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Genivalda Cravo

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GENIVALDA CRAVO DOS SANTOS

"A Ciência sem a Religião é manca. A Religião sem a ciência é cega." Albert Einstein

A LENDA DA MULHER BÚFULO - ENSINAMENTOS XAMÂNICOS PARA CULTURA DE PAZ

LENDA DA MULHER BÚFALO BRANCO

 

Um dia, dois jovens guerreiros Sioux estavam caçando nas pradarias do Minesota. Ao subirem uma colina em busca de caça, eles foram surpreendidos ao verem uma jovem mulher, muito bonita surgir diante deles numa nuvem. Retendo o fôlego, eles a observavam. Ela trajava vestes feitas de corça branca. Levava a tiracolo uma sacola de pele e uma pele de búfalo em uma das mãos. Uma pena de águia, trançada nos seus longos cabelos negros, reluzia à luz do sol. Não tema, " disse a mulher, " eu trago paz e felicidade para vocês. Agora me falem, por que vocês estão longe de sua aldeia?"

 

A graça a beleza dela, incendiou o guerreiro mais velho com pensamentos lascivos, que calou-se. O mais jovem, então respondeu:

 

-" Nossa aldeia está com falta de comida. " Nós estamos caçando ".

 

-" Aqui, " ela disse, " leve de volta este pacote aos seus. Diga para os Chefes das sete fogueiras da sua tribo, para reunirem-se na fogueira do conselho e esperarem por mim."

 

Ao escutar essas palavras, o mais velho deu voz ao seu desejo de acasalar-se com ela, ali mesmo na pradaria, debaixo do sol. No momento em que o guerreiro mais velho tentou agarrá-la, a mulher envolveu-o na pele de búfalo. Uma nuvem envolveu o corpo dele, e quando o pó assentou, no lugar do guerreiro havia um esqueleto recoberto de vermes.

 

Foi então que Mulher Búfalo Branco, falou ao jovem guerreiro:

 

-"O homem que olha primeiro a beleza exterior de uma mulher, nunca conhecerá sua beleza divina, pois ele é um cego. Mas o homem que primeiro vê a beleza de seu espírito e sua verdade, esse homem conhecerá o Grande Espírito nessa mulher; se ela quiser deitar-se com ele, ele compartilhará com ela um prazer mais pleno do que poderia imaginar."

 

-"Você, quando me olhou, não ficou cego com a minha beleza, mas seu primeiro pensamento foi: 'Quem é essa mulher?' 'De onde ela vem?' 'Será ela uma mulher sagrada?'

 

-"Meu jovem, você também terá o que deseja".

 

-"Você e seu amigo simbolizam dois caminhos que os homens podem seguir. Se procurar primeiro a sagrada visão do Grande Espírito, estará vendo da mesma maneira que o Criador, e por isso você saberá que aquilo que necessitar da terra chegará às suas mãos. Mas se preferir seguir primeiro, esquecer o Grande Espírito, satisfazer os seus desejos terrenos, você morrerá por dentro".

 

Foi então que o jovem guerreiro resolveu perguntar quem era ela.

 

Ela olhou profundamente nos olhos dele e respondeu:

 

-"Eu sou o Espírito da Verdade. Seu povo me conhece como a Mãe dos Mais Velhos; mas como você pode ver, não sou tão velha assim. Sou a Grande Mãe, que vive dentro de cada Mãe, a moça que brinca em cada criança. Sou a face do Grande Espírito, que seu povo esqueceu. Vim para falar para as nações da planície. Vá para sua aldeia e prepare a minha chegada. Tenho algumas coisas a ensinar, coisas sagradas que sua tribo esqueceu."

 

O jovem então correu ao seu povo, para transmitir a mensagem de Mulher Búfalo Branco aos Chefes das Sete Fogueiras de sua tribo. Após ouvirem o jovem, toda tribo começou a trabalhar numa enorme cabana, coberta de muitas peles, na qual toda tribo pudesse se reunir.

 

Quando viram Mulher Búfalo Branco se aproximando pela pradaria, ficaram atônitos. Esperavam por alguém de mais idade. E ela parecia uma donzela, graciosa como a relva que se movia em torno dela no crepúsculo. Seu rosto brilhava como uma luz que falava das flores e das mais finas ervas.

 

Descalça, como sempre andava nas sua viagens pela terra, ela entrou na grande cabana. Seu vestido de pele de Búfalo Branco irradiava a presença de seu espírito. Sem dizer um palavra, andou em círculo em torno do fogo que ardia no centro da cabana. Cada vez que seus delicados pés tocavam a areia ao redor do fogo, os que a observavam sentiam que cada gesto seu era uma prece de profunda reverência à terra.

 

Devagar, em silêncio, ela contornou o fogo sete vezes.

 

Quando por fim ela falou, sua voz era como a canção dos pássaros das pradarias.

 

-"Sete vezes, andei em sete círculos em torno deste fogo, em reverência e silêncio. O fogo simboliza o amor que arde para sempre no coração do Grande Espírito. É o fogo que aquece cada criatura no mundo. Vocês são como um ser único. Esta cabana, feita de muitas peles, é o corpo de vocês. O fogo que arde no centro dela é o amor de vocês." Parou um momento e, devagar, curvou-se para tirar um graveto incandescente das chamas. "Este fogo é mais forte que qualquer um de vocês. Seu povo esqueceu, o que é mais precioso que a água. Vocês esqueceram suas ligações com o Grande Espírito. Eu vim", disse ela erguendo o graveto, "como um fogo do céu para reavivar a memória daquilo que foi, e fortalecê-los para os tempos que virão."

 

Pousou novamente o graveto no fogo e pegou uma sacola de pele que trazia.

 

-"Nesta sacola, trago um cachimbo para ajudá-los a recordarem os ensinamentos que eu trago. Tratem-no sempre com respeito. Levem-no sempre em sacolas das mais finas peles, enfeitadas pela mãos mais reverentes. Ponham neste cachimbo um tabaco sagrado plantado especialmente para esse fim. Fumem-no com um sentimento de gratidão ao Grande Espírito, de cujo sopro vocês receberam a vida. Usem o fumo para representar seus pensamentos, suas orações e aspirações ao Grande Espírito."

 

Até então ela ainda não tinha aberto a sacola na qual estava o cachimbo. Desatou as tiras de couro que a amarrava, e retirou o cachimbo com tal reverência que todos que estavam na cabana, sentiram o coração transbordando e os olhos cheios de lágrimas.

 

-"Este cachimbo sagrado, e cada tragada de fumo sagrado que vocês inalam pelo seu tubo, ajudará vocês a recordarem que cada sopro de vocês é sagrado. O fornilho do cachimbo é feito de pedra vermelha. Tem o formato de círculo. Simboliza a Roda Sagrada, o sagrado círculo da vida, o dar e receber, da inalação e da exalação, pelo qual todas as coisas vivas ingressam na vida pelo poder do Grande Espírito."

 

Pedindo um pouco de tabaco, Mulher Búfalo Branco colocou-o no fornilho do cachimbo dizendo: "Este tabaco, simboliza o mundo das plantas, o musgo das pedras, as flores, as ervas, as folhas das relvas que cobre a colina para que sua mãe não repouse nua ao sol. Vocês estão aqui para cuidar da terra. Suas vidas são acesas pelo mesmo fogo que arde no coração do Grande Espírito." Assim falando, ela colocou um pequeno graveto no fogo para que ardesse como chama viva. "Da mesma forma que acendo esse graveto no grande fogo, assim todo ser humano é uma chama que faz parte do fogo eterno do amor do Grande Espírito."

 

Devagar, ela tirou o graveto em chamas do fogo, e ergueu-o para que todos o pudessem ver. "Quando vocês viverem em harmonia com o Grande Espírito, sua chama de amor será vivida sempre por aqueles ventos espirituais. Vocês serão tomados de amor pela própria razão da vida! Acenderão o fogo do amor em todos os que encontrarem. Conhecerão o propósito de sua travessia por esse mundo e saberão que o Grande Ser deu uma chama da vida a todos: não para guardarem sua pequenina chama somente para si, amando apenas aquilo que é necessário às suas vidas, mas sim para que pudessem dar o seu amor, e com o fogo desse amor trazer consciência para a terra."

 

Dizendo isto, ela segurou o graveto bem em cima do fornilho vermelho do cachimbo. Encostou a chama bem no centro do cachimbo, aspirando suavemente pelo tubo até o tabaco incandescer. O cheiro do fumo invadiu o ambiente. "Assim como o tabaco queima neste cachimbo de terra que representa as plantas," continuou Mulher Búfalo Branco, "assim também esse búfalo que vocês vêem entalhados no fornilho de pedra do cachimbo representa as criaturas quadrúpedes que compartilham com vocês esse mundo sagrado. As doze penas que pendem o tubo do cachimbo representam os seres alados com os quais vocês compartilham o grande círculo do céu." Em seguida ela passou o cachimbo ao chefe do conselho dizendo:

 

-"Tomem este cachimbo. Agradeçam ao Grande Espírito, e passem o cachimbo aos outros do nosso círculo. Que seus pensamentos sejam elevados ao Grande Espírito que vem agora mexer com suas memórias, abrindo os olhos de seus narradores. Cada amanhecer que nasce vermelho no céu do leste, como o fornilho vermelho deste cachimbo, é o nascimento de um novo dia, de um dia sagrado. Lembrem-se sempre de tratar cada criatura como um ser sagrado: as pessoas que vivem além das montanhas, os pássaros, os peixes e os outros animais, todos eles são irmãs e irmãos de vocês. Todos constituem parte sagradas do corpo do Grande Espírito. Tudo é Sagrado."

 

Neste momento, o cachimbo começa a ser passado de mão em mão. Depois que todos que estavam na cabana deram uma baforada, Mulher Búfalo Branco levantou com reverência o cachimbo para que todos vissem. -"Levem sempre o cachimbo com vocês. Trate-o como um objeto sagrado. Honrem todas as criaturas e vivam suas vidas em harmonia com o Caminho Sagrado do Equilíbrio de que fala cada árvore, cada flor e cada novo dia. Haverá muitas estações nas quais o coração de vocês se sentirá claro e puro como uma nascente nas montanhas, e vocês conhecerão a paz e a alegria do Grande Espírito. Mas, se vocês sentirem que se afastaram da trilha do Caminho Sagrado, se seus corações passarem a pesar dentro de vocês, não percam tempo em arrependimento. Ensinar-lhe-eis uma cerimônia," disse ela acendendo o cachimbo mais uma vez no fogo sagrado, "uma cerimônia que cada um de vocês pode fazer em companhia de outros, a sós em suas tendas, ou lá fora, na pradaria."

 

Ela deu uma pequena baforada no cachimbo e disse:

 

-"Parem suas atividades. Procurem uma pedra sobre a qual sentar. Rogando orientação do Grande Espírito. Acendam o cachimbo e deixem que o fornilho vermelho lhes lembre a sagrada escritura, o caminho da vida, o trilho vermelho do sol. Depois de ter aspirado seu fumo em honra do Grande Espírito, em honra da Mãe Terra, em honra dos animais e das pessoas que são fiéis à realidade, depois de ter dado graças as quatro direções, então aspirem uma vez mais para pedirem orientação aos grandes seres alados do mundo dos espíritos. Peça-os para ajudá-los a ver o melhor procedimento a seguir. Peçam para que eles ajudem a vocês fazerem a escolha mais sábia e a reconhecer os passos que devem tomar na trilha que seu EU mais profundo escolher para vocês. Isso permitirá que o fogo que arde dentro de vocês fale em termos claros, sem interrupções. Peça que os seres espirituais que os cercam, entrem em sua vida. Diga-lhes que desejam ajudá-los e ao Grande Espírito no seu trabalho, e perguntem-lhes como fazer isto. Ao ajudarem o Grande Espírito, vocês se ajudarão. Os seres humanos não são inteiramente felizes nem saudáveis senão quando servem aos propósitos para os quais o Grande Espírito os criou."

 

Novamente ela entregou o cachimbo, para que fosse passado de mão em mão. Durante muito tempo, Mulher Búfalo Branco permaneceu em silêncio, mesmo após ser completado o círculo de baforada no cachimbo. Quando falou novamente, comparou seus ensinamentos a uma árvore; uma árvore que iria florescer à medida que tomavam a si essas coisas, plantando-as no coração de cada um e aplicando-as no dia a dia.

 

-"Durante longo tempo," ela continuo-o, "vocês viverão sob a sombra sagrada da Árvore da Compreensão que estou plantando nas suas consciências. E, nas gerações vindouras, seu povo estará unido novamente no Sagrado Círculo da Vida. Infelizmente, essa árvore será derrubada depois de algumas gerações. A árvore parecerá morrer. A Roda Sagrada murchará até ser esquecida. Alguns poucos manterão a luz da verdade ardendo nos seus corações, mas a luz será fraca e, mesmo neles, passará a ser uma brasa pequena e imperceptível."

 

Guardando o cachimbo na sacola, ela continuou: -"Mas a brasinha permanecerá. Em silêncio, continuará. Mesmo quando vocês tiverem sua terras invadidas, vendidas e roubadas. Essa brasa ainda manterá sua luz acesa, e saibam, meu povo: um grande fogo pode sair de uma única brasa!"

 

"Quando a tempestade passar, essa brasa acenderá um alvorecer mais forte do que qualquer outra alvorada. Uma nova árvore crescerá, mais gloriosa do que esta que agora deixo com vocês. Com o novo alvorecer, eu voltarei e viverei com vocês. Debaixo da sombra dessa árvore, estarão reunidos não somente as tribos vermelhas, mas as tribos brancas, as tribos negras e as tribos amarelas, vindo de todas as direções. Em harmonia, as quatro raças viverão sob os ramos da nova árvore. Tudo que foi quebrado será refeito por inteiro. A Roda Sagrada será consertada. A comida será farta e os espíritos de todas as criaturas alegrar-se-ão na harmonia de uma nova ordem, perfeita. O Grande Espírito, estará atuando dentro das raças, vivendo, respirando, criando através dos povos da terra. A paz virá as nações."

 

Despediu-se dizendo que voltaria um dia, então transformou-se num Búfalo Branco, e sumiu envolta nas nuvens e nunca mais foi vista.

 

 

"Grandes mudanças estão a caminho com o nascimento do Búfalo Branco."

Com o nascimento de um Búfalo Branco, em 1994, em Janesville, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Torna-se mais próximo o cumprimento da profecia sagrada de que irá surgir uma nova idade de unificação e espiritualidade global, enchendo-nos de uma esperança maior para o novo milênio.

Moção

MOÇÃO DE REPÚDIO AO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL E AOS QUE COMUNGAM DAS AÇÕES E ATITUDES CONTRA EDUCAÇÃO E A LIVRE EXPRESSÃO E MANIFESTAÇÃO
 
MOÇÃO DE APOIO AOS EDUCADORES E EDUCADORAS, AO SINDICATO, AOS ESTUDANTES E TODOS QUE DEFENDEM A VIDA COM DIGNIDADE
 
Precisamos de Paz!
Precisamos edificar a democracia, o direito humano de manifestar com liberdade, denunciar para conquistar de forma pacifica o que é de direito e repudiar os governantes que não priorizam a educação Básica.
Eu Genivalda Araujo Cravo dos Santos, brasileira, cidadã, pesquisadora, educadora e um Ser Humano que defende a Vida, repudio a ação do governo do Distrito Federal, de coibir a liberdade de expressão, de organização e manifestação dos trabalhadores em educação. Assim como qualquer governo que não cumprem o dever de priorizar a educação conforme as declarações internacionais que o Brasil e signatário, a legislação nacional e a declaração universal dos direitos humanos.
 
Acredito que o diálogo é um dos principios fundamentais para que a Paz Prevaleça no Mundo. Mas para isso ocorrer as diretrizes não podem estar traçadas no "eu mando e você obedece", na dualidade e na fragmentação. Acredito que a atitude manifestada pela categoria em Assembleia tenha sido tomada diante do fechamento do governo em negociar e abrir as contas públicas, a receita e os gastos de forma transparente e estabelecer a mesa permanente de negociação para juntos encontrarem alternativas que priorize a Educação.  
 
É sagrado em qualquer país democratico que prima pela Justiça, Igualdade, Direitos Humanos e Amor Incondicional garantir a livre manifestação sem utilização de mecanismos violentos, de assédio moral e de intimidação. Como se declarar Cristão e realizar atitudes tão incoerentes e contraditorias com os exemplos deixados pelo Mestre Jesus Cristo.
 
Os estudantes só poderão ser honrados nos seus direitos de terem aulas, de aprenderem e de dividirem os conhecimentos se tiverem juntos a eles/elas profissionais valorizados, qualificados, bem remunerados, respeitados nos seus direitos e deveres. Se os profissionais sentem-se desrespeitados, desmoralizados, esgotados, inseguros, em burnout, coagidos e sem a prerrogativa da livre manifestação, como poderão ensinar os estudantes a serem agentes de mudança, gente que edifica a paz, a justiça, o amor, a vida, os valores humanos?
 
11 de abril de 2009 11:56 De: silvano pereira neto <silvano13613@gmail.com>
assuntoTODO O MEU APOIO À GREVE DOS PROFESSORES.
A greve da categoria ainda nem começou e o Governo do Distrito Federal
já está fazendo terrorismo com os professores. Essa é uma velha tática
usada com o intuito de desmobilizar os educadores e educadoras que se
unem em torno do movimento grevista. Nesse sentido, tentarão ameaçar
os professores por meio dos diretores, incentivando a delação, e com o
uso da força policial. O Sinpro foi informado de que o Secretário de
Educação, José Valente, desesperado com a decretação da greve, mandou
uma carta aos diretores pedindo que fizessem uma lista com o nome dos
grevistas. Essa lista deveria estar pronta antes da segunda-feira,
primeiro dia de paralisação. A intenção com isso seria convocar
professores temporários para cobrir as vagas e pressionar os
educadores a furarem a greve. O Sinpro repudia essa prática absurda e
covarde. E esclarece que os professores, caso sejam contactados, não
são obrigados a informar se vão participar do movimento grevista. É
importante que cada educador e educadora tenha consciência de seu
papel na luta. Os diretores não devem ser submissos às circulares que
vão surgir aos montes durante o movimento. Como professores que são,
precisam respeitar o direito à greve. O descumprimento a circulares e
ordens desse tipo está garantido ainda pela lei 8.102, que rege os
vínculos trabalhistas com o GDF. Ou seja, sua função como gestor
escolar não está ameaçada por essa espécie de coação. Polícia para
quem precisa ? Outra informação que chegou até o sindicato é de que o
governador Arruda pediu reforço policial durante os piquetes dos
professores nas escolas. Esta é outra prática autoritária, mas que não
irá coibir quem está participando do movimento. Os professores sempre
apelaram pela paz e pelo diálogo e farão uma greve pacífica, sem
aceitar provocações. Afinal, a Lei está do lado da categoria. Quem não
a cumpriu foi o GDF. Tranquilize-se - O Sindicato já mobilizou o
jurídico da entidade para que, num ou noutro caso, advogados sejam
acionados para resolver qualquer pendência. Mas, nesse momento de
tensão, a melhor saída ainda é a tranqüilidade. O Sinpro está atento
para defender o professor, que deve denunciar diretores que queiram
delatar seus companheiros ou qualquer qualquer ação policial violenta.

Coragem, coragem , coragem

A força invisível e insuperável de quem acredita e luta! A ÁGUIA É VOCÊ

A Águia
 
Alguma vez você já pensou aonde vão as águias quando a tormenta vem? Onde é que elas se escondem? Elas não se escondem. Abrem suas asas que podem voar a uma velocidade de até 90km/h, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de 30 a 50m, mas lá em cima brilha o sol.
Nessa luta terrível podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima.
Finalmente, as águias também morrem, mas alguma vez você achou por aí um cadáver de águia? De galinha talvez, de cachorro ou de pombo, quem sabe até de um bicho de mato nessas extensas estradas de reserva ecológica, mas cadáver de águia você não encontra. Sabe por quê ? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo.
Procuram com seus olhos o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer elas são extraordinárias. Talvez por isso o profeta Isaías compara os que confiam no Senhor com águias.
Quem sabe hoje você tem diante de si um dia cheio de desafios. Alguns deles podem parecer impossíveis de ser vencidos, mas lembre-se: descanse no Senhor, passe o tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que depois daquela tormenta brilha o sol.
“Mas os que esperam no Senhor, renovam as suas forças."
(Desconheço o Autor do Texto)

 

Fiquemos Alertas! Nem tudo é publicado, revelado ou divulgado pela Ciência e Cientistas

Mudança Magnética na Terra

 Saiu na imprensa:

 A inversão dos pólos começa a dar sinais que está próxima

 

"LONDRES - O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética. Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e satélites seriam queimados pela radiação solar.

Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por outros satélites.

A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por mudanças dramáticas. "Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de se reverter", diz o pesquisador. O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido. Às vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.

A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.

Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: "Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última".

Impacto - A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra. A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das partículas e radiação trazidas pelo "vento solar".

O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições. A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro.

A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela radiação solar".

 

...que está vinculado a esta outra notícia do Jornal de Notícias, de Portugal:

 

Austrália: Cerca de 200 baleias-piloto encalhadas na ilha de King

2009-03-02

Sydney, Austrália, 02 Mar (Lusa) - Cerca de 200 baleias-piloto e vários golfinhos ficaram encalhados na ilha de King, no sul das Austrália, informou hoje a rádio ABC.

Peritos da Tasmânia viajam rumo àquela ilha, situada entre a Tasmânia e o continente australiano, com esperança de salvar alguns dos cerca de 50 cetáceos que ainda sobrevivem.

As baleias e golfinhos começaram a chegar de noite à praia da ilha, perante os olhares de alguns residentes, que avisaram as autoridades.

Em finais de Janeiro, 53 cachalotes morreram encalhados e outras 80 baleias-piloto morreram na mesma ilha em Novembro passado.

Também em Novembro, outras 65 baleias da mesma espécie encalharam noutra praia do sul da Austrália e só 11 conseguiram voltar para o mau, ajudadas pelas autoridades, ecologistas e voluntários.

Os cientistas desconhecem a razão pela qual algumas espécies de baleias perdem a vida nas praias, admitindo que possam ser confundidas pelos sonares potentes de navios ou por seguirem um líder doente e desorientado.

Comentário associado: Como podemos notar, os sinais de mudanças estão ficando mais evidentes. Na última notícia acima, os cientistas dão a desculpa que "sonares potentes" teriam matado mais de 150 baleias num intervalo de 4 meses, como se na Ilha de King (sul da Austrália, perto da Tasmânia) tivesse permanentemente navios com sonares tão potentes para causar tamanho estrago. Na hipótese do "lider desorientado ou doente", significaria que ele estaria com alguma dificuldade para se orientar através do campo magnético. O trecho em negrito do primeiro artigo acima mostra que esses animais se movem pela Terra com a ajuda do campo magnético e com ele enfraquecido ou com mudança de posição pode acabar acontecendo isso. Como não querem falar a verdade, fazem uma maquiagem dos fatos, dando desculpas como essas. Portanto, fiquemos atentos aos próximos sinais que a Natureza nos der.

Pesquisa de campo - Doutorado em Ciências da Religião

Nesse linke você pode baixar o QUESTIONÁRIO DE PESQUISA DE CAMPO, solicito a você que está lendo esse material que envie para o meu email a sua contribuição na coleta dos dados e incentive as pessoas da sua mala direta para estarem respondendo, também, e enviando para o meu email. Preciso de muitas mãos para tecer o Holograma da Terapias espiritual religiosa e Qualidade de Vida. Conto com você!

http://sites.google.com/site/genivaldaaraujodossantos/pesquisa-de-campo---doutorado-em-ciencias-da-religiao

 

O ENSINO RELIGIOSO NO SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO

MANIFESTO DA INICIATIVA DAS RELIGIÕES UNIDAS – URI – CC BRASÍLIA SOBRE O ENSINO RELIGIOSO NO SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO
 
Brasília, 09 de março de 2009.
 
Circular   27/09
 
Caros irmãos e Irmãs,
A URI – Iniciativa das Religiões Unidas é uma organização fundada em valores humanos universais e dedicada a promover o diálogo e a ação inter-religiosa. A URI está presente em cerca de 70 países desenvolvendo ações comunitárias com a participação de mais de 100 tradições espirituais. A agenda da URI compreende direitos humanos, ecologia, economia justa, Cultura da Paz e a prática do diálogo inter-religioso.  O propósito da Iniciativa das Religiões Unidas é promover a cooperação inter-religiosa permanente e cotidiana, para erradicar a violência por motivação religiosa e criar culturas de paz, justiça e cura para a Terra e para todos os seres vivos.
Com base em seus princípios e propósitos, a URI Brasília, vem a público se manifestar acerca do processo de implementação do Ensino Religioso no Sistema Público de Ensino do Distrito Federal, o qual vem acompanhando desde a criação da Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso – CCPER,  entre as Secretarias de Educação e de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal,  conforme DIÁRIO OFICIAL do Distrito Federal , n.131, quarta-feira, 9 de julho de 2008, p.11,12 e 19. 
Recordamos que a URI esteve presente no dia 08 de julho de 2008, na prestigiada solenidade na “Casa da Árvore” na sede do GDF, o “Buritinga”, para a assinatura da portaria que constituiu a CCPER cuja atribuição é de elaborar estudos para subsidiar a implementação do Ensino Religioso - ER , no sistema de Ensino do Distrito Federal,  considerando para tanto, o art. 33,  da Lei 9.394/96, alterado pela Lei 9.475/97 ( LDBEN), e devendo também considerar o Sistema de Medidas Sócio-Educativas e Sistema Penitenciário do DF. Os estudos da Comissão abrangerão as seguintes áreas temáticas: 1- material didático-pedagógico; 2-orientação metodológica, 3- habilitação de professores e instrutores; 4- estratégia operacional de matrícula.  Lembramos ainda que se destaca que a referida Comissão buscará junto a entidades civis, constituídas pelas diferentes denominações religiosas, cooperação técnica e a sua ampla participação nos trabalhos da mesma.
Reflitamos um pouco a razão de a URI conclamar a participação de todos o segmentos religiosos, quanto a causa do Ensino Religioso para a cultura de paz entre as diferentes formas de crer no espaço privilegiado da escola.
1-  A Lei n. 9.475 foi sancionada em 22 de julho de 1997, ou seja, seis meses após a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de n. 9.394/96, que incluiu o Ensino Religioso no art.33, porém “ sem ônus para os cofres públicos” e com abertura para a sua operacionalização nas modalidades confessional e interconfessional.  A primeira Lei citada, teve por objetivo alterar tais dispositivos, uma vez que trouxe implícitas dificuldades de natureza administrativa, política, econômica e pedagógica.
2-  A nova redação do art.33 da LDB, com a sanção da Lei 9.475/97, delega maior responsabilidade aos Sistemas de Ensino quanto à definição de conteúdos para o Ensino Religioso, abrindo espaço para a sociedade, representada pelas denominações religiosas, uma vez constituídas em entidade civil, ou seja, com personalidade jurídica.  Convém destacar que a constituição desta entidade civil “pelas denominações religiosas” não tem o mesmo significado de uma entidade civil constituída “ de denominações religiosas”, como passou a ser interpretado, em muitos casos, ao ser implantada a citada lei.
 
3-  Na íntegra, os dois parágrafos contidos no art. 1º da Lei 9.475/97 que trazem a definição das responsabilidades, em se tratando dos conteúdos do ensino religioso:
“ § 1º - Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos de ensino religioso e estabelecerão as normas para habilitação e admissão dos professores. 
§ 2º- Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso”. (grifo nosso)
 
4-  A referida Lei não esclarece o que se pode entender por “ denominação religiosa”. Porém, não exclui nenhuma delas, sejam cultos, movimentos, grupos, filosofias de vida e outras que integrem uma sociedade pluralista, com as mais diversificadas tradições e manifestações culturais presentes no Brasil. Conseqüentemente, os órgãos legislativos não emitem nenhum parecer sobre a matéria.  Considera-se, pelo senso comum,  a atenção necessária às diversificadas tendências religiosas, filosóficas e culturais em um país que se considera democrático, republicano, aberto a todos. A atual LDB, por sua natureza, deixa para traz o princípio da soberania, para dar lugar ao da autonomia, incluindo o incentivo a participação da sociedade, especialmente da comunidade educativa, de forma mais abrangente, em todo projeto político-pedagógico que envolva a escola como lugar privilegiado de educação.
5-  A Constituição Brasileira de 05 de outubro de 1998 garante o Ensino Religioso com disciplina do currículo escolar, através do art. 210, § 1º com o seguinte dispositivo:
“O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. (grifo nosso)
6-  As Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental no Brasil, após a sansão da LDB, ou seja, da Lei n.9.394/96, são instituídas através da Resolução n. 02,  de 7 de abril de 1998, pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE).  Essas Diretrizes incluem o Ensino Religioso no conjunto das dez áreas de conhecimento que integram o currículo escolar do ensino fundamental, cf. art. 3º, item IV, alínea “a”.  As áreas de conhecimento, segundo a Resolução 02/98, estão agrupadas em: Língua Portuguesa, Língua Materna para população indígenas e migrantes, Matemática, Ciências, Geografia, História, Língua Estrangeira, Educação Artística, Educação Física, Educação Religiosa, na forma do art. 33 da Lei 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, alterado pela Lei n. 9.475 de 22 de julho de 1997.  A disciplina Ensino religioso não perdeu a sua configuração primeira como tal, mas foi absorvida e ampliada, em sua natureza e em toda extensão, pela Educação Religiosa enquanto área de conhecimento, nos termos da citada resolução, após o pronunciamento do Parecer 04/98 sobre a matéria em pauta.
A religião, como expressão da religiosidade humana, presente em todos os povos e culturas, sempre ocupou um lugar de destaque na vida dos indivíduos e das sociedades humanas, constituindo-se em um segmento da cultura produzida pela humanidade. Portanto, uma educação que vise o desenvolvimento pleno do educando, não pode omitir a educação da religiosidade e o estudo do fenômeno religioso, objeto da disciplina Ensino Religioso.
Caríssimos, uma vez conhecedores da legislação do Ensino Religioso e sabedores da importância do mesmo no ambiente escolar, se faz mister uma cobrança ao Governo do Distrito Federal quanto sua efetivação no contexto das escolas públicas, pois, ainda voltando no tempo, foi noticiado em vários jornais de grande circulação à época, que em 2009 haveria o oferecimento do Ensino Religioso enquanto área de conhecimento nas escolas públicas do DF.  Até agora pelo que se sabe a promessa não se realizou.
Já é público que o atual currículo da rede de ensino do DF não contemplou o Ensino Religioso. Ficaria valendo o antigo currículo de 2002 carregado de confessionalismo, privilegiando somente a fé cristã católica?  
Em 28 de novembro de 2008, no auditório da escola de Aperfeiçoamento do Profissionais da Educação-EAPE foi realizada a 1ª reunião das Organizações Religiosas com a Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso.  Foi um primeiro contato para que as Organizações inscritas junto aos trabalhos da Comissão tivessem alguns esclarecimentos acerca da legislação referente ao ER e a maneira como a referida Comissão conduziria o processo de implementação do ER, e desde essa data não houve mais nenhum contato da CCPER com as Organizações inscritas, as quais destacam-se:  Associação Vida Inteira (Candomblé), representada pelo Revmº Sr. Francisco Aires Afonso Filho; Associação Brasileira de Arte e Filosofia da Religião Wicca-Abrawicca, representada pela Revmª Srª Márcia Maria Bianchi Prates; Igreja Católica Apostólica Romana – Arquidiocese de Brasília, representada pelo Exmº Revmº Sr. Dom João Braz de Aviz; Federação Espírita do Distrito Federal, representada pela Sra. Terezinha Santana; Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’is, representada pela Srª Neda Monadjem Fatheazan e pela Srª Mary Caetana; Sociedade Teosófica do Brasil, representada pelo Exmº Revmº Sr. Dom Ricardo Lindemann; Centro Budista Tibetano Kagyu  Pende Gyamtso, representado pelo Venerável Lama Trinle e pela Drª Miriam Fatiam R.S. da Rosa; Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé, representada pelo Sr. Michael Laiso Felix; Movimento dos Focolares, representado pela Srª Telma Aparecida; Associação Cultural Israelita de Brasília, representada pelo Sr.Abrahan Melul e pela Srª Vivienne F.Landwehr;  Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial, representada pelo  Revmº Sr. João Maria Abreu Breyer Jr; Instituição Religiosa Perfect Liberty, representada pela Srª Lucimar Tavares e pelo Sr. Wagner Amorim; Igreja Batista Central de Brasília, representada pela Srª Kátia Umebara Machado Lopes; Centro Espírita União do Vegetal, representado pelo Sr. Flávio Mesquita da Silva; Legião da Boa Vontade-LBV, representada pela Srª Marina Krieger, Conselho de Pastores do Distrito Federal –COPEV-DF, representado pelo Revmº Pr. Guilherme de Sá Pontes.
Obviamente que a URI, enquanto movimento,  sempre esteve muito envolvida com a questão do Ensino Religioso aqui no Distrito Federal e em busca de alguma informação por parte da Comissão do Ensino Religioso, fomos até sua Secretaria Geral sediada na EAPE a procura de notícias,  e para nossa surpresa vimos que a sala 01 destinada as reuniões fora retomada pela EAPE ficando a Secretaria Geral funcionando agora numa sala menor, sem telefone, o que lamentamos profundamente o fato, pois vemos inviabilizado a continuidade dos contatos e atendimento a toda a sociedade e organizações envolvidas com o processo.
Diante de todos os problemas que vimos acompanhando ao longo destes meses, desde sua criação enquanto COPER, problemas estes representados por questões como dificuldades internas relativas à comunicação e real participação e comprometimento dos órgãos envolvidos no GDF  na organização dos processos,  entre outros, nos faz indagar se não  estaria esta Comissão,  sendo vítima de uma desestruturação por parte do sistema?   
Neste sentido,  vimos solicitar que cada instituição de fato interessada no Ensino Religioso possa cobrar ao Governo do Distrito Federal,  que faça valer o seu compromisso com as Organizações  Religiosas presentes na assinatura das Portarias Conjuntas n. 1 e 2 no dia 8 de julho de 2008, no “ Buritinga”.  É de suma importância que nosso apoio seja de fato constante para que a Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso - CCPER, possa continuar a sua existência e luta, juntamente com todos aqueles que acreditam que a educação sobre o fenômeno religioso, possa contribuir para a construção de culturas da paz.
Sendo assim, seguem os endereços onde poderemos enviar nossos ofícios solicitando esclarecimentos sobre o processo de implementação do Ensino Religioso na rede pública de ensino do DF:
 
José Roberto Arruda
Governador do Distrito Federal
Centro Administrativo do GDF – QNG 18 – área especial – Tag. Norte
CEP: 72.130-180  Brasília – DF
- Chefe de Gabinete/Dr. Marinaldo Guimarães
(Representante do Governador na Comissão)
Tel:  3961.4449
E-Mail:  estelita.ribeiro@buriti.df.gov.br
(Aos cuidados do Chefe de Gabinete Marinaldo Guimarães)
 
Paulo Octávio Alves Pereira
Vice-Governador do Distrito Federal
- Chefe de Gabinete: Dr. Augusto José Honório de Almeida
SHIS QI 05, conj.18, casa 05 – Lago Sul
CEP: 70.615-180  Brasília-DF
Tel: 3248.1344
E-Mail:  vice.governadoria@buriti.df.gov.br
 
Dr.Alírio Neto
Secretário de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania
Centro Administrativo – QNG 18 – área especial 01 – lote 22 bl 3 sala 2- Tag.norte
CEP:72.118-900  Brasília-DF
- Gabinete/Subsecretário Adjunto- Dr. Mario Gil
Tel: 3355.8296
E-Mail: sula.sejusgdf@gmail.com)
 
José Luiz Valente
Secretário de Estado de Educação
Anexo do Palácio do Buriti, 9º andar, sala 913
CEP: 70.075-900 Brasília-DF
Gabinete: 3355.8630/8693 ( tratar com José Andrade)
E-Mail:  jl.valente@uol.com.br
 
Promotoria de Defesa da Educação:
Tel: 3348-9000
 
Atenciosamente,
 
Elianildo Nascimento
URI BRASÍLIA
- Tel: 55 61 3340.4095  - 9633.8420 – E-Mail: elianildonascimento@yahoo.com.br
www.uri.orgwww.uri.org/americalatina  

Despertar da Consciência: mensagem Metratron

Eu, Genivalda, endosso essas instruções, ensinamentos e canalização.
 
Queridos irmãos na luz!!!

"Isto é especialmente verdadeiro para aqueles que nasceram nos anos chamados anos de "Baby Boomer", os anos 50 e 60, pois estão entrando no seu 6º a 9º ciclo biológico de sete anos."

Bjs de luz!!!
Táta

METATRON -

Metatron é a manifestação visível da Divindade como o "manto" do Pai. É o Senhor Todo Poderoso e Eterno, e a Voz Divina do Pai. É o Criador dos mundos exteriores.

É o instrutor e guia de Enoch e o Criador das Chaves de Enoch.

É o Arcanjo mais elevado que governa todos os seres vivos, os seres vivos abaixo e os seres vivos acima, todos estão escondidos dentro dele e emanam dele.

AS CHAVES METATRÔNICAS DE 2009
Uma mensagem de Metatron canalizada por Tyberonn em 5 de janeiro de 2009

Saudações! Eu Sou Metatron, Senhor da Luz, e saúdo cada um e todos vocês. E assim, enquanto um ano se vai e o outro se desvela, pedimos que cada um pondere brevemente sobre as mudanças que ocorreram no seu interior, no micro e no macro, por alguns instantes. Para muitos que estão na Senda, 2008 parece ter passado numa velocidade maior do que os anos anteriores. Isto é especialmente verdadeiro para aqueles que nasceram nos anos chamados anos de "Baby Boomer", os anos 50 e 60, pois estão entrando no seu 6º a 9º ciclo biológico de sete anos.

OS PIONEIROS

Vocês estão conscientes dos Índigos e Cristais, mas não foi dado um nome para o Grupo de milhões de Almas que nasceram no período de 25 anos imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. Então vamos dar um título a vocês que fazem parte desse grupo - vocês são os Filhos da Luz, os "Pioneiros". Vocês abriram caminho através dos anos 60 e 70 para a Convergência Harmônica de 1987, Queridos, e esse evento - a Convergência Harmônica - mudou o Curso do seu planeta. Ele permitiu a Ascensão.

A Ascensão era uma possibilidade que se tornou uma certeza por causa dos caminhos que vocês descobriram e limparam.
Vocês, Pioneiros, questionaram, enfrentaram e transformaram de tal forma os antigos padrões de pensamento que vinham se repetindo, que foi o suficiente para permitir que o novo paradigma emergisse. Mas percebam que vocês estão apenas no pico da nova energia, a da Vibração Cristalina do Campo Unificado. Ainda há muita coisa a ser feita. Este é um fato que está por conta de vocês, mas pelo qual não são responsáveis. Conseguem enxergar a diferença sutil?
Quando a ressonância vibratória do pensamento humano não for influenciada pelos padrões freqüenciais mais densos, só então a sua mente frontal combinar-se-á com a mente superior no padrão cristalino ordenado da Mente Divina.

AS CHAVES DE 2009

2009 trará muitas mudanças. A própria energia da Terra continuará a aumentar, e isto vai ser facilmente percebido. As energias que estiveram se derramando sobre o planeta, através de diversos mecanismos, vão continuar fazendo isto, mas serão distribuídas de uma forma um pouco mais harmônica, dispersando- se mais uniformemente, começando no equinócio de Março de 2009.

2009 será um ano de realizações, um ano de grande potencial de manifestação! Aqueles que andaram planejando escrever um livro vão encontrar as energias mais compatíveis para a realização disto e de outras questões espirituais este ano. Neste novo ano há uma conjunção harmônica e única de fatores compatíveis com a manifestação de projetos que muitos de vocês tiveram em mente, mas que até agora não conseguiram encontrar tempo ou energia para realizá-los. O novo ano de 2009 trará a oportunidade de liberar obstáculos, e uma abundância de energia nova realmente se fará disponível para vocês, Pioneiros, em muitas formas.
Entre as mudanças mais interessantes haverá um despertar, mais ou menos repentino, de um grupo específico da humanidade, que até agora não estava envolvido com a Ascensão. Muitas "caras novas" serão atraídas para o que vocês chamam de metafísica e espiritualidade, e ficarão mais alinhadas com isto. Deste modo, o Cociente de Luz da Humanidade crescerá de 10% para aproximadamente 12%, principalmente na última quarta parte do ano, depois do evento do 9-9-9, e culminando no Solstício de dezembro.
Muito mais pessoas estarão interessadas no espírito, em autocura, no trabalho energético, e na sabedoria metafísica. Muitos de vocês, que já estão na Senda há mais tempo, passarão de estudantes a professores como parte deste processo. Muitos de vocês, Pioneiros, finalmente perceberão e aceitarão que são seus próprios Professores, e serão os PROFESSORES de muitos.

EQUALIZAÇÃO AXIOTONAL

Uma mudança chave ocorrerá gradualmente em 2009 neste planeta, na qual a distribuição de energia luminosa começará a fluir de maneira mais justa através de todas áreas. Esta equalização axiotonal da energia luminosa será gerada pelos novos complexos de vórtices-portais que estão emergindo e que muitos de vocês ajudaram a preparar nos últimos anos. Ela fluirá em áreas que têm sido conflituosas e energeticamente densas em todo o planeta. Fluirá em áreas de freqüência "inferior" para elevar sua ressonância vibratória, sinalizando a "Volta da Pomba". Desta forma, o arco do balanço do pêndulo da dualidade entre luz e trevas será menos rígido, e as bolsas mais pesadas vão começar a ficar mais leves. Alguns de vocês, que haviam concordado em ancorar a luz nessas áreas, vão descobrir que sua tarefa está completa, e estarão livres para mudar para outras localidades, se assim escolherem.
Para aqueles que têm servido diligentemente como sustentadores da luz, queremos dizer que os honramos. Estamos conscientes de que, para alguns de vocês, isto foi um papel muito desagradável, mas serviu muito bem ao planeta. Saibam que foi ancorada uma quantidade suficiente de luz; os vórtices-portais, que muitos de vocês ajudaram a ancorar, estão mais firmemente assentados e novos proprietários estão sendo atraídos para esses espaços. Agora é o momento de todas as áreas que precisavam de ajuda se manterem com suas próprias forças; agora todas as áreas e todas as pessoas vão aprender a ancorar o espaço de luz dentro de suas próprias vibrações.

Deste modo, realmente haverá uma mudança de localização apropriada para muitos, na primeira metade de 2009.
Entre as áreas chaves dos novos vórtices de função geradora estão: Tasmânia; Arkansas; Minas Gerais, Brasil, Galveston, Texas; Banff, Canada, Cidade do Cabo, África do Sul; Salar Uyuni, Bolivia; Lago Tahoe, Nevada; Trinity Point, Virginia (e o vórtice de Charlottesville) ; Bisbee, Arizona; as regiões sul e noroeste de Canadian Shield; Austrália Ocidental, Nova Zelândia; norte da Argentina; Patagônia no sul do Chile; Bogotá, Colômbia; Lago Baikal, Jackson Hole, Wyoming; Crestone, Colorado; Asheville, Carolina do Norte; os Alpes Ocidentais da Suíça; Montserrat, Espanha; Sri Lanka; Tanzânia; Amsterdã, Holanda; Moscou; Grand Canyon; Turquia; Java e Irlanda Ocidental; para citar algumas.

2009 - NOVOS COMEÇOS E NOVAS PARCERIAS

Muitos de vocês tiveram relacionamentos que terminaram ano passado ou na última década, e assim têm estado numa jornada solitária, sem um espírito afim que seja seu parceiro de vida; vivenciaram o final de um relacionamento cármico que realmente se completou em 2008. A transição para o começo de uma nova parceria vai se manifestar para muitos em 2009. Da mesma forma, para aqueles que já estão com seus companheiros de vida, essa energia vai encontrar uma mudança, um aprofundamento nessas relações.
A harmônica de 2009 vai oferecer, a cada um de vocês, a capacidade de manifestar a vida que veio viver, com um parceiro que é um verdadeiro espírito buscador, cuja companhia e vibração vão combinar com a sua; alguém com quem compartilhar a sua vida numa união sagrada. E assim este novo ano de companheirismo vai oferecer a oportunidade de se unir a almas que têm idéias afins, que fizeram seu trabalho de transformação e que agora estão prontas para abandonar a solidão e formar um relacionamento novo e vibrante na dimensão sagrada da verdadeira parceria de família de alma. Muitos de vocês, Pioneiros, que passaram os últimos anos em soberana solidão, vão perceber que já viajaram sozinhos o suficiente, e terão a oportunidade de expandir sua visão de ser, de se reconectar com a Fonte, de incorporar a expressão mais elevada dos princípios da unidade em sua vida, na forma de relacionamentos equilibrados, amorosos e sustentadores.
Então, este é o ano de revisão e ação. Não o vejam como uma época de términos, mas como um ano de começos. Só que, neste caso, não é um começo que se inicia num ponto de partida calmo, mas num ponto médio, um "ponto-zero" no meio do caos estrondoso. Realmente, muitos aspectos do seu planeta continuam no caos. Os sistemas vão continuar quebrando e se reformando. Os conflitos ao redor do mundo vão se aprofundar numa briga caótica.

DO CAOS À PERFEIÇÃO: NASCIMENTO DO MULTIVERSO

Queridos, o seu próprio Multiverso começou no caos. O Multiverso não nasceu no chamado "começo dos tempos", mas num ponto central. Ele começou no meio de uma desordem total, em que o caos reconheceu a si mesmo e compreendeu que podia se reordenar e se reorganizar em direção a uma qualidade melhor de equilíbrio. E assim o Multiverso deu à luz a si mesmo para dentro de uma ordem maior, não a partir de um ponto inicial, mas a partir de um ponto em que uma conscientizaçã o maior se fez disponível para evoluir do caos. Então, vocês vêem que o nascimento não é um começo, mas uma emersão de um nível para outro, a fim de atingir o equilíbrio. A transformação que vocês consideram nascimento não acontece a partir do vazio, do nada, mas ocorre a partir de algo que já existia e confecciona a si mesma numa nova forma, a partir de um enorme desejo de perfeição.

A CAMINHADA PARA A ASCENSÃO

Vamos falar claro, a caminhada para a Ascensão não significa que o esforço pessoal e o caos planetário terão terminado quando ela chegar. A graduação da Terra não será um refúgio para aqueles que tiveram uma jornada difícil, nem uma remuneração celestial para aqueles que lutaram pelo bem. A Ascensão é complexamente e simplesmente o passo evolutivo seguinte para aqueles que entendem que a vida deve ser criada de forma pró-ativa em vez de defendida de maneira reativa.
Isto não significa que vocês devam ignorar os conflitos da vida, nem deixar de lidar com eles. Na verdade, eles não vão desaparecer, e continuam exigindo sua atenção. Significa simplesmente que vocês reagem a partir de uma perspectiva mais elevada de sabedoria.
Seus confrontos e a "estruturas" da vida não devem ser abandonados. Não é o momento de se recolherem. Em vez disto, lhes será dada a oportunidade de se moverem estrategicamente para uma perspectiva dimensional superior, e assim fazendo, vocês serão capazes de cultivar uma atitude mental diferente, a partir de um referencial mais amplo. É o momento de resolver as pendências pessoais para criar um novo caminho.
Portanto, entendam que as guerras e confrontos não resolvidos, que estão ocorrendo atualmente na Terra, são a criação refletiva de vocês mesmos e ainda estão para ser resolvidos. Vocês humanos criaram a confusão e têm que colocar tudo em ordem.
A Ascensão não está aqui para apagar os seus problemas, mas para lhes oferecer uma perspectiva maior para resolvê-los. E assim peço a vocês, Pioneiros, que reflitam sobre esta questão, individualmente e em conjunto: "Quanta munição vocês ainda mantêm nos seus depósitos de armas, enquanto imploram aos outros que abandonem seus estilingues? "
Digo-lhes esta VERDADE: o caos em que se envolvem na sua experiência, as batalhas que travam, as lutas que encontram como Guerreiros da Luz dentro da dualidade, são verdadeiramente com vocês mesmos.

CHAVES METATRÔNICAS

Em 2009 existem chaves freqüenciais disponíveis para ajudá-los a ascender a níveis de consciência de maior clareza, a mudar para uma consciência refinada, acima do caos da dualidade da terceira dimensão, embora o ritmo da vida continue se acelerando.
A aceleração acontece porque o contexto espacial da quinta dimensão é naturalmente menos denso e, sendo assim, a luz viaja mais rapidamente dentro dele. Conseqüentemente, vocês terão a sensação de que o tempo está muito acelerado, tanto que será necessário que purifiquem sua saúde de modo que possam lidar com o estresse do ritmo mais rápido. Além disto, aqueles que não adaptaram seu campo áurico à Merkaba devem fazer isto, de modo que se integrem da melhor forma. Esta é uma Chave Metatrônica essencial da Ascensão. Se isto não for feito, vocês poderão se sentir fatigados com a intensificação da energia da Terra, à medida que ela for aumentando.
Se e quando isto acontecer, nós imploramos a cada um de vocês que tome um tempo, arranje um tempo diariamente para formar a Pirâmide da vida, o octaedro ao seu redor, e preencha-o com a alegria dourada da vida. Enriqueça-se com a maravilha que é a vida e saiba que sua qualidade eterna se oferece a você.

O CAMINHO DO MEIO

Neste momento, lembrem-se de trilhar o caminho do meio da humildade alegre, mas confiante. Mantenham-se na impecabilidade, alimentem-na. Evitem as armadilhas do ego espiritual, enquanto se fortalecem. Analisem-se e façam seus reajustes regularmente. Abstenham-se de se colocar no perigoso trono do auto-engrandeciment o e afastem-se da cilada que é pensar, mesmo que remotamente, que a sua vida é mais importante que a dos outros. Honrem, respeitem e cuidem de TODOS que fazem parte da família humana.

As chaves freqüenciais

As chaves freqüenciais vão acontecer em várias datas chaves em 2009. Estas datas oferecerão harmônicos freqüenciais raros, que possibilitarã o o entendimento daquilo que chamamos de chaves Metatrônicas. Estas chaves só podem ser acessadas através do Campo Merkábico e oferecerão a capacidade de transformar nos estados MerKíVicos mais elevados, além da estrela tetraédrica. Nessas chaves encontra-se uma compreensão maior das bases geométricas daquilo que chamamos Amor Incondicional através das geometrias Metatrônicas sagradas da consciência. Os portais mais potentes de 2009 estarão acontecendo no Equinócio de março, no Solstício de junho, no Eclipse Solar de 22 de julho, no Eclipse Lunar de 6 de setembro, em 9-9-9, no Equinócio de setembro, em 11 de Novembro, e no Solstício de dezembro.
Estes portais vibracionais chaves são de um tipo que um indivíduo pode se sintonizar com eles melhor do que outro, e assim ter um acesso mais vantajoso à sabedoria disponível freqüencialmente. O reconhecimento da própria energia do portal será mais aparente para uns do que para outros, dependendo da capacidade de luz ou cociente de luz de cada indivíduo. A capacidade de utilizar e de transformar da energia das Chaves Metatrônicas depende do nível vibracional individual e único de cada pessoa. A experiência de cada alma com a mesma energia será diferente, mas a atenção nos aspectos sutis exige foco e trabalho. Dar mais enfoque, maior atenção à vida, é de maior importância nos anos que faltam para chegarmos em 2012.

CONCENTREM-SE NO AGORA

Nos próximos quatro anos, é importante aprender a estar totalmente no momento. Dentro do campo MerKáBico, vocês podem aprender a trazer toda sua consciência para o AGORA e assim acessar o sustentáculo do poder. Só no AGORA vocês podem manobrar todos os aspectos do espaço-tempo linear para dentro da disponibilidade do Multiverso e criar de modo pró-ativo. Vejam que só nos estados MerKáBico e MerKíVico é que vocês têm os reinos completos exigidos para se entrar no Campo Cristalino Unificado. Dentro do AGORA MerKábico e MerKíVico, vocês acessam a Verdade Universal Eterna, no seu poder total expandido.
Isto significa liberar toda a preocupação, dúvida e medo, bem como afastar a consciência de pensamentos sobre o passado ou o futuro, de modo a estar no controle criativo da VIDA, enquanto ela ocorre. O paradoxo é que, quando estão totalmente no AGORA, vocês têm a capacidade de controlar os três aspectos da consciência "linear" - o passado, o presente e o futuro, e convertê-los num formato multidimensional.
Estejam sempre conscientes de que a vida é eterna, e que a vida prosseguirá em cada fase, quer vocês prestem atenção ao passar do tempo ou não. 2009 é um momento para se descer aos negócios da VIDA! A vida está esperando, a vida está na experiência e na descoberta do EU. A vida requer atenção e foco, a vida está na realização de cada momento!
Atenção e foco são essenciais. A vida continuará a se desdobrar, quer continuem ou não prestando atenção a cada momento através da lente do AGORA. Se seu foco está difuso, disperso, vocês não podem manter o bom equilíbrio necessário. A vida só pode ser focalizada através da lente da co-criatividade, concentrando- se a Existência dela na luz do AGORA.

EXISTÊNCIA SAGRADA

É necessário que aprendam como estar completamente equilibrados dentro da EXISTÊNCIA sagrada, que é a VIDA
O propósito da Vida é a própria Vida, cuja natureza é o crescimento através da expansão; ambos não podem ser separados. O propósito da Terra e dos corpos celestes que estão ao seu redor e os influenciam é DESVELAR A VIDA. Enquanto a vida se desvela, é essencial sustentar a sua sacralidade.
A Vida deve ser mantida sagrada para que continue a se revelar no micro e no macro. Então vocês precisam saber que, quando a vida não parece forte e sagrada, isto se deve a um desequilíbrio na sua própria percepção, e é uma luz vermelha sinalizando- lhes que vocês devem restaurar o equilíbrio. 2009 é o momento para buscarem juntos esse equilíbrio, para ele ser restaurado; e isto requer esforço da parte de cada um de vocês. Exige a participação total de cada um. Não percam este "ônibus de oportunidade" chamado 2009! 2009 é um momento para compartilharem seu foco, a fim de se comprometerem novamente, dedicarem-se uns aos outros novamente, se reformarem e se re-equilibrarem.

CHAVES METATRÔNICAS

Então, existem passos práticos que devem ser levados em consideração para se alcançar os maiores benefícios das energias de transição do Novo Ano de 2009. O começo de 2009 é o momento de se dedicar novamente à Terra, de se dedicar novamente à sua consciência, de redirecionar sua atenção e foco, e fazer NASCER, desse ponto central, a sua Nova Vida! É o momento de reacender os fogos da Vida, da paixão, de despertar totalmente o coração e a mente e reconstruir sua VIDA. Para que a Terra possa continuar existindo, deve ser capaz de se sustentar. A mesma coisa acontece com vocês, Queridos. Para que continuem seguindo em frente, é preciso que assumam a responsabilidade de se sustentarem. Para serem saudáveis, vocês precisam sustentar sua saúde; para sentirem as bênçãos da Vida, precisam cultivar a alegria e o bem-estar. Isto é uma cortesia necessária à sua Senda e a chave para o portal do Campo Cristalino. É um aspecto daquilo que chamamos de Raio Platina.
Reconheçam a Existência que é a Natureza da Vida
Apreciem a sacralidade da Vida e de cada momento da Vida
Entendam que este reconhecimento da Vida é uma Chave Metatrônica
Entendam que, sem este Entendimento Chave, a vida se desenrola de modo mais denso.
Entendam que a Chave do Bem-Estar Vem com a Compreensão da Sacralidade da Vida.
Permaneçam num sentido de Gratidão dentro do Raio Platina
Não permitam que a paixão se manifeste durante acontecimentos densos
Diminuam o ritmo e ouçam a voz interior
Despertem o sonhador.
Queridos, o próprio ciclo de cada um de vocês dentro da humanidade é o caminho da Divindade. É através do caminho escolhido que sua Natureza Divina se expressa. Seres Humanos são uma espécie com amnésia, e freqüentemente esquecem quem são. 2009 é um momento de lembrança (de lembrança amorosa), e de se lembrar com foco. Na verdade, sua humanidade faz parte da sua divindade, e o conhecimento obtido na dualidade da Terra é o recipiente onde sua divindade se expressa.
Vou lhes contar uma VERDADE profunda: vocês, Pioneiros, os poucos seres humanos que reconhecem que estão representando um sonho, só são capazes de estar verdadeiramente despertos nesse sonho por causa desse reconhecimento vital. Na verdade, vocês estão sonhando com a versão de vocês que acredita que vocês estão acordados. E embora isto seja uma questão confusa para a maioria de vocês, e esta terminologia seja um tanto sem sentido para as massas, o mundo ao qual acreditam estar ligados é uma projeção da sua mente Divina co-criativa. Nada do que parece acontecer está "escrito na pedra", para usar a sua linguagem. Vocês formam seu passado e seu futuro e movem-nos infinitamente. Vocês moldam cada amanhã a partir do seu fluxo criativo de desejo, enquanto formam seu presente e o seu passado no momento de poder, o infinito e eterno AGORA. É um sonho? Sim, Queridos, mas sonhos são reais, propositais, e são o Cubo de Rubiko do crescimento da alma. O sonho da sua vida é uma estrutura, um quebra-cabeça que vocês criaram para si mesmos. A vida é um enigma que tem regras, e essa regra é o AMOR. Não a emoção que vocês pensam que é amor, mas a ciência complexa da luz chamada AMOR. É a ordem mais elevada de TUDO O QUE É.

BEM-ESTAR E MERECIMENTO NO RAIO PLATINA

O Raio Platina se oferece a todos. É uma energia de cuidados e bem-estar. É uma energia que louva o seu caminho. É uma energia de cuidados femininos e autoconfiança masculina em humilde equilíbrio. Tragam-no para o campo energético de vocês em meditação e gratidão.
Queridos, muitos de vocês ainda estão retidos por sentimentos de indignidade. Muitos de vocês, que estão na Senda, ainda medem e autojulgam seu progresso - sobretudo dignidade e mérito - pela soma dos "atos de virtude" que praticaram em suas jornadas coletivas.
Mas vamos lhes contar uma outra VERDADE: o acesso à Vibração Cristalina não é conquistado nem recusado por qualquer paradigma de julgamento ou Lei de Autoridade imposta, que não seja a sua própria.
E, mais uma vez, o que parece paradoxal (mas na verdade não é) é que sem uma vibração orientadora harmônica, o acesso ao portal pareceria freqüencialmente inacessível a vocês, e vocês não seriam capazes de se elevar ao Campo Cristalino.
Esta é uma das razões pelas quais os seres humanos, no ciclo biológico, trabalham tão ardentemente para justificar seus aspectos individual e coletivo, a partir de um padrão de história comportamental, que na verdade é mal interpretado e não descreve precisamente o seu passado, presente nem futuro. Se vocês não conseguem nem entender a sua origem, como podem julgar a si mesmos com precisão no presente, que também é mal compreendido?
Então, tudo no seu sonho-visão é perspectivamente e dimensionalmente regulado pela crença, e enquanto acreditarem que são defeituosos, vocês serão. É a Lei da Atração, a Lei da Manifestação Criativa. As correntes que os prendem são as correntes da dúvida.
As ações que praticam e que consideram impuras são, em grande parte, o motivo pelo qual tantos se sentem indignos às vezes. Na verdade, é um padrão vibracional que os retém. Enquanto tentarem nadar na energia densa da vibração inferior, será praticamente impossível evitar que se afundem mais ainda dentro dela. Isto não é interessante? Tomem um tempo para refletir sobre o que acabamos de compartilhar com vocês.
Então, o fato é que as crenças, nas quais a humanidade tem baseado sua vida, têm mantido-a em correntes virtuais que a prendem ao sistema de crença do seu passado verdadeiro, e mesmo agora - especialmente AGORA - de certa forma impede a humanidade de atravessar o limiar que leva à luminosidade maior da Consciência Cristalina. Entretanto, existe um elo: neste ano que entra, portais vibracionais vão facilitar, a cada um de vocês individualmente, a fusão na energia, a entrada no portal do campo superior.
Vejam, o Campo Cristalino é a sua própria Impecabilidade, e embora pensem que Impecabilidade seja só ação, é só agir de acordo com seu discurso, a verdade é que ela pode ocorrer num súbito momento de realização, porque Impecabilidade é simplesmente e complexamente uma vibração.

VOCÊS SÃO DEUS

Tanto no pensamento coletivo quanto no individual, cada um de vocês e todos vocês podem quebrar as barreiras do julgamento auto-imposto no tempo e espaço, de modo a finalmente conseguirem enxergar a si mesmos e darem o Salto Quântico do reconhecimento de que VOCÊS são o seu Deus. Vocês são uma centelha da Divindade do Deus Criador! O Deus Impecável no interior de vocês é acessado e definido por uma freqüência vibratória quântica de consciência.
E assim, na sua ilusão do tempo linear, podemos perguntar a cada um de vocês: a que grau mensurável você está mais perto de Deus do que estava há um ano atrás? Reflita cuidadosamente sobre isto, porque a resposta não é nem em milímetros nem e anos-luz.
A verdade é que vocês nunca estiveram separados, você nunca esteve separado de DEUS. Só o medo e as sensações de indignidade nublam a visão a partir dos pequenos recantos escuros dos filtros da dualidade que você permite que estejam no seu coração para manifestar e duvidar da perfeição e majestade desse VOCÊ que é parte de Deus Criador e de Tudo O Que É.
Asseguramos a cada um de vocês que no fundo do seu ser está a consciência do EU Divino, um DEUS que é você. E esse Eu Deus encontra-se em abençoada alegria. Existe um Deus no fundo do seu ser que está rindo de amor; então saiba que tudo está bem. Saiba que tudo vai acabar fundindo-se em êxtase, e rejubile-se nesta Verdade. Sinta a leveza que está vindo para você, que está disponível para você nos padrões freqüenciais de 2009. Encontre o Bem-Estar; ele louva no seu caminho.
Viva cada momento em gratidão para estar pronto para as tão esperadas mudanças, enquanto chega cada vez mais perto de trazer o Céu para a Terra e criar de forma pró-ativa a nova realidade. Aproveite o Dia!
Eu Sou Metatron e compartilho com todos vocês estas VERDADES.
E assim é.
Fonte: De:  genesis-br@googlegroups.com em nome de MARTINHA SEGOBIA (marseli08@hotmail.com)
Enviada: domingo, 8 de março de 2009 10:55:44
Para: genesis grupo (genesis-br@googlegroups.com)

Precisamos de Paz - Que façamos a nossa parte

INICIATIVA DAS RELIGIÕES UNIDAS – URI BRASÍLIA
 
Brasília,  09 de Fevereiro de 2009.
Circular 13/2009
 
Caros Irmãos e Irmãs,
Estamos encaminhando abaixo, “Carta Aberta pelos Direitos Humanos”, produzida por um grupo de intelectuais e ativistas dos direitos humanos e enviada à Comunidade Bahá’i internacional, carta esta a qual tomamos conhecimento através do nosso irmão Caros Alberto, e agora repassamos a todos.
Aproveitando o ensejo, lembramos que em dezembro passado, através da Circular 95/2008,  que abaixo reproduzimos, mais uma vez solicitamos o apoio de todos no sentido de colaborarem com o envio de correspondências oficiais em nome de suas respectivas organizações, para as autoridades nacionais da área de Relações Exteriores, às Nações Unidas e à Embaixada do Irã no Brasil,  no sentido de denunciarem o desrespeito aos direitos humanos com relação aos Bahá’is no Irã, como forma de nos solidarizarmos com toda a Comunidadae Bahá’i e defendermos a Justiça.
Anexamos a presente mensagem dois dos ofícios que enquanto coordenação da URI Brasília enviamos a fim de servir como exemplo aos que puderem colaborar, pois face as  festividades de fim de ano e férias sabemos das dificuldades.
Assim, reitero o pedido a todos, de forma que possamos fortalecer o nosso compromisso com todos os que estão necessitando de ajuda, e em especial numa questão como esta onde a violação de direitos tem por base uma incoerente motivação religiosa.
Seguem abaixo o texto da circular citada e a Carta Aberta.
Atenciosamente,
 
URI BRASÍLIA
 
Circular 95/2008
No mês de maio último, informamos e ao mesmo tempo, solicitamos a colaboração de todos, para que se manifestassem de forma solidária,  junto a organismos internacionais, órgãos dos Direitos Humanos, governo brasileiro e Embaixada do Irã, contra a prisão de lideres da Comunidade Bahá’i Iraniana que haviam sido arbitrariamente presos, o que causava preocupação face  outros casos acontecidos na década de oitenta, quando outras lideranças  foram também aprisionadas e executadas.
Infelizmente, desde maio a prisão das lideranças continua, inclusive com o agravante de não terem tido até o presente o devido direito à defesa, pois sequer seus advogados puderam visita-los ou mesmo terem acesso ao processo.
Assim, aproveitando o ensejo da realização do Seminário sobre o Centenário da Umbanda, promovido pelo CONUB no Congresso Nacional, com uma ampla participação de parlamentares  membros das Comissões de Direitos Humanos  da Câmara e Senado,  apresentamos moção para integrar ao documento do evento, entre outros pontos a denúncia desta situação, bem como solicitação de informações sobre a questão, alem da libertação dos prisioneiros, já que configura-se uma violação aos Direitos Humanos.
Desta forma, reproduzimos abaixo os itens correspondentes ao documento, de pronto solicitando a todos que puderem, enviarem aos organismos indicados na seqüência, documento oficial abordando todo o problema e trabalhando os itens abaixo:
- Oferecer apoio à Comunidade Bahá’í do Brasil no sentido de divulgar amplamente a negativa de acesso ao devido processo legal, relembrando que, decorridos quase sete meses desde a prisão, os advogados encarregados do caso (inclusive a Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi) não obtiveram acesso aos detidos ou a seus processos.
- Solicitar esclarecimentos à Embaixada Iraniana acerca das condições sob as quais estão sendo mantidas estas lideranças bahá’ís, cujos nomes não constam das listas oficiais de prisioneiros da prisão de Evin, em Teerã, na qual se encontram;
- Solicitar ao Ministério das Relações Exteriores que se pronuncie publicamente acerca destas prisões, solicitando sua imediata libertação;
Acreditamos  que possamos enquanto defensores dos direitos humanos e da liberdade religiosa, mais uma vez colaborarmos com a divulgação deste fato a todos os organismos e mecanismos possíveis, com o intuito de sensibilizar a todos por esta questão.
Na medida que possamos agir em ações como esta, estaremos fortalecendo o compromisso  de solidariedade com os que sofrem injustiças, e estas são ações mínimas que estão ao alcance de todos promoverem.
Para maiores informações, podem contatar:
Departamento de Secretariado para Assuntos Externos
Comunidade Bahá'í do Brasil – Mary Caetana
Tels: 61- 3364 3594 (216) / fax: 3364 3470
E-Mail: secext@bahai.org.br
 
Endereços de organismos institucionais para que se possível, também possam colaborar demonstrando aos mesmos a preocupação e insatisfação com mais esta situação.
 
Endereços:
Embaixada da República Islâmica do IrãEmbaixador da República Islâmica do Irã - Mohsen Shaterzadeh
SES Av. das Nações, QD 809 Lote 31CEP: 70421-900, Brasília-DFTel: (61) 3242 6733, fax: (61) 3244 9640E-mail: webiran@webiran.org.brSecretária do Embaixador - georgia@webiran.org.brbeth@webiran.org.brhttp://www.webiran.org.br/  Ministério das Relações ExterioresMinistro Celso AmorimPalácio do Itamaraty - Esplanada dos Ministérios - Bloco HCEP: 70170-900,
 Brasília-DFE-mail: clamorim@mre.gov.br    ONUSrª Asma Jahandir  Relatora da ONU sobre a Liberdade de Religião.E-Mail: civilsocietyunit@ohchr.org (Pode enviar em Português) 
Por fim, particularmente, não poderia deixar de também refletir a preocupação que hoje é da comunidade internacional, acerca dos últimos acontecimentos no Oriente Médio, especialmente o ataque maciço e extremamente desproporcional à Gaza, que já ultrapassou mais de trezentas mortes de civis palestinos, um verdadeiro massacre.
Embora estejamos geograficamente distantes, temos a certeza de que não estamos isentos das conseqüências destas tensões, que há décadas são mantidas e fomentadas por diversos grupos, demonstrando muitas vezes que os personagens diretos tornaram-se marionetes de um grande jogo de interesses que envolvem poder e dinheiro, de uma forma tal que sequer decisões das Nações Unidas relativas à região jamais foram cumpridas.
Assim, diante de nossa pequenez em face um problema tão grave e tão distante de solução, creio que poderíamos fazer eco aos anseios de paz através de nossas orações, ato este que podemos conclamar a todos.
Atenciosamente,
URI BRASÍLIA .
 
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Temos Vergonha!
O que se segue é uma carta aberta dirigida à Comunidade Bahá’í por parte de um grupo de intelectuais, escritores, artistas, jornalistas e activistas iranianos espalhados pelo mundo. O original desta carta encontra-se aqui.
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Temos vergonha!
Um século e meio de opressão e silêncio já chega!
Em nome da bondade e da beleza, e em nome da humanidade e da liberdade!
Enquanto seres humanos iranianos temos vergonha pelo que foi perpetrado contra os Bahá’ís no último século e meio no Irão.
Acreditamos firmemente que cada iraniano, “sem qualquer tipo de distinção, seja raça, cor, sexo, língua, religião, política ou outra opinião”, e também independentemente da sua origem étnica, “origem social, bens, nascimento ou outra condição”, tem todos os direitos e liberdades proclamados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, desde o surgimento da Fé Bahá’í, os seguidores desta religião no Irão têm sido privados de muitos destes direitos apenas devido às suas convicções religiosas.
Segundo documentos e provas históricas, desde o início do Movimento Babi, seguido pelo aparecimento da Fé Bahá’í, milhares dos nossos compatriotas foram chacinados pela espada do fanatismo e da intolerância apenas devido às suas convicções religiosas. Só nas primeiras décadas após o seu estabelecimento, cerca de vinte mil daqueles que se identificaram com esta comunidade religiosa foram selvaticamente assassinados em várias regiões do Irão.
Temos vergonha que durante esse período, nenhuma voz de protesto se tenha ouvido contra assassinatos bárbaros;
Temos vergonha que até hoje a voz do protesto contra estes crimes hediondos foi pouco frequente e ténue;
Temos vergonha porque além da intensa supressão dos Bahá’ís durante as suas décadas formativas, o último século também testemunhou episódios periódicos de perseguição deste grupo dos nossos compatriotas, onde os seus lares e negócios foram incendiados, as suas vidas, propriedades e famílias sujeitos a perseguição brutal – e tudo isto enquanto a comunidade intelectual do Irão permanecia silenciosa;
Temos vergonha que durante os últimos trinta anos, a morte de Bahá’ís apenas devido às sua crenças religiosas tenha ganho um estatuto legal, e mais de duzentos Bahá’ís tenham sido massacrados sob este pretexto;
Temos vergonha que um grupo de intelectuais justifique a coerção contra a Comunidade Bahá’í do Irão;
Temos vergonha do nosso silêncio relativamente ao facto de, após muitas décadas de serviço ao Irão, reformados Bahá’ís viram-se privados do seu direito a uma pensão de reforma;
Temos vergonha do nosso silêncio perante o facto de milhares de jovens Bahá’ís, por fidelidade à sua religião e honestidade no momento de afirmar as suas convicções, tenham sido excluídos do acesso à universidade e a outras instituições de ensino superior;
Temos vergonha que devido às crenças religiosas dos seus pais, as crianças bahá’ís sejam sujeitas a humilhações nas escolas e em público;
Temos vergonha do nosso silêncio sobre esta realidade dolorosa da nossa nação, onde os Bahá’ís são sistematicamente oprimidos e hostilizados, um número deles encontra-se detido devido às suas convicções religiosas, as suas casas e negócios são atacados e destruídos e periodicamente os seus cemitérios são profanados;
Temos vergonha do nosso silêncio quando confrontados com o longo, tenebroso e atroz historial de leis e sistema legal que marginalizaram e privaram os Bahá’ís dos seus direitos, e da injustiça e hostilidade dos organismos oficiais e não-oficiais do Governo face a este grupo dos nosso compatriotas;
Temos vergonha por todas estas transgressões e injustiças, e temos vergonha pelo nosso silêncio sobre estes factos;
Nós, abaixo-assinados, pedimo-vos, aos Bahá’ís, que nos perdoem pelos mal feito contra a Comunidade Bahá’í do Irão.
Não continuaremos em silêncio quando a injustiça vos visitar.
Estaremos ao vosso lado até que obtenham todos os direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Vamos unir as mãos para substituir o ódio e a ignorância pelo amor e a tolerância.
3 de Fevereiro de 2009
1. Abdolalian Morteza, Journalist, CJFE Board of Directors - Canada, Oakville
2. Abghari Shahla, Professor, Life University – USA, Atlanta
3. Abghari Siavash, Professor, University of Georgia – USA, Atlanta
4. Ahmadi Ramin, Professor, Yale University – USA, Yale
5. Almasi Nasrin, Managing editor of Shahrvand- Canada, Toronto
6. Bagherpour Khosro, Poet /Journalist – Germany
7. Baradaran Monireh, Writer/Human rights activist - Germany
8. Beyzaie Niloofar, Play writer/Theatre Director – Germany, Frankfurt
9. Boroumand Ladan, Researcher, Boroumand Foundation - USA, Washington
10. Boroumand, Roya, Executive Director, Boroumand Foundation – USA, Washington
11. Choubine Bahram, Researcher/Writer – Germany, Köln
12. Daneshvar Hamid, Actor/Theatre Director – France, Paris
13. Darvishpour Mehrdad, Professor, Stockholm University - Sweden, Stockholm
14. Djalali Chimeh Mohammad (M.sahar), Poet - France, Paris
15. Djanati Atai Behi, Actor/ Writer/Theatre Director – France, Paris
16. Ebrahimi Hadi, Editor-in-chief of Shahrgon, Canada, Vancouver
17. Fani Yazdi Reza, Political analyst - USA
18. Farhoudi Vida, Poet/Translator- France, Paris
19. Forouhar Parastoo, Artist/Human rights activist – Germany, Frankfurt
20. Ghaemi Hadi Coordinator Int. Campaign for HR in Iran - USA
21. Ghahraman Saghi, Poet /Journalist – Canada, Toronto
22. Ghahraman, Sasan, Publisher/Writer/Journalist – Canada, Toronto
23. Javid Jahanshah, Publisher, Iranian [dot] com – Mexico, Chihuahua
24. Kakhsaz Naser, Political analyst – Germany, Bochum
25. Kalbasi Sheema, Poet – USA, Washington
26. Kassraei Farhang, Writer/Actor – Germany, Wiesbaden
27. Khorsandi Hadi, Satirist – Great Britain, London
28. Mahbaz Efat, Women rights activist /Journalist– England, London
29. Malakooty Sirus, Classical Guitar Player/ Composer/ Lecturer - England, London
30. Moshkin Ghalam Shahrokh, Actor/Dancer – France, Paris
31. Mossaed Jila, Poet/Writer - Sweden, Göteborg.
32. Mossallanejad Ezat, Writer/Human right Activist, CCVT – Canada, Toronto
33. Parsa Soheil, Theatre Director - Canada Toronto
34. Sahimi, Muhammad Professor, University of Southern California – USA, California
35. Shafigh Shahla, Writer/Researcher – France, Paris
36. Shemiranie Khosro, Journalist - Canada, Montreal
37. Sheyda Behrooz, Literary Critic/Theorist- Sweden, Stockholm
38. Taghipoor Masoomeh, Actor/Theatre Director - Sweden, Göteborg.
39. Tahavori Mohammad, Journalist, USA, MA Cambridge
40. Vahdati Soheila, Human Rights Activist – USA, California
41. Zahedi Mitra, Theatre Director – Germany, Berlin
42. Zerehi Hassan, Editor-in-chief of Shahrvand, Canada, Toronto

Silêncio e Omissão armas da guerras

Brasília, 21 de Dezembro de 2008.

Ofício  89/2008

Exmº. Sr. Ministro

Celso Amorim

Ministério das Relações Exteriores - Governo do Brasil

 

A Iniciativa das Religiões Unidas (United Religions Iniciative – URI), é uma organização  cuja idealização se deu a partir do cinqüentenário da ONU e hoje  possui cerca de quatrocentas grupos em  mais de sessenta países, possuindo como um de seus principais objetivos trabalhar pelo fim das violências por motivação religiosa, tendo entre suas áreas de atuação a defesa dos direitos humanos.

Feita esta breve apresentação, vimos a Vossa Excelência  trazer informações sobre fatos que estão provocando nos defensores dos direitos humanos e em especial  a lideranças religiosas grande preocupação, pelo que pedimos vossa atenção.

A questão a qual nos referimos é relativa à prisão de membros da Comunidadde Bahá’, ocorrida em maio último, sem qualquer real motivação legal e que ainda permanece, com o agravante de que passado todo este período, os advogados  do Centro de Defensores dos Direitos Humanos, que tem a Srª  Shirin Ebadi, Nobel da Paz como membro, sequer puderam ter acesso aos prisioneiros nem ao processo.

Também nos entristece o fato de que, certamente por haver buscado defender os direitos dos mencionados prisioneiros Bahá’is, o escritório da Srª Shrin Ebadi ter sido fechado, sob argumentos insustentáveis, o que demonstra ter sido um ato de represália que toda a comunidade internacional tem conhecimento.

Diante destes fatos, não poderíamos deixar de vir solicitar a este Ministério das Relações Exteriores, que venha se pronunciar publicamente  sobre estas prisões, prontamente fazendo ver ao Governo da República Islâmica do Irã, o equivoco e ilegalidade destes atos que devem ser reparados inicialmente com a libertação dos prisioneiros

Salientamos que em assim agindo, este Ministério estará atuando plenamente afinado com as ações que  outros órgãos do Governo Brasileiro estão desenvolvendo, em especial nas questões vinculadas aos Direitos Humanos e a Liberdade Religiosa, que hoje são modelo  de referência para outros países, além de refletir o próprio anseio de diálogo e cooperação que norteia os contatos e ações conjuntas que envolvem lideranças de diversos segmentos religiosos com representação no Brasil.

Atenciosamente,

 

Elianildo da Silva Nascimento

Coordenador URI Brasília

www.uri.org (inglês) – www.uri.org/americalatina (Espanhol/Português)

Tels: 55 61 3340.4095 – 9633.8420

E-Mail: elianildonascimento@yahoo.com.br

 

 

Que Haja Paz - Que as pessoas tenham o direito de expressar a sua religião

Brasília, 21 de Dezembro de 2008.

Ofício  88/2008

Exmo. Sr.

Mohsen Shaterzadeh

Embaixador da República Islâmica do Irã

 

A Iniciativa das Religiões Unidas (United Religions Iniciative – URI), é uma organização  cuja idealização se deu a partir do cinqüentenário da ONU e hoje  possui mais de quatrocentos grupos em  mais de sessenta países, possuindo como um de seus principais objetivos trabalhar pelo fim das violências por motivação religiosa, tendo entre suas áreas de atuação a defesa dos direitos humanos.

Feita esta breve apresentação, vimos a Vossa Excelência  trazer informações sobre fatos que estão provocando nos defensores dos direitos humanos e em especial  a lideranças religiosas grande preocupação, pelo que pedimos vossa atenção.

Primeiramente quero expressar agora à Vossa Excelência, que  enquanto membro da Coordenação  do Círculo de Cooperação da Iniciativa das Religiões Unidas em Brasília, há muito que temos um profundo contato com nossos irmãos  Islâmicos  de vários estados do país,  os quais sempre convidamos para participarem  de eventos de grande porte  que ocorrem no país e fora dele,  possibilitando um maior conhecimento público do Islamismo.

Temos a plena convicção e consciência dos problemas que globalmente afetam as comunidades Islâmicas e em especial as questões vinculadas a interesses políticos e econômicos que se utilizam de campanhas  que muitas vezes buscam a imagem dos muçulmanos, associando-os  à violência, e nestas questões  sabemos reconhecer e ao esmo tempo denunciar tais injustiças.

Através do diálogo e da cooperação buscamos aprofundar os laços  de interação, respeito e amizade entre lideranças religiosas de diversos segmentos, para que através desta ação possamos demonstrar  que a convivência pacífica  e com base na justiça é possível de se concretizar, e sendo assim,  casou-nos preocupação as informações que durante este ano chegaram vindas do Irã, neste momento em especial a prisão de membros da Comunidadde Bahá’, ocorrida em maio último, sem qualquer real motivação legal e que ainda permanece, com o agravante de que passado todo este período, os advogados  do Centro de Defensores dos Direitos Humanos, que tem a Srª  Shirin Ebadi, Nobel da Paz como membro, sequer puderam ter acesso aos prisioneiros e ao processo.

Também nos entristece o fato de que, certamente por haver buscado defender os direitos dos mencionados prisioneiros Bahá’is, o escritório da Srª Shrin Ebadi ter sido fechado, sob argumentos insustentáveis, o que demonstra ter sido um ato de represália que toda a comunidade inernacional tem conhecimento.

No Alcorão Sagrado, a Justiça  e a  Misericórdia são valores sempre lembrados a todos os crentes  e sendo assim,  mesmo considerando  a total independência que o Estado do Irã tem, não podemos compreender tasi atitudes e nem muito menos aceitá-las, pelo que respeitosamente vimos através da presente, expressar enquanto defensores dos Direitos Humanos e da Liberdade Religiosa, e ao mesmo tempo  solicitar esclarecimentos desta Embaixada Iraniana no Brasil, acerca das condições sob as quais estão sendo mantidas estas lideranças bahá’ís, cujos nomes não constam das sequer nas listas oficiais de prisioneiros da prisão de Evin, em Teerã, na qual se encontram.

Como não poderia deixar de ser, tambem solicitamos que haja por parte dos responsáveis por estas violações aos direitos humanos, e em especial do Governo Iranano, o bomsenso e a real prática da justiça, através da determinação da libertação destes prisioneiros e o pleno restabelecimento de seus direitos, já que embora hajam Cristãos e Judeus entre os cidadãos iranianos, estes não sofrem como ão deveriam sofrer, quaisquer tipos de violações desta natureza, fato este que também não justificam estes atos ora narrados.

Excelentíssimo Embaixador, por fim, queria expressar que entendo que  na eventualidade da continuidade desta situação, veremos que será um retrocesso na visão que mundialmente temos do respeito aos direitos humanos no Irã, bem como a própria imagem do país,  o que certamente dará margem a que aqueles arautos  das inverdades contra o Islamismo tenham argumentos concretos para com mais força trabalharem sua propaganda.

Também indiscutivelmente, se esta situação que ora repudiamos se concretizar, todos nós que trabalhamos pela conscientização da sociedade e das organizações sobre a riqueza teológica e cultural, jurídica e científica  que  o Islamismo trouxe a toda a humanidade no decorrer dos séculos, ficaremos  em difícil situação para argumentarmos  uma questão como esta.

Agradecemos pela vossa preciosa atenção,

 

Elianildo da Silva Nascimento

Coordenador URI Brasília

www.uri.org (inglês) – www.uri.org/americalatina (Espanhol/Português)

Tels: 55 61 3340.4095 – 9633.8420

E-Mail: elianildonascimento@yahoo.com.br

Síndrome de Burnout - Divulgação da pesquisa no mestrado


Goiânia, 20.02.2009

Na sala de aula, o abismo emocional

Cerca de 6 mil professores em Goiás sofrem com efeitos e desinformação sobre a ‘Síndrome de burnout’

Carla Borges (*)

         A ‘Síndrome de burnout’, doença ocupacional grave que se caracteriza pelo esgotamento do profissional, atinge 15,7% dos professores da Região Centro-Oeste. É o que mostra uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), feita com 8 mil professores de educação básica da rede pública. Em Goiás, aplicando o porcentual apurado no estudo, conclui-se que a doença atinge quase 6 mil docentes, considerando os 30.968 professores efetivos da rede estadual e cerca de 8 mil contratos temporários. Na rede municipal de Goiânia, o número chega a 1,1 mil profissionais.

         Também chamada por estudiosos de “Síndrome da desistência”, a ‘Síndrome de burnout’ manifesta-se como intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. Ela atinge diversas categorias profissionais, especialmente os que dependem de constante contato interpessoal. Embora seja pesquisada no mundo todo desde a década de 1970, a doença ainda é desconhecida e frequentemente confundida com outros problemas, como estresse e depressão. Os professores estão entre os que concentram a maior quantidade de estudos.

         “A sensação é de que as baterias arriaram, é de ficar completamente sem energia”, compara a professora Genivalda Araujo Cravo dos Santos, de 42 anos, 17 deles como professora de História das redes estadual e municipal. Ela conhece a doença de perto tanto como profissional quanto como pesquisadora. Depois de concluir, em 2004, o mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Católica de Goiás (UCG), defendeu dissertação intitulada “Educação, profissão perigo: Burnout, depressão e o tratamento espiritual no espiritismo”, ela voltou para a sala de aula.

         “Percebi que estava exausta, chegando ao meu limite. Atribuí o problema à escola onde eu estava. Pensava que quando mudasse de escola conseguiria ter de volta o antigo pique”, conta.

 

Peregrinação

Começava a peregrinação da professora, mas, ao contrário do que ela imaginava, o problema estava em seu íntimo. “Percebi que a questão não era de mudar de ares. O problema estava presente em todas as escolas pelas quais passei”, diz. Foi então que Genivalda aceitou o desafio de conhecer mais de perto o mal que levou tanto sofrimento para sua vida e também para as das várias pessoas que ela entrevistou em sua pesquisa de mestrado. Além do desconhecimento e do preconceito em relação à síndrome, ela percebia, durante as entrevistas e em palestras que realizava, o lado visível para olhares sensíveis do burnout. “Olhava para meus colegas e enxergava a morte no olhar deles.”

         Hoje, Genivalda conta que gerencia a ‘Síndrome de burnout’. “Tenho consciência do que estou passando, por isso busco alternativas para minimizar os sintomas”, conta. Além de cuidar dos cinco cachorros de estimação, Genivalda há dois anos faz shiatsu – um tipo oriental de massagem terapêutica – e encontrou alívio também na meditação, na visualização e em caminhadas, de preferência em contato com a natureza.

 

Estrutura

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego), Iêda Leal afirmou ao jornal “O Popular” que a falta de estrutura das escolas da rede pública tem relação direta com os problemas ocupacionais de uma maneira geral. “Não há material adequado e é grande o número de alunos por docente. Essas são questões que vêm enfraquecendo a saúde do trabalhador”, pondera.

         Iêda destaca que os trabalhadores em educação estão adoecendo no exercício da função e não por outras causas. “É muito grande o número de licenças médicas e isso tem de ser melhor estudado”, alerta. Embora tenha sido oficialmente reconhecida como doença ocupacional pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) há cerca de um ano, a ‘Síndrome de burnout’ ainda é frequentemente confundida com outras doenças nas juntas médicas. “Muita gente acha que o professor não quer trabalhar, mas não é isso”, diz a sindicalista.

         A Presidente do Sintego enfatiza que é preciso que os gestores criem equipes para dar o atendimento necessário para os trabalhadores atingidos por essas doenças. “Não são propositais. O esgotamento físico e emocional é visível.”

         Uma prova do preconceito que cerca a “Síndrome de burnout” é o medo que os pacientes têm de serem reconhecidos e discriminados. O jornal “O Popular” abordou cinco profissionais com a síndrome, mas todos se esquivaram de contar seus dramas, mesmo na condição do anonimato.

               

Esforço excessivo pode levar à síndrome

         A ‘Síndrome de burnout’ é um estado de exaustão total decorrente de esforço excessivo e contínuo. Os três sintomas que a caracterizam são exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. A psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, autora da pesquisa que apontou a prevalência da ‘Síndrome de burnout’ em 15,7% dos professores da Região Centro-Oeste, explica que a exaustão emocional é o primeiro sintoma.

         “O docente percebe o esgotamento da energia e dos recursos emocionais; não consegue mais se doar”, explica Nádia. Diante do incômodo e da incapacidade em lidar com a sensação, a pessoa desenvolve mecanismos de defesa, dos quais o principal é o distanciamento de sua atividade. Mesmo que continue presente fisicamente em sala de aula, por exemplo, é como se não estivesse lá.

 

Companheirismo

Para Nádia, a despersonalização é o lado mais problemático da síndrome, pois recai diretamente no aluno. Ela tem particular preocupação pela presença da doença em professores analisados de educação básica. “Esse período escolar acompanha uma fase essencial da formação do indivíduo. É quando a relação aluno-professor é mais necessária para a aprendizagem e o desenvolvimento integral do aluno”, observa.

         A pesquisa também apontou como medidas para reduzir os efeitos da síndrome o companheirismo e a cooperação no ambiente de trabalho. Nádia Leite analisa que o grande mérito do trabalho é mostrar, de forma científica, que é mais difícil enfrentar sozinho o problema.

 

Entenda a ‘Síndrome de burnout

O que é

Uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, a ‘Síndrome de burnout’ se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). O termo ‘burnout’ é uma composição de ‘burn’ (queima) e ‘out’ (exterior), indicando que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço. A representação gráfica internacional é de um palito de fósforo todo queimado. A síndrome é frequente em profissionais que mantém uma relação constante e direta com outras pessoas.

 

Sintomas

Físicos

·        Fadiga constante e progressiva

·        Distúrbios do sono

·        Dores musculares ou osteomusculares

·        Dores de cabeça, enxaquecas

·        Perturbações gastrointestinais

·        Imunodeficiência

·        Transtornos cardiovasculares

·        Distúrbios do sistema respiratório

·        Disfunções sexuais

·        Alterações menstruais nas mulheres

Psíquicos

·        Falta de atenção e concentração

·        Alterações de memória

·        Lentificação do pensamento

·        Sentimento de alienação

·        Sentimento de solidão

·        Impaciência

·        Sentimento de insuficiência

·        Baixa autoestima

Comportamentais

·        Negligência ou excesso de escrúpulos

·        Irritabilidade

·        Incapacidade para relaxar

·        Dificuldade de aceitação de mudanças

·        Perda da iniciativa

·        Comportamento de alto risco

·        Aumento de consumo de substâncias

·        Suicídio

Defensivos

·        Tendência ao isolamento

·        Sentimento de onipotência

·        Perda do interesse pelo trabalho e até pelo lazer

·        Absentismo

·        Ironia, cinismo

 

Fonte: Genivalda Araújo Cravo dos Santos

 

Gestores sugerem ações em grupo e terapia

         A secretária estadual de Educação, Milca Severino Pereira, reconhece a grande incidência da ‘Síndrome de burnout’ entre professores e aponta a relação estreita desse quadro com as condições adversas da educação, não só em Goiás, mas no Brasil e na América Latina. “São condições sociais adversas”, diz. A síndrome, pondera Milca, atinge profissionais que lidam diretamente com as mazelas sociais, por isso sua incidência tão grande em professores, médicos e policiais. Outros profissionais também estão sujeitos, como os promotores públicos. É o caso de uma profissional de 37 anos, que teve de ser readaptada de função por um ano porque simplesmente não conseguia mais desempenhar com tranquilidade e eficiência a sua função.

 

         “A imagem de forte é inerente ao promotor público. Mas a doença me ajudou a perceber que não deixo de ser forte por ser sensível aos dramas com os quais lido no trabalho. Meu caso é o primeiro com diagnóstico no MP. Vários colegas se identificam e se manifestam. É preciso trabalhar a prevenção.”

Promotora de justiça, 37 anos, readaptada de função por um ano em cargo administrativo por causa da doença

 

         “Um operador da bolsa de valores tem um alto nível de estresse, mas não vai apresentar essa síndrome e sim outros transtornos, porque não lida com mazelas sociais”, compara a secretária. “O professor atua em uma área em que busca, com criatividade, alimentar sonhos. Todo professor sonha em melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da educação”, afirma.

         A Secretaria Estadual da Educação (SEE) não tem um programa específico para prevenção ou tratamento de doenças como a ‘Síndrome de burnout’, embora reconheça o aumento de sua incidência. Milca diz que tem buscado estabelecer possibilidades para criar um clima de socialização nas escolas, com ênfase para programas especiais de interação com a comunidade e trabalho em grupo. “As ações preventivas na escola, que estimulam o trabalho coletivo, são um antídoto eficiente”, acredita a secretária.

         A Secretaria Municipal de Educação de Goiânia indicou a Secretaria de Administração e Recursos Humanos, que é onde são concedidas as licenças médicas, para falar sobre o assunto.

         A diretora de Assistência ao Servidor da Secretaria de Administração, Rejane Mesquita Carvalho, conta que o departamento oferece tanto ações de prevenção como de tratamento não só para ‘burnout’ como para outras doenças ocupacionais. O centro oferece acompanhamento psicológico, de terapia, fisioterapia e fonoaudiologia. “Muitas vezes é essencial o apoio de um psicólogo e aqui o servidor encontra.”

 

NA HISTÓRIA

Questionário polêmico

 

         No final de 2004, a aplicação de questionários para o ‘Diagnóstico Integrado do Trabalho (DIT)’ de servidores da Secretaria Estadual da Educação (SEE) provocou tanta polêmica que a pesquisa acabou não tendo resultado. Entre as doenças ocupacionais que se procurava quantificar, segundo a SEE, estava a ‘Síndrome de burnout’.

         Questões como “vejo sérios problemas com minha sexualidade”, “gostaria de nunca sentir necessidade de sexo”, “sinto vergonha de meus desejos sexuais” e “frequentemente, quando estou fazendo amor, me pergunto o que estou fazendo ali” figuravam no rol das que deveriam ser respondidas. Professores chegaram a ingressar com ações judiciais contra o questionário, que consideraram uma invasão de privacidade.

         O Ministério Público (MP) estadual também questionou o levantamento da SEE. Além das questões, consideradas invasivas, também pesou o fato de os professores terem de se identificar, dando o número do CPF.

         O DIT também foi elaborado pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), sob coordenação do psicólogo e pesquisador Wanderley Codo.

 

Fonte: Jornal “O Popular”, de Goiânia, edição de 09.02.2009, Pág. 3 /Cidades Texto da jornalista Carla Borges

De: JALES RODRIGUES NAVES
Enviada: sex 20/02/2009 09:56
Assunto: Matéria discute mal que atinge professores (Síndrome de burnout) e cita trabalho de Mestrado da UCG

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
(MESTRADO E DOUTORADO)
Av. Universitária, n.° 1069, St. Universitário
74.605-010 Goiânia/GO - Brasil
(62) 3946-1673 - E-mail: pcr@ucg.br

Começa o FSM da Saúde em Belém

25/1/2009 15:48

Começa o FSM da Saúde em Belém

Da Redação
Agência Pará

Pessoas de diversos países lotaram o Ginásio de Esportes do Campus II, da Universidade do Estado do Pará, durante a abertura do III Fórum Social Mundial da Saúde. O encontro iniciou neste domingo 25, com as discussões para a construção de sistemas universais de saúde e seguridade social. A cerimônia contou com a presença de representantes de comitês e movimentos de saúde do Fórum e dos governos federal, estadual e municipal. O evento constitui-se em um espaço temático vinculado ao Fórum Social Mundial, que começa na próxima terça-feira 27, em Belém.

Cerca de duas mil pessoas foram inscritas no evento. Entre os países credenciados estão México, Guatemala, Nicaraguá, Colômbia, Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Índia e Nigéria. São representantes de movimentos sociais, ONGs e outras entidades militantes da saúde que estarão discutindo até 27 de janeiro as propostas para uma agenda política de ações que garantam o direito à saúde e à seguridade social. "Esse terceiro fórum vem confirmar o desejo de que a saúde não deve ser pensada como mercadoria, numa relação de compra e venda, mas como um direito universal dos povos. Que possamos sair daqui com uma agenda importante para a saúde mundial", disse o secretário executivo do FSMS, Valdemir Both.

O FSMS é organizado pelo Comitê Internacional, com o apoio da Uepa, que cedeu os espaços para a realização do encontro. A reitora Marília Brasil Xavier, deu as boas vindas aos participantes e agradeceu o apoio dos mais de cem voluntários que estarão trabalhando durante esses três dias. "É uma honra pra nós participarmos deste momento, no qual haverá intercâmbio de conhecimentos sobre os sistemas de saúde e seguridade universais. Pra nós que somos da Uepa, enquanto instituição formadora, é uma oportunidade ímpar estarmos participando da construção de uma nova consciência, de uma nova era, neste espaço de discussão que tem que ser valorizado", enfatizou.

A programação seguiu com a apresentação de painéis e a discussão dos grupos de trabalho. O primeiro painel destacou a crise mundial e os reflexos na saúde e na seguridade social do atual modelo de desenvolvimento econômico. A psicóloga Sônia Fleury, presidente do Centro de Estudos Brasileiros da Saúde, fez uma abordagem sobre as influências do modelo econômico adotado pelo governo passado. "O modelo neoliberal deixou marcas e hoje não podemos ser ingênuos em achar que vamos resolver de imediato os problemas da saúde", argumentou. Ela destacou ainda que os interesses e sujeitos políticos estão fragmentados e isso dificulta a construção de políticas de seguridade social universais.

Na segunda-feira 26, a programação do III FSMS continua com a realização de um ato político para o lançamento da campanha pelo reconhecimento do SUS como Patrimônio da Humanidade e lançamento da I Conferência Mundial para o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Saúde e Seguridade Social. Estarão presentes no lançamento o ministro da Saúde, José Gomes Temporão; o secretário Geral da Presidência do Brasil, Luiz Dulci; a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e representante da OPAS, do Comitê Executivo Internacional do FSMS e de lideranças de movimentos sociais nacionais e internacionais.

Programação - Dia 26/01

08h30 - Ato político para o lançamento da campanha pelo reconhecimento do SUS como Patrimônio da Humanidade e lançamento da I Conferência Mundial para o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Saúde e Seguridade Social.

Participantes:

Governadora do Pará - Ana Júlia Carepa

Ministro da Saúde - José Gomes Temporão

Secretário Geral da Presidência do Brasil - Luiz Dulci

Representante da OPAS, do Comitê Executivo Internacional do FSMS e de lideranças de movimentos sociais nacionais e internacionais.

Texto: Ascom Uepa

Fonte: http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=38578

Consulta: 26/01/2009 Ás 10h07’

Cata Magna, Objetivos, Príncipios Éticos da Unipaz e Transdisciplinaridade





1. CARTA MAGNA DA UNIPAZ

1 - A Universidade Holística Internacional UnHI, antes de qualquer definição particular, deseja formar uma grande corrente de amizade e cooperação entre os diferentes centros e universidades do mundo, inspirados pela perspectiva holística.

2 - Esta corrente se concretizará por uma rede espontânea, organismo mais que organização, procurando favorecer abertura e desenvolvimento de outras realidades do ser, de vida e de consciência.

3 - Na origem deste movimento, reconhecemos como fundamental o paradigma holístico. Este paradigma considera cada elemento de um campo como um evento refletindo e contendo todas as dimensões do campo (cf. a metáfora do holograma). É uma visão na qual o todo e cada uma das suas sinergias estão estreitamente ligadas em interações constantes e paradoxais.

4 - A Universidade Holística Internacional pretende explorar a sincronicidade entre:
- A emergência deste novo paradigma nas ciências físicas, biológicas e humanas
- A visão de sabedoria do Oriente e do Ocidente.
- A receptividade e o despertar crescente de um grande número de contemporâneos.

5 - A abordagem holística se manifesta pelas seguintes características:
- Ao mesmo tempo que reconhece o seu nível relativo, ela integra e ultrapassa as diversas formas de dualidade e dialética.
- Ela estimula essa integração e transcendência não somente pelo seu apoio à pesquisa racional e experimental, mas também pela abordagem das vias tradicionais, intuitivas e experienciais de acesso direto a um nível transpessoal da realidade, evitando extrapolações prematuras.
- Sempre respeitando a liberdade de escolha e facilitando o acesso, por um contato preliminar, com cada uma das vias, ela estimula e encoraja a pesquisa de novos caminhos adaptados à realidade do Homem do Terceiro Milênio.
- Ela reconhece que a alegria e a felicidade que visa todo ser se encontra na descoberta de sua verdadeira natureza e na expressão constante da sabedoria, do amor, do respeito de si mesmo e de todos os seres.

6 - A UnHI reconhece e apoia toda tentativa planetária, toda associação ou organização internacional, transnacional ou local, que vise reestabelecer pontes sobre todas as formas de fronteiras artificialmente criadas e mantidas pelo espírito humano, pontes sobre tudo o que divide os homens atomiza o coração e a vida.

7 - Reconhecendo todos os aspectos da abordagem holística, a UnHI orienta a inspiração que lhe é dada através de certo número de pontos específicos:
I) Colaborar com as diferentes redes já existentes no planeta para:
a) Reconhecimento mútuo das ligações que as unem.
b) Propostas de modos de ação para libertar essas organizações de seus próprios isolamentos.
c) Formação dinâmica de uma rede internacional ou transnacional de redes nacionais.
d) Organização de simpósios, colóquios internacionais e debates.

II) Unir esforços das redes sobre os planos regionais, nacionais e internacionais tendo em vista a concepção e realização de nível universitário de uma equipe itinerante constituída por pessoas suficientemente compenetradas na perspectiva holística, para poder catalisar ou dirigir esta abordagem em Medicina, Educação, Psicologia, Arte, Antropologia, Paz Internacional, Desenvolvimento Organizacional.

III) Estimular e financiar projetos de pesquisas sob a perspectiva holística e sobre os novos métodos de abordagem holística (Arte, Filosofia, Ciências, etc...).
IV) Estimular e financiar novos meios de realização (Informática, Áudio Visual, etc.).
V) Encorajar e financiar projetos educativos destinados a crianças.

8 - A UNHI ocupará um espaço de relações não localizadas em ligação com os diferentes centros preservando a autonomia, identidade e própria organização destes. Em função de seus estatutos a UnHI poderá delegar o título “Universidade Holística” às organizações que o requererem.

9 - O universal e o particular não estando na perspectiva holística de maneira antinômica leva a UnHI a respeitar a identidade cultural de cada povo e nação como patrimônio da comunidade humana em seu conjunto.

10 - Consciente dos perigos do englobamento e da fragmentação (Totalitarismo e Reducionismo) a UnHI pretende combinar o rigor necessário à análise do particular e a abertura necessária à intuição da interligação inerente a todas as coisas (Holos).

11 - A UnHI consciente dos perigos do sectarismo e da ideologia deseja permanecer livre de todas as formas de dependência quer sejam elas, de ordem política, doutrinária ou religiosa.

12 - Os membros da UnHI se comprometem a respeitar os diferentes artigos desta carta magna.

2. OBJETIVOS DA UNIPAZ

Atuar na área do desenvolvimento pleno do ser humano, no seu relacionamento consigo mesmo e com o meio ambiente natural e social é um dos objetivos básicos da UNIPAZ. Isso visando à busca de novas percepções para a prevenção, preservação e recuperação de sua saúde física, emocional, mental e espiritual. Esses objetivos se concretizam através do estabelecimento de canais de comunicação com a população, de atividades de conscientização e educasção e da promoção de pesquisas e trabalhos de campo, que façam com que a população evolua na sua consciência individual e coletiva.
   A base desses objetivos está alicerçada em três documentos aprovados em foruns internacionais: "Declaração de Veneza" da UNESCO (1986), a "Declaração de Brasília" (1987) e a "Declaração de Canela" (1992). Esses documentos alertam para a necessidade de uma nova conscientização planetária, visando a uma educação para a Paz, dentro de uma visão holística que inclua o ser humano, a natureza e o encontro da ciência, arte, filosofia e tradições espirituais.
Dentro desse espírito, a UNIPAZ se propõe a formar uma nova geração de jovens e adultos com mentalidade e novos valores adequados às necessidades do Terceiro Milênio, consagrada a buscar o bem supremo da Paz. Assim como no século XV a Escola de Sagres, na Europa, preparava os navegadores para a descoberta do Novo Mundo, a UNIPAZ pretende contribuir na preparação dos navegadores da Nova Era, dentro do espírito de um antigo termo latino "Pontifex", que significa "construtor de pontes".

3. PRINCÍPIOS ÉTICOS DA UNIPAZ:

OS PRINCÍPIOS ÉTICOS DA UNIVERSIDADE HOLÍSTICA INTERNACIONAL - UNIPAZ

Inspirando-se, sobretudo, nos valores de preservação da vida, alegria, cooperação, amor, criatividade, sabedoria e transcendência, traduzidos por ações efetivas, agrupadas abaixo nas categorias de inteireza, inclusividade e plenitude, a Universidade Holística Internacional postula os seguintes princípios éticos:

I - INTEIREZA

Princípio 1
Estar atento à utilização da terminologia holística (do grego Holos: inteiro), levando em conta que o novo paradigma considera cada evento como sendo uma parte e um reflexo do todo, conforme a metáfora do holograma. É uma visão na qual o todo-e-as-partes estão sinergicamente em inter-relações dinâmicas, constantes e paradoxais.

Princípio 2
Cultivar discernimento, tolerância, respeito, alegria, simplicidade e clareza nos encontros entre representantes das Ciências, Filosofias, Artes e Tradições Espirituais, necessários para a abordagem transdisciplinar em equipe.

Princípio 3
Focalizar com abertura e exame crítico a complementaridade e a contradição na consideração do relativo e do absoluto, da vida quantitativa e da qualitativa, a serviço da vida, do homem e da evolução.

II - INCLUSIVIDADE

Princípio 4
Respeitar a fonte das Ciências, Filosofias, Artes e Tradições Espirituais, ao mesmo tempo que a singularidade destas.

Princípio 5
Reconhecer e respeitar cada ser e cada cultura como manifestações da realidade plena.

Princípio 6
Levar em consideração o fato de que o produto de toda criatividade não tem, em última instância, nenhum proprietário, respeitando, contudo, os autores individuais e coletivos.

III - PLENITUDE

Princípio 7
Ser solidário com o outro na satisfação de suas necessidades de sobrevivência e de transcendência.

Princípio 8
Colaborar com o outro na preservação do bem comum e na convivência harmoniosa com a natureza.

Princípio 9
Buscar um ideal de sabedoria indissociado da dimensão do amor e do serviço.




  Cientistas, médicos, antropólogos, educadores, filósofos e escritores de 16 países reuniram-se em Veneza (Itália) de 03 a 07 de março de 1986 no 1º Fórum da UNESCO sobre Ciência e Cultura para responder a uma das mais importantes indagações deste final de século: que caminhos a humanidade deveria trilhar para evitar sua autodestruição e salvar o Planeta? Desse simpósio surgiu a "Declaração de Veneza", um dos mais importantes documentos da nossa história contemporânea que resume os desafios do nosso tempo. Entre os seis tópicos da "Declaração", os 19 signatários alertam para o abismo existente "entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, baseados num determinismo mecanicista".       Segundo os signatários, "a maneira convencional de ensinar ciência não permite que se perceba a separação entre a ciência moderna e as visões do mundo hoje superadas". Por isso, reforçam a complementariedade entre Ciência e Tradição, a necessidade da pesquisa autenticamente transdisciplinar e a busca de harmonia com as grandes tradições culturais. Foram signatários os representantes do Brasil, Guana, Suíça, Itália, França, Índia, México, Israel, Japão, Suécia, Paquistão, Nigéria, Canadá, Srilanca e Estados Unidos.

4. I FÓRUM DA UNESCO SOBRE CIÊNCIA E CULTURA E AS FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO: PRÓLOGO DO NOSSO PASSADO CULTURAL

Veneza, Itália, 3 a 7 de março de 1986

Em cooperação com a Fondazione Giorgi Cini, a UNESCO promoveu em Veneza Itália, de 3 a 7 de março de 1986, um Simpósio sobre "Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural". O Simpósio, que reuniu 19 participantes de todas as partes do mundo e de distintas especialidades, culminou com um documento que sintetiza as discussões havidas e que passou a ser conhecido como a

DECLARAÇÃO DE VENEZA

1. Estamos testemunhando uma importante evolução no campo das ciências, resultante das reflexões sobre ciência básica ( em particular pelos desenvolvimentos recentes em física e em briologia), pelas mudanças rápidas que elas ocasionaram na lógica, na epistemologia e na vida diária mediante suas aplicações tecnológicas. Contudo, notamos ao mesmo tempo um grande abismo entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, valores amplamente baseados num determinismo mecanicista, positivismo ou hilismo. Acreditamos que essa discrepância é danosa e, na verdade, perigosa para a sobrevivência de nossa espécie.

2. O conhecimento científico, no seu próprio ímpeto, atingiu o ponto em que ele pode começar um diálogo com outras formas de conhecimento. Nesse sentido, e mesmo admitindo as diferenças fundamentais entre Ciência e Tradição, reconhecemos ambas em complementaridade e não, em contradição. Esse novo e enriquecedor intercâmbio entre ciência e as diferentes tradições do mundo abre as portas para uma nova visão da humanidade e, até, para um novo racionalismo, o que poderia induzir a uma nova perspectiva metafísica.

3. Mesmo não desejando tentar um enfoque global, nem estabelecer um sistema fechado de pensamento, nem inventar uma nova utopia, reconhecemos a necessidade premente de pesquisa autenticamente transdisciplinar mediante uma dinâmica de intercâmbio entre as ciências naturais, sociais, arte e tradição. Poderia ser dito que esse modo transdisciplinar é inerente ao nosso cérebro pela dinâmica de interação entre os seus dois hemisférios. Pesquisas conjuntas da natureza e da imaginação, do universo e do homem, poderiam conduzir-nos mais próximo à realidade e permitir-nos um melhor enfrentamento dos desafios do nosso tempo.

4. A maneira convencional de ensinar ciência mediante uma apresentação linear do conhecimento não permite que se perceba o divórcio entre a ciência moderna e visões do mundo que são hoje superadas. Enfatizamos a necessidade de novos métodos educacionais que tomem em consideração o progresso científico atual, que agora entra em harmonia com as grandes tradições culturais, cuja preservação e estudo profundo são essenciais.

A UNESCO deve ser a organização apropriada para procurar essa idéias.

5. Os desafios de nosso tempo o risco de destruição de nossa espécie, o impacto do processamento de dados, as implicações da genética, etc. jogam uma nova luz nas responsabilidades sociais da comunidade científica, tanto na iniciação quanto na aplicação de pesquisa. Embora os cientistas possam não ter controle sobre as aplicações das suas próprias descobertas, eles não poderão permanecer passivos quando se confrontando com os usos impensados daquilo que eles descobriram. É nosso ponto de vista que a magnitude dos desafios de hoje exige, por um lado, um fluxo de informações para o público que seja confiável e contínuo e, por outro lado, o estabelecimento de mecanismos multitransdisciplinares para conduzirem e mesmo executarem os processos decisórios.

6. Esperamos que a UNESCO considere este encontro como um ponto de partida e encoraje mais reflexões do gênero num clima de transdisciplinaridade e universidade.

Signatários: A.D. Akeampong (Ghana; físico-matemático); Ubiratan D’Ambrósio (Brasil; educador matemático); René Berger (Suíça, crítico de arte); Nicoló Dallaporta (Itália; físico); Jean Dausset (França; Prêmio Nobel de Medicina); Maitraye Devi (Índia;poetisa); Gilbert Durand (França; filósofo); Santiago Genovês (México; antropólogo); Akshai Margalit (Israel; filósofo); Yujiro Nakamura (Japão; filósofo); David Ottoson (Suécia;Presidente do Comitê Nobel de Filosofia); Abdus Salam (Paquistão; Prêmio Nobel de Física); L.K. Shayo (Nigéria; matemático); Ruppert Sheldrake (Inglaterra; bioquímica); Henry Stapp (USA; físico); David Suzuki (Canadá; geneticista); Susantha Goonatilake (Sri Lanka; antropologia cultural); Besarab Nicolescu (França; físico); Michel Random (França; escritor); Jacques Richardson (USA; escritor); Eiji Hattori (UNESCO; Chefe do Setor de Informações); V.T. Zharov (UNESCO; Diretor da Divisão de Ciências).

Fonte:

http://www.unipaz.org.br/noticias/carta.htm

http://www.unipaz.org.br/noticias/pricipios.htm

http://www.unipaz.org.br/noticias/forum.htm

Consulta: 19/01/2009 às 17h

 

 

Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças

Escrito por Revista Isto É   

Qua, 20 de Agosto de 2008 10:24

Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças

ADRIANA PRADO E GREICE RODRIGUES Colaborou Cilene Pereira 

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade. O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo.

No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

 

Cadeia Positiva

 

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

DIVERSÃO Pacientes da Rede Sarah praticam remo para melhorar a disposição

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. “Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa”, explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.

A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. “Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor”, explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.

É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de “terapia da esperança”. O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. “O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientá-los sobre os caminhos a serem seguidos”, explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade. Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. “Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação”, explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. “Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional”, explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. “Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio”, afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.

ENSINO Santos dá cursos sobre espiritualidade a estudantes de medicina

Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos. “No processo de reabilitação, esses recursos são fundamentais”, afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah e considerada uma das melhores neurocientistas do País. “A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente”, afirma. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão – já considerada fator de risco para doenças cardíacas – e manter o otimismo. “É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere”, afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.

Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. “Discutimos como isso deve ser aplicado na prática”, diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança. “Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas”, defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.

 

Fonte: http://www.orion.med.br/portal/index.php?view=article&catid=43:saudemedicina&id=970:tratamentos-para-a-alma&tmpl=component&print=1&layout=default&page=

 

Consulta: 19/01/2009 às 18h05’

Mistérios Fundamentais do Universo

Mistérios Fundamentais do Universo

Escrito por Lisa Randall   

Sáb, 13 de Dezembro de 2008 19:41

por Lisa Randall

Professora de Física da Universidade Harvard.

O seu livro, "Warped Passages" (tradução possível: "Passagens deformadas")

é publicado pela editora Allen Lane

 

Especial para Prospect, tradução de Jean-Yves de Neufville* localizado por Aureci F Martins, Porto Alegre/RS, aureci@globo.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , buscado na fonte nacional http://noticias.uol.com.br/midiaglobal

/prospect/2005/09/01/ult2678u27.jhtm

 

 

Em 2007, um acelerador de partículas de alta energia poderá ajudar a desvendar alguns mistérios do universo. A procura pelo Modelo Padrão da física das partículas ainda desconhecidos pode provar a teoria das cordas e da existência de outras dimensões no universo.

Daqui a dois anos, nós vamos provavelmente ser obrigados a revisar radicalmente nossas idéias sobre a natureza fundamental da matéria, assim como a nossa concepção do universo.

 

Em 2007, o grande acelerador de hádrions (em inglês large hadron collider - LHC) começará a operar no CERN (sigla em francês de Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares), perto de Genebra, precipitando partículas em níveis de energia nunca antes produzidos na Terra. Então os físicos combinarão os resultados dessas experiências efetuadas com o LHC, com as hipóteses das suas investigações teóricas para aprofundar seus conhecimentos sobre fenômenos cujos efeitos só podem ser detectados em distâncias curtas e em elevados níveis de energia.

A teoria conhecida pelo nome de Modelo Padrão da física das partículas descreve todas as formas de matéria conhecidas e as forças por meio das quais elas interagem. Muitas experiências já testaram em profundidade o Modelo Padrão, comprovando que os seus ingredientes fundamentais são corretos, com uma certeza quase absoluta. Mas o Modelo Padrão não pode ser a palavra final: ele deixa em aberto perguntas importantes sobre a origem das massas das partículas elementares e enigmas tais como a fraqueza relativa da gravidade.

O LHC ajudará a solucionar esses mistérios, enquanto cientistas do mundo inteiro já estão preparando febrilmente experiências por meio das quais eles esperam obter respostas para essas perguntas. Para ampliar e complementar o Modelo Padrão, a proposta a mais interessante talvez seja a que envolve a existência de dimensões ocultas adicionais de espaço além das três dimensões que são familiares a nós todos: para cima/para baixo, esquerda/direita e para frente/para trás.

Na minha qualidade de física teórica que trabalha na investigação da existência de dimensões adicionais, eu conto com as experiências com o LHC para guiar minhas investigações futuras. A premissa fundamental da física das partículas reza que as partículas elementares formam os blocos constitutivos da matéria. Ao remover suas camadas sucessivas, encontraremos sempre em última instância partículas elementares. Por causa da equação de Einstein, E=mc2, que estabelece que a energia (E) é igual à massa (m) multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz (c), nós precisamos de altas concentrações de energia para criar partículas dotadas de massas importantes.

O LHC produzirá enormes quantidades de energia que poderão então ser convertidas em partículas, as quais nós nunca poderíamos obter de outra maneira. Mas a matéria não é uma linha de montagem industrial, com os mesmos elementos sendo repetidos de maneira igual em escalas menores. Em distâncias menores, não são apenas novos elementos de matéria que as experiências com o LHC deveriam revelar, mas também novas leis da física.

Reconhecidamente, a prova experimental dos novos fenômenos que o LHC irá fornecer será de certa forma indireta. Mas isso é também o caso com praticamente todas as recentes descobertas no campo da física. À medida que a física foi evoluindo no decorrer do século 20, ela foi se afastando das coisas que podem ser observadas diretamente para aproximar-se de coisas que só podem ser "vistas" por meio de medições atreladas a algum conjunto de teorias.

Por exemplo, os quarks --componentes do próton e do nêutron que embasam a concepção escolar secundária do átomo - nunca aparecem de maneira isolada. Nós os encontramos seguindo o rastro que evidencia a sua passagem e que eles deixam ao interagir com outras partículas. O mesmo acontece com os tipos de objetos conhecidos como energia escura e matéria escura.

Nós não sabemos de onde vem a maior parte da energia, nem a natureza da maior parte da energia que o universo contém. Ainda assim, nós sabemos que a matéria obscura e a energia obscura existem por causa dos seus efeitos sobre a matéria que as cerca. Nós só conseguimos "ver" a energia obscura graças à taxa de aceleração da expansão do universo e por meio da influência que ela exerce sobre a irradiação de fundo do universo cosmológico.

Nós conseguimos descobrir indiretamente esses fenômenos exóticos porque as leis da física que nós conhecemos se aplicam a uma quantidade enorme deles. O tamanho de um próton ou um nêutron no interior de um átomo é de cerca de 10-13 cm (um décimo de milésimo de um bilionésimo de centímetro). Em compensação, o tamanho do universo visível é de 1028 cm (dez mil trilhões de trilhões de centímetros).

As teorias da física se aplicam a escalas de grandeza tão enormes porque em qualquer escala dada, os detalhes que são pequenos demais para serem medidos podem ser ignorados. Com freqüência, ao formularem suas teorias ou ao detalharem seus cálculos, os cientistas fazem "vistas grossas", limitando-se a médias gerais, ou até mesmo ignoram processos da física que ocorrem em escalas incomensuravelmente pequenas.

Quando se explora amplas escalas, os efeitos físicos de curta distância tornam-se irrelevantes, da mesma maneira que um mapa detalhado da cidade se torna inútil quando se trata de planejar o seu percurso numa viagem pelo país afora. De fato, é uma vantagem essencial para a forma com a qual nós praticamos a física podermos desprezar efeitos imensuráveis ou que ocorrem em escalas tão pequenas que eles se tornam irrelevantes.

A estrutura fundamental é essencialmente invisível em níveis energéticos mais baixos. A mecânica quântica e o princípio de incerteza nos dizem que nós só podemos estudar distâncias muito pequenas explorando níveis de energia muito elevados.

É por esta razão que nós precisamos de aceleradores de partículas: só eles são capazes de criar as energias que permitem estudar as escalas pequenas nas quais novos fenômenos deveriam ser desvendados.

Aceleradores ou percutidores de partículas

Ao longo dos últimos 50 anos, as experiências mais importantes no sentido de comprovar a natureza fundamental da matéria se deram por meio dos aceleradores de partículas, nos quais as partículas são impulsionadas até altos níveis de energia por meio de sua aceleração dentro de um campo magnético, e então colididas com outras partículas de matéria. Tais experiências por meio de aceleradores permitiram a descoberta dos quarks, entre outras coisas.

Um acelerador de partículas é uma construção complexa e sofisticada. Campos eletromagnéticos aceleram as partículas em volta de uma câmara de vácuo, formada por um tubo de metal dotado de uma pressão extremamente baixa, localizada dentro de um túnel a 50 metros ao menos debaixo da terra. Amplificadores fornecem ondas de rádio que são projetadas dentro de estruturas repercussivas conhecidas como cavidades de freqüência de rádio.

À medida que as partículas circulam nessas cavidades, elas absorvem parte da energia da onda de rádio. As câmaras a vácuo (e os túneis que são ligados a elas) são circulares de modo que os raios de partículas possam passar pelas mesmas câmeras muitas vezes. Os campos magnéticos aceleram os raios de partículas à medida que estes vão viajando dentro deste anel circular.

Quanto maiores os campos magnéticos, mais energéticas se tornam as partículas. Diante deste imperativo, um dos principais desafios tecnológicos para o LHC era conceber ímãs supercondutores que pudessem agir sobre as transferências de energias dentro do LHC (a supercondutividade ocorre em temperaturas muito frias, quando toda a resistência elétrica dos materiais condutores desaparece).

Em março, o primeiro desses ímãs bipolares supercondutores de 35 toneladas e 15 metros de comprimento foi instalado dentro do túnel, e metade dos 1.232 ímãs que serão finalmente instalados foram entregues. Ao longo dos próximos dois anos, os ímãs que faltam também serão instalados, de modo que a máquina estará pronta para entrar em operação em 2007.

Os aceleradores de partículas geram a maior quantidade de energia ao bombardearem dois raios de partículas diretamente um dentro do outro: os aceleradores que assim procedem são chamados de "colliders" (algo como "provocadores de colisões", ou percussores).

Nos "colliders" de alta energia, os ímãs adicionais focalizam dois raios de partículas aceleradas dentro de uma pequena região da colisão. No momento da colisão, as partículas aniquilam-se uma a outra e se transformam numa enorme quantidade de energia. A energia que é gerada pela colisão pode ser convertida em partículas pesadas.

Esses "colliders" são os únicos locais conhecidos nos quais surgiram as partículas as mais pesadas a terem aparecido desde o Big-Bang, quando o universo, muito mais quente, conteve todas as partículas em abundância.

Entre as descobertas mais importantes realizadas por meio do "collider" estão incluídas a dos dois quarks mais pesados conhecidos, os quais foram descobertos no Tevatron --um "collider" baseado em Batavia, no Illinois, Estados Unidos -- em 1977 e em 1995, e as três partículas análogas transmissoras de força que transmitem a força nuclear fraca, descobertas em Genebra em 1983.

Contudo, as mais excitantes experiências com um "collider" terão início em 2007 no LHC, onde dois raios de prótons altamente energéticos serão colididos um contra o outro, por meio de uma energia no mínimo sete vezes mais intensa do que todas as que foram produzidas anteriormente. As experiências no LHC tentarão explicar, entre outras coisas, a origem das massas das partículas elementares.

Uma dessas explanações envolve uma partícula hipotética chamada de bóson de Higgs. A idéia é que as partículas adquirem massa por meio de interações de força reduzida com um campo de Higgs que penetra no espaço.

Segundo esta teoria, as partículas que exercem as interações as mais importantes são as que adquirem as massas mais pesadas. Se esta teoria do campo de Higgs for certa, o LHC descobrirá a partícula da qual ela prevê a existência --o bóson de Higgs.

Mas a teoria envolvendo o simples bóson de Higgs é apenas uma das muitas em competição. De fato, a teoria com um único bóson de Higgs é tão problemática que os físicos estão praticamente certos de que as energias geradas pelo LHC irão revelar fenômenos ainda mais exóticos.

Entre esses fenômenos poderia estar a evidência da existência da "super-simetria" --uma extensão hipotética do Modelo Padrão e das simetrias do espaço e do tempo na qual cada uma das partículas conhecidas tem uma parceira mais pesada do que ela, e que ainda não foi observada. O objetivo principal das experiências com o LHC será de descobrir o bóson de Higgs, ou o que quer que seja que atua no seu papel.

O grande "collider" de hádrons -- um hádron é uma partícula dotada de força nuclear forte, tal como o próton e o nêutron -- está instalado no CERN, a Organização Européia para as Pesquisas Nucleares. Fundado em 1954, o laboratório foi um dos primeiros projetos em comum dos países europeus. A sua sede principal fica na pequena cidade de Meyrin, perto de Genebra.

O CERN é o fruto de um esforço verdadeiramente internacional, um projeto do qual participam atualmente 20 países membros, além de muitos outros presentes com o status de observador. Além disso, experiências específicas para o LHC vêm sendo desenvolvidos por todo o planeta.

O "collider", que custará cerca de 2,2 bilhões de libras esterlinas (R$ 8,52 bilhões) para ser concluído, utilizará o túnel circular já existente no CERN, onde experiências para testar o Modelo Padrão já haviam sido realizadas.

Os prótons são acelerados dentro do túnel circular, ou anel, que tem uma circunferência de 27 km (o anel precisa ser muito grande porque os prótons acelerados dentro de um anel menor perderiam uma quantidade excessiva de energia para a radiação).

Uma vez que as energias geradas pelas colisões dos raios de prótons serão muito mais elevadas, como nunca antes, as colisões vão ocorrer com uma freqüência muito maior, o que resultará numa quantidade muito maior de dados. As possibilidades de se descobrir fenômenos exóticos serão maiores em função da enorme quantidade de colisões.

Cinco experiências distintas no grande acelerador de hádrons serão desenvolvidas separadamente com o objetivo de detectar as partículas que as colisões de prótons produzem.

As principais experiências que investigam a massa e a fraqueza da gravidade são ATLAS (iniciais de A Toroidal LHC Apparatus - um equipamento toroidal do LHC) e CMS (iniciais de Compact Muon Solenoid - Solenóide de muon compacto). Estas experiências irão envolver cerca de 2 mil físicos oriundos de 35 países.

Os detectores de partículas, que monitoram os resultados das colisões de partículas, terão mais ou menos o tamanho de edifícios de cinco andares. Trabalhar nos detectores requer equipamentos de alpinismo tais como cordas especiais e capacetes (este equipamento chegou a ser muito útil certa vez quando fiz uma excursão até uma geleira perto do CERN).

Esses detectores precisam ser tão grandes por causa de todos os componentes dos quais eles precisam. As partículas não aparecem com o seu nome colocado numa etiqueta: os detectores devem identificá-las por meio das suas propriedades características, tais como a sua carga elétrica ou as interações das quais elas participam.

Um grande número de propriedades significa um grande número de componentes instalados no detector, o qual precisa capturar uma enorme quantidade de informações, por meio de um sem-número de sensores.

Quando um detector registra um sinal, ele o transmite através de uma extensa teia de fios e de amplificadores, na qual são armazenados os dados com os resultados. Nem tudo o que é detectado merece ser registrado. As partículas interessantes são produzidas apenas raramente, quando prótons entram em colisão, e nem mesmo os cientistas do CERN podem prever precisamente quando isso irá acontecer.

Reconstruir o resultado de uma colisão constitui uma tarefa considerável, um desafio que estimulou o talento de muitas pessoas e que vai com toda probabilidade conduzir a importantes avanços no campo do processamento de dados nos próximos anos.

De fato, uma vez que ele estiver plenamente operacional, o LHC será o instrumento de física o mais repleto de dados já construído, produzindo mais de 1.500 megabytes de dados por segundo. Essas experiências e este grau de aquisição de informações deverão prosseguir durante no mínimo dez anos.

A necessidade de processar e compartilhar dados obtidos em experiências como essas produziu alguma coisa que todos nós agora utilizamos de maneira intensiva: a world wide web --Internet.

Foi Tim Berners-Lee, um antigo funcionário do CERN, quem inventou o HTML (hypertext markup language --linguagem otimizada para hipertexto), e o HTTP (hypertext transfer protocol-- protocolo de transferência de hipertexto), de modo que participantes de experiências atuando a partir de nações dispersas possam ser conectados instantaneamente entre eles e que dados possam ser compartilhados entre muitos computadores. A WEB é um exemplo notável das aplicações práticas imprevisíveis que podem resultar da pesquisa científica fundamental.

O que o acelerador de partículas nos ensinará?

As experiências com o LHC deverão ajudar a responder a um grande número de perguntas. Por que vemos as forças particulares que vemos, e será que existem outras por aí? Qual é a origem das massas e das propriedades de partículas que nos são familiares, e por que essas massas adquirem os valores daquela maneira? E por que a gravidade é tão fraca?

O fato de a gravidade ser tão mais fraca do que outras forças é um dos mistérios centrais da física das partículas. Um minúsculo ímã pode atrair para cima um clipe de papel, isso apesar de toda a massa da terra a estar atraindo na direção contrária. Por que estará a gravidade tão indefesa contra a pequena atração exercida por um ímã minúsculo?

A minha explicação predileta para esta fraqueza baseia-se numa teoria que os meus colaboradores e eu desenvolvemos, que assume que existe uma dimensão adicional no espaço.

Avanços recentes no campo da física sugerem que outras dimensões, que ainda não foram encontradas e ainda não são compreendidas, poderia ajudar a resolver alguns dos mistérios do nosso universo.

No campo da física, uma das razões que nos levam a considerar a existência de outras dimensões é a teoria das cordas, que postula que as partículas são as oscilações das cordas elementares (leia a este respeito acessando o seguinte endereço na Internet: Ian Stewart, Prospect, setembro de 2003).

Essas cordas, diferentemente das cordas de um violino, por exemplo, não são feitas de átomos, os quais, por sua vez, são feitos de elétrons e de nucléons, que por sua vez são feitos de quarks. O oposto exato é verdade.

A hipótese da teoria das cordas estipula que os modos de oscilação das cordas correspondem às partículas. Cada uma das partículas resulta das vibrações de cordas fundamentais que as embasam, e é o caráter daquela vibração que determina as propriedades de uma partícula, tais como a sua massa e a sua carga de energia.

A teoria das cordas foi desenvolvida para lidar com uma famosa discrepância entre as físicas de grande e pequena escalas. O desenvolvimento da mecânica quântica e da relatividade geral no início do século 20 significou que nós poderíamos entender tanto as leis da física que regem o interior do átomo quanto as leis da física que descrevem a expansão do universo.

A mecânica quântica trabalha bem em pequenas escalas e a relatividade geral em grandes escalas. Mas nenhuma dessas teorias pode ser aplicada para todas as escalas. A teoria das cordas é a candidata mais bem situada para formar uma teoria que possa incluir normalmente as duas.

Os físicos ainda não sabem se a teoria das cordas está certa e, caso ela for, como ela se conecta com o nosso mundo. Mas muitas pesquisas utilizam idéias emprestadas da teoria das cordas para tentar solucionar questões referentes ao universo observável.

Por exemplo, a teoria das cordas não descreve naturalmente um mundo com três dimensões de espaço. Ela sugere de maneira mais natural um mundo com muito mais dimensões, talvez nove ou dez. Os teóricos das cordas não se perguntam se outras dimensões existem; em vez disso, eles perguntam: "Onde estarão elas?" e: "Por que será que nós não as vimos?".

Nem todo mundo está convencido com a teoria das cordas, mas pesquisas recentes forneceram um argumento convincente em favor da existência de outras dimensões: um universo dotado dessas dimensões poderia conter respostas para quebra-cabeças da física que não contam com nenhuma solução convincente sem elas.

O meu colaborador, Raman Sundrum e eu mesma demonstramos por que, num mundo dotado de uma dimensão de espaço adicional, a gravidade seria tão fraca. A nossa idéia baseia-se na "geometria deformada", uma noção que emerge da teoria da relatividade geral de Einstein.

Segunda esta teoria de Einstein, o espaço e o tempo estão integrados a uma única fábrica de espaço-tempo que se torna distorcida, ou deformada, pela matéria e a energia. Nós aplicamos esta teoria no contexto de uma dimensão adicional e descobrimos uma configuração na qual o espaço-tempo se deforma de maneira tão severa que mesmo se a gravidade fosse forte em uma região do espaço, ela seria fraca em todos os outros lugares.

O universo da nossa proposta é de fato um multi-universo, no qual a gravidade está localizada em determinado universo, enquanto nós estamos vivendo num outro universo, separados daquele por uma quarta dimensão espacial.

Outras dimensões e partículas KK

Entre as provas que poderiam corroborar nossa teoria estão as partículas conhecidas pelo nome de partículas Kaluza-Klein (KK), buracos negros de cinco dimensões e cordas muito leves derivadas da teoria das cordas.

As partículas KK viajam por uma outra dimensão, mas, para nós, elas têm a aparência de partículas ordinárias do espaço tridimensional. Toda partícula que viaja numa outra dimensão deveria ter parceiras KK. Isso inclui o gráviton, uma partícula hipotética que poderia ser a responsável pela gravidade.

As partículas KK parceiras do gráviton interagem com tanta força em nossa teoria que toda e qualquer parceira KK produzida num acelerador não irá simplesmente desaparecer. Em vez disso, ela irá definhar no interior do detector, transformando-se em partículas observáveis que podem ser utilizadas para reconstruir a partícula KK da qual elas são originárias.

As parceiras KK do gráviton, embora sejam provenientes de um espaço com dimensão mais elevada, poderiam ser distinguíveis, tornando-se partículas visíveis que irão se deteriorar até se transformar em partículas conhecidas, que serão vistas dentro do detector do LHC.

Com isso, a receita convencional para descobrir novas partículas em experiências com o "collider" é a seguinte: estudar todos os produtos deteriorados pela colisão e deduzir as suas propriedades para determinar de onde eles vieram.

Se aquilo que você descobrir não for algo que você já conhece, deve ser então algo novo. Se a partículas KK se deteriorarem dentro do detector, o sinal da existência de outras dimensões deverá ser muito claro.

Se nós estivermos com sorte, além das partículas KK parceiras do gráviton, as experiências deveriam também produzir um elenco ainda mais rico de partículas KK. Nós poderíamos também ver partículas KK parceiras carregadas de quarks e de léptons e determinar o tamanho dos bósons. Em última instância, essas partículas poderiam nos fornecer uma quantidade ainda maior de informações sobre o mundo em outra dimensão.

Além das partículas KK, deveriam surgir outros sinais da existência de outras dimensões. Embora os efeitos da gravidade tetradimensional sejam minúsculos se comparados com as energias ordinárias, a gravidade tetradimensional se tornará significativa quando o acelerador criará partículas de alta energia.

De fato, nos níveis das energias que serão atingidos pelo LHC, os efeitos da gravidade tetradimensional poderiam ser enormes. Buracos negros tetradimensionais poderiam ser produzidos (não tenha medo - eles irão definhar imediatamente), assim como cordas tetradimensionais.

Além disso, em níveis energéticos muito elevados, as partículas irão interagir com muita força com outras partículas. Tais interações tão fortes entre todas as partículas conhecidas e a gravidade não ocorreriam num cenário quadridimensional (três dimensões espaciais mais o tempo): elas representariam um sinal definitivo da existência de algo novo. Finalmente, as cordas da teoria das cordas poderiam comprovar se o espaço-tempo está deformado da maneira que nós sugerimos.

Eu estou entusiasmada, sobretudo, com a possível existência de outras dimensões, mas isso não é tudo o que o LHC poderia descobrir. Se a teoria da super-simetria for correta, as experiências por meio do LHC devem permitir descobrir um monte de partículas dotadas de todas as cargas de energia e exercendo as mesmas interações que as partículas do Modelo Padrão que nós já conhecemos.

Essas partículas de carga pesada que não fazem parte do Modelo Padrão dificilmente deixarão de ser vistas e deverão constituir uma descoberta muito significativa.

Descobertas recentes evidenciaram muitas possibilidades notáveis. As outras dimensões poderiam ter muitas formas e muitos tamanhos diferentes. E outras dimensões poderiam abrigar fenômenos exóticos, tais como multi-universos contendo mundos paralelos, nos quais as forças e a química são totalmente diferentes do nosso.

Junto com os meus colaboradores, eu descobri que pode haver outras dimensões que possuem extensões infinitamente distantes, ainda que elas permaneçam invisíveis. E nós estabelecemos teorias que dão conta da existência de bolsões de gravidade quadridimensional, situados num universo que parece possuir outras dimensões em todas as suas outras regiões. Tais investigações teóricas nos permitirão repensar o nosso lugar dentro da ordem das coisas.

Nem todas essas idéias serão imediatamente testadas pelas experiências. Mas nós sabemos que algumas dentre elas o serão: independentemente do que existe por aí, as questões sobre a massa e a fraqueza da gravidade são indicações de que em breve aprenderemos mais sobre a natureza fundamental da matéria.

Dentro de poucos anos, um bom número de enigmas do universo terá sido desvendado e os segredos do cosmo começarão a se desfazer. Eu, por minha vez, mal posso esperar.

 

Fonte:

http://www.orion.med.br/portal/index.php?view=article&catid=41:ciencia&id=239:misteriosfundamentais&tmpl=component&print=1&layout=default&page=

 

Consulta: 19/01/2009 às 18h10’

O Fórum de Ciência e Cultura da Unesco e Seus Documentos Sobre a Crise Global: As Declarações de Veneza, de Vancouver, de Belém e de Dagomys

O Fórum de Ciência e Cultura da Unesco e Seus Documentos Sobre a Crise Global: As Declarações de Veneza, de Vancouver, de Belém e de Dagomys

 

Neste fascículo estão coligidos alguns documentos elaborados por grupos de cientistas, filósofos artistas e humanistas reunidos pela UNESCO sob o patrocínio do FÓRUM SOBRE CIÊNCIA E CULTURA em 1986, 1989 e 1992, respectivamente, em Veneza, em Vancouver e em Belém, dos quais tive o privilégio de participar. Em cada uma dessas reuniões, produziu-se uma DECLARAÇÃO, adotada pela UNESCO como documento de base. As declarações de Vancouver e de Belém são precedidas por um sumário mais extenso das discussões havidas durante as reuniões.

Essas reuniões do fórum foram denominadas, respectivamente, simpósios sobre "Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural", "Sobrevivência no Século XXI" e "Em Direção à Ecoética: Visões alternativas de Cultura, Ciência, Tecnologia e Natureza". A escolha dos temas e dos locais de realização dos simpósios reflete a evolução do conhecimento, em particular da ciência e da tecnologia, no Velho Mundo, onde se consolidaram os paradigmas agora questionados; no Novo Mundo, que absorveu e atingiu o nível de desenvolvimento daqueles que lançaram as bases do mundo moderno; e no Terceiro Mundo, justamente sobre a linha do Equador que, separando Norte e Sul, nos lembra metaforicamente a separação da humanidade em dois grupos distintos onde se manifestam ase a vergonhosa situação de conviverem no mesmo planeta grupos da mesma espécie uns à beira de pobreza alarmante, onde a miséria e a degradação humana são lugares comuns e outros com fartura gritante, num esbanjamento ofensivo à espécie e à natureza como um todo. iniqüidades

Anexei a essa coletânea um outro documento muito importante, que é a Declaração de Dagomys, subscrita por cerca de duzentos cientistas de todo o mundo reunidos em Moscou, em 6 de setembro de 1988, por ocasião da 38a Reunião Anual da "Pugwash Conferences on Science an World Affairs", e da qual também tive o privilégio de ser signatário. As conferências Pugwash consistem em uma organização de cientistas de todo o mundo, criada em 1955 por Albert Einstein e Bertrand Russel com o lançamento de seu MANIFESTO, em que alertam a humanidade para o perigo de extinção no caso de um conflito nuclear. Desse manifesto, inspirador de muitas ações pacifistas e de uma denúncia direta à guerra ambiental, já deflagrada no planeta e tão destruidora quanto seria um conflito nuclear global destaco a seguinte frase,que sintetiza o apelo à responsabilidade de cada um de nós perante o futuro da civilização: "Lembrem-se de sua humanidade e esqueçam todo o resto". 

 

Fonte: http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&catid=46%3Aunipazce&id=520%3Aforunsunesco&Itemid=207

 

Consulta: 19/01/2009 às 17h57’

III Fórum da Unesco Sobre Ciência e Cultura

III Fórum da Unesco Sobre Ciência e Cultura

EM DIREÇÃO À ECOÉTICA: VISÕES ALTERNATIVAS DE CULTURA, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E NATUREZA

Belém, Pará, Brasil 05 a 10 de abril de 1992

Introdução

Nos três anos que se seguiram à Declaração de Vancouver, resultado do II Fórum da UNESCO sobre Ciência e Cultura, a situação do mundo tem piorado consideravelmente em todas as dimensões relevantes

·          a pobreza cresceu em grande escala e atingiu uma nova dimensão qualitativa por exemplo, "novos pobres" têm aparecido em paises e grupos sociais que eram até ontem razoavelmente prósperos;

·          entre os paises prósperos, a marginalizacão daqueles menos favorecidos atingiu um nível crítico, conduzindo a uma mudança na situação sócio-psicológica, e mesmo a um sentimento generalizado de desespero,

·          a erosão de ideologias tradicionais conduziu a uma perda de apoio "cultural" para o reviver de esperança para o pobre e o menos favorecido, e isso traz prejuízos para o equilíbrio social já profundamente abalado em muitas áreas do mundo;

·           tem havido uma crescente intolerância a virtualmente todas as manifestações de diferenças humanas (sejam estas de ordem econômica e social, de origem étnica, de tradições religiosas, etc.), incluindo o florescimento de violência e de guerras locais de enorme virulência; a  criminalidade  organizada  está  em  ascensão, conduzindo não apenas a um poderio econômico mas também político de profundas repercussões internacionais.

Soluções para os problemas globais não podem ser impostas ao mundo por força econômica política ou militar. A resolução de tais problemas deveria, antes, ser baseada em considerações de ordem social e ética. Todos devem pagar sua parcela do custo para se atingir estabilidade e sobrevivência com dignidade.

A pobreza generalizada, que afeta cerca de 80 % da população do mundo, é imoral, e medidas urgentes são necessárias para combater essa situação, especialmente interromper o fluxo de capital do Sul para o Norte. Essas medidas são preliminares essenciais para qualquer proposta de melhora das relações do homem com a natureza, para se atingir a paz global.

Visão integral de ciência, cultura e natureza

A ciência tem aumentado as potencialidades da vida humana e tem aberto caminho para um florescimento completo da capacidade criativa do ser humano Mas é precisamente uma certa concepção "científica" da posição do ser humano na natureza, primeiro sugerida no século XVII, que está na origem de nossos crescentes problemas econômicos, ecológicos e éticos Nessa concepção, que remonta a trezentos anos, a ciência é encarada como um instrumento de dominação do homem sobre a natureza, e o homem se vê como um componente mecânico de um universo que é como uma máquina.

Esse quadro "científico" do homem e da natureza tem mudado profundamente durante o século corrente. O desenvolvimento da física, da biologia e das ciências cognitivas tem mudado a idéia do homem como uma peça numa máquina gigantesca, determinística, para a idéia do homem como um componente orgânico de um todo não-determinístico, um componente que tem um papel essencial no processo criativo que dá forma e definição ao mundo que nos cerca. Essa nova imagem do homem fornece os fundamentos intelectuais de um sistema de valores mais em harmonia com os valores tradicionais e pode servir como fundamento moral de uma ordem mundial ecologicamente aceitável.

População

Por volta de 1850, a população do mundo atingiu um bilhão e continuou à aumentar num ritmo crescente Dobrou em 1930 e atingiu 3 bilhões em 1950, A bilhões em 1974 e 5 bilhões em 1988 Ela vai atingir 6 bilhões até 1998. Embora as razões de crescimento tenham começado a declinar, o número adicionado cada ano, correntemente cerca de 95 milhões, continuará a crescer por outros 10 a 20 anos, e a próxima duplicação, no ritmo atual, é prevista para meados do próximo século. Seria difícil exagerar a seriedade desse números. O crescimento populacional é uma das maiores causas de pobreza e uma ameaça para a sobrevivência. O mundo todo está superpovoado, e as tendências atuais devem ser reduzidas e revertidas.

A situação exige medidas imediatas para se alcançar a plenitude de direitos para a mulher, assim como sua conscientização e educação,reduzindo-se assim a fertilidade   Embora o desenvolvimento econômico e a educação possam conduzir a uma maior redução do nível de natalidade, é necessário notar que o tempo é curto. A eliminação da miséria e da pobreza não solucionará todos os problemas, mas nenhum problema poderá ser resolvido se não enfrentarmos o fator pobreza.

Tecnologia

Muitas inovações tecnológicas do passado tiveram como resultado danos não planejados e não previstos ao homem e ao meio ambiente. O futuro deverá requerer uma reorientação maciça que nos possibilitará emergir das presentes dificuldades, e nessa situação a ciência deverá ter um papel preponderante. Atualmente, pelo uso excessivo dos recursos da Terra e pelo desenvolvimento da tecnologia, estamos tomando emprestado das gerações futuras, e, ao exaurirmos recursos renováveis (por exemplo, solo e água), estamos reduzindo as possibilidades de inúmeros seres ainda não nascidos. As relações entre a tecnologia e o sistema econômico deveriam ser estruturadas de modo que servissem ás possibilidades e ao bem-estar de todos A partir de tecnologias não violentas e menos danosas, deveríamos dar um passo em direção a práticas ambientalmente amigáveis A distensão da Guerra Fria certamente demanda uma transferência de tecnologia militar para usos civis.

As duas novas tecnologias genéricas, biotecnologia e informática, estão agora indicando que terão um impacto maior e mais abrangente que todas as tecnologias industriais anteriores, e possivelmente um maior impacto que aquele resultante da revolução neolítica que nos deu a agricultura.

Essas duas novas tecnologias são caracterizadas por menor uso de matéria-prima e de energia Sua esperada penetração exponencial na economia poderia muito bem resultar na redução das pressões populacionais sobre os recursos do planeta Contudo, como se relacionam tão diretamente com biologia e cultura, elas também levantarão inúmeras questões éticas

O impacto de ambas as tecnologias será sentido diferencialmente através da divisória Norte-Sul Para fazer uso suficiente dessas potencialidades, é essencial manter a expansão do treinamento científico e o suporte financeiro de pesquisa original em todos os níveis Sem o florescimento de uma tal base, novas tecnologias continuarão a criar dependência. Um elo deve ser estabelecido entre biotecnologia e conservação da diversidade biológica para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

 

Natureza e Culturas

Há necessidade de reconhecer a integridade da natureza e do homem como uma parte integral dela. Apesar de as tecnologias avançarem permanentemente, devemos reconhecer que há valiosos aspectos das culturas tradicionais que oferecem uma importante mensagem para hoje e para o futuro Tais culturas podem parecer simples no ambiente científico de hoje, mas muitas são o resultado de um equilíbrio com o ecossistema que vem de longa data, e detêm uma lição de ecoética para a sociedade. A preservação da biodiversidade nas florestas tropicais úmidas depende da autonomia cultural dos povos indígenas que valorizam, usam e protegem essas florestas.

A diversidade cultural constitui a reserva que a humanidade possui de respostas ao ambiente apreendidas ao longo dos tempos e que tornam possíveis a coexistência e o auto-reconhecimento. A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada, não apenas para a dignidade de seus membros, mas também para a sobrevivência da herança comum da humanidade. A coexistência cultural implica respeito mútuo e deve evitar a dominação de uma cultura sobre outras.

Crescentemente tem sido reconhecida a existência de maneiras válidas de conhecer outras culturas. Isso inclui o conhecimento de medicinas e plantas utilizadas pêlos povos das florestas úmidas e por grupos semelhantes em outras partes. Além disso, há vastos depositórios de conhecimento em filosofia, psicologia e medicina em civilizações não ocidentais. Alguns desses modos de conhecer poderiam muito bem conduzir a uma relação simbiótica com a ciência moderna, enriquecendo ambas.

A preservação de ecossistemas está ligada à exploração e coletânea museológica, jardins botânicos e zoológicos, arquivos e bibliotecas. A canalização de recursos para a tecnologia tem deixado baixa prioridade para inventários e coleções de materiais biológicos dos países em desenvolvimento. Fundos adequados são essenciais, nesse caso, para a pesquisa científica e a educação.

Mulheres

As capacidades das mulheres para enfrentar situações de desastre ecológico que ameaçam sua sobrevivência e as de seus filhos têm sido preservadas por séculos em contextos culturais distintos Essas capacidades devem ser mantidas para a utilização de sociedades futuras Mulheres são forcadas pelas circunstâncias a reconhecer desastres ecológicos, pois elas são muitas vezes as primeiras a sofrer pêlos seus efeitos.

Elas são também capazes de mobilizar ações comunitárias menos violentas e a longo prazo. A educação das mulheres é uma prioridade para se diminuir e reverter o crescimento populacional.

Globalização e localização

As fontes de conhecimento não ocidentais estão diminuindo rapidamente, enquanto uma cultura hegemônica envolve todo o globo. Essa tendência à globalização está sendo muito favorecida pelr telecomunicação e pelas redes de computadores que circundam o mundo e que podem fazer com que uma decisão financeira em um país tenha um efeito imediato sobre e sorte de um pobre fazendeiro num outro.

Essa tendência ocorre num tempo de revoltas étnicas dispersas que vão em direção contrária. Muitas vezes essas revoltas levam ao confronto entre vizinhos que por séculos têm tido suas culturas permeáveis A violência sem sentido contra civis, que é uma marca desses conflitos, dificulta o fluxo horizontal de culturas e ao mesmo tempo deixa uma brecha para a globalização A importância das culturas locais è perversamente diminuída à medida que a revolta e a sua supressão se tornam mais violentas.

Há necessidade urgente de permanecer alerta aos efeitos de culturas locais e de globalização.

Conclusão

Não estamos exagerando quanto à magnitude da crise que a humanidade enfrenta hoje. Por outro lado, ainda temos capacidade de criar um espaço sustentável na natureza Para isso é necessária a mudança para uma nova moralidade extraída de muitas fontes que se complementam. Essas fontes incluem os achados objetivos da Ciência, assim como os sentimentos mais profundos em direção à natureza, que se exprimem em vários grupos culturais. Essa nova moralidade, uma ECOÉTICA, pode ser não só a essência de uma nova visão de um futuro sustentável para a nossa espécie, mas também um guia para ação efetiva.

 

Fonte:

http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&catid=46%3Aunipazce&id=523%3Adeclaracaobelem&Itemid=207

 

Consulta: 19/01/2009 às 17h48’

II Fórum da Unesco Sobre Ciência e Cultura

II Fórum da Unesco Sobre Ciência e Cultura

A SOBREVIVÊNCIA no século XXI

 

Vancouver, BC, Canadá, 10 a 15 de setembro de 1989

A partir do Simpósio sobre "Ciência e as Fronteiras do Conhecimento", realizado em Veneza em 1986 notou-se a atual da crise que ameaça a sobrevivência da civilização e da própria espécie no planeta   Decidiu-se convocar o II Fórum como um simpósio com uma agenda que permitisse: necessidade de focalizar a análise das relações entre as ciências e as tradições no contexto

  

1. uma tomada de consciência do problema e de sua extrema urgência em nível mundial;                                    

2. o lançamento de um apelo a todos os responsáveis científicos, culturais, espirituais, econômicos e políticos para se traduzir essa tomada de consciência em ação efetiva;

3. o exame das causas, de todos os tipos, que nos conduziram ao desastre planetário e das novas vias por contemplar para que essa sobrevivência ainda seja possível a médio prazo. 

 

Além dos objetivos específicos, o Simpósio conduziu a um grande número de considerações, sintetizadas a seguir.

A iminência de uma explosão demográfica que levará a população do planeta a seis bilhões de habitantes no ano 2000, num momento em que, como conseqüência da poluição e da desertificação, os recursos planetários vão se reduzindo em proporções consideráveis, está entre as principais causas. Além disso, enumera-se o esquentamento do planeta e o risco de que um terço das terras atuais seja submergido num futuro relativamente próximo, a destruição da biosfera e os gastos inimagináveis de recursos financeiros e humanos com finalidades bélicas.

A origem do problema pode ser encontrada numa concepção cientifica que. no seu aspecto reducionista e explorar os recursos com um espírito de poder e de posse suicida Esse comportamento contra a natureza e a vida conduziu o homem a privilegiar um único modelo de desenvolvimento, ignorando a complexidade cultural, econômica, espiritual e social, que constitui a verdadeira essência da espécie. atomista, conduziu o homem a considerar a natureza e o universo como um poço de riquezas sem fim e a

Essas reflexões põem em causa o conjunto dos conceitos e modelos atuais, na medida em que sobreviver j depende de uma visão global ou holística da realidade, visão esta que emana, por sua vez, das grandes | tradições e das conclusões mais recentes da física. Isso exige uma mudança radical, que se aplica a todos os níveis do saber e do fazer.

Claramente, a interação viva de todas as coisas no universo implica o nosso ambiente e a tradução de nossos conhecimentos em um processo de integração que abranja os aspectos mais sutis da realidade. Essencialmente, busca-se uma unidade total de vida entre o homem, a natureza e o corpo cósmico.

Devemos,  portanto,  procurar uma transformação radical de nossos modelos de desenvolvimento,  de educação e de civilização, baseada no reconhecimento de uma pluralidade de modelos de culturas, de espiritualidade  e  de diversificações sócio-econômicas, e no respeito a cada uma das inúmeras modalidades.

Uma redefinição de prioridades da ciência e da tecnologia para que os caminhos para o seu desenvolvimento respeitem o meio vivo e sejam acompanhados de um autocontrole que evite todas as aplicações que possam ameaçar a vida e o meio ambiente, e o desrespeito às tradições, que pode. como conseqüência, corromper a textura sócio-cultural.

O preço da sobrevivência é o resultado de uma revolução fundamental e da emergência de valores qualitativos em oposição às estruturas quantitativas e destrutivas que existem hoje.

Resumindo, é necessário facilitar o aparecimento de uma nova consciência mediante a qual o homem poderá encontrar a plenitude de seus direitos ligados à sua dignidade de ser vivo, num quadro de solidariedade e responsabilidade que comprometem cada Estado, cada grupo social e cada indivíduo.

A Declaração de Vancouver se refere a essas considerações e sintetiza as discussões que tivemos por ocasião do Simpósio que mencionei acima


DECLARAÇÃO DE VANCOUVER

A sobrevivência do planeta tornou-se uma preocupação central e imediata A situação atual exige medidas urgentes em todos os setores: científico cultural, económico e político.e uma maior sensibilização de toda a humanidade Devemos abraçar a causa comum com todos os povos da Terra contra o inimigo comum, que é qualquer ação que ameace o equilíbrio do nosso ambiente ou reduza a herança para gerações futuras Esse é o objetivo da Declaração de Vancouver sobre Sobrevivência.

 

l - A HUMANIDADE EM FACE DA SOBREVIVÊNCIA

Nosso planeta é instável, uma máquina térmica em permanentes transformações.

Na sua superfície, há cerca de quatro bilhões de anos a vida se desenvolveu em equilíbrio com o ambiente, onde mudanças repentinas e imprevisíveis eram a norma. A descoberta, há cerca de duzentos anos, da energia livre armazenada em combustíveis fósseis deu à humanidade o poder de dominar toda a superfície do planeta, e, num período de tempo incrivelmente curto, sem planejamento e quase sem reflexão sobre as conseqüências, nossa espécie tornou-se, sem qualquer comparação, o maior fator para a transformação do planeta.

As consequências têm sido drásticas e únicas na história da nossa espécie:

·          crescimento exponencial da população nos últimos 150 anos. de um bilhão para mais de cinco bilhões e, atualmente, dobrando a cada 30 - 40 anos.
     um aumento comparável no uso de combustíveis fósseis, conduzindo à poluição global da atmosfera e à alteração no clima e no nível das águas marítimas:

·          destruição acelerada do habitat de vida, iniciando assim um episódio irreversível de extinção em massa na biosfera, que é a base do ecossistema da Terra;

·          gastos inimagináveis de recursos materiais e de criatividade em guerras e em preparação para a guerra.

E tudo isso se faz crendo-se na inexauribilidade de recursos do planeta, sob o encorajamento de sistemas políticos e económicos que enfatizam o lucro imediato como um beneficio e ignoram o custo real da produção.

A situação que a humanidade enfrenta envolve o colapso de qualquer equilíbrio entre nossa espécie e o resto de vida no planeta. Paradoxalmente, num momento em que estamos no limiar da degeneração do ecossistema e da degradação da qualidade de vida humana, o conhecimento e as ciências estão agora numa posição de fornecer a criatividade humana e a tecnologia necessárias para se tomarem ações remediadoras e se redescobrir a harmonia entre natureza e humanidade. Está faltando apenas a vontade social e política.

 

II - AS ORIGENS DO PROBLEMA

A origem dessa situação tão angustiosa e de nossa perplexidade repousa fundamentalmente em certos desenvolvimentos científicos que essencialmente se completaram no início do século Esses desenvolvimentos, os quais foram codificados matematicamente numa visão do universo baseada na mecânica clássica, deram aos seres humanos um poder sobre a natureza que tem, até recentemente, produzido um sempre crescente e aparentemente suprimento de bens materiais.

Mergulhada na exploração desse poder, a humanidade tendeu a mudar seus valores para valores que promovem uma realização máxima das possibilidades materiais que esse poder possibilita Foram assim suprimidos valores associados com as dimensões do potencial humano, que haviam constituído os fundamentos de culturas anteriores.

O empobrecimento da própria concepção de ser humano causado por essa omissão das outras dimensões está absolutamente coerente com a concepção "cientifica" do universo como uma máquina, na qual o ser humano não é mais que uma pequena engrenagem.

A concepção que o homem tem de si mesmo é um determinante principal dos seus valores. Ele fixa a concepção do "eu" a partir da avaliação ao seu interesse pessoal.

Assim o empobrecimento ideológico associado com a visão do homem como uma pequena engrenagem em uma máquina, conduz ao estreitamento de seus valores.

Contudo, os avanços científicos do século atual têm mostrado que uma visão mecanicista do universo e insustentável em termos puramente científicos Assim, a base racionai para uma concepção mecanicista do homem tem sido invalidada.

 

III - VISÕES ALTERNATIVAS

Na ciência contemporânea, a velha e rígida visão mecânica do universo é substituída por conceitos que permitem um universo que é o produto de impulsos criativos contínuos, não condicionados rigidamente a qualquer lei mecânica. O próprio ser humano se torna um aspecto desse impulso criativo, que está ligado ao universo numa relação que não se expressa nos velhos marcos referenciais mecanicistas. Ser se torna assim, não mais uma engrenagem mecanicamente controlada dentro de uma máquina gigantesca, mas sim a manifestação de um impulso livre e criativo que está intrínseca e imediatamente ligado ao universo como um todo.                    

 Portanto, os valores humanos se tornam, nessa nova visão cientifica, expandidos para valores muito mais em consonância com aqueles que prevaleceram em culturas anteriores. Nesse complexo de imagens convergentes do ser humano, que os recentes desenvolvimentos científicos e culturais nos proporcionam, é onde procuramos visões de um futuro que permitirá ao ser humano sobreviver com dignidade e em harmonia com seu ambiente.                                                                                            

A humanidade atingiu, não somente suas limitações externas, mas também suas limitações internas de ambiente sócio-cultural em transformação. Ao mesmo tempo, a evolução da ciência parece permitir a aceitação de outras formas de conhecimento que dariam ao ser humano a capacidade de recuperar a riqueza das crenças e a variedade de experiências espirituais. No contexto dessas considerações e da presente situação crítica, a maneira como a humanidade tem ocupado o planeta exige novas visões, ancoradas em uma variedade de culturas, para contemplar o futuro: compreender as complexidades resultantes de seus próprios atos, bem como sua capacidade de viver num

·          a percepção de um macrocosmo orgânico que recaptura os ritmos da vida permitirá ao ser humano reintegrar-se na natureza e restaurar seu relacionamento no espaço e no tempo com a vida como um todo e com o mundo físico;

·          o reconhecimento pelo ser humano de que ele é parte do mesmo padrão que define o universo j amplia sua auto-imagem e permite-lhe transcender o egoísmo, que é a principal causa de desarmonia entre indivíduos e entre a humanidade e a natureza;

·          a superação da fragmentação da unidade corpo-mente-espírito. resultado de uma ênfase desequilibrada de algumas partes, em detrimento de outras e do todo, lhe permitirá redescobrir em seu próprio íntimo o.reflexo do cosmo e seu princípio unificador supremo.

Tais visões pedem uma transformação radical dos modelos de desenvolvimento: a eliminação da pobreza, ignorância e miséria; o fim da corrida armamentista; novos processos de aprendizagem, sistemas educacionais e atitudes mentais; melhores formas de redistribuição para se assegurar equidade social um novo estilo de vida baseado na redução do desperdício, no respeito pela biodiversidade, numa diversificação de sistemas sócio-econômicos e na diversidade cultural, transcendendo os conceitos desatualizados de soberania.

Ciência e tecnologia são indispensáveis para se atingirem essas metas, mas somente poderão ter resultados positivos mediante uma reintegração da ciência e da cultura de modo a assegurarem um sentido de finalidade, bem como um enfoque integrativo com o objetivo de se superarem as fragmentações que conduziram a uma interrupção nas comunicações culturais.                                       

Se falharmos no redirecionamento da ciência e da tecnologia para as necessidades fundamentais os avanços na informática (repositório de conhecimento), biotecnologia (patenteamento de formas de vida) e engenharia genética (traçado do genoma humano) conduzirão a conseqüências irreversíveis em detrimento do futuro da vida humana.

O tempo é escasso e pede rapidamente a conclusão de uma paz ecocultural com a ajuda da ciência e da causara um maior custo para a sobrevivência.

Devemos conhecer a realidade de um mundo multirreligioso e a necessidade do tipo de tolerância que permitirá a cooperação mútua das religiões, quaisquer que sejam suas diferenças. Isso contribuirá para satisfazer o que se requer para a sobrevivência humana e para se manter o núcleo comum dos valores de solidariedade, direitos e dignidade humanos. Isso é uma herança comum de toda a humanidade e deriva de nossa percepção do significado transcendental da existência humana e de uma nova consciência global.

Vancouver, Canadá, 15 de setembro de 1989

 Daniel A Akyeampong (Físico; Ghana), Ubiratan D'Ambrósio (Matemático; Brasü), André Chouraqui (Biblicista. Israel), Nicolo Dallaporta (Físico; Itália), Pierre Danserau (Ecólogo; Canadá), Mahdi Elmandjra (Economista, President Association Internacionali Futuribles; Marrocos), Santiago Genovés (Antropólogo; México), CarIGoran Hedén (Biólogo, President, World Academy of Arts And Sciences; Suécia), Alexander King (President, Club de Roma), Eleonora Masini (Socióloga, President, World Future Studies Federation; Itália), Digby Mciaren (Geólogo, President, Royal Society of Canadá), Yujiro Nakamura (Filosofia; Japão), Lisandro Otero (Novelista; Cuba), Josef Riman (Genética Molecular, President, Czechoslovak Academy of Sciences, Checoslováquia), Soedjatmoko (Ex-Reitor da Universidade das Nações Unidas, Indonésia), Henry Stapp (Física; USA).

Fonte:

http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&catid=46%3Aunipazce&id=522%3Adeclaracaovancouver&Itemid=207

 

Consulta: 19/01/2009 às 17h52’

I Fórum da Unesco sobre Ciência e Cultura

I Fórum da Unesco sobre Ciência e Cultura

Ciência e as Fronteiras do Conhecimento: Prólogo do Nosso Passado Cultural

Veneza, Itália, 3 a 7 de março de 1986

 

Em cooperação com a Fondazione Giorgi Cini, a UNESCO promoveu em Veneza Itália, de 3 a 7 de março de 1986, um Simpósio sobre "Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural". O Simpósio, que reuniu 19 participantes de todas as partes do mundo e de distintas especialidades, culminou com um documento que sintetiza as discussões havidas e que passou a ser conhecido como a

 

DECLARAÇÃO DE VENEZA

 

1. Estamos testemunhando uma importante evolução no campo das ciências, resultante das reflexões sobre ciência básica ( em particular pelos desenvolvimentos recentes em física e em biologia), pelas mudanças rápidas que elas ocasionaram na lógica, na epistemologia e na vida diária mediante suas aplicações tecnológicas. Contudo, notamos ao mesmo tempo um grande abismo entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, valores amplamente baseados num determinismo mecanicista, positivismo ou hilismo. Acreditamos que essa discrepância é danosa e, na verdade, perigosa para a sobrevivência de nossa espécie.

 2. O conhecimento científico, no seu próprio ímpeto, atingiu o ponto em que ele pode começar um diálogo com outras formas de conhecimento. Nesse sentido, e mesmo admitindo as diferenças fundamentais entre Ciência e Tradição, reconhecemos ambas em complementaridade e não, em contradição. Esse novo e enriquecedor intercâmbio entre ciência e as diferentes tradições do mundo abre as portas para uma nova visão da humanidade e, até, para um novo racionalismo, o que poderia induzir a uma nova perspectiva metafísica.

 3. Mesmo não desejando tentar um enfoque global, nem estabelecer um sistema fechado de pensamento, nem inventar uma nova utopia, reconhecemos a necessidade premente de pesquisa autenticamente transdisciplinar mediante uma dinâmica de intercâmbio entre as ciências naturais, sociais, arte e tradição. Poderia ser dito que esse modo transdisciplinar é inerente ao nosso cérebro pela dinâmica de interação entre os seus dois hemisférios. Pesquisas conjuntas da natureza e da imaginação, do universo e do homem, poderiam conduzir-nos mais próximo à realidade e permitir-nos um melhor enfrentamento dos desafios do nosso tempo.

 4. A maneira convencional de ensinar ciência mediante uma apresentação linear do conhecimento não permite que se perceba o divórcio entre a ciência moderna e visões do mundo que são hoje superadas. Enfatizamos a necessidade de novos métodos educacionais que tomem em consideração o progresso científico atual, que agora entra em harmonia com as grandes tradições culturais, cuja preservação e estudo profundo são essenciais. A UNESCO deve ser a organização apropriada para procurar essa idéias.

 5. Os desafios de nosso tempo o risco de destruição de nossa espécie, o impacto do processamento de dados, as implicações da genética, etc. jogam uma nova luz nas responsabilidades sociais da comunidade científica, tanto na iniciação quanto na aplicação de pesquisa. Embora os cientistas possam não ter controle sobre as aplicações das suas próprias descobertas, eles não poderão permanecer passivos quando se confrontando com os usos impensados daquilo que eles descobriram. É nosso ponto de vista que a magnitude dos desafios de hoje exige, por um lado, um fluxo de informações para o público que seja confiável e contínuo e, por outro lado, o estabelecimento de mecanismos multi e transdisciplinares para conduzirem e mesmo executarem os processos decisórios.

 6. Esperamos que a UNESCO considere este encontro como um ponto de partida e encoraje mais reflexões do gênero num clima de transdisciplinaridade e universidade.

 

Signatários: A.D. Akeampong (Ghana; físico-matemático); Ubiratan D’Ambrósio (Brasil; educador matemático); René Berger (Suíça, crítico de arte); Nicoló Dallaporta (Itália; físico); Jean Dausset (França; Prêmio Nobel de Medicina); Maitraye Devi (Índia;poetisa); Gilbert Durand (França; filósofo); Santiago Genovês (México; antropólogo); Akshai Margalit (Israel; filósofo); Yujiro Nakamura (Japão; filósofo); David Ottoson (Suécia;Presidente do Comitê Nobel de Filosofia); Abdus Salam (Paquistão; Prêmio Nobel de Física); L.K. Shayo (Nigéria; matemático); Ruppert Sheldrake (Inglaterra; bioquímica); Henry Stapp (USA; físico); David Suzuki (Canadá; geneticista); Susantha Goonatilake (Sri Lanka; antropologia cultural); Besarab Nicolescu (França; físico); Michel Random (França; escritor); Jacques Richardson (USA; escritor); Eiji Hattori (UNESCO; Chefe do Setor de Informações); V.T. Zharov (UNESCO; Diretor da Divisão de Ciências).

Fonte:

http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&catid=46%3Aunipazce&id=521%3Adeclaracaoveneza&Itemid=207

Consulta: 19/01/2009 às 17h55’ 

 

O Poder do Perdão

15 nov. 2008
> > O texto que a Margareth escreveu que descreve 3 coisas que podem
> > destruir uma pessoa me fez lembrar de um assunto que vale muito a pena
> > dividirmos:
> >
> > "Pesquisas e estudos vêm comprovando os benefícios, tanto mentais
> > quanto físicos, do ato de perdoar.
> >
> > Porém, não é justo dizer que somente agora o mundo está se dando conta
> > do poder do perdão. No aspecto científico, talvez, mas crença e
> > religiões já pregam a importância do perdão há muitos e muitos anos,
> > principalmente como um ato importante para a saúde do espírito.
> >
> > A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das
> > tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades,
> > países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e
> > verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou
> > devido a algum ato que desagradasse ou prejudicasse, espalhando pelo
> > mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Mas o perdão não é
> > impossível, nem mesmo nos casos mais graves, como vem tentando
> > comprovar o Dr. Fred Luskin, autor de O Poder do Perdão e doutor em
> > aconselhamento clínico e psicologia da saúde pela universidade de
> > Stanford.
> >
> > Em 1999, ele criou um projeto na Universidade para o Perdão, tendo
> > combinado em sua pesquisa dissertativa uma técnica psicoterapêutica,
> > focando e emotividade racional, com alguns estudos sobre o impacto das
> > emoções negativas, como raiva, magoa e ressentimento no sistema
> > cardíaco.
> >
> > Suas técnicas foram aplicadas em várias experiências, sendo uma delas
> > com dois grupos de pessoas que foram atingidas pelos conflitos entre
> > protestantes e católicos, na Irlanda: um grupo, de mães que tiveram
> > seus filhos mortos; outro, de homens e mulheres que perderam algum
> > parente. Para esse projeto, Luskin contou com a cooperação de Carl
> > Thoreses, PhD em Psicologia, e contou com o apoio de uma militante
> > irlandesa que há trinta anos trabalha pela paz em seu país.
> >
> > Os participantes foram separados em grupos experimentais e
> > supervisionados, e passaram seis semanas tendo aulas sobre as técnicas
> > de perdão de Luskin. Os primeiros resultados, segundo Thoresen,
> > indicaram que os participantes apresentavam redução do nível de
> > estresse, viam-se menos irados e mais confiantes de que, no futuro,
> > eles perdoariam mais e mais facilmente. Além disso, o estudo mostrou
> > que o perdão pode promover uma melhora na saúde física, pois esse
> > grupo de pessoas apresentou uma diminuição significante em sintomas
> > como dores no peito, na coluna, náuseas, dores de cabeça, insônia e
> > perda de apetite.
> >
> > Luskin descreve o perdão como sendo uma forma de se atingir a calma e
> > a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo. A terapia que ele
> > propõe encoraja as pessoas a terem maior responsabilidade sobre suas
> > emoções e ações, e serem mais realistas sobre os desafios e quedas de
> > suas vidas.
> >
> > OS NOVE PASSOS DO PERDÃO - Segundo o Dr. Fred Luskin
> >
> > 1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja
> > capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua
> > experiência a umas duas pessoas de confiança.
> >
> > 2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se
> > sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém
> > mais precisa saber sua decisão.
> >
> > 3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente
> > reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice
> > dela. O que você procura é paz.
> >
> > 4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o
> > seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico
> > de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois
> > minutos - ou dez anos - atrás.
> >
> > 5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de
> > controle de estresse para atenuar os mecanismo de seu corpo.
> >
> > 6. Desista de espera, de outras pessoas ou de sua vida, coisa que elas
> > não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que
> > você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros.
> > Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade
> > e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essa
> > coisa aconteçam quando você não tem o pode de fazê-las acontecer.
> >
> > 7. Coloque sua energia em tenta alcançar seus objetivos positivos por
> > um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de
> > reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus
> > fins.
> >
> > 8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em
> > vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à
> > pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao
> > seu redor.
> >
> > 9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre
> > da escolha heróicas que é perdoar. Passe de vítima a herói na história
> > que você contar."
> >
> > Fonte:
www.learningtoforgive.com