora questionados; no Novo Mundo, que absorveu e atingiu o nível de desenvolvimento daqueles que lançaram as bases do mundo moderno; e no Terceiro Mundo, justamente sobre a linha do Equador que, separando Norte e Sul, nos lembra metaforicamente a separação da humanidade em dois grupos distintos onde se manifestam ase a vergonhosa situação de conviverem no mesmo planeta grupos da mesma espécie uns à beira de pobreza alarmante, onde a miséria e a degradação humana são lugares comuns e outros com fartura gritante, num esbanjamento ofensivo à espécie e à natureza como um todo. iniqüidades Anexei a essa coletânea um outro documento muito importante, que é a Declaração de Dagomys, subscrita por cerca de duzentos cientistas de todo o mundo reunidos em Moscou, em 6 de setembro de 1988, por ocasião da 38a Reunião Anual da "Pugwash Conferences on Science an World Affairs", e da qual também tive o privilégio de ser signatário. As conferências Pugwash consistem em uma organização de cientistas de todo o mundo, criada em 1955 por Albert Einstein e Bertrand Russel com o lançamento de seu MANIFESTO, em que alertam a humanidade para o perigo de extinção no caso de um conflito nuclear. Desse manifesto, inspirador de muitas ações pacifistas e de uma denúncia direta à guerra ambiental, já deflagrada no planeta e tão destruidora quanto seria um conflito nuclear global destaco a seguinte frase,que sintetiza o apelo à responsabilidade de cada um de nós perante o futuro da civilização: "Lembrem-se de sua humanidade e esqueçam todo o resto".
Consulta: 19/01/2009 às 17h57’ III Fórum da Unesco Sobre Ciência e CulturaIII Fórum da Unesco Sobre Ciência e CulturaEM DIREÇÃO À ECOÉTICA: VISÕES ALTERNATIVAS DE CULTURA, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E NATUREZABelém, Pará, Brasil 05 a 10 de abril de 1992 IntroduçãoNos três anos que se seguiram à Declaração de Vancouver, resultado do II Fórum da UNESCO sobre Ciência e Cultura, a situação do mundo tem piorado consideravelmente em todas as dimensões relevantes · a pobreza cresceu em grande escala e atingiu uma nova dimensão qualitativa por exemplo, "novos pobres" têm aparecido em paises e grupos sociais que eram até ontem razoavelmente prósperos; · entre os paises prósperos, a marginalizacão daqueles menos favorecidos atingiu um nível crítico, conduzindo a uma mudança na situação sócio-psicológica, e mesmo a um sentimento generalizado de desespero, · a erosão de ideologias tradicionais conduziu a uma perda de apoio "cultural" para o reviver de esperança para o pobre e o menos favorecido, e isso traz prejuízos para o equilíbrio social já profundamente abalado em muitas áreas do mundo; · tem havido uma crescente intolerância a virtualmente todas as manifestações de diferenças humanas (sejam estas de ordem econômica e social, de origem étnica, de tradições religiosas, etc.), incluindo o florescimento de violência e de guerras locais de enorme virulência; a criminalidade organizada está em ascensão, conduzindo não apenas a um poderio econômico mas também político de profundas repercussões internacionais. Soluções para os problemas globais não podem ser impostas ao mundo por força econômica política ou militar. A resolução de tais problemas deveria, antes, ser baseada em considerações de ordem social e ética. Todos devem pagar sua parcela do custo para se atingir estabilidade e sobrevivência com dignidade. A pobreza generalizada, que afeta cerca de 80 % da população do mundo, é imoral, e medidas urgentes são necessárias para combater essa situação, especialmente interromper o fluxo de capital do Sul para o Norte. Essas medidas são preliminares essenciais para qualquer proposta de melhora das relações do homem com a natureza, para se atingir a paz global. Visão integral de ciência, cultura e naturezaA ciência tem aumentado as potencialidades da vida humana e tem aberto caminho para um florescimento completo da capacidade criativa do ser humano Mas é precisamente uma certa concepção "científica" da posição do ser humano na natureza, primeiro sugerida no século XVII, que está na origem de nossos crescentes problemas econômicos, ecológicos e éticos Nessa concepção, que remonta a trezentos anos, a ciência é encarada como um instrumento de dominação do homem sobre a natureza, e o homem se vê como um componente mecânico de um universo que é como uma máquina. Esse quadro "científico" do homem e da natureza tem mudado profundamente durante o século corrente. O desenvolvimento da física, da biologia e das ciências cognitivas tem mudado a idéia do homem como uma peça numa máquina gigantesca, determinística, para a idéia do homem como um componente orgânico de um todo não-determinístico, um componente que tem um papel essencial no processo criativo que dá forma e definição ao mundo que nos cerca. Essa nova imagem do homem fornece os fundamentos intelectuais de um sistema de valores mais em harmonia com os valores tradicionais e pode servir como fundamento moral de uma ordem mundial ecologicamente aceitável. PopulaçãoPor volta de 1850, a população do mundo atingiu um bilhão e continuou à aumentar num ritmo crescente Dobrou em 1930 e atingiu 3 bilhões em 1950, A bilhões em 1974 e 5 bilhões em 1988 Ela vai atingir 6 bilhões até 1998. Embora as razões de crescimento tenham começado a declinar, o número adicionado cada ano, correntemente cerca de 95 milhões, continuará a crescer por outros 10 a 20 anos, e a próxima duplicação, no ritmo atual, é prevista para meados do próximo século. Seria difícil exagerar a seriedade desse números. O crescimento populacional é uma das maiores causas de pobreza e uma ameaça para a sobrevivência. O mundo todo está superpovoado, e as tendências atuais devem ser reduzidas e revertidas. A situação exige medidas imediatas para se alcançar a plenitude de direitos para a mulher, assim como sua conscientização e educação,reduzindo-se assim a fertilidade Embora o desenvolvimento econômico e a educação possam conduzir a uma maior redução do nível de natalidade, é necessário notar que o tempo é curto. A eliminação da miséria e da pobreza não solucionará todos os problemas, mas nenhum problema poderá ser resolvido se não enfrentarmos o fator pobreza. TecnologiaMuitas inovações tecnológicas do passado tiveram como resultado danos não planejados e não previstos ao homem e ao meio ambiente. O futuro deverá requerer uma reorientação maciça que nos possibilitará emergir das presentes dificuldades, e nessa situação a ciência deverá ter um papel preponderante. Atualmente, pelo uso excessivo dos recursos da Terra e pelo desenvolvimento da tecnologia, estamos tomando emprestado das gerações futuras, e, ao exaurirmos recursos renováveis (por exemplo, solo e água), estamos reduzindo as possibilidades de inúmeros seres ainda não nascidos. As relações entre a tecnologia e o sistema econômico deveriam ser estruturadas de modo que servissem ás possibilidades e ao bem-estar de todos A partir de tecnologias não violentas e menos danosas, deveríamos dar um passo em direção a práticas ambientalmente amigáveis A distensão da Guerra Fria certamente demanda uma transferência de tecnologia militar para usos civis. As duas novas tecnologias genéricas, biotecnologia e informática, estão agora indicando que terão um impacto maior e mais abrangente que todas as tecnologias industriais anteriores, e possivelmente um maior impacto que aquele resultante da revolução neolítica que nos deu a agricultura. Essas duas novas tecnologias são caracterizadas por menor uso de matéria-prima e de energia Sua esperada penetração exponencial na economia poderia muito bem resultar na redução das pressões populacionais sobre os recursos do planeta Contudo, como se relacionam tão diretamente com biologia e cultura, elas também levantarão inúmeras questões éticas O impacto de ambas as tecnologias será sentido diferencialmente através da divisória Norte-Sul Para fazer uso suficiente dessas potencialidades, é essencial manter a expansão do treinamento científico e o suporte financeiro de pesquisa original em todos os níveis Sem o florescimento de uma tal base, novas tecnologias continuarão a criar dependência. Um elo deve ser estabelecido entre biotecnologia e conservação da diversidade biológica para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
Natureza e CulturasHá necessidade de reconhecer a integridade da natureza e do homem como uma parte integral dela. Apesar de as tecnologias avançarem permanentemente, devemos reconhecer que há valiosos aspectos das culturas tradicionais que oferecem uma importante mensagem para hoje e para o futuro Tais culturas podem parecer simples no ambiente científico de hoje, mas muitas são o resultado de um equilíbrio com o ecossistema que vem de longa data, e detêm uma lição de ecoética para a sociedade. A preservação da biodiversidade nas florestas tropicais úmidas depende da autonomia cultural dos povos indígenas que valorizam, usam e protegem essas florestas. A diversidade cultural constitui a reserva que a humanidade possui de respostas ao ambiente apreendidas ao longo dos tempos e que tornam possíveis a coexistência e o auto-reconhecimento. A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada, não apenas para a dignidade de seus membros, mas também para a sobrevivência da herança comum da humanidade. A coexistência cultural implica respeito mútuo e deve evitar a dominação de uma cultura sobre outras. Crescentemente tem sido reconhecida a existência de maneiras válidas de conhecer outras culturas. Isso inclui o conhecimento de medicinas e plantas utilizadas pêlos povos das florestas úmidas e por grupos semelhantes em outras partes. Além disso, há vastos depositórios de conhecimento em filosofia, psicologia e medicina em civilizações não ocidentais. Alguns desses modos de conhecer poderiam muito bem conduzir a uma relação simbiótica com a ciência moderna, enriquecendo ambas. A preservação de ecossistemas está ligada à exploração e coletânea museológica, jardins botânicos e zoológicos, arquivos e bibliotecas. A canalização de recursos para a tecnologia tem deixado baixa prioridade para inventários e coleções de materiais biológicos dos países em desenvolvimento. Fundos adequados são essenciais, nesse caso, para a pesquisa científica e a educação. MulheresAs capacidades das mulheres para enfrentar situações de desastre ecológico que ameaçam sua sobrevivência e as de seus filhos têm sido preservadas por séculos em contextos culturais distintos Essas capacidades devem ser mantidas para a utilização de sociedades futuras Mulheres são forcadas pelas circunstâncias a reconhecer desastres ecológicos, pois elas são muitas vezes as primeiras a sofrer pêlos seus efeitos. Elas são também capazes de mobilizar ações comunitárias menos violentas e a longo prazo. A educação das mulheres é uma prioridade para se diminuir e reverter o crescimento populacional. Globalização e localizaçãoAs fontes de conhecimento não ocidentais estão diminuindo rapidamente, enquanto uma cultura hegemônica envolve todo o globo. Essa tendência à globalização está sendo muito favorecida pelr telecomunicação e pelas redes de computadores que circundam o mundo e que podem fazer com que uma decisão financeira em um país tenha um efeito imediato sobre e sorte de um pobre fazendeiro num outro. Essa tendência ocorre num tempo de revoltas étnicas dispersas que vão em direção contrária. Muitas vezes essas revoltas levam ao confronto entre vizinhos que por séculos têm tido suas culturas permeáveis A violência sem sentido contra civis, que é uma marca desses conflitos, dificulta o fluxo horizontal de culturas e ao mesmo tempo deixa uma brecha para a globalização A importância das culturas locais è perversamente diminuída à medida que a revolta e a sua supressão se tornam mais violentas. Há necessidade urgente de permanecer alerta aos efeitos de culturas locais e de globalização. ConclusãoNão estamos exagerando quanto à magnitude da crise que a humanidade enfrenta hoje. Por outro lado, ainda temos capacidade de criar um espaço sustentável na natureza Para isso é necessária a mudança para uma nova moralidade extraída de muitas fontes que se complementam. Essas fontes incluem os achados objetivos da Ciência, assim como os sentimentos mais profundos em direção à natureza, que se exprimem em vários grupos culturais. Essa nova moralidade, uma ECOÉTICA, pode ser não só a essência de uma nova visão de um futuro sustentável para a nossa espécie, mas também um guia para ação efetiva.
Fonte:
Consulta: 19/01/2009 às 17h48’ II Fórum da Unesco Sobre Ciência e CulturaII Fórum da Unesco Sobre Ciência e CulturaA SOBREVIVÊNCIA no século XXI
Vancouver, BC, Canadá, 10 a 15 de setembro de 1989 A partir do Simpósio sobre "Ciência e as Fronteiras do Conhecimento", realizado em Veneza em 1986 notou-se a atual da crise que ameaça a sobrevivência da civilização e da própria espécie no planeta Decidiu-se convocar o II Fórum como um simpósio com uma agenda que permitisse: necessidade de focalizar a análise das relações entre as ciências e as tradições no contexto
1. uma tomada de consciência do problema e de sua extrema urgência em nível mundial; 2. o lançamento de um apelo a todos os responsáveis científicos, culturais, espirituais, econômicos e políticos para se traduzir essa tomada de consciência em ação efetiva; 3. o exame das causas, de todos os tipos, que nos conduziram ao desastre planetário e das novas vias por contemplar para que essa sobrevivência ainda seja possível a médio prazo.
Além dos objetivos específicos, o Simpósio conduziu a um grande número de considerações, sintetizadas a seguir. A iminência de uma explosão demográfica que levará a população do planeta a seis bilhões de habitantes no ano 2000, num momento em que, como conseqüência da poluição e da desertificação, os recursos planetários vão se reduzindo em proporções consideráveis, está entre as principais causas. Além disso, enumera-se o esquentamento do planeta e o risco de que um terço das terras atuais seja submergido num futuro relativamente próximo, a destruição da biosfera e os gastos inimagináveis de recursos financeiros e humanos com finalidades bélicas. A origem do problema pode ser encontrada numa concepção cientifica que. no seu aspecto reducionista e explorar os recursos com um espírito de poder e de posse suicida Esse comportamento contra a natureza e a vida conduziu o homem a privilegiar um único modelo de desenvolvimento, ignorando a complexidade cultural, econômica, espiritual e social, que constitui a verdadeira essência da espécie. atomista, conduziu o homem a considerar a natureza e o universo como um poço de riquezas sem fim e a Essas reflexões põem em causa o conjunto dos conceitos e modelos atuais, na medida em que sobreviver j depende de uma visão global ou holística da realidade, visão esta que emana, por sua vez, das grandes | tradições e das conclusões mais recentes da física. Isso exige uma mudança radical, que se aplica a todos os níveis do saber e do fazer. Claramente, a interação viva de todas as coisas no universo implica o nosso ambiente e a tradução de nossos conhecimentos em um processo de integração que abranja os aspectos mais sutis da realidade. Essencialmente, busca-se uma unidade total de vida entre o homem, a natureza e o corpo cósmico. Devemos, portanto, procurar uma transformação radical de nossos modelos de desenvolvimento, de educação e de civilização, baseada no reconhecimento de uma pluralidade de modelos de culturas, de espiritualidade e de diversificações sócio-econômicas, e no respeito a cada uma das inúmeras modalidades. Uma redefinição de prioridades da ciência e da tecnologia para que os caminhos para o seu desenvolvimento respeitem o meio vivo e sejam acompanhados de um autocontrole que evite todas as aplicações que possam ameaçar a vida e o meio ambiente, e o desrespeito às tradições, que pode. como conseqüência, corromper a textura sócio-cultural. O preço da sobrevivência é o resultado de uma revolução fundamental e da emergência de valores qualitativos em oposição às estruturas quantitativas e destrutivas que existem hoje. Resumindo, é necessário facilitar o aparecimento de uma nova consciência mediante a qual o homem poderá encontrar a plenitude de seus direitos ligados à sua dignidade de ser vivo, num quadro de solidariedade e responsabilidade que comprometem cada Estado, cada grupo social e cada indivíduo. A Declaração de Vancouver se refere a essas considerações e sintetiza as discussões que tivemos por ocasião do Simpósio que mencionei acima DECLARAÇÃO DE VANCOUVERA sobrevivência do planeta tornou-se uma preocupação central e imediata A situação atual exige medidas urgentes em todos os setores: científico cultural, económico e político.e uma maior sensibilização de toda a humanidade Devemos abraçar a causa comum com todos os povos da Terra contra o inimigo comum, que é qualquer ação que ameace o equilíbrio do nosso ambiente ou reduza a herança para gerações futuras Esse é o objetivo da Declaração de Vancouver sobre Sobrevivência.
l - A HUMANIDADE EM FACE DA SOBREVIVÊNCIANosso planeta é instável, uma máquina térmica em permanentes transformações. Na sua superfície, há cerca de quatro bilhões de anos a vida se desenvolveu em equilíbrio com o ambiente, onde mudanças repentinas e imprevisíveis eram a norma. A descoberta, há cerca de duzentos anos, da energia livre armazenada em combustíveis fósseis deu à humanidade o poder de dominar toda a superfície do planeta, e, num período de tempo incrivelmente curto, sem planejamento e quase sem reflexão sobre as conseqüências, nossa espécie tornou-se, sem qualquer comparação, o maior fator para a transformação do planeta. As consequências têm sido drásticas e únicas na história da nossa espécie: · crescimento exponencial da população nos últimos 150 anos. de um bilhão para mais de cinco bilhões e, atualmente, dobrando a cada 30 - 40 anos. · destruição acelerada do habitat de vida, iniciando assim um episódio irreversível de extinção em massa na biosfera, que é a base do ecossistema da Terra; · gastos inimagináveis de recursos materiais e de criatividade em guerras e em preparação para a guerra. E tudo isso se faz crendo-se na inexauribilidade de recursos do planeta, sob o encorajamento de sistemas políticos e económicos que enfatizam o lucro imediato como um beneficio e ignoram o custo real da produção. A situação que a humanidade enfrenta envolve o colapso de qualquer equilíbrio entre nossa espécie e o resto de vida no planeta. Paradoxalmente, num momento em que estamos no limiar da degeneração do ecossistema e da degradação da qualidade de vida humana, o conhecimento e as ciências estão agora numa posição de fornecer a criatividade humana e a tecnologia necessárias para se tomarem ações remediadoras e se redescobrir a harmonia entre natureza e humanidade. Está faltando apenas a vontade social e política.
II - AS ORIGENS DO PROBLEMAA origem dessa situação tão angustiosa e de nossa perplexidade repousa fundamentalmente em certos desenvolvimentos científicos que essencialmente se completaram no início do século Esses desenvolvimentos, os quais foram codificados matematicamente numa visão do universo baseada na mecânica clássica, deram aos seres humanos um poder sobre a natureza que tem, até recentemente, produzido um sempre crescente e aparentemente suprimento de bens materiais. Mergulhada na exploração desse poder, a humanidade tendeu a mudar seus valores para valores que promovem uma realização máxima das possibilidades materiais que esse poder possibilita Foram assim suprimidos valores associados com as dimensões do potencial humano, que haviam constituído os fundamentos de culturas anteriores. O empobrecimento da própria concepção de ser humano causado por essa omissão das outras dimensões está absolutamente coerente com a concepção "cientifica" do universo como uma máquina, na qual o ser humano não é mais que uma pequena engrenagem. A concepção que o homem tem de si mesmo é um determinante principal dos seus valores. Ele fixa a concepção do "eu" a partir da avaliação ao seu interesse pessoal. Assim o empobrecimento ideológico associado com a visão do homem como uma pequena engrenagem em uma máquina, conduz ao estreitamento de seus valores. Contudo, os avanços científicos do século atual têm mostrado que uma visão mecanicista do universo e insustentável em termos puramente científicos Assim, a base racionai para uma concepção mecanicista do homem tem sido invalidada.
III - VISÕES ALTERNATIVASNa ciência contemporânea, a velha e rígida visão mecânica do universo é substituída por conceitos que permitem um universo que é o produto de impulsos criativos contínuos, não condicionados rigidamente a qualquer lei mecânica. O próprio ser humano se torna um aspecto desse impulso criativo, que está ligado ao universo numa relação que não se expressa nos velhos marcos referenciais mecanicistas. Ser se torna assim, não mais uma engrenagem mecanicamente controlada dentro de uma máquina gigantesca, mas sim a manifestação de um impulso livre e criativo que está intrínseca e imediatamente ligado ao universo como um todo. Portanto, os valores humanos se tornam, nessa nova visão cientifica, expandidos para valores muito mais em consonância com aqueles que prevaleceram em culturas anteriores. Nesse complexo de imagens convergentes do ser humano, que os recentes desenvolvimentos científicos e culturais nos proporcionam, é onde procuramos visões de um futuro que permitirá ao ser humano sobreviver com dignidade e em harmonia com seu ambiente. A humanidade atingiu, não somente suas limitações externas, mas também suas limitações internas de ambiente sócio-cultural em transformação. Ao mesmo tempo, a evolução da ciência parece permitir a aceitação de outras formas de conhecimento que dariam ao ser humano a capacidade de recuperar a riqueza das crenças e a variedade de experiências espirituais. No contexto dessas considerações e da presente situação crítica, a maneira como a humanidade tem ocupado o planeta exige novas visões, ancoradas em uma variedade de culturas, para contemplar o futuro: compreender as complexidades resultantes de seus próprios atos, bem como sua capacidade de viver num · a percepção de um macrocosmo orgânico que recaptura os ritmos da vida permitirá ao ser humano reintegrar-se na natureza e restaurar seu relacionamento no espaço e no tempo com a vida como um todo e com o mundo físico; · o reconhecimento pelo ser humano de que ele é parte do mesmo padrão que define o universo j amplia sua auto-imagem e permite-lhe transcender o egoísmo, que é a principal causa de desarmonia entre indivíduos e entre a humanidade e a natureza; · a superação da fragmentação da unidade corpo-mente-espírito. resultado de uma ênfase desequilibrada de algumas partes, em detrimento de outras e do todo, lhe permitirá redescobrir em seu próprio íntimo o.reflexo do cosmo e seu princípio unificador supremo. Tais visões pedem uma transformação radical dos modelos de desenvolvimento: a eliminação da pobreza, ignorância e miséria; o fim da corrida armamentista; novos processos de aprendizagem, sistemas educacionais e atitudes mentais; melhores formas de redistribuição para se assegurar equidade social um novo estilo de vida baseado na redução do desperdício, no respeito pela biodiversidade, numa diversificação de sistemas sócio-econômicos e na diversidade cultural, transcendendo os conceitos desatualizados de soberania. Ciência e tecnologia são indispensáveis para se atingirem essas metas, mas somente poderão ter resultados positivos mediante uma reintegração da ciência e da cultura de modo a assegurarem um sentido de finalidade, bem como um enfoque integrativo com o objetivo de se superarem as fragmentações que conduziram a uma interrupção nas comunicações culturais. Se falharmos no redirecionamento da ciência e da tecnologia para as necessidades fundamentais os avanços na informática (repositório de conhecimento), biotecnologia (patenteamento de formas de vida) e engenharia genética (traçado do genoma humano) conduzirão a conseqüências irreversíveis em detrimento do futuro da vida humana. O tempo é escasso e pede rapidamente a conclusão de uma paz ecocultural com a ajuda da ciência e da causara um maior custo para a sobrevivência. Devemos conhecer a realidade de um mundo multirreligioso e a necessidade do tipo de tolerância que permitirá a cooperação mútua das religiões, quaisquer que sejam suas diferenças. Isso contribuirá para satisfazer o que se requer para a sobrevivência humana e para se manter o núcleo comum dos valores de solidariedade, direitos e dignidade humanos. Isso é uma herança comum de toda a humanidade e deriva de nossa percepção do significado transcendental da existência humana e de uma nova consciência global. Vancouver, Canadá, 15 de setembro de 1989 Daniel A Akyeampong (Físico; Ghana), Ubiratan D'Ambrósio (Matemático; Brasü), André Chouraqui (Biblicista. Israel), Nicolo Dallaporta (Físico; Itália), Pierre Danserau (Ecólogo; Canadá), Mahdi Elmandjra (Economista, President Association Internacionali Futuribles; Marrocos), Santiago Genovés (Antropólogo; México), CarIGoran Hedén (Biólogo, President, World Academy of Arts And Sciences; Suécia), Alexander King (President, Club de Roma), Eleonora Masini (Socióloga, President, World Future Studies Federation; Itália), Digby Mciaren (Geólogo, President, Royal Society of Canadá), Yujiro Nakamura (Filosofia; Japão), Lisandro Otero (Novelista; Cuba), Josef Riman (Genética Molecular, President, Czechoslovak Academy of Sciences, Checoslováquia), Soedjatmoko (Ex-Reitor da Universidade das Nações Unidas, Indonésia), Henry Stapp (Física; USA). Fonte:
Consulta: 19/01/2009 às 17h52’ I Fórum da Unesco sobre Ciência e CulturaI Fórum da Unesco sobre Ciência e CulturaCiência e as Fronteiras do Conhecimento: Prólogo do Nosso Passado CulturalVeneza, Itália, 3 a 7 de março de 1986
Em cooperação com a Fondazione Giorgi Cini, a UNESCO promoveu em Veneza Itália, de 3 a 7 de março de 1986, um Simpósio sobre "Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural". O Simpósio, que reuniu 19 participantes de todas as partes do mundo e de distintas especialidades, culminou com um documento que sintetiza as discussões havidas e que passou a ser conhecido como a
DECLARAÇÃO DE VENEZA
1. Estamos testemunhando uma importante evolução no campo das ciências, resultante das reflexões sobre ciência básica ( em particular pelos desenvolvimentos recentes em física e em biologia), pelas mudanças rápidas que elas ocasionaram na lógica, na epistemologia e na vida diária mediante suas aplicações tecnológicas. Contudo, notamos ao mesmo tempo um grande abismo entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, valores amplamente baseados num determinismo mecanicista, positivismo ou hilismo. Acreditamos que essa discrepância é danosa e, na verdade, perigosa para a sobrevivência de nossa espécie. 2. O conhecimento científico, no seu próprio ímpeto, atingiu o ponto em que ele pode começar um diálogo com outras formas de conhecimento. Nesse sentido, e mesmo admitindo as diferenças fundamentais entre Ciência e Tradição, reconhecemos ambas em complementaridade e não, em contradição. Esse novo e enriquecedor intercâmbio entre ciência e as diferentes tradições do mundo abre as portas para uma nova visão da humanidade e, até, para um novo racionalismo, o que poderia induzir a uma nova perspectiva metafísica. 3. Mesmo não desejando tentar um enfoque global, nem estabelecer um sistema fechado de pensamento, nem inventar uma nova utopia, reconhecemos a necessidade premente de pesquisa autenticamente transdisciplinar mediante uma dinâmica de intercâmbio entre as ciências naturais, sociais, arte e tradição. Poderia ser dito que esse modo transdisciplinar é inerente ao nosso cérebro pela dinâmica de interação entre os seus dois hemisférios. Pesquisas conjuntas da natureza e da imaginação, do universo e do homem, poderiam conduzir-nos mais próximo à realidade e permitir-nos um melhor enfrentamento dos desafios do nosso tempo. 4. A maneira convencional de ensinar ciência mediante uma apresentação linear do conhecimento não permite que se perceba o divórcio entre a ciência moderna e visões do mundo que são hoje superadas. Enfatizamos a necessidade de novos métodos educacionais que tomem em consideração o progresso científico atual, que agora entra em harmonia com as grandes tradições culturais, cuja preservação e estudo profundo são essenciais. A UNESCO deve ser a organização apropriada para procurar essa idéias. 5. Os desafios de nosso tempo o risco de destruição de nossa espécie, o impacto do processamento de dados, as implicações da genética, etc. jogam uma nova luz nas responsabilidades sociais da comunidade científica, tanto na iniciação quanto na aplicação de pesquisa. Embora os cientistas possam não ter controle sobre as aplicações das suas próprias descobertas, eles não poderão permanecer passivos quando se confrontando com os usos impensados daquilo que eles descobriram. É nosso ponto de vista que a magnitude dos desafios de hoje exige, por um lado, um fluxo de informações para o público que seja confiável e contínuo e, por outro lado, o estabelecimento de mecanismos multi e transdisciplinares para conduzirem e mesmo executarem os processos decisórios. 6. Esperamos que a UNESCO considere este encontro como um ponto de partida e encoraje mais reflexões do gênero num clima de transdisciplinaridade e universidade.
Signatários: A.D. Akeampong (Ghana; físico-matemático); Ubiratan D’Ambrósio (Brasil; educador matemático); René Berger (Suíça, crítico de arte); Nicoló Dallaporta (Itália; físico); Jean Dausset (França; Prêmio Nobel de Medicina); Maitraye Devi (Índia;poetisa); Gilbert Durand (França; filósofo); Santiago Genovês (México; antropólogo); Akshai Margalit (Israel; filósofo); Yujiro Nakamura (Japão; filósofo); David Ottoson (Suécia;Presidente do Comitê Nobel de Filosofia); Abdus Salam (Paquistão; Prêmio Nobel de Física); L.K. Shayo (Nigéria; matemático); Ruppert Sheldrake (Inglaterra; bioquímica); Henry Stapp (USA; físico); David Suzuki (Canadá; geneticista); Susantha Goonatilake (Sri Lanka; antropologia cultural); Besarab Nicolescu (França; físico); Michel Random (França; escritor); Jacques Richardson (USA; escritor); Eiji Hattori (UNESCO; Chefe do Setor de Informações); V.T. Zharov (UNESCO; Diretor da Divisão de Ciências). Fonte: Consulta: 19/01/2009 às 17h55’
O Poder do Perdão15 nov. 2008
> > O texto que a Margareth escreveu que descreve 3 coisas que podem > > destruir uma pessoa me fez lembrar de um assunto que vale muito a pena > > dividirmos: > > > > "Pesquisas e estudos vêm comprovando os benefícios, tanto mentais > > quanto físicos, do ato de perdoar. > > > > Porém, não é justo dizer que somente agora o mundo está se dando conta > > do poder do perdão. No aspecto científico, talvez, mas crença e > > religiões já pregam a importância do perdão há muitos e muitos anos, > > principalmente como um ato importante para a saúde do espírito. > > > > A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das > > tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, > > países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e > > verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou > > devido a algum ato que desagradasse ou prejudicasse, espalhando pelo > > mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Mas o perdão não é > > impossível, nem mesmo nos casos mais graves, como vem tentando > > comprovar o Dr. Fred Luskin, autor de O Poder do Perdão e doutor em > > aconselhamento clínico e psicologia da saúde pela universidade de > > Stanford. > > > > Em 1999, ele criou um projeto na Universidade para o Perdão, tendo > > combinado em sua pesquisa dissertativa uma técnica psicoterapêutica, > > focando e emotividade racional, com alguns estudos sobre o impacto das > > emoções negativas, como raiva, magoa e ressentimento no sistema > > cardíaco. > > > > Suas técnicas foram aplicadas em várias experiências, sendo uma delas > > com dois grupos de pessoas que foram atingidas pelos conflitos entre > > protestantes e católicos, na Irlanda: um grupo, de mães que tiveram > > seus filhos mortos; outro, de homens e mulheres que perderam algum > > parente. Para esse projeto, Luskin contou com a cooperação de Carl > > Thoreses, PhD em Psicologia, e contou com o apoio de uma militante > > irlandesa que há trinta anos trabalha pela paz em seu país. > > > > Os participantes foram separados em grupos experimentais e > > supervisionados, e passaram seis semanas tendo aulas sobre as técnicas > > de perdão de Luskin. Os primeiros resultados, segundo Thoresen, > > indicaram que os participantes apresentavam redução do nível de > > estresse, viam-se menos irados e mais confiantes de que, no futuro, > > eles perdoariam mais e mais facilmente. Além disso, o estudo mostrou > > que o perdão pode promover uma melhora na saúde física, pois esse > > grupo de pessoas apresentou uma diminuição significante em sintomas > > como dores no peito, na coluna, náuseas, dores de cabeça, insônia e > > perda de apetite. > > > > Luskin descreve o perdão como sendo uma forma de se atingir a calma e > > a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo. A terapia que ele > > propõe encoraja as pessoas a terem maior responsabilidade sobre suas > > emoções e ações, e serem mais realistas sobre os desafios e quedas de > > suas vidas. > > > > OS NOVE PASSOS DO PERDÃO - Segundo o Dr. Fred Luskin > > > > 1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja > > capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua > > experiência a umas duas pessoas de confiança. > > > > 2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se > > sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém > > mais precisa saber sua decisão. > > > > 3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente > > reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice > > dela. O que você procura é paz. > > > > 4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o > > seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico > > de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois > > minutos - ou dez anos - atrás. > > > > 5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de > > controle de estresse para atenuar os mecanismo de seu corpo. > > > > 6. Desista de espera, de outras pessoas ou de sua vida, coisa que elas > > não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que > > você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. > > Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade > > e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essa > > coisa aconteçam quando você não tem o pode de fazê-las acontecer. > > > > 7. Coloque sua energia em tenta alcançar seus objetivos positivos por > > um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de > > reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus > > fins. > > > > 8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em > > vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à > > pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao > > seu redor. > > > > 9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre > > da escolha heróicas que é perdoar. Passe de vítima a herói na história > > que você contar." > > > > Fonte:www.learningtoforgive.com Consequências do trabalho na saúdeRecomeço profissional: uma tarefa muito difícilhttp://tribunadonorte.com.br/93184.html Elisa Elsie EXEMPLO - Ricardo Savalli era guia turístico e depois de uma síndrome teve que passar por uma reabilitação Elisa Elsie - Repórter Nem sempre recomeçar profissionalmente é uma escolha, às vezes, é a única opção. Escolha ou não, a mudança é um desafio. Para quem passa pela experiência de acidente de trabalho ou qualquer doença provocada pelas atividades desenvolvidas no trabalho, compreende a dificuldade em começar tudo novamente. Exaustão, depressão, amputações, lesão por esforço repetitivo (LER) e outros fatores podem prejudicar a capacidade laboral dos trabalhadores. Empresas, como a Caixa Econômica Federal, já desenvolvem programas de readaptação profissional, porém, é o Ministério da Previdência Social, através de serviços prestados pelo INSS (Instituto Nacional do Segura Social), que proporciona a reabilitação na maioria dos casos. Todo trabalhador com carteira assinada ou que contribua com o INSS se torna segurado da Previdência. Não há tempo mínimo de carência para que o segurado tenha direito ao serviço. A técnica responsável pela Reabilitação Profissional da Previdência Social em Natal, Marisa Dantas Guedes de Moura, afirma que muitos trabalhadores nem sabem da existência do programa, e muito menos que podem ser beneficiários. Os trabalhadores são encaminhados ao serviço quando há necessidade. “Se o trabalhador adoece, os 15 primeiros dias são pela empresa e a partir do 160 dia é pela Previdência Social”, explica Marisa Dantas. Somente em 2008, foram registrados 790 casos entre auxílio doença e auxílio acidentário. Destes, 505 segurados foram encaminhados para o Programa de Reabilitação Profissional. Entre janeiro e outubro de 2008, 340 clientes voltaram ao trabalho. Dos quais, 184 retornaram à empresa de origem com uma nova função e 112 retornaram para a mesma função, porém com atribuições distintas. Apenas 44 segurados voltaram à empresa desempenhando as mesmas atividades. A partir do momento em que o trabalhador está na Previdência ele é submetido à perícia médica. “O perito acompanha o segurado e dá um prazo. Se na época da alta, o perito ver que ele (o trabalhador) não tem condições de voltar para a função ou está com alguma seqüela daquilo que aconteceu, ou acidente ou doença profissional, o perito encaminha para a reabilitação”, esclarece Marisa. O trabalhador é avaliado num contexto global para determinar qual encaminhamento será dado ao segurado. Desta forma, as seqüelas deixadas no trabalhador irão determinar se ele mudará de função dentro da empresa ou permanecerá na mesma função, porém, com atividades diferenciadas. Célida Socorro Freire Martins, fisioterapeuta da Previdência Social, diz que uma equipe multidisciplinar trabalha em todo o processo de reabilitação do profissional. A fisioterapeuta relata que há certa incompreensão por parte dos profissionais em relação à redução, limitação ou mesmo incapacidade de voltar ao trabalho. Alguns segurados esperam ser aposentados por invalidez. Entretanto, o grande objetivo do programa é requalificar o profissional. A classe dos motoristas profissionais é a mais resistente à mudança de função, devido ao salário diferenciado que recebem. Marcos Guimarães Kleming, médico chefe do Gerenciamento de Benefício por Incapacidade, esclarece que a perícia avalia a incapacidade de trabalho dos segurados da Previdência. “O princípio da perícia médica é afastar as pessoas que estão necessitando ser afastadas. E quando ela restabelece a condição de trabalho, a capacidade laborativa será avaliada”, diz Marcos Kleming. O médico explica que algumas doenças não interferem no desempenho profissional e por isso a importância do acompanhamento durante a reabilitação. “É levado em conta o perfil profissiográfico do trabalhador”, afirma o médico. Às vezes, as pessoas precisam aprender outra profissão. Porém, ele enfatiza que nem todas as pessoas que passam pela perícia médica entram no programa de reabilitação, somente quando há impossibilidade em trabalhar. Mesmo participando do programa de reabilitação, alguns fatores podem dificultar a reinserção no mercado de trabalho, como a baixa instrução do profissional ou idade superior a 40 anos. Guia turístico deixa o trabalho após exaustão O paulista, Ricardo Savalli, tinha uma rotina diária de mais de 20 horas de trabalho. Ele nem pensava em finais de semana para descanso. O guia de turismo trabalhava com grupos estrangeiros que vinham passear pelo litoral norte-rio-grandense. Em junho de 2002, o telefone tocou, Ricardo tentou se levantar para atender, mas, não conseguiu. Todos os músculos do corpo “travaram” de uma só vez. O diagnóstico veio em seguida: Síndrome de Burnout. A síndrome se caracteriza por um estado de exaustão prolongada e um quadro depressivo avançado. Após os primeiros 15 dias afastado da empresa, Ricardo entrou no auxílio doença da Previdência Social. Durante seis anos ele esteve sob o auxílio recebendo acompanhamento de psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e fisioterapeutas, além do benefício financeiro. Em setembro deste ano, a equipe médica avaliou o quadro de Ricardo e determinou que o segurado estava pronto para ingressar no programa de reabilitação profissional. Hoje, aos 42 anos, Ricardo está animado com a possibilidade de ser novamente inserido no mercado de trabalho. Atualmente, ele busca qualidade de vida acima de tudo. E, embora continue com vínculo empregatício com a empresa Luck, seguirá um novo rumo profissional. “Hoje eu faço bacharelado em fisioterapia na FARN (Faculdade Natalense para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte) e o programa de reabilitação me encaminhou para um curso de Técnico de Segurança, no Senac, até como uma resposta à minha doença. A ausência de um técnico de segurança na empresa foi um dos motivos para eu ter uma carga de trabalho excessiva”, afirma Ricardo. O paulista comenta que é fácil criticar o governo, mas, num momento como este, vivenciado por Ricardo, ele ressalta como a Previdência Social é fundamental para a vida do trabalhador. Além disso, ele elogia o trabalho desenvolvido pela equipe que o acompanhou. “O que eterniza uma pessoa é a diferença que ela faz na vida de outra pessoa”, conclui emocionado Ricardo Savalli, se referindo ao médico psiquiatra que o acompanhou no programa, Cézar Augusto de Autran Nunes, já falecido, a quem ele dedica sua recuperação. O industriário Carlos Eduardo dos Santos, 49 anos, está desde julho de 2007 no programa de Reabilitação Profissional. O estresse causado pelo intenso trabalho em uma prestadora de serviço da Petrobrás, desencadeou algumas doenças no trabalhador. Inclusive, algumas crises de convulsão assustaram Carlos, que estrou num estado depressivo. “Por duas vezes tentei suicídio nesta fase inicial do programa. É muito difícil encarar uma nova fase de trabalho na minha idade. Já estou com quase 50 anos e não é fácil mudar de profissão”, afirma Carlos Eduardo. Ele acredita que esta dificuldade em aceitar o novo atrasou sua entrada num curso de capacitação. Há dois meses, o industriário está inscrito no curso de Montagem e Manutenção de microcomputadores do Senac. “Não imaginava que me identificaria tanto com o curso”, relata Carlos Eduardo. Ele se diz 75% satisfeito com a Previdência Social e está mais animado com a mudança. SAÚDE FABRICADA PARA SER CARAVisite este grupo em http://groups.google.com.br/group/genesis-br?hl=pt-BR Para postar neste grupo, envie um e-mail para genesis-br@googlegroups.com, ficaremos mais felizes com a sua participação. Ed Cortez ed@genesisbr.com 13 de outubro de 2008
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exija tratamento.
Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu desespero por ver o mercado potencial de sua empresa confinado somente às doenças. Explicando, preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley’s – fabricante e distribuidor de gomas de mascar –. Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de “vender para todo mundo”. Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.
As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões de dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes. A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de vidas mais longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. Mas o rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são descritos como muitas síndromes graves, de tal modo que a timidez torna-se um “problema de ansiedade social”, e a tensão pré-menstrual, uma doença mental denominada “problema disfórico pré-menstrual”. O simples fato de ser um sujeito “predisposto” a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si.
O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de inúmeras multinacionais farmacêuticas. Com menos de 5% da população mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos – e isso não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais.
De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: dedica-se, junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas doenças. Em um artigo impressionante intitulado “A arte de catalogar um estado de saúde”, Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para “favorecer a criação” dos problemas médicos (1). Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova “disfunção”. Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré-menstrual – uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe. Com uma rara franqueza, Perry explica a maneira como as empresas farmacêuticas não só catalogam e definem seus produtos com sucesso, tais como o Prozac ou o Viagra, mas definem e catalogam também as condições que criam o mercado para esses medicamentos.
Sob a liderança de marqueteiros da indústria farmacêutica, médicos especialistas e gurus como Perry sentam-se em volta de uma mesa para “criar novas idéias sobre doenças e estados de saúde”. O objetivo, diz ele, é fazer com que os clientes das empresas disponham, no mundo inteiro, “de uma nova maneira de pensar nessas coisas”. O objetivo é, sempre, estabelecer uma ligação entre o estado de saúde e o medicamento, de maneira a otimizar as vendas.
Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no meio da indústria. Destinado a seus diretores, um relatório recente de Business Insight mostrou que a capacidade de “criar mercados de novas doenças” traduz-se em vendas que chegam a bilhões de dólares. Uma das estratégias de melhor resultado, segundo esse relatório, consiste em mudar a maneira como as pessoas vêem suas disfunções sem gravidade. Elas devem ser “convencidas” de que “problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição” são “dignos de uma intervenção médica”. Comemorando o sucesso do desenvolvimento de mercados lucrativos ligados a novos problemas da saúde, o relatório revelou grande otimismo em relação ao futuro financeiro da indústria farmacêutica: “Os próximos anos evidenciarão, de maneira privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela empresa”.
Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As fronteiras que separam o “normal” do “anormal” são freqüentemente muito elásticas; elas podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir ao longo do tempo. Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia o campo da definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em potencial, e mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de cápsulas.
Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas são retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à forma como as prescrições de tratamentos forem feitas. Segundo esses especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema denominado “hipertensão arterial”; praticamente quase metade das norte-americanas são afetadas por uma disfunção sexual batizada FSD (disfunção sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos deveriam ser acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta. Com a ajuda dos meios de comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos. As vias alternativas para compreender e tratar dos problemas de saúde, ou para reduzir o número estimado de doentes, são sempre relegadas ao último plano, para satisfazer uma promoção frenética de medicamentos. A remuneração dos especialistas pela indústria não significa necessariamente tráfico de influências. Mas, aos olhos de um grande número de observadores, médicos e indústria farmacêutica mantêm laços extremamente estreitos.
As definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas pretensas disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária possível. No universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A prevenção das fraturas do quadril (bacia) em idosos confunde-se com a obsessão pela densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no cérebro.
O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos milhões investidos em caros medicamentos para baixar o colesterol em pessoas saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio alimentar.
A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do medo. Para vender às mulheres o hormônio de reposição no período da menopausa, brande-se o medo da crise cardíaca. Para vender aos pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um tratamento pesado, alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os medicamentos para baixar o colesterol, fala-se da morte prematura. E, no entanto, ironicamente, os próprios medicamentos que são objeto de publicidade exacerbada às vezes causam os problemas que deveriam evitar.
O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de pensamento suicida entre os jovens. Pelo menos, um dos famosos medicamentos para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia causado a morte de “pacientes”. Em um dos casos mais graves, o medicamento considerado bom para tratar problemas intestinais banais causou tamanha constipação que os pacientes morreram. No entanto, neste e em outros casos, as autoridades nacionais de regulação parecem mais interessadas em proteger os lucros das empresas farmacêuticas do que a saúde pública. A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do marketing farmacêutico dirigido a “toda e qualquer pessoa do mundo”. O público foi submetido, a partir de então, a uma média de dez ou mais mensagens publicitárias por dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o mesmo tipo de desregulamentação em outros lugares.
Há mais de trinta anos, um livre pensador de nome Ivan Illich deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do establishment médico estava prestes a “medicalizar” a própria vida, minando a capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele criticava o sistema médico, “que pretende ter autoridade sobre as pessoas que ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e tias (2) ”.
Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo que denominou “a venda de doenças”: ou seja, o modo como os médicos e as empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das doenças, de modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos (3). Esses textos tornaram-se cada vez mais pertinentes, à medida que aumenta o rugido do marketing e que se consolidas as garras das multinacionais sobre o sistema de saúde.
grande abraço
(1) Ler, de Vince Parry, “The art of branding a condition ”, Medical Marketing & Media, Londres, maio de 2003. * Na França, as revistas Pratiques (dirigida ao grande público) e Prescrire (destinada aos médicos) avaliam os medicamentos e trazem um olhar crítico sobre a definição das doenças.
*Jörg Blech, Les inventeurs de maladies. Manœuvres et manipulations de l’industrie pharmaceutique, Arles, Actes Sud, 2005.
* Philippe Pignarre, Comment la dépression est devenue une épidémie, Paris, Hachette-Littérature, col. Pluriel, 2003.
Notíciashttp://eticaglobal.blogspot.com/2008/10/morre-pierre-weil.html Ética Global - 11/10/2008 16:31 Atualização: 11/10/2008 16:34 Domingo, 12 de Outubro de 2008 MORRE PIERRE WEIL, DEFENSOR E PROPAGADOR DA PAZ
O Brasil e o mundo perderam um grande defensor da paz. O educador Pierre Weil morreu em casa, no Lago Sul, na noite desta sexta-feira (10/10) de parada respiratória. Weil era diabético e tinha problemas pulmonares e de visão. Aos 84 anos Weil ganhou o respeito mundial com sua luta pela paz. Conhecido educador e psicólogo, nasceu na França em 1924, mas escolheu o Brasil como casa em 1948. "Morreu uma pessoa que estava à frente do seu tempo, uma pessoa que ensinou o ser humano a ver a luz dentro de si. Um arauto da paz". lamentou Regina Fittipaldi, pró-reitora do meio ambiente da Universidade Holística Internacional (Unipaz). Indicado para o Prêmio Nobel da Paz, em 2003, Weil foi reitor da Unipaz desde 1987. Universidade por ele criada a pedido do ex-governador do DF, José Aparecido de Oliveira, com o objetivo de difundir a cultura da paz. O corpo do estudioso será velado até domingo na Unipaz, no Parkway, na Área Especial Granja do Ipê. Na segunda-feira o corpo será cremado e as cinzas jogadas no Brasil e na França, terra natal do educador. Além do Distrito Federal, a universidade tem câmpus na Bahia, no Ceará, no Paraná, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e do Rio Grande Sul. E em outros países: França, Argentina, Israel, Bélgica e Inglaterra. Original em: Postado por Carlos Roberto às 21:06 Passagem de Pierre WeilHOMENAGEM A PIERRE WEIL REITOR DA UNIPAZ Grandes figuras,
Grandes sábios(as),
Grandes Seres,
Grandes Seres Humanos...
Ficam na história
Tornam-se exemplos para revermos a nossa jornada
Orientam caminho e nos possibilitam avaliar e seguir em frente.
Grandes Escritores(as) tornam-se imortais através da escrita,
Grandes iluminadores(as) tornam-se seres ascencionados(as),
Pequenos seres humanos tornam-se gigantes diante do absurdo e da graça.
Pequenas pegadas contribuem para muitas pegadas realizarem suas pegadas.
Pequenos gestos de paz fazem a diferença na Arte de Viver a PAZ.
A criatividade a serviço da imaginação e da humanidade trazem novos modelos de pensar o cotidiano, da teoria e da prática, da sombra a luz, da luz a sombra, sem medo de Ser...
A criatividade a serviço de si, amor para consigo mesmo, realiza milagres de encontro com o outro e a outra, com o Nós...
Gestos pequenos, pensamentos diários, questionamentos criativos geram alicerces de Vida, para a Vida, com a Vida, a partir da Vida...
Quando seres iluminados(as) passam por nós com a sua simplicidade.
Questionamos a nossa prepotencia, o nosso orgulho, a nosa luta por poder, as nossas miserias e qualidades...
Quando seres iluminados(as) passam por nós e na nossa vida... Eles permitem um sentimento de querer ser melhor, de dar o melhor que temos e de amar o que somos apesar de tudo, mesmo que esse tudo naquele momento seja nada...
Quando pessoas humanas transformam a sua vida e nos falam: Vocês também podem transformar a vida de vocês!
Quando pessoas humanas cheias de virtudes e defeitos, mas que fizeram de tudo para viver a Paz em Si, a Paz com o Próximo e não importa se esse próximo e outro humano ou natureza ou grão ou cosmo...
Dá um misto de saudade e de esperança: Eu posso!
Não conheci pessoalmente o Pierre Weil. Conheci ele através do que falaram dele, dos livros dele, da prática e da teoria da UNIPAZ...
Para mim a passagem dele está corroada de vitórias, de muitas flores, de muitos Bem-te-vis espalhados pelo mundo todo...
Alguém que aprendeu a viver... Simplesmente alguém que aprendeu a viver e soube fazer a sua parte... permitindo emergir um tesouro para todos e todas...
Temos mais um mentor do outro lado para nos orientar... Precisaremos pois ainda temos muito o que fazer...
Meus sentimentos a rede Unipaz!!!
Meus sentimentos ao movimento espiritualista, do dialogo inter-religioso, do movimento da PAZ... Tivemos conosco encarnado um ser que deu o seu melhor e que continua vivo agora em outro plano continuando a dar o seu melhor.
PAZ, PAZ, PAZ, PAZ, PAZ, PAZ, PAZ PAZ, PAZ, PAZ, PAZ, PAZ, PAZ...
Atenciosamente,
Genivalda Araujo Cravo dos Santos
Simplesmente um ser. Corte de Ponto na Educação de GoiásOlá Neusa,
Li o seu desabafo.
Parabéns por ter tido a coragem de desabafar.
Parabéns pela coragem de lutar, movimentar, agir, ter ação, expor-se, sair da acomodação...
Parabéns por chorar, deixar o sentimento vir, mas gerenciar as finanças, gerenciar as emoções, os sentimentos e o estresse.
Parabéns pela coragem em assumir ser gente, gente que pensa, gente que age, gente que enfrenta as consequências, mas não esmorece, mantém o testemunho da coerência consigo mesma.
Infelizmente esse governo está em Burnout e perderam a sensibilidade, endureceram, coisificaram, desumanizaram...
Infelizmente ou felizmente somos muitos em poucos que ainda tem coragem de lutar, de fazer a diferença e o diferente.
Infelizmente esse governo pegou naquilo que mata e aniquila a alma humana: o seu direito de sobreviver. Isso já fizeram com os petroleiros na época do Fernando Henrique. Aqui em Goiàs é o segundo governo que faz isso...
Sinta-se vitóriosa.
Sinta-se uma guerreira.
Sinta-se motivada, animada, alegre, determinada...
O governo quer ver os trabalhadores em educação curvados e curvadas.
A decisão é sua é nossa se vamos aceitar tal canga.
Quando uma instituição entra em Burnout nada a move... ela fica apática, negativa, intolerante, irritada e violenta...
A escolha será sua e de todos e todas que estão sentindo na pele o contra-cheque zerado...
Vai entrar no jogo do governo em querer aniquilar as nossas esperanças, a nossa capacidade de luta, de organização, de mobilização, de fé na vida, de capacidade de trazer o novo e levar o novo...
Dignidade é algo raro.
Esperança é algo raro.
Amor incondicional é algo raro.
Fé na vida é algo raro.
Paz é algo raro.
Essas virtudes só deixarão de ser algo raro, para ser algo natural, expontâneo e do dia -a-dia se nós fizermos a nossa parte individual e coletiva.
Nesse momento fico a pensar em tantas pessoas que lutaram e denunciaram injustiças e transformaram o amanhã no hoje, como por exemplo: Chico Mendes, Madre Tereza, Gandhi, Zumbi, Che Guevara, Jesus Cristo, Paulo, Mãe Menininha do Canduá, Martin Luter King... tantos anonimos e anonimas espalhados e espalhadas por esse planeta...
Irei vibrar muito por todos e todas da educação para que dêem conta de gerenciar esse momento e que tirem lições positivas.
Irei torcer para que esse momento sirva de esperança para nós demonstrarmos para os nossos estudantes que vale apena lutar, vale apena a gente fazer a nossa parte e acreditar na transformação e nas mudanças em nossa sociedade, na nossa economia, na nossa cultura, na nossa ecologia... Eu acredito que "um outro mundo é possível" e necessário e tudo começa por mim, por ti, por nós... do interno para o externo... do individual para o coletivo... da mudança do nosso padrão mental e das nossa crenças negativas... do nosso querer fazer a diferença e acreditar com alegria e entusiasmo "Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz".
Boa sorte!
Cuide-se e não permita que esse governo fira a sua alma, as suas esperanças, a sua capacidade de gerenciar os conflitos, o estresse, as finanças...
Beijos,
Genivalda Araujo Cravo dos Santos. Síndrome de Burnouthttp://www.eldiadeciudadreal.com/noticia.php/10148
Síndrome de Burnouthttp://www.elmundo.es/elmundosalud/2008/09/22/medicina/1222069339.htmlANÁLISIS DE 27 ESTUDIOS Jefes que 'matan' § Los trabajadores a las órdenes de un buen jefe cogen menos bajas laborales § En Europa 41 millones de personas sufren estrés por culpa del ambiente en el trabajo
Ilustración: (Luis Parejo) Actualizado lunes 22/09/2008 09:47 (CE PATRICIA MATEY MADRID.- Hay jefes que, literalmente, te pueden poner enfermo. Son los que no tienen en consideración a sus empleados, los que no los motivan y no los estimulan intelectualmente. Nada que ver con los buenos líderes que, tal y como acaba de reconocer un nuevo estudio, logran aumentar la satisfacción de sus subordinados en el trabajo y contribuyen a que se sientan mejor en general y no se pongan malos. Jaana Kuoppala, del Instituto Finlandés de Salud Laboral, en Helsinki, y su equipo han llevado a cabo una revisión de un total de 27 estudios de los 109 seleccionados, publicados entre 1970 y 2005, en los que se ha analizado cómo influyen los jefes en la salud y en el bienestar de los trabajadores. "En la literatura científica encontramos tres definiciones distintas de lo que es ser un jefe benévolo", afirma a elmundo.es la doctora Anne Lamminpää, una de las autoras del estudio. "El jefe compasivo, que proporciona apoyo social cuando es necesario; el considerado, que trata con respeto a los empleados y el transformador, que inspira, motiva y estimula a nivel intelectual", añade. La investigación, que ha visto la luz recientemente en la revista 'Journal of Occupational and Enviromental Medicine', constata que los trabajadores a las órdenes de un buen jefe están menos días enfermos y requieren de menos bajas laborales. Concretamente, estos empleados 'afortunados' tiene un 27% menos de riesgo de enfermar y un 46% menos de posibilidades de solicitar una baja por discapacidad . "Estos datos confirman la teoría de que los superiores bien preparados, que promueven un buen ambiente laboral, así como unas óptimas condiciones de trabajo, reducen los problemas de salud" de los compañeros que están bajo su dirección. Por este motivo "las compañías deberían seguir de forma rutinaria la trayectoria de sus empleados y realizar un esfuerzo por mejorar las condiciones en las que trabajan", agrega Lamminpää. El oficio de tomar decisiones Un ambiente laboral "irrespirable es algo que se nota a distancia y que, lógicamente, repercute negativamente en la salud de los trabajadores. Lo mismo sucede cuando una persona no se siente realizada en su trabajo, se le encomiendan labores que están por debajo de sus capacidades o se le acosa", comenta Santiago Alvarez de Mon, profesor del IESE (Escuela de Dirección de Empresas de la Universidad de Navarra) en el Departamento de Dirección de Personas en la Organización. Iñaki Piñuel Zabala, profesor titular de Organización y Recursos Humanos de la Universidad de Alcalá de Henares (Madrid) y socio de la consultora Mobbing Research, aclara que detrás de este mal clima laboral se esconden los que denominados "jefes tóxicos". Este pionero en la investigación y difusión del acoso laboral en España declara que los datos del último informe Cisneros establecen "que el 36% de los trabajadores haría examinar a su jefe por un psicólogo. En nuestro país está muy extendido el concepto de que ser jefe es un arte que se tiene o no se tiene, pero en realidad es una tecnología que se aprende. Los jefes tóxicos son los que generan precisamente eso, un clima tóxico. No toman decisiones, lo que favorece que muchos empleados se aprovechen de esta situación y se genere por ello un caldo de cultivo que deteriora la salud de los otros empleados". Tal vez por este motivo las conclusiones del nuevo estudio determinan "que es extremadamente importante que la función de los superiores sea evaluada y que se promocione a aquéllos con una conducta más ejemplar en todos los ambientes laborales", añade el trabajo. Más salud y más productividad El psicólogo estadounidense Kenneth Nowack, presidente del Consorcio Envisia, que lleva 20 años desarrollando sistemas para la evaluación de los empleados, y uno de los mayores expertos mundiales en inteligencia emocional, también se muestra de acuerdo con los datos del nuevo estudio. "Este metaánalisis proporciona la confirmación de que los líderes intervienen en los niveles de estrés, en el síndrome de Burnout (profesional quemado), la ansiedad, la salud psicológica y el bienestar físico que padecen sus trabajadores", afirma a elmundo.es. Todos estos factores negativos tienen "un coste para las compañías en gastos médicos, accidentes, problemas de seguridad, estado de ánimo de los empleados o, incluso, desperdicio de talento", subraya el doctor Nowack. Este especialista recuerda que sus estudios han constatado que "los trabajadores a las órdenes de los líderes más inteligentes emocionalmente son más productivos, efectivos y gozan de mejor salud que aquéllos cuyos supervisores son mediocres. Estos últimos líderes pueden provocar desde estrés laboral en sus empleados hasta aumentar su riesgo de hipertensión y ataques al corazón", puntualiza. El estrés laboral se ha convertido en un factor de riesgo psicosocial que sólo en la Unión Europea afecta a 41 millones de empleados. Al otro lado del Atlántico, los expertos en salud mental aseguran que se ha producido un incremento de los casos de esta dolencia este año, según señala 'The Wall Street Journal'. De hecho, la Asociación de Asistencia Profesional al Empleado de EEUU afirma que las peticiones de los trabajadores para participar en programas de ayuda para problemas mentales o personales han aumentado un 10%. Un reciente estudio llevado a cabo por la Organización Gallup, que lleva más de 70 años investigando el comportamiento humano y es una de las firmas más reconocidas en sondeos de opinión y consultoría, determina que los grupos de trabajo mal dirigidos son un 50% menos productivos y un 44% menos rentables para sus empresas. Además, esta entidad subraya que los "malos" jefes hacen perder talentos para las compañías. No sólo eso. Hacia ellos apunta además la mayor parte de la responsabilidad de otro factor de riesgo psicosocial reconocido en los últimos 25 años: El "mobbing" o acoso psicológico en el trabajo. Según datos de la Asociación Nacional de Entidades Preventivas Acreditadas (ANEPA), afecta ya al 10% de los trabajadores y trabajadoras nacionales. Síndrome de Burnouthttp://blogs.periodistadigital.com/dinero.php/2008/09/13/pinuel-trabajo-sindrome-postvacional-bur-4567 ¿Síndrome postvacacional o trabajo tóxico?13.09.08 | 13:08. Archivado en Trabajo (Iñaki Piñuel).- Acuñado por primera vez a finales del verano de 2000 por el especialista en salud laboral Angel Cárcova, el síndrome postvacacional es un concepto relativamente nuevo con muy poca entidad aún en la investigación académica. Describe en realidad una dificultad de adaptación al trabajo tras la finalización de las vacaciones que afecta a un número creciente de trabajadores. Esta inadaptación conlleva una serie de cuadros en forma de síntomas físico-psíquicos, que suelen remitir normalmente al cabo de pocas semanas. Puede definirse como una reacción adversa de inadaptación como resultado de la vuelta después de un período vacacional a un tipo de trabajo cuyas negativas condiciones psicosociales producen un auténtico rechazo del organismo del trabajador afectado. Hay 6 grupos de síntomas que suelen presentarse como más característicos de este síndrome: 1. El cansancio o agotamiento emocional, caracterizado por pérdida de energía, apatía, abulia, desmotivación, lasitud. Se trata de una especie de agotamiento o fatiga más psicológica que física. No puede con el trabajo. Le superan las tareas más nimias. Es más un bloqueo psicológico que físico. 2. Retirada e introversión social en el ámbito del trabajo. El trabajador no tiene ganas de relacionarse con los demás en el trabajo. Puede adoptar una actitud pasiva, distante o mantener el mutismo. Disminuye su participación, y sus relaciones e intercambios con los demás pueden verse reducidos de manera significativa. 3. Sentimientos negativos hacia el trabajo y sensación de horizonte profesional cerrado o agotado. Pesimismo profesional. No percibe que el propio desempeño en el trabajo pueda ser gratificante. Las recompensas o niveles de realización que puede esperar en el próximo período del trabajo son escasas o nulas. 4. Desarrollo de una variada gama de síntomas psicosomáticos de estrés. Se suelen presentar cuadros de angustia, ansiedad, dolor precordial, taquicardias, dolores musculares o articulares, cefaleas, sofocos, ahogos, temblores, inquietud, nerviosismo, etcétera. 5. Aparición repentina de cambios bruscos en la personalidad. Se producen cambios en la forma de ser del trabajador. Se incrementa la irritabilidad, la persona aparece triste, desarreglada en su aspecto externo, con llantos o ganas de llorar, con frecuentes discusiones o broncas con su familia. Presenta pesimismo existencial. Manifiesta ideas negativas hacia sí mismo, su capacidad o su talento profesional, ideas negativas hacia su trabajo, sus compañeros, jefes, el entorno laboral, y mira al futuro con desconfianza o incluso desesperación, anticipando cosas malas que le van a ocurrir en su trabajo. 6. Alteración de los patrones de sueño. Se producen problemas para dormir. Puede presentar problemas para conciliar el sueño o despertar temprano y no poder ya dormirse. En cualquier caso la persona no descansa con el sueño. Cada vez somos más los investigadores que relacionamos la emergencia de este nuevo síndrome con la existencia de otros fenómenos que pueden estar causándolo, como son los denomidados riesgos laborales psicosociales. En concreto el 'mobbing', el estrés o el 'burnout'. Son muy a menudo los trabajadores que padecen a lo largo del año condiciones de trabajo psicosocialmente tóxicas los que al volver al trabajo presentan este tipo de cuadros. El síndrome postvacacional no sería entonces más que un epifenómeno propio del organismo de un trabajador dañado a lo largo del año, que simplemente se revuelve y se resiste a regresar a un lugar de trabajo en el que sufre enormemente. La presión de la organización, las apreturas económicas y familiares, la situación del mercado laboral y algunos otros factores incrementarían la disonancia cognitiva de los trabajadores que, a pesar de estar expuestos a un riesgo laboral psicosocial creciente, se someten sin remedio a condiciones laborales lesivas por su toxicidad. Así, por ejemplo, el estrés es algo a lo que estamos tan aclimatados que sólo nos damos cuenta de que lo sufrimos tras un período como el vacacional en el que nos hemos visto libres de él por un tiempo. Muchos trabajadores están asimismo 'quemados' por el 'burnout' o síndrome del trabajador quemado, y no lo saben. Sólo notan con inquietud que cada vez sufren más intensamente problemas psicosomáticos a la vuelta del verano. Otros son víctimas de un proceso de persecución laboral conocido como 'mobbing' o acoso psicológico en el trabajo, que muchos todavía, y a pesar de la divulgación del fenómeno, trivializan y banalizan. El retorno postvacacional al 'acoso nuestro de cada día' cursa con crisis de ansiedad, ataques de pánico o reacciones psicosomáticas diversas. Ante todas estas situaciones de castigo laboral el organismo se rebela y finalmente transmite el conflicto a través de las señales de alarma, que son siempre las somatizaciones típicas. El síndrome postvacacional no manifiesta más que la repugnancia, el miedo o el terror de nuestro organismo a regresar, a la vuelta de las vacaciones, a un lugar de trabajo que se ha convertido hace tiempo en un 'gulag' o un 'lager' laboral. A pesar de que es un imperativo de la Ley de Riesgos laborales, son pioneras y aún relativamente pocas las empresas y administraciones que incorporan la evaluación del riesgo laboral psicosocial en el que pueden estar inmersos sus trabajadores por efecto del 'mobbing', del estrés o del 'burnout'. Por todo ello, ante la realidad del síndrome postvacacional es necesario cuestionarnos acerca del riesgo psicosocial a que nos expone nuestro trabajo o simplemente preguntarnos, tal y como señala el sociólogo español Enrique Arrojo, si no habrá llegado ya el momento para muchos de nosotros de abandonar un trabajo que resulta crecientemente tóxico por inhumano. Síndrome de Burnout na Argentina
Em Busca de Parcerias e OportunidadesCARTA DE APRESENTAÇÃO
Genivalda Araujo Cravo dos Santos, professora da rede pública do Estado de Goiás e do município de Goiânia, com Graduação em História pela UFG/GO, Doutoranda e Mestre em Ciências da Religião pela UCG/GO, Terapeuta em Reike nível III, Aprendiz da Formação Holística de Base – UNIPAZ/GO, associada à ISMA - International Stress Management Association - do Brasil e, facilitadora em eventos, como por exemplo, conferências, palestras, oficinas, workshop, cursos, mini-cursos e vivências contendo as seguintes temáticas:
Domina também outros temas, sob consulta. Contatos para agendamentos de atividades, eventos, consultoria, pesquisa diagnóstica e/ou parcerias:
Dados curriculares on-line na Plataforma Lattes do CNPq, no seguinte endereço: http://lattes.cnpq.br/5930342285944905. |
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